Interação rocha-fluido durante processo de acidificação de matriz em rochas carbonáticas sintéticas
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Engenharia Civil
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/56804 |
Resumo: | Uma das técnicas de estimulação de poços de petróleo é a injeção de fluido ácido a uma pressão inferior à pressão de fraturamento das rochas, chamada acidificação de matriz, que promove sua dissolução pela formação de canais de alta permeabilidade, os wormholes, afetando a injetividade do poço, mas que pode comprometer a resistência e estabilidade da rocha no seu entorno, além de ter sua eficiência afetada pelas heterogeneidades, como as fraturas. Consistindo em um problema de interação rocha-fluido, o presente trabalho tem por objetivo avaliar os efeitos da dissolução química nas propriedades petrofísicas e geomecânicas pela acidificação de matriz, em rochas carbonáticas sintéticas com e sem a presença de fraturas. Empregou-se uma metodologia de confecção das amostras utilizando 90% de pó calcário e 10% de resina epóxi (definidas após dosagem), consolidadas por compactação e posterior tratamento térmico. Para representação das fraturas, utilizou-se tiras de geotêxtil não-tecido inseridos durante a construção da rocha, posicionadas em regiões específicas e perpendiculares à direção de injeção do fluido, para verificação de sua influência no processo dissolutivo. Desenvolveu- se um sistema utilizando uma célula de dissolução química para a realização dos testes de acidificação, cujo fluido reativo utilizado consistiu numa solução de 10% de ácido acético em água destilada, aplicado a uma pressão constante, a fim de observar os efeitos de um ácido orgânico fraco para tempos de ensaios de 36, 72 e 108 horas. Ensaios químicos (FRX e DRX), petrofísicos (porosidade e permeabilidade), petrográficos, geomecânicos (resistência à compressão simples, diametral e triaxial) e análises por imagem utilizando microtomografia computadorizada de Raios-X foram realizados para a caracterização das rochas e verificação dos efeitos da acidificação. Observou-se alterações nas propriedades das amostras com o aumento do tempo de contato rocha-fluido, destacando-se o aumento da porosidade e permeabilidade provocado pelo maior volume de vazios e maior interconectividade entre os poros causado pela dissolução de minerais. Analisando a formação dos wormholes, notou-se padrões do tipo ramificado e uniforme, estando associados à ação retardada da dissociação do ácido acético, às propriedades petrofísicas iniciais da rocha e à baixa taxa de injeção aplicada; as fraturas influenciaram nestes canais, com intensificação da dissolução nas regiões em que estas estavam inseridas, aumentando as ramificações presentes aos longo de sua estrutura, desviando o fluido para a direção perpendicular à direção de injeção, especialmente observado após 72 horas, destacando-se o uso do geossintético como material representativo de fraturas em amostras sintéticas. Houve também a redução de resistência mecânica (UCS) com a acidificação, que passou de 41,32 a 50,80 MPa (moderadamente dura a dura) para até 4,12 MPa (muito branda) após 108 horas de ensaio, com transição do comportamento tensão-deformação de frágil para dúctil, além da redução de sua rigidez. A metodologia de fabricação das rochas carbonáticas sintéticas e o desenvolvimento do sistema utilizando a célula de dissolução química para realização dos testes de acidificação contribuiram para evidenciar os efeitos da dissolução de minerais nas propriedades de rochas carbonáticas após acidificação. |
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Consistindo em um problema de interação rocha-fluido, o presente trabalho tem por objetivo avaliar os efeitos da dissolução química nas propriedades petrofísicas e geomecânicas pela acidificação de matriz, em rochas carbonáticas sintéticas com e sem a presença de fraturas. Empregou-se uma metodologia de confecção das amostras utilizando 90% de pó calcário e 10% de resina epóxi (definidas após dosagem), consolidadas por compactação e posterior tratamento térmico. Para representação das fraturas, utilizou-se tiras de geotêxtil não-tecido inseridos durante a construção da rocha, posicionadas em regiões específicas e perpendiculares à direção de injeção do fluido, para verificação de sua influência no processo dissolutivo. Desenvolveu- se um sistema utilizando uma célula de dissolução química para a realização dos testes de acidificação, cujo fluido reativo utilizado consistiu numa solução de 10% de ácido acético em água destilada, aplicado a uma pressão constante, a fim de observar os efeitos de um ácido orgânico fraco para tempos de ensaios de 36, 72 e 108 horas. Ensaios químicos (FRX e DRX), petrofísicos (porosidade e permeabilidade), petrográficos, geomecânicos (resistência à compressão simples, diametral e triaxial) e análises por imagem utilizando microtomografia computadorizada de Raios-X foram realizados para a caracterização das rochas e verificação dos efeitos da acidificação. Observou-se alterações nas propriedades das amostras com o aumento do tempo de contato rocha-fluido, destacando-se o aumento da porosidade e permeabilidade provocado pelo maior volume