Obtenção, caracterização e avaliação microbiológica de uma nova forma farmacêutica contendo hidroquinona
| Ano de defesa: | 2003 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3408 |
Resumo: | O p-diidroxibenzeno (hidroquinona) é um princípio ativo dotado de várias atividades biológicas, sendo relatado por diferentes autores como sendo despigmentante, antimicrobiano e quimioterápico. O Pluronic® Lecithin Organogel (PLOme) é uma microemulsão fosfolipídica particularmente indicada quando é desejável maior permeabilidade ou mesmo absorção sistêmica de uma droga. Considerando a instabilidade da hidroquinona em diferentes veículos cosméticos, bem como sua baixa biodisponibilidade tópica e sua conhecida toxicidade, este ativo surge como interessante candidato a ser contido numa forma farmacêutica lipossomal. O objetivo deste trabalho é então incorporar a hidroquinona num sistema transdérmico de liberação de drogas, a microemulsão PLOme. Além disso, foram avaliados os parâmetros cinéticos das formulações obtidas, bem como a atividade antimicrobiana da hidroquinona nas formas livre e micromulsionada. Foram preparadas, de acordo com indicações do fabricante, formulações de Pluronic® Lecithin Organogel (gel transdérmico) contendo hidroquinona em diferentes concentrações, bem como as formulações brancas correspondentes. As amostras foram submetidas a testes de estabilidade acelerada (resistência a centrifugação, stress mecânico, elevação de temperatura e ciclos gelo-degelo) e em longo prazo (acompanhamento do pH e conteúdo ao longo do tempo). Para a determinação do conteúdo de hidroquinona em cada amostra foi utilizada Cromatografia Líquida de Alta Precisão (HPLC): as condições cromatográficas empregadas foram aquelas recomendadas pela Farmacopéia Americana (USP23); foi desenvolvido e validado um método para a extração da droga a partir das microemulsões PLOme. Foram investigados os parâmetros cinéticos das melhores formulações. Nestes ensaios a hidroquinona foi utilizada a 0,1% ; alíquotas de cada amostra foram dispostas sobre membranas de celulose em células de Franz, tendo sido escolhida a água como meio receptor. O potencial antimicrobiano da hidroquinona livre e microemulsionada foi determinado frente a duas cepas padrão ATCC e frente a 18 cepas resistentes de Staphylococcus aureus, principal microrganismo causador da mastite em mulheres no período de amamentação (Staphylococcus aureus ATCC 6538/ FDA 209; Staphylococcus aureus ATCC 6538P/ FDA 209P foram utilizados como padrões). Para tal foi utilizada a técnica de microdiluição em Agar, com o auxílio do multi-inoculador de Steers. Não foram observadas alterações macro ou microscópicas após os testes de estabilidade acelerada, exceto pelo escurecimento que apresentaram as formulações com hidroquinona. Os estudos de estabilidade em longo prazo revelaram alteração de cor das amostras, mas não aumento no diâmetro das partículas ou modificação no formato das mesmas num período de 120 dias. Não ocorreu perda de conteúdo nem alteração de pH nas formulações analisadas durante os ensaio de estabilidade térmica em curto prazo. No estudo em longo prazo a temperatura ambiente, ao contrário, observou-se significativa perda de hidroquinona das formulações, evidenciada por cinéticas de degradação de segunda ordem e curtos prazos de validade, mas sem significativa variação de pH. As cinéticas in vitro revelaram que a uma matriz de gel libera comparativamente para o meio receptor uma maior quantidade de hidroquinona em relação à microemulsão testada. A hidroquinona, em suas formas livre e encapsulada, demonstrou possuir atividade inibitória frente a diversas cepas de Staphylococcus aureus (incluindo cepas multi-resistentes); duas das cepas testadas foram melhor inibidas pela hidroquinona encapsulada (PLOme-HQ) do que pela hidroquinona livre. O gel transdérmico contendo hidroquinona, no entanto, parece não ser suficientemente estável nas condições testadas. Conseqüentemente, é necessária investigação adicional a respeito da estabilidade e do perfil cinético desta forma farmacêutica antes de sua comercialização |
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BEZERRA, Simone SantosMAGALHÃES, Nereide Stela Santos2014-06-12T16:30:50Z2014-06-12T16:30:50Z2003Santos Bezerra, Simone; Stela Santos Magalhães, Nereide. Obtenção, caracterização e avaliação microbiológica de uma nova forma farmacêutica contendo hidroquinona. 2003. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2003.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3408O p-diidroxibenzeno (hidroquinona) é um princípio ativo dotado de várias atividades biológicas, sendo relatado por diferentes autores como sendo despigmentante, antimicrobiano e quimioterápico. O Pluronic® Lecithin Organogel (PLOme) é uma microemulsão fosfolipídica particularmente indicada quando é desejável maior permeabilidade ou mesmo absorção sistêmica de uma droga. Considerando a instabilidade da hidroquinona em diferentes veículos cosméticos, bem como sua baixa biodisponibilidade tópica e sua conhecida toxicidade, este ativo surge como interessante candidato a ser contido numa forma farmacêutica lipossomal. O objetivo deste trabalho é então incorporar a hidroquinona num sistema transdérmico de liberação de drogas, a microemulsão PLOme. Além disso, foram avaliados os parâmetros cinéticos das formulações obtidas, bem como a atividade antimicrobiana da hidroquinona nas formas livre e micromulsionada. Foram preparadas, de acordo com indicações do fabricante, formulações de Pluronic® Lecithin Organogel (gel transdérmico) contendo hidroquinona em diferentes concentrações, bem como as formulações brancas correspondentes. As amostras foram submetidas a testes de estabilidade acelerada (resistência a centrifugação, stress mecânico, elevação de temperatura e ciclos gelo-degelo) e em longo prazo (acompanhamento do pH e conteúdo ao longo do tempo). Para a determinação do conteúdo de hidroquinona em cada amostra foi utilizada Cromatografia Líquida de Alta Precisão (HPLC): as condições cromatográficas empregadas foram aquelas recomendadas pela Farmacopéia Americana (USP23); foi desenvolvido e validado um método para a extração da droga a partir das microemulsões PLOme. Foram investigados os parâmetros cinéticos das melhores formulações. Nestes ensaios a hidroquinona foi utilizada a 0,1% ; alíquotas de cada amostra foram dispostas sobre membranas de celulose em células de Franz, tendo sido escolhida a água como meio receptor. O potencial antimicrobiano da hidroquinona livre e microemulsionada foi determinado frente a duas cepas padrão ATCC e frente a 18 cepas resistentes de Staphylococcus aureus, principal microrganismo causador da mastite em mulheres no período de amamentação (Staphylococcus aureus ATCC 6538/ FDA 209; Staphylococcus aureus ATCC 6538P/ FDA 209P foram utilizados como padrões). 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