Biotecnologia Industrial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: ROCHA JÚNIOR, Rivaldo Bezerra da
Orientador(a): SARUBBO, Leonie Asfora
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Biotecnologia Industrial
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66497
Resumo: O interesse industrial pelos surfactantes de origem microbiana tem se intensificado nos últimos tempos em função das características desses compostos como biodegradabilidade e toxicidade reduzida e da eficiência desses na remoção de metais pesados e compostos orgânicos hidrofóbicos em solos e águas. Assim, um biossurfactante foi produzido pela levedura Candida tropicalis em meio formulado com água destilada suplementada com 2,5% de melaço, 2,5% óleo de fritura e 4% de milhocina. Inicialmente, o biossurfactante foi produzido em escala de frascos e, em seguida, em biorreatores de 3 e 50L, a fim de simular condições industriais de produção. Os resultados obtidos foram satisfatórios, uma vez que em frascos obteve- se uma tensão superficial em torno de 30 mN/m e uma produção de 9,5 g/L, enquanto que no biorreator de 50 L a tensão superficial manteve-se estável, alcançando-se uma produção de 27 g/L de biossurfactante. Medidas de tensão e de emulsificação de óleo de motor foram realizadas em condições extremas de temperatura, pH e na presença de NaCl, demonstrando a estabilidade do biossurfactante. O biossurfactante isolado foi caracterizado como sendo uma molécula aniônica com capacidade de reduzir a tensão superficial da água de 70 para 30 mN/m, com Concentração Micelar Crítica de 0,5%. O biossurfactante não apresentou efeito tóxico sobre sementes de vegetais nem sobre o microcrustáceo Artemia salina. Aplicações na remoção de metais pesados em areia contaminada, sob condições dinâmicas, demonstraram o potencial do biossurfactante bruto e isolado na remoção de Zn e Cu, com percentuais entre 30 e 80%, enquanto que a maior remoção de Pb foi de 15%. Testes em colunas empacotadas também confirmaram a capacidade do biossurfactante na remoção de Zn e Cu, entre 45 e 65%, embora o chumbo não tenha sido removido sob condições estáticas. A cinética de remoção demonstrou que 30 min são suficientes para a remoção dos metais, enquanto uma única lavagem da areia com o biossurfactante permite alcançar a maior eficiência de remoção. O biossurfactante também foi capaz de reduzir significativamente a condutividade elétrica de soluções contendo metais pesados. Uma breve análise econômica demonstrou o potencial desse agente como coadjuvante dos processos industriais de remediação de solos e efluentes poluídos por contaminantes inorgânicos.
id UFPE_c509a747cb338783e96ea108eac5658e
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpe.br:123456789/66497
network_acronym_str UFPE
network_name_str Repositório Institucional da UFPE
repository_id_str
spelling ROCHA JÚNIOR, Rivaldo Bezerra dahttp://lattes.cnpq.br/2309719281901594http://lattes.cnpq.br/4691045388698504http://lattes.cnpq.br/9639390315407311SARUBBO, Leonie AsforaLUNA, Juliana Moura de2025-10-13T13:28:14Z2025-10-13T13:28:14Z2016-02-29ROCHA JÚNIOR, Rivaldo Bezerra da. Produção de Biossurfactante por Candida tropicalis para Aplicação na Remoção de Metais Pesados. 2016. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia Industrial) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2016.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66497O interesse industrial pelos surfactantes de origem microbiana tem se intensificado nos últimos tempos em função das características desses compostos como biodegradabilidade e toxicidade reduzida e da eficiência desses na remoção de metais pesados e compostos orgânicos hidrofóbicos em solos e águas. Assim, um biossurfactante foi produzido pela levedura Candida tropicalis em meio formulado com água destilada suplementada com 2,5% de melaço, 2,5% óleo de fritura e 4% de milhocina. Inicialmente, o biossurfactante foi produzido em escala de frascos e, em seguida, em biorreatores de 3 e 50L, a fim de simular condições industriais de produção. Os resultados obtidos foram satisfatórios, uma vez que em frascos obteve- se uma tensão superficial em torno de 30 mN/m e uma produção de 9,5 g/L, enquanto que no biorreator de 50 L a tensão superficial manteve-se estável, alcançando-se uma produção de 27 g/L de biossurfactante. Medidas de tensão e de emulsificação de óleo de motor foram realizadas em condições extremas de temperatura, pH e na presença de NaCl, demonstrando a estabilidade do biossurfactante. O biossurfactante isolado foi caracterizado como sendo uma molécula aniônica com capacidade de reduzir a tensão superficial da água de 70 para 30 mN/m, com Concentração Micelar Crítica de 0,5%. O biossurfactante não apresentou efeito tóxico sobre sementes de vegetais nem sobre o microcrustáceo Artemia salina. Aplicações na remoção de metais pesados em areia contaminada, sob condições dinâmicas, demonstraram o potencial do biossurfactante bruto e isolado na remoção de Zn e Cu, com percentuais entre 30 e 80%, enquanto que a maior remoção de Pb foi de 15%. Testes em colunas empacotadas também confirmaram a capacidade do biossurfactante na remoção de Zn e Cu, entre 45 e 