Quando dizer (não) é fazer : a infelicidade performativa dos atos de fala

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: AZEVEDO, Thiago
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Filosofia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64814
Resumo: A noção de (in)felicidade performativa é central para a análise da intencionalidade dos atos de fala. A análise mostra a ruptura que se dá entre o dizer e o fazer. Assim, a ação advinda do ato de fala no mundo pode (re)vela a verdadeira intenção do falante. Nesse sentido, se pensamento e intenção desembocam nas ações que permeiam o mundo, então as ações fornecem material para o estudo das (in)felicidades performativas dos atos de fala. Pensamentos e intenções desembocam em ações no mundo. Logo, esse material serve de análise para as (in)felicidades performativas. (In)felicidade implica diretamente em sucesso ou insucesso, em eficácia ou ineficácia de um ato de fala performativo. Sendo assim, o significado dos enunciados assume um viés pragmático, pois prioriza os processos linguísticos e os elementos constitutivos da linguagem que se dão na concretude da fala, na linguagem ordinária. A linguagem compõe a realidade do mundo e o performa. Desse modo, pode-se denunciar a falácia descritiva, ou seja, fenômenos linguísticos que parecem ser descrições, mas, que na verdade, são ações que ocorrem concomitantemente com o dizer. Tais fenômenos são expressões performáticas. Estas podem ser “felizes” ou “infelizes”. Uma expressão performática é feliz quando acarreta sucesso, eficácia comunicativa e está em conexão com diversos elementos linguísticos convencionais e intencionais inerentes ao contexto de fala. Concedendo assim validade performativa e uma boa qualidade performativa ao enunciado. Uma expressão performática é infeliz quando acarreta insucesso, ineficácia comunicativa, não estando em conexão com os elementos linguísticos, convencionais e intencionais do ambiente de fala. Ela incorre em falhas que ocorrem entre o dizer e o fazer. Não concedendo validade performativa e nem uma boa qualidade performativa ao enunciado. Comprometendo assim o ato de fala. Por isso, uma teoria que analise o lugar da (in)felicidade nos atos de fala contribui para a análise da intencionalidade materializada no dito por meio do ato de fala total: da intenção à ação. E serve como controle da qualidade performativa e da validade performativa da fala. Portanto, explicar o lugar da (in)felicidade nos atos de fala performativos é central para a compreensão dos (in)sucessos e da (in)eficácia comunicativa dos processos da linguagem.
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Sendo assim, o significado dos enunciados assume um viés pragmático, pois prioriza os processos linguísticos e os elementos constitutivos da linguagem que se dão na concretude da fala, na linguagem ordinária. A linguagem compõe a realidade do mundo e o performa. Desse modo, pode-se denunciar a falácia descritiva, ou seja, fenômenos linguísticos que parecem ser descrições, mas, que na verdade, são ações que ocorrem concomitantemente com o dizer. Tais fenômenos são expressões performáticas. Estas podem ser “felizes” ou “infelizes”. Uma expressão performática é feliz quando acarreta sucesso, eficácia comunicativa e está em conexão com diversos elementos linguísticos convencionais e intencionais inerentes ao contexto de fala. Concedendo assim validade performativa e uma boa qualidade performativa ao enunciado. Uma expressão performática é infeliz quando acarreta insucesso, ineficácia comunicativa, não estando em conexão com os elementos linguísticos, convencionais e intencionais do ambiente de fala. Ela incorre em falhas que ocorrem entre o dizer e o fazer. Não concedendo validade performativa e nem uma boa qualidade performativa ao enunciado. Comprometendo assim o ato de fala. Por isso, uma teoria que analise o lugar da (in)felicidade nos atos de fala contribui para a análise da intencionalidade materializada no dito por meio do ato de fala total: da intenção à ação. E serve como controle da qualidade performativa e da validade performativa da fala. Portanto, explicar o lugar da (in)felicidade nos atos de fala performativos é central para a compreensão dos (in)sucessos e da (in)eficácia comunicativa dos processos da linguagem.The notion of (un)happiness is central to the analysis of the intentionality of performative speech acts. The analysis shows the rupture that occurs between saying and doing. Thus, the advised action of the speech act in the world (re)reveals the true intention of the speaker. In this sense, if thought and intention lead to the actions that permeate the world, then the actions provide material for the study of the performative (in)felicity of speech acts. Thoughts and interest lead to actions in the world. Therefore, this material serves as an analysis of performative (in)felicity. (In)felicity directly implies the success or failure, effectiveness or ineffectiveness of a performative speech act. Therefore, the meaning of statements takes on a pragmatic view, as it prioritizes linguistic processes and the constituent elements of language that occur in the concreteness of what is said, in ordinary language. Language makes up the reality of the world by performing it here. In this way, one can denounce the descriptive fallacy, that is, linguistic manifestos that appear to be transparent, but which, in fact, are actions that occur concomitantly with saying. Such manifestations are performative expressions. These can bring “felicity” or “infelicity”. A performative expression brings felicity when it brings success, communicative effectiveness and is in connection with several occasional and intentional linguistic elements inherent to the speech context. Thus, granting performative validity and a good performative quality to the statement. A performative expression brings infelicity when it entails failure, communicative ineffectiveness, not remaining in connection with the linguistic, conventional and intentional elements of the speech environment. It is incorrect in a gap between saying and doing. Not granting performative validity or good performative quality to the statement. So, compromise the act of speaking. Therefore, a theory that analyzes the place of (in)felicity in speech acts contributes to the analysis of intentionality materialized in what is said through the total speech act: from intention to action. And it serves as a control of the performative quality and performative validity of speech. Therefore, explaining the place of (in)felicity in performative speech acts is central to understanding the (in)successes and communicative (in)effectiveness of language processes.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em FilosofiaSAUCEDO, Rogério Fabiannehttp://lattes.cnpq.br/2743121284935177AZEVEDO, Thiago2025-08-04T12:30:23Z2025-08-04T12:30:23Z2024-08-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfAZEVEDO, Thiago. Quando dizer (não) é fazer: a infelicidade performativa dos atos de fala. 2024. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64814porhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2025-08-10T17:58:07Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/64814Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-08-10T17:58:07Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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