Análise dos efeitos de luz parcialmente coerente em medidas de termometria por luminescência

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: NASCIMENTO, Dayvid Mello
Orientador(a): AMARAL, Anderson Monteiro
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Fisica
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/55963
Resumo: Sistemas luminescentes que apresentam processos multifotônicos são objeto de grande inte- resse e aplicabilidade em diversas áreas da ciência e da tecnologia. Todavia, o grande número de estados excitados que podem ser acessados por fontes de luz acessíveis e a alta probabili- dade de decaimento radiativo partindo de tais estados faz com que não seja incomum observar sobreposições espectrais provenientes de bandas de emissão distintas, principalmente ligadas a processos multifotônicos de diferente ordens e processos. Esse fenômeno pode prejudicar severamente a análise de resultados experimentais, como, por exemplo, nas medidas de tem- peratura na termometria por luminescência. Por exemplo, já foi mostrado pelo nosso grupo que desconsiderar os efeitos das contribuições da banda de três fótons nas bandas detectadas pode acarretar problemas sérios na interpretação dos resultados de medidas de Luminescence Intensity Ratio (LIR). No presente trabalho, pretende-se investigar como a coerência espacial parcial da luz utilizada para excitação afeta a LIR. Este é um aspecto pouco explorado na literatura, mas que é de grande interesse para a nanotermometria. Por exemplo, a coerência espacial varia quando a luz propaga em materiais biológicos, de forma que compreender tais efeitos é importante para aplicações. Para verificar tais efeitos experimentalmente, foi utili- zado um feixe contínuo no infravermelho próximo (977 nm) como fonte de excitação de uma amostra de nanopartículas de NaYF4 codopadas com Yb3+ e Er3+ suspensas em tolueno. Com o objetivo de emular os efeitos da luz propagando-se em materiais difusores, tal como tecidos biológicos, foram utilizados filtros difusores que imprimem padrões de fase aleatória sobre a frente de onda. Inicialmente foi caracterizada a intensidade da luz emitida em cada linha de emissão em função da excitação, com a amostra mantida em temperatura constante. Neste primeiro conjunto de resultados, foi observado que cada emissão possui uma dependência di- ferente com a potência de excitação, a depender do estado de coerência da frente de onda. As emissões termicamente acopladas (iniciadas nos niveis 2H11/2 e 4S3/2) variam de forma semelhante. No entanto, a luminescência associada à excitação por três fótons, originada a partir do nível 2H9/2, varia de forma distinta daquela dos níveis termicamente acoplados. Em particular, foi observado que nos casos de coerência espacial parcial, a emissão proveniente do decaimento do nível 2H9/2 é mais intensa e cresce mais rapidamente com a potência usada para a excitação das partículas. Esta é uma observação importante, pois indica que a relevância da contaminação do espectro utilizado para a LIR pode depender da propagação dentro de meios espalhadores. Enquanto a dependência da LIR com a propagação em meios absorvedores é bem conhecida, o efeito que observamos ocorre em meios transparentes, algo pouco considerado na literatura. Posteriormente, verificamos como as medidas de temperatura são afetadas por um procedimento de calibração que desconsidera tal contaminação espectral. Para tal, foram considerados dois regimes de excitação da amostra: um com potência P constante e outro com a intensidade I mantida constante. Para a excitação da suspensão com um feixe gaussiano, ambos os regimes devem fornecer resultados idênticos, visto que a relação entre a potência e a intensidade envolve apenas a área transversal do feixe. Entretanto, a variação da coerência espacial modifica a estatística das flutuações de intensidade e a área transversal do feixe. En- quanto o regime de potência constante se assemelha a um ajuste realizado considerando as propriedades do laser usado para a excitação, o regime de intensidade constante se assemelha a um procedimento de calibração onde se quer garantir um determinado nível de relação sinal- ruído no sistema de detecção. Foi observado que em ambos os cenários, P ou I constantes, a LIR independe da coerência espacial da luz utilizada para excitar a amostra quando apenas os níveis termicamente acoplados são considerados. Esta é uma verificação importante, pois indica a robustez da LIR sob propagação em meios espalhadores quando a luz detectada não está contaminada por emissões espúrias. Por outro lado, ao incluir a contaminação pela lu- minescência originada do nível 2H9/2, observou-se que no regime de P constante, a perda de coerência espacial leva a uma redução da influência do nível 2H9/2 nas leituras de temperatura. Isto pode ser compreendido ao considerar que a intensidade média deve diminuir neste regime pois a área ocupada pelo feixe tipicamente aumenta. Por outro lado, no regime de I constante, os feixes com maiores flutuações espaciais na intensidade levam a maiores desvios nas leituras de temperatura. As medidas realizadas indicam que, caso a contaminação pela emissão de três fótons seja relevante, a variação no grau de coerência espacial pode levar desvios sistemáticos nas leituras de temperatura que podem superar 20K. Considerando que buscam-se termôme- tros capazes de atingir resoluções de 0.1 K, e até onde sabemos tais efeitos sistemáticos sobre a calibração nunca foram reportados na literatura, a presente dissertação deve contribuir para uma melhor compreensão do uso de termômetros luminescentes em materiais espalhadores.