65%, embora o chumbo não tenha sido removido sob condições estáticas. A cinética de remoção demonstrou que 30 min são suficientes para a remoção dos metais, enquanto uma única lavagem da areia com o biossurfactante permite alcançar a maior eficiência de remoção. O biossurfactante também foi capaz de reduzir significativamente a condutividade elétrica de soluções contendo metais pesados. Uma breve análise econômica demonstrou o potencial desse agente como coadjuvante dos processos industriais de remediação de solos e efluentes poluídos por contaminantes inorgânicos.The industrial interest in microbial surfactants has been intensified in recent years due to the characteristics of these compounds as biodegradability and reduced toxicity and effectiveness in removing heavy metals and hydrophobic organic compounds in soil and water. Thus, a biosurfactant was produced by the yeast Candida tropicalis grown in distilled water supplemented with 2.5% molasses, 2.5% frying oil and 4% of corn steep liquor. firstlly, the biosurfactant was produced in Erlenmeyers flasks and then in 3 and 50 L bioreactors to simulate industrial conditions of production. The results were satisfactory, since a surface tension of 30 mN/m and a production of 9.5 g/L was reached in flasks, while a production of 27 g/L of biosurfactant was reached in the 50 L bioreactor. Surface tension measurement and engine oil emulsification were performed under extreme conditions of temperature, pH and at the presence of NaCl, demonstrating the stability of biosurfactant. The isolated biosurfactant was characterized as an anionic molecule capable of reducing the surface tension of water from 70 to 30 mN/m at 0.5% of Concentration Critical Micelle. The biosurfactant showed no toxic effect on plant seeds or on the brine shrimp microcrustacean. Applications in removing heavy metals from contaminated sand under dynamic conditions demonstrate the potential of the crude and isolated biosurfactant in removal of Zn and Cu with percentages between 30 and 80%, while the best removal of Pb was 15%. Tests in packed columns also confirmed the ability of biosurfactant in removing Cu and Zn between 45 and 65%, although the lead has not been removed under static conditions. The removal kinetics demonstrated that 30 minutes was sufficient for the removal of metals while a single washing with the biosurfactant will achieve a higher removal efficiency. The biosurfactant was able to significantly reduce the electrical conductivity of solutions containing heavy metals. The results suggest the great potential of this agent for industrial remediation processes of soils and water polluted with inorganic contaminants. A brief economic analysis demonstrated the potential of this agent for application in the industrial remediation processes of soil and wastewater polluted by inorganic contaminants.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Biotecnologia IndustrialUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessEducaçãoEcologiaMeio Ambiente e BiodiversidadeBiotecnologiaMicrobiologiaBioprocessosBiotecnologia Industrialinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Rivaldo Bezerra da Rocha Júnior.pdfDISSERTAÇÃO Rivaldo Bezerra da Rocha Júnior.pdfapplication/pdf946637https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66497/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Rivaldo%20Bezerra%20da%20Rocha%20J%c3%banior.pdfbcd357bb72eabef87523e3d64abdc66bMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66497/2/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD52TEXTDISSERTAÇÃO Rivaldo Bezerra da Rocha Júnior.pdf.txtDISSERTAÇÃO Rivaldo Bezerra da Rocha Júnior.pdf.txtExtracted texttext/plain213239https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66497/3/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Rivaldo%20Bezerra%20da%20Rocha%20J%c3%banior.pdf.txt8142816cf71044421a7dfe591e11c0c9MD53THUMBNAILDISSERTAÇÃO Rivaldo Bezerra da Rocha Júnior.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Rivaldo Bezerra da Rocha Júnior.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1265https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66497/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Rivaldo%20Bezerra%20da%20Rocha%20J%c3%banior.pdf.jpgb4fdc2d6d811779f91af59df0532adffMD54123456789/664972025-10-19 14:43:38.249oai:repositorio.ufpe.br:123456789/66497VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-10-19T17:43:38Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Biotecnologia Industrial
title Biotecnologia Industrial
spellingShingle Biotecnologia Industrial
ROCHA JÚNIOR, Rivaldo Bezerra da
Educação
Ecologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Biotecnologia
Microbiologia
Bioprocessos
title_short Biotecnologia Industrial
title_full Biotecnologia Industrial
title_fullStr Biotecnologia Industrial
title_full_unstemmed Biotecnologia Industrial
title_sort Biotecnologia Industrial
author ROCHA JÚNIOR, Rivaldo Bezerra da
author_facet ROCHA JÚNIOR, Rivaldo Bezerra da
author_role author
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/2309719281901594
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/4691045388698504