de vazios e maior interconectividade entre os poros causado pela dissolução de minerais. Analisando a formação dos wormholes, notou-se padrões do tipo ramificado e uniforme, estando associados à ação retardada da dissociação do ácido acético, às propriedades petrofísicas iniciais da rocha e à baixa taxa de injeção aplicada; as fraturas influenciaram nestes canais, com intensificação da dissolução nas regiões em que estas estavam inseridas, aumentando as ramificações presentes aos longo de sua estrutura, desviando o fluido para a direção perpendicular à direção de injeção, especialmente observado após 72 horas, destacando-se o uso do geossintético como material representativo de fraturas em amostras sintéticas. Houve também a redução de resistência mecânica (UCS) com a acidificação, que passou de 41,32 a 50,80 MPa (moderadamente dura a dura) para até 4,12 MPa (muito branda) após 108 horas de ensaio, com transição do comportamento tensão-deformação de frágil para dúctil, além da redução de sua rigidez. A metodologia de fabricação das rochas carbonáticas sintéticas e o desenvolvimento do sistema utilizando a célula de dissolução química para realização dos testes de acidificação contribuiram para evidenciar os efeitos da dissolução de minerais nas propriedades de rochas carbonáticas após acidificação.One of the techniques for stimulating oil wells is the injection of acidic fluid at a pressure lower than the fracturing pressure of the rocks, known as matrix acidizing, which promotes their dissolution by forming high-permeability channels, the wormholes, affecting the injectivity of the well, but which can compromise the resistance and stability of the surrounding rock, as well as having its efficiency affected by heterogeneities such as fractures. The aim of this study is to evaluate the effects of chemical dissolution on the petrophysical and geomechanical properties of matrix acidizing in synthetic carbonate rocks with and without fractures. A methodology was used to make the samples using 90% limestone powder and 10% epoxy resin (defined after dosing), consolidated by compaction and subsequent heat treatment. To represent the fractures, strips of non-woven geotextile inserted during the construction of the rock were used, positioned in specific regions and perpendicular to the direction of fluid injection, to verify their influence on the dissolution process. A system was developed using a chemical dissolution cell to carry out acidification tests. The reactive fluid used consisted of a 10% solution of acetic acid in distilled water, applied at a constant pressure, in order to observe the effects of a weak organic acid for test times of 36, 72 and 108 hours. Chemical tests (XRF and XRD), petrophysical tests (porosity and permeability), petrographic tests, geomechanical tests (simple, diametrical and triaxial compressive strength) and image analyses using X-ray computed microtomography were carried out to characterize the rocks and verify the effects of acidification. Changes were observed in the properties of the samples as the rock-fluid contact time increased, especially the increase in porosity and permeability caused by the greater volume of voids and greater interconnectivity between the pores caused by the dissolution of minerals. An analysis of the formation of wormholes showed branched and uniform patterns, associated with the delayed action of acetic acid dissociation, the initial petrophysical properties of the rock and the low injection rate applied; the fractures influenced these channels, with intensification of dissolution in the regions where they were inserted, increasing the branches present along their structure, diverting the fluid in a direction perpendicular to the injection direction, especially observed after 72 hours, highlighting the use of geosynthetics as a representative material for fractures in synthetic samples. There was also a reduction in mechanical strength (UCS) with acidification, which went from 41.32 to 50.80 MPa (moderately hard to hard) to up to 4.12 MPa (very soft) after 108 hours of testing, with a transition in stress-strain behavior from brittle to ductile, as well as a reduction in rigidity. The methodology used to manufacture the synthetic carbonate rocks and the development of the system using the chemical dissolution cell to carry out the acidification tests contributed to showing the effects of mineral dissolution on the properties of carbonate rocks after acidification.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Engenharia CivilUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessEngenharia CivilAcidificação de matrizÁcido acéticoDissolução químicaFraturasGeotêxtilRocha carbonática sintéticaInteração rocha-fluido durante processo de acidificação de matriz em rochas carbonáticas sintéticasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Yago Ryan Pinheiro dos Santos.pdfTESE Yago Ryan Pinheiro dos Santos.pdfapplication/pdf15218441https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/56804/1/TESE%20Yago%20Ryan%20Pinheiro%20dos%20Santos.pdf9c212ea7223eb53daa99aca75c9c4649MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
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