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Todavia, o grande número de estados excitados que podem ser acessados por fontes de luz acessíveis e a alta probabili- dade de decaimento radiativo partindo de tais estados faz com que não seja incomum observar sobreposições espectrais provenientes de bandas de emissão distintas, principalmente ligadas a processos multifotônicos de diferente ordens e processos. Esse fenômeno pode prejudicar severamente a análise de resultados experimentais, como, por exemplo, nas medidas de tem- peratura na termometria por luminescência. Por exemplo, já foi mostrado pelo nosso grupo que desconsiderar os efeitos das contribuições da banda de três fótons nas bandas detectadas pode acarretar problemas sérios na interpretação dos resultados de medidas de Luminescence Intensity Ratio (LIR). No presente trabalho, pretende-se investigar como a coerência espacial parcial da luz utilizada para excitação afeta a LIR. 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Enquanto a dependência da LIR com a propagação em meios absorvedores é bem conhecida, o efeito que observamos ocorre em meios transparentes, algo pouco considerado na literatura. Posteriormente, verificamos como as medidas de temperatura são afetadas por um procedimento de calibração que desconsidera tal contaminação espectral. Para tal, foram considerados dois regimes de excitação da amostra: um com potência P constante e outro com a intensidade I mantida constante. Para a excitação da suspensão com um feixe gaussiano, ambos os regimes devem fornecer resultados idênticos, visto que a relação entre a potência e a intensidade envolve apenas a área transversal do feixe. Entretanto, a variação da coerência espacial modifica a estatística das flutuações de intensidade e a área transversal do feixe. En- quanto o regime de potência constante se assemelha a um ajuste realizado considerando as propriedades do laser usado para a excitação, o regime de intensidade constante se assemelha a um procedimento de calibração onde se quer garantir um determinado nível de relação sinal- ruído no sistema de detecção. Foi observado que em ambos os cenários, P ou I constantes, a LIR independe da coerência espacial da luz utilizada para excitar a amostra quando apenas os níveis termicamente acoplados são considerados. Esta é uma verificação importante, pois indica a robustez da LIR sob propagação em meios espalhadores quando a luz detectada não está contaminada por emissões espúrias. Por outro lado, ao incluir a contaminação pela lu- minescência originada do nível 2H9/2, observou-se que no regime de P constante, a perda de coerência espacial leva a uma redução da influência do nível 2H9/2 nas leituras de temperatura. Isto pode ser compreendido ao considerar que a intensidade média deve diminuir neste regime pois a área ocupada pelo feixe tipicamente aumenta. Por outro lado, no regime de I constante, os feixes com maiores flutuações espaciais na intensidade levam a maiores desvios nas leituras de temperatura. As medidas realizadas indicam que, caso a contaminação pela emissão de três fótons seja relevante, a variação no grau de coerência espacial pode levar desvios sistemáticos nas leituras de temperatura que podem superar 20K. Considerando que buscam-se termôme- tros capazes de atingir resoluções de 0.1 K, e até onde sabemos tais efeitos sistemáticos sobre a calibração nunca foram reportados na literatura, a presente dissertação deve contribuir para uma melhor compreensão do uso de termômetros luminescentes em materiais espalhadores.CAPESLuminescent systems exhibiting multiphotonic processes are of great interest and applicabil- ity in various fields of science and technology. However, the large number of excited states that can be accessed by available light sources and the high probability of radiative decay from such states make it not uncommon to observe spectral overlaps due to distinct emission bands, mainly related to different-order multiphotonic processes and phenomena. This can severely impair the analysis of experimental results, such as in temperature measurements in luminescence thermometry. For instance, it has been shown by our group that neglecting the effects of contributions from the three-photon band in the detected bands can lead to serious issues in interpreting Luminescence Intensity Ratio (LIR) measurement results. The present work intends to investigate how does the partial spatial coherence of the excitation light used impacts the LIR. This aspect is not often considered in the literature, but it is of great in- terest for nanothermometry. For example, the spatial coherence varies when light propagates within biological materials, so understanding such effects is important for applications. To verify these effects experimentally, a continuous near-infrared beam (977 nm) was used as the excitation source for a sample of NaYF4 nanoparticles co-doped with Yb3+ and Er3+ suspended in toluene. In order to emulate the effects of light propagating in scattering materials, such as biological tissues, diffuser filters were used to imprint random phase patterns on the wavefront. Initially, the intensity of the emitted light was characterized for each emission line as a function of excitation, with the sample maintained at constant temperature. In this first set of results, it was observed that each emission has a different dependence on excitation power, depending on the coherence state of the wavefront. Thermally coupled emissions (initiated at the 2H11/2 and 4S3/2 levels) vary similarly. However, the luminescence associated with three-photon exci- tation, originating from the 2H9/2 level, varies differently from that of thermally coupled levels. In particular, it was observed that in cases of partial spatial coherence, the 2H9/2 emission is more intense and grows more rapidly with the power used to excite the particles. This is an important observation as it indicates that the relevance of spectrum contamination used for LIR may depend on propagation within scattering samples. While the dependence of LIR on propagation in absorptive media is well known, the effect we observed occurs in transparent media, an aspect not much considered in the literature. Subsequently, we investigated how temperature measurements are affected by a calibration procedure that neglects such spectral contamination. For this, two excitation regimes of the sample were considered: one with con- stant power P and another with constant intensity I. For excitation of the suspension with a Gaussian beam, both regimes should provide identical results, since the relationship between power and intensity involves only the transverse area of the beam. However, a change in the spatial coherence modifies the intensity fluctuation statistics and the transverse area of the beam. While the constant power regime resembles an adjustment considering the properties of the laser used for excitation, the constant intensity regime resembles a calibration procedure where one wants to ensure a certain level of signal-to-noise ratio in the detection system. It was observed that in both scenarios, constant P or I, the LIR is independent of the spatial coher- ence of the light used to excite the sample when only thermally coupled levels are considered. This is an important verification as it indicates the robustness of the LIR under propagation in scattering media when the detected light is not contaminated by spurious emissions. On the other hand, when including contamination due to the luminescence from the 2H9/2 level, it was observed that in the constant P regime, the loss of spatial coherence leads to a reduction in the influence of the 2H9/2 level on temperature readings. This can be understood by considering that the average intensity should decrease in this regime as the area occupied by the beam typically increases. On the other hand, in the constant I regime, beams with greater spatial intensity fluctuations lead to greater deviations in temperature readings. The measurements performed indicate that if contamination by three-photon emission is relevant, variations in the degree of spatial coherence can lead to systematic deviations in temperature readings that can exceed 20K. Considering that thermometers capable of achieving resolutions of 0.1 K are sought, and as far as we know such systematic effects on calibration have never been reported in the literature, the present dissertation should contribute to a better understanding of the use of luminescent thermometers in scattering materials.