dc.contributor.advisor-coLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/9639390315407311
dc.contributor.author.fl_str_mv ROCHA JÚNIOR, Rivaldo Bezerra da
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv SARUBBO, Leonie Asfora
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv LUNA, Juliana Moura de
contributor_str_mv SARUBBO, Leonie Asfora
LUNA, Juliana Moura de
dc.subject.por.fl_str_mv Educação
Ecologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Biotecnologia
Microbiologia
Bioprocessos
topic Educação
Ecologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Biotecnologia
Microbiologia
Bioprocessos
description O interesse industrial pelos surfactantes de origem microbiana tem se intensificado nos últimos tempos em função das características desses compostos como biodegradabilidade e toxicidade reduzida e da eficiência desses na remoção de metais pesados e compostos orgânicos hidrofóbicos em solos e águas. Assim, um biossurfactante foi produzido pela levedura Candida tropicalis em meio formulado com água destilada suplementada com 2,5% de melaço, 2,5% óleo de fritura e 4% de milhocina. Inicialmente, o biossurfactante foi produzido em escala de frascos e, em seguida, em biorreatores de 3 e 50L, a fim de simular condições industriais de produção. Os resultados obtidos foram satisfatórios, uma vez que em frascos obteve- se uma tensão superficial em torno de 30 mN/m e uma produção de 9,5 g/L, enquanto que no biorreator de 50 L a tensão superficial manteve-se estável, alcançando-se uma produção de 27 g/L de biossurfactante. Medidas de tensão e de emulsificação de óleo de motor foram realizadas em condições extremas de temperatura, pH e na presença de NaCl, demonstrando a estabilidade do biossurfactante. O biossurfactante isolado foi caracterizado como sendo uma molécula aniônica com capacidade de reduzir a tensão superficial da água de 70 para 30 mN/m, com Concentração Micelar Crítica de 0,5%. O biossurfactante não apresentou efeito tóxico sobre sementes de vegetais nem sobre o microcrustáceo Artemia salina. Aplicações na remoção de metais pesados em areia contaminada, sob condições dinâmicas, demonstraram o potencial do biossurfactante bruto e isolado na remoção de Zn e Cu, com percentuais entre 30 e 80%, enquanto que a maior remoção de Pb foi de 15%. Testes em colunas empacotadas também confirmaram a capacidade do biossurfactante na remoção de Zn e Cu, entre 45 e 65%, embora o chumbo não tenha sido removido sob condições estáticas. A cinética de remoção demonstrou que 30 min são suficientes para a remoção dos metais, enquanto uma única lavagem da areia com o biossurfactante permite alcançar a maior eficiência de remoção. O biossurfactante também foi capaz de reduzir significativamente a condutividade elétrica de soluções contendo metais pesados. Uma breve análise econômica demonstrou o potencial desse agente como coadjuvante dos processos industriais de remediação de solos e efluentes poluídos por contaminantes inorgânicos.
publishDate 2016
dc.date.issued.fl_str_mv 2016-02-29
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2025-10-13T13:28:14Z
dc.date.available.fl_str_mv 2025-10-13T13:28:14Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv ROCHA JÚNIOR, Rivaldo Bezerra da. Produção de Biossurfactante por Candida tropicalis para Aplicação na Remoção de Metais Pesados. 2016. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia Industrial) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2016.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66497
identifier_str_mv ROCHA JÚNIOR, Rivaldo Bezerra da. Produção de Biossurfactante por Candida tropicalis para Aplicação na Remoção de Metais Pesados. 2016. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia Industrial) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2016.
url https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66497
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pos Graduacao em Biotecnologia Industrial
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPE
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPE
instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron:UFPE
instname_str Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron_str UFPE
institution UFPE
reponame_str Repositório Institucional da UFPE
collection Repositório Institucional da UFPE
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66497/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Rivaldo%20Bezerra%20da%20Rocha%20J%c3%banior.pdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66497/2/license.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66497/3/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Rivaldo%20Bezerra%20da%20Rocha%20J%c3%banior.pdf.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66497/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Rivaldo%20Bezerra%20da%20Rocha%20J%c3%banior.pdf.jpg
bitstream.checksum.fl_str_mv bcd357bb72eabef87523e3d64abdc66b
5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973
8142816cf71044421a7dfe591e11c0c9
b4fdc2d6d811779f91af59df0532adff
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
repository.mail.fl_str_mv attena@ufpe.br
_version_ 1862742024925478912