Atividades de linguagem em transformação: o processo seletivo do Colégio de Aplicação da UFPE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Lima, Angela Valéria Alves de
Orientador(a): Marcuschi, Elizabeth
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11323
Resumo: Neste trabalho, analisamos as atividades de leitura, produção de texto e gramática/análise linguística presentes nas provas de seleção para a 5ª série/o 6º ano do Ensino Fundamental do Colégio de Aplicação (CAp) da UFPE com o objetivo geral de investigar a noção de língua subjacente a tais atividades, evidenciando as transformações que elas sofreram num período de duas décadas. Para isso, realizamos uma pesquisa numa perspectiva sócio-histórica, com um corpus composto por 17 (dezessete) provas de seleção para o CAp desenvolvidas entre os anos de 1989 e 2009, o que nos permitiu mapear as transformações ou a estabilização das atividades de linguagem no referido material. Segundo van Dijk (2010, 2012), cada discurso corresponde a um ato enunciativo único, por ser resultado de ações sociais historicamente marcadas, mas também subjetivas, já que os sujeitos envolvidos na interação imprimem sua marca no discurso, a partir dos modelos de contextos construídos no momento da prática discursiva. Tais modelos representam a percepção que os indivíduos constroem sobre o entorno quando agem discursivamente, ou seja, no instante em que leem, escrevem, falam e ouvem. Esses modelos possuem categorias mais ou menos fixas, as quais não são imutáveis, pois são sempre atualizadas no momento da interação e compreendem o cenário (tempo e lugar), os participantes, com suas relações e papéis sociais, as ações, os objetivos e intenções e o conhecimento dos sujeitos envolvidos na prática discursiva. A partir da investigação de tais categorias, pudemos identificar a concepção de língua subjacente a cada atividade. Os dados de nosso corpus mostram que é perceptível, nas provas analisadas, um processo de transformação nas atividades de leitura, produção de texto e gramática/análise linguística, a partir da integração das concepções de língua adotadas pelo CAp. Isso pode ser confirmado pelo perfil de aluno que se infere da análise das questões de cada prova: ora visto como passivo, devendo apenas identificar e copiar informações explícitas do texto lido ou ainda corrigir os “erros” gramaