Causas de morte materna e a pandemia de COVID-19 no estado de Pernambuco : análise sob a perspectiva das causas múltiplas de morte
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| dARK ID: | ark:/64986/001300002ftt2 |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Saude Coletiva
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/60175 |
Resumo: | INTRODUÇÃO: A pandemia da COVID-19 pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) surgiu como um dos maiores desafios sanitários em escala global deste século. Tal evento afetou toda a sociedade, mas é inegável que alguns grupos populacionais têm sofrido uma carga extra, com repercussões distintas sobre a morbimortalidade, sequelas ou COVID longa. No Brasil, as gestantes e puérperas foram os grupos mais atingidos, pela superposição dos efeitos diretos da infecção e as precárias condições de atenção obstétrica (efeitos indiretos). A pandemia trouxe mudanças tanto nos níveis de mortalidade materna como na sua distribuição por causas. OBJETIVO: Analisar o perfil das causas de mortes maternas antes e durante a pandemia de COVID-19 de residentes no estado de Pernambuco, utilizando o referencial de causas múltiplas. MÉTODOS: Trata- se de um estudo transversal sobre as causas de óbito materno de mulheres residentes no estado (período pré-pandemia e pandemia). A população do estudo foi composta por todos os óbitos maternos de mulheres residentes em Pernambuco, notificados ao Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e ocorridos nos anos de 2017 a 2021. Foram utilizadas bases de dados dos sistemas de informação sobre mortalidade (SIM) e do sistema de informação sobre nascidos vivos (Sinasc); registros da ficha síntese (M5) da vigilância do óbito materno estadual e municipais. Foi descrito o perfil sociodemográfico das mulheres falecidas, calculado o percentual de óbito materno por macrorregião e estimadas as razões de mortalidade materna (RMM) precoce e tardia, por todas as causas, no estado, para os anos de 2017 a 2021. Entre 2020 e 2021, as causas de morte materna foram analisadas a partir dos referenciais de causas básicas e múltiplas, onde todas as causas registradas no atestado de óbito foram consideradas, ou seja, causas assinaladas nas partes I e II do atestado médico na declaração de óbito. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco. RESULTADOS/DISCUSSÃO: No período 2017 - 2019 foram registrados 280 óbitos por causas maternas e no período pandêmico de 2020 - 2021, 240 óbitos maternos. Para o período como um todo, 42,9% ocorreu entre mulheres de 30 a 39 anos e 78,1% entre mulheres negras (pardas e pretas). A região Metropolitana destaca-se com 62,1% dos óbitos maternos; enquanto a macrorregião do Sertão obteve o menor percentual (8,1%) para o período. Desses óbitos, 57,8% ocorreram no puerpério, até 42 dias do término da gestação e 19,7% entre 43 dias e 1 ano após o término da gestação; 72,8% dos óbitos foram classificados como evitáveis e 21,9% provavelmente evitáveis. Em 2021 de foram registrados 120 óbitos maternos, equivalendo a uma Razão de Mortalidade Materna (RMM) de 94/100.000 nascidos vivos, caracterizando-se como a maior RMM quando comparada aos anos anteriores. Em relação às causas no triênio anterior a pandemia, as hipertensões gestacionais (n=39; 13,9%) e as hemorragias (n=38; 13,6%) foram as principais causas. Outra causa que merece destaque é a doença cardiovascular complicando a gravidez, parto e puerpério, que se apresentou como a quarta causa de óbito no mesmo período (n=22; 7,9%). Entre 2020-2021, as doenças virais destacaram-se como as principais causas de óbito materno (n=50; 20,8%), o que impactou no número de óbitos maternos por causas obstétricas indiretas (25,4% em 2017-2019 e 33,3% em 2020- 2021). Ao se referir a doenças com múltiplos diagnósticos, uma análise das causas múltiplas para 2020-2021, mostra que para as 240 causas básicas selecionadas, houve 913 menções nas partes I e II do atestado de óbito; dessas, 344 foram apenas na Parte I (linhas a, b, c e d), caracterizando uma razão causa múltipla/causa básica de 3,8 e 1,8, respectivamente. Não houve diferença entre as razões de menções entre as causas obstétricas diretas e indiretas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os achados reafirmam a importância de manter a vigilância contínua sobre a ocorrência de mortes evitáveis, sendo fundamental identificar as causas desses óbitos, tanto as causas básicas como as associadas, para que o cenário da mortalidade materna no estado seja compreendido de uma forma mais ampla, subsidiando as políticas de atenção à saúde reprodutiva e qualificando os sistemas de informação sobre mortes e agravos, independe de períodos epidêmicos ou pandêmicos. |
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CAVALCANTI, Caio César Lirahttp://lattes.cnpq.br/7254371507659878http://lattes.cnpq.br/4671417246201694ALVES, Sandra Valongueiro2025-01-31T14:53:27Z2025-01-31T14:53:27Z2024-01-31CAVALCANTI, Caio César Lira. Causas de morte materna e a pandemia de COVID-19 no estado de Pernambuco: análise sob a perspectiva das causas múltiplas de morte. 2024. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/60175ark:/64986/001300002ftt2INTRODUÇÃO: A pandemia da COVID-19 pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) surgiu como um dos maiores desafios sanitários em escala global deste século. Tal evento afetou toda a sociedade, mas é inegável que alguns grupos populacionais têm sofrido uma carga extra, com repercussões distintas sobre a morbimortalidade, sequelas ou COVID longa. No Brasil, as gestantes e puérperas foram os grupos mais atingidos, pela superposição dos efeitos diretos da infecção e as precárias condições de atenção obstétrica (efeitos indiretos). A pandemia trouxe mudanças tanto nos níveis de mortalidade materna como na sua distribuição por causas. OBJETIVO: Analisar o perfil das causas de mortes maternas antes e durante a pandemia de COVID-19 de residentes no estado de Pernambuco, utilizando o referencial de causas múltiplas. MÉTODOS: Trata- se de um estudo transversal sobre as causas de óbito materno de mulheres residentes no estado (período pré-pandemia e pandemia). A população do estudo foi composta por todos os óbitos maternos de mulheres residentes em Pernambuco, notificados ao Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e ocorridos nos anos de 2017 a 2021. Foram utilizadas bases de dados dos sistemas de informação sobre mortalidade (SIM) e do sistema de informação sobre nascidos vivos (Sinasc); registros da ficha síntese (M5) da vigilância do óbito materno estadual e municipais. Foi descrito o perfil sociodemográfico das mulheres falecidas, calculado o percentual de óbito materno por macrorregião e estimadas as razões de mortalidade materna (RMM) precoce e tardia, por todas as causas, no estado, para os anos de 2017 a 2021. Entre 2020 e 2021, as causas de morte materna foram analisadas a partir dos referenciais de causas básicas e múltiplas, onde todas as causas registradas no atestado de óbito foram consideradas, ou seja, causas assinaladas nas partes I e II do atestado médico na declaração de óbito. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco. RESULTADOS/DISCUSSÃO: No período 2017 - 2019 foram registrados 280 óbitos por causas maternas e no período pandêmico de 2020 - 2021, 240 óbitos maternos. Para o período como um todo, 42,9% ocorreu entre mulheres de 30 a 39 anos e 78,1% entre mulheres negras (pardas e pretas). A região Metropolitana destaca-se com 62,1% dos óbitos maternos; enquanto a macrorregião do Sertão obteve o menor percentual (8,1%) para o período. Desses óbitos, 57,8% ocorreram no puerpério, até 42 dias do término da gestação e 19,7% entre 43 dias e 1 ano após o término da gestação; 72,8% dos óbitos foram classificados como evitáveis e 21,9% provavelmente evitáveis. Em 2021 de foram registrados 120 óbitos maternos, equivalendo a uma Razão de Mortalidade Materna (RMM) de 94/100.000 nascidos vivos, caracterizando-se como a maior RMM quando comparada aos anos anteriores. Em relação às causas no triênio anterior a pandemia, as hipertensões gestacionais (n=39; 13,9%) e as hemorragias (n=38; 13,6%) foram as principais causas. Outra causa que merece destaque é a doença cardiovascular complicando a gravidez, parto e puerpério, que se apresentou como a quarta causa de óbito no mesmo período (n=22; 7,9%). Entre 2020-2021, as doenças virais destacaram-se como as principais causas de óbito materno (n=50; 20,8%), o que impactou no número de óbitos maternos por causas obstétricas indiretas (25,4% em 2017-2019 e 33,3% em 2020- 2021). Ao se referir a doenças com múltiplos diagnósticos, uma análise das causas múltiplas para 2020-2021, mostra que para as 240 causas básicas selecionadas, houve 913 menções nas partes I e II do atestado de óbito; dessas, 344 foram apenas na Parte I (linhas a, b, c e d), caracterizando uma razão causa múltipla/causa básica de 3,8 e 1,8, respectivamente. Não houve diferença entre as razões de menções entre as causas obstétricas diretas e indiretas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os achados reafirmam a importância de manter a vigilância contínua sobre a ocorrência de mortes evitáveis, sendo fundamental identificar as causas desses óbitos, tanto as causas básicas como as associadas, para que o cenário da mortalidade materna no estado seja compreendido de uma forma mais ampla, subsidiando as políticas de atenção à saúde reprodutiva e qualificando os sistemas de informação sobre mortes e agravos, independe de períodos epidêmicos ou pandêmicos.INTRODUCTION: The COVID-19 pandemic caused by the new coronavirus (SARS- CoV-2) has emerged as one of the biggest health challenges on a global scale of this century. This event affected the entire society, but it is undeniable that some population groups have suffered an extra burden, with different repercussions on morbidity and mortality, sequelae or long COVID. In Brazil, pregnant and postpartum women were the most affected groups, due to the overlap of the direct effects of the infection and the precarious conditions of obstetric care (indirect effects). The pandemic brought changes both in maternal mortality levels and in its distribution by causes. OBJECTIVE: To analyze the profile of the causes of maternal deaths before and during the COVID-19 pandemic among residents in the state of Pernambuco, using the multiple causes framework. METHODS: This is a cross-sectional study on the causes of maternal death of women residing in the state (pre-pandemic and pandemic periods). The study population was made up of all maternal deaths of women living in Pernambuco, reported to the Mortality Information System (SIM) and occurring between 2017 and 2021. Databases from mortality information systems (SIM) were used and the live birth information system (Sinasc); records from the summary form (M5) of state and municipal maternal death surveillance. The sociodemographic profile of the deceased women was described, the percentage of maternal deaths by macro-region was calculated and the early and late maternal mortality ratios (MMR) were estimated, from all causes, in the state, for the years 2017 to 2021. Between 2020 and 2021, the causes of maternal death were analyzed based on the references of basic and multiple causes, where all causes registered on the death certificate were considered, that is, causes indicated in parts I and II of the medical certificate in the death certificate. The project was approved by the Research Ethics Committee of the Federal University of Pernambuco. RESULTS/DISCUSSION: In the period 2017 - 2019, 280 deaths from maternal causes were recorded and in the pandemic period of 2020 - 2021, 240 maternal deaths. For the period as a whole, 42.9% occurred among women aged 30 to 39 and 78.1% among black women (brown and black). The Metropolitan region stands out with 62.1% of maternal deaths; while the Sertão macro-region had the lowest percentage (8.1%) for the period. Of these deaths, 57.8% occurred in the postpartum period, up to 42 days after the end of pregnancy and 19.7% between 43 days and 1 year after the end of pregnancy; 72.8% of deaths were classified as preventable and 21.9% were probably avoidable. In 2021 alone, 120 maternal deaths were recorded, equivalent to a Maternal Mortality Ratio (MMR) of 94/100,000 live births, characterizing itself as the highest MMR when compared to previous years. In relation to the causes in the three years prior to the pandemic, gestational hypertension (n=39; 13.9%) and hemorrhages (n=38; 13.6%) were the main causes. Another cause that deserves to be highlighted is cardiovascular disease complicating pregnancy, childbirth and the postpartum period, which was the fourth cause of death in the same period (n=22; 7.9%). Between 2020-2021, viral diseases stood out as the main causes of maternal death (n=50; 20.8%), which impacted the number of maternal deaths due to indirect obstetric causes (25.4% in 2017-2019 and 33.3% in 2020- 2021). When referring to diseases with multiple diagnoses, an analysis of multiple causes for 2020-2021 shows that for the 240 basic causes selected, there were 913 mentions in parts I and II of the death certificate; of these, 344 were only in Part I (lines a, b, c and d), featuring a multiple cause/basic cause ratio of 3.8 and 1.8, respectively. There was no difference between the reasons for mentioning direct and indirect obstetric causes. FINAL CONSIDERATIONS: The findings reaffirm the importance of maintaining continuous surveillance over the occurrence of preventable deaths, and it is essential to identify the causes of these deaths, both the basic causes and the associated ones, so that the scenario of maternal mortality in the state is understood in a better way broader, subsidizing reproductive health care policies and qualifying information systems on deaths and injuries, regardless of epidemic or pandemic periods.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Saude ColetivaUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessMortalidade maternaCOVID-19Óbito maternoCausa básica de morteCausas múltiplas de morteCausas de morte materna e a pandemia de COVID-19 no estado de Pernambuco : análise sob a perspectiva das causas múltiplas de morteinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPELICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Mortalidade materna COVID-19 Óbito materno Causa básica de morte Causas múltiplas de morte |
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INTRODUÇÃO: A pandemia da COVID-19 pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) surgiu como um dos maiores desafios sanitários em escala global deste século. Tal evento afetou toda a sociedade, mas é inegável que alguns grupos populacionais têm sofrido uma carga extra, com repercussões distintas sobre a morbimortalidade, sequelas ou COVID longa. No Brasil, as gestantes e puérperas foram os grupos mais atingidos, pela superposição dos efeitos diretos da infecção e as precárias condições de atenção obstétrica (efeitos indiretos). A pandemia trouxe mudanças tanto nos níveis de mortalidade materna como na sua distribuição por causas. OBJETIVO: Analisar o perfil das causas de mortes maternas antes e durante a pandemia de COVID-19 de residentes no estado de Pernambuco, utilizando o referencial de causas múltiplas. MÉTODOS: Trata- se de um estudo transversal sobre as causas de óbito materno de mulheres residentes no estado (período pré-pandemia e pandemia). A população do estudo foi composta por todos os óbitos maternos de mulheres residentes em Pernambuco, notificados ao Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e ocorridos nos anos de 2017 a 2021. Foram utilizadas bases de dados dos sistemas de informação sobre mortalidade (SIM) e do sistema de informação sobre nascidos vivos (Sinasc); registros da ficha síntese (M5) da vigilância do óbito materno estadual e municipais. Foi descrito o perfil sociodemográfico das mulheres falecidas, calculado o percentual de óbito materno por macrorregião e estimadas as razões de mortalidade materna (RMM) precoce e tardia, por todas as causas, no estado, para os anos de 2017 a 2021. Entre 2020 e 2021, as causas de morte materna foram analisadas a partir dos referenciais de causas básicas e múltiplas, onde todas as causas registradas no atestado de óbito foram consideradas, ou seja, causas assinaladas nas partes I e II do atestado médico na declaração de óbito. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco. RESULTADOS/DISCUSSÃO: No período 2017 - 2019 foram registrados 280 óbitos por causas maternas e no período pandêmico de 2020 - 2021, 240 óbitos maternos. Para o período como um todo, 42,9% ocorreu entre mulheres de 30 a 39 anos e 78,1% entre mulheres negras (pardas e pretas). A região Metropolitana destaca-se com 62,1% dos óbitos maternos; enquanto a macrorregião do Sertão obteve o menor percentual (8,1%) para o período. Desses óbitos, 57,8% ocorreram no puerpério, até 42 dias do término da gestação e 19,7% entre 43 dias e 1 ano após o término da gestação; 72,8% dos óbitos foram classificados como evitáveis e 21,9% provavelmente evitáveis. Em 2021 de foram registrados 120 óbitos maternos, equivalendo a uma Razão de Mortalidade Materna (RMM) de 94/100.000 nascidos vivos, caracterizando-se como a maior RMM quando comparada aos anos anteriores. Em relação às causas no triênio anterior a pandemia, as hipertensões gestacionais (n=39; 13,9%) e as hemorragias (n=38; 13,6%) foram as principais causas. Outra causa que merece destaque é a doença cardiovascular complicando a gravidez, parto e puerpério, que se apresentou como a quarta causa de óbito no mesmo período (n=22; 7,9%). Entre 2020-2021, as doenças virais destacaram-se como as principais causas de óbito materno (n=50; 20,8%), o que impactou no número de óbitos maternos por causas obstétricas indiretas (25,4% em 2017-2019 e 33,3% em 2020- 2021). Ao se referir a doenças com múltiplos diagnósticos, uma análise das causas múltiplas para 2020-2021, mostra que para as 240 causas básicas selecionadas, houve 913 menções nas partes I e II do atestado de óbito; dessas, 344 foram apenas na Parte I (linhas a, b, c e d), caracterizando uma razão causa múltipla/causa básica de 3,8 e 1,8, respectivamente. Não houve diferença entre as razões de menções entre as causas obstétricas diretas e indiretas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os achados reafirmam a importância de manter a vigilância contínua sobre a ocorrência de mortes evitáveis, sendo fundamental identificar as causas desses óbitos, tanto as causas básicas como as associadas, para que o cenário da mortalidade materna no estado seja compreendido de uma forma mais ampla, subsidiando as políticas de atenção à saúde reprodutiva e qualificando os sistemas de informação sobre mortes e agravos, independe de períodos epidêmicos ou pandêmicos. |
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2024 |
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CAVALCANTI, Caio César Lira. Causas de morte materna e a pandemia de COVID-19 no estado de Pernambuco: análise sob a perspectiva das causas múltiplas de morte. 2024. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024. |
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