As pinturas rupestres da tradição agreste em Pernambuco e na Paraíba - Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: AMARAL, Marilia Perazzo Valadares do
Orientador(a): PESSIS, Anne Marie Pessis
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Arqueologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/70936
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo formular novos parâmetros destinados a particularizar a análise dos grafismos da Tradição Agreste a partir da identificação dos elementos essenciais que a caracterizam. Os sítios estão situados nas regiões do Agreste e Sertão de Pernambuco e Agreste da Paraíba, com maior dominância nas microrregiões de Arcoverde e Afogados da Ingazeira. Os parâmetros definidores desta Tradição, caracterizados durante o ordenamento preliminar, foi o ponto de partida para o estudo das pinturas rupestres, as quais foram analisadas a partir das três dimensões do fenômeno gráfico: Temática; Técnica e Cenográfica. Na dimensão temática foram utilizadas duas categorias de análise: Grafismos reconhecíveis (antropomorfos, zoomorfos e marcas de mãos) grafismos puros. Na dimensão técnica utilizou-se três categorias analíticas: espessura do traço, linhas de contorno dos grafismos e tratamento do suporte. Na dimensão cenográfica foram analisadas as categorias composição do espaço, morfologia, tamanho, projeção, proporcionalidade, movimento, preenchimento e cor. Estas categorias de análise permitiram segregar os elementos caracterizadores dessa tradição particularizando-os a um nível operacional. No universo de sítios trabalhados há em comum aspectos da temática, cenografia e da técnica, representados por: a) Figuras reconhecíveis cognitivamente; b)Figuras antropomórficas e zoomórficas apresentadas distorcidas do ponto de vista morfológico e postural, possuindo traços com simetria dissonante; c) Grafismos com traços grossos medindo entre 0,70 cm a 1,90 cm, completamente preenchidos e com irregularidades nas linhas de contorno; d) Espaços gráficos intensamente pintados com figuras que se apresentam, de forma dominante, agrupadas mas não relacionadas entre si, caracterizando-se por figuras individualizadas;
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Tese (Doutorado em Arqueologia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2014.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/70936O presente trabalho tem como objetivo formular novos parâmetros destinados a particularizar a análise dos grafismos da Tradição Agreste a partir da identificação dos elementos essenciais que a caracterizam. Os sítios estão situados nas regiões do Agreste e Sertão de Pernambuco e Agreste da Paraíba, com maior dominância nas microrregiões de Arcoverde e Afogados da Ingazeira. Os parâmetros definidores desta Tradição, caracterizados durante o ordenamento preliminar, foi o ponto de partida para o estudo das pinturas rupestres, as quais foram analisadas a partir das três dimensões do fenômeno gráfico: Temática; Técnica e Cenográfica. Na dimensão temática foram utilizadas duas categorias de análise: Grafismos reconhecíveis (antropomorfos, zoomorfos e marcas de mãos) grafismos puros. Na dimensão técnica utilizou-se três categorias analíticas: espessura do traço, linhas de contorno dos grafismos e tratamento do suporte. Na dimensão cenográfica foram analisadas as categorias composição do espaço, morfologia, tamanho, projeção, proporcionalidade, movimento, preenchimento e cor. Estas categorias de análise permitiram segregar os elementos caracterizadores dessa tradição particularizando-os a um nível operacional. No universo de sítios trabalhados há em comum aspectos da temática, cenografia e da técnica, representados por: a) Figuras reconhecíveis cognitivamente; b)Figuras antropomórficas e zoomórficas apresentadas distorcidas do ponto de vista morfológico e postural, possuindo traços com simetria dissonante; c) Grafismos com traços grossos medindo entre 0,70 cm a 1,90 cm, completamente preenchidos e com irregularidades nas linhas de contorno; d) Espaços gráficos intensamente pintados com figuras que se apresentam, de forma dominante, agrupadas mas não relacionadas entre si, caracterizando-se por figuras individualizadas;This work aims to develop new parameters for individualizing the analysis of the artwork of Agreste Tradition from the identification of the essential elements that characterize it. The sites are situated in the Agreste and Sertão regions of Pernambuco, with increased dominance in the regions of Arcoverde and Afogados da Ingazeira. The defining parameters of this tradition, characterized during the preliminary planning was the starting point for the study of rock paintings, which were analyzed based on the three dimensions of graphic phenomenon: Theme; Technical and Scenography. In thematic dimension two categories of analysis were used: Graphics recognizable (anthropomorphic, zoomorphic and handprints) pure artwork. In the technical dimension used three analytical categories: stroke thickness, contour lines of the artwork and treatment support. Scenographic dimension in the categories of space composition, morphology, size, projection, proportionality, motion, padding and color were analyzed. These categories of analysis allowed segregate the elements characterizing this tradition individualizing them at an operational level. In the universe of sites worked there in common aspects of the theme, stage design and technology, as follows: a) cognitively recognizable figures; b) anthropomorphic and zoomorphic figures presented distorted the morphological point of view and stance, possessing traits with dissonant symmetry; c) Graphics with thick strokes measuring between 0.70 cm to 1.90 cm, and completely filled with irregularities in the contour lines; d) Graphics spaces intensely painted with figures that appear in dominant form, grouped but unrelated, characterized by individualized figures.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em ArqueologiaUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessArqueologiaPinturas rupestresSítios arqueológicosPernambucoParaíbaAs pinturas rupestres da tradição agreste em Pernambuco e na Paraíba - Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Marília Perazzo Valadares do Amaral.pdfTESE Marília Perazzo Valadares do Amaral.pdfapplication/pdf16145812https://attena.ufpe.br/bitstream/123456789/70936/1/TESE%20Mar%c3%adlia%20Perazzo%20Valadares%20do%20Amaral.pdfa12ddd1490316765be2b02104b159d9eMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82379https://attena.ufpe.br/bitstream/123456789/70936/2/license.txtb7489d4e327029c4d04d213294bf53f2MD52123456789/709362026-09-14 12:17:29.514oai:attena.ufpe.br:123456789/70936VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIGRlIEVzcGVjaWFsaXphw6fDo28vUmVzaWTDqm5jaWEsIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwczovL2F0dGVuYS51ZnBlLmJyLCBhIHBhcnRpciBkYSBkYXRhIGRlIGRlcMOzc2l0by4KCiAKUGFyYSB0cmFiYWxob3MgZW0gQWNlc3NvIFJlc3RyaXRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwIGRlIDE5IGRlIGZldmVyZWlybyBkZSAxOTk4LCBhcnQuIDI5LCBpbmNpc28gSUlJLCBhdXRvcml6byBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIFBlcm5hbWJ1Y28gYSBkaXNwb25pYmlsaXphciBncmF0dWl0YW1lbnRlLCBzZW0gcmVzc2FyY2ltZW50byBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHBhcmEgZmlucyBkZSBsZWl0dXJhLCBpbXByZXNzw6NvIGUvb3UgZG93bmxvYWQgKGFxdWlzacOnw6NvKSBhdHJhdsOpcyBkbyBzaXRlIGRvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgbm8gZW5kZXJlw6dvIGh0dHBzOi8vYXR0ZW5hLnVmcGUuYnIsIHF1YW5kbyBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvIGNvbmRpemVudGUgYW8gdGlwbyBkZSBkb2N1bWVudG8sIGNvbmZvcm1lIGluZGljYWRvIG5vIGNhbXBvIERhdGEgZGUgRW1iYXJnby4KRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212026-09-14T15:17:29Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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