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em FisicaUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessÍons lantanídeosMecanismos de conversão de energiaEspectroscopia ópticaEstatística da luzTermometria ópticaAnálise dos efeitos de luz parcialmente coerente em medidas de termometria por luminescênciainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Dayvid Mello Nascimento.pdfDISSERTAÇÃO Dayvid Mello Nascimento.pdfapplication/pdf5963158https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/55963/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Dayvid%20Mello%20Nascimento.pdf1e67853c2681ea28077659d974f8b508MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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No presente trabalho, pretende-se investigar como a coerência espacial parcial da luz utilizada para excitação afeta a LIR. Este é um aspecto pouco explorado na literatura, mas que é de grande interesse para a nanotermometria. Por exemplo, a coerência espacial varia quando a luz propaga em materiais biológicos, de forma que compreender tais efeitos é importante para aplicações. Para verificar tais efeitos experimentalmente, foi utili- zado um feixe contínuo no infravermelho próximo (977 nm) como fonte de excitação de uma amostra de nanopartículas de NaYF4 codopadas com Yb3+ e Er3+ suspensas em tolueno. Com o objetivo de emular os efeitos da luz propagando-se em materiais difusores, tal como tecidos biológicos, foram utilizados filtros difusores que imprimem padrões de fase aleatória sobre a frente de onda. Inicialmente foi caracterizada a intensidade da luz emitida em cada linha de emissão em função da excitação, com a amostra mantida em temperatura constante. Neste primeiro conjunto de resultados, foi observado que cada emissão possui uma dependência di- ferente com a potência de excitação, a depender do estado de coerência da frente de onda. As emissões termicamente acopladas (iniciadas nos niveis 2H11/2 e 4S3/2) variam de forma semelhante. No entanto, a luminescência associada à excitação por três fótons, originada a partir do nível 2H9/2, varia de forma distinta daquela dos níveis termicamente acoplados. Em particular, foi observado que nos casos de coerência espacial parcial, a emissão proveniente do decaimento do nível 2H9/2 é mais intensa e cresce mais rapidamente com a potência usada para a excitação das partículas. Esta é uma observação importante, pois indica que a relevância da contaminação do espectro utilizado para a LIR pode depender da propagação dentro de meios espalhadores. Enquanto a dependência da LIR com a propagação em meios absorvedores é bem conhecida, o efeito que observamos ocorre em meios transparentes, algo pouco considerado na literatura. Posteriormente, verificamos como as medidas de temperatura são afetadas por um procedimento de calibração que desconsidera tal contaminação espectral. Para tal, foram considerados dois regimes de excitação da amostra: um com potência P constante e outro com a intensidade I mantida constante. Para a excitação da suspensão com um feixe gaussiano, ambos os regimes devem fornecer resultados idênticos, visto que a relação entre a potência e a intensidade envolve apenas a área transversal do feixe. Entretanto, a variação da coerência espacial modifica a estatística das flutuações de intensidade e a área transversal do feixe. En- quanto o regime de potência constante se assemelha a um ajuste realizado considerando as propriedades do laser usado para a excitação, o regime de intensidade constante se assemelha a um procedimento de calibração onde se quer garantir um determinado nível de relação sinal- ruído no sistema de detecção. Foi observado que em ambos os cenários, P ou I constantes, a LIR independe da coerência espacial da luz utilizada para excitar a amostra quando apenas os níveis termicamente acoplados são considerados. Esta é uma verificação importante, pois indica a robustez da LIR sob propagação em meios espalhadores quando a luz detectada não está contaminada por emissões espúrias. Por outro lado, ao incluir a contaminação pela lu- minescência originada do nível 2H9/2, observou-se que no regime de P constante, a perda de coerência espacial leva a uma redução da influência do nível 2H9/2 nas leituras de temperatura. Isto pode ser compreendido ao considerar que a intensidade média deve diminuir neste regime pois a área ocupada pelo feixe tipicamente aumenta. Por outro lado, no regime de I constante, os feixes com maiores flutuações espaciais na intensidade levam a maiores desvios nas leituras de temperatura. As medidas realizadas indicam que, caso a contaminação pela emissão de três fótons seja relevante, a variação no grau de coerência espacial pode levar desvios sistemáticos nas leituras de temperatura que podem superar 20K. Considerando que buscam-se termôme- tros capazes de atingir resoluções de 0.1 K, e até onde sabemos tais efeitos sistemáticos sobre a calibração nunca foram reportados na literatura, a presente dissertação deve contribuir para uma melhor compreensão do uso de termômetros luminescentes em materiais espalhadores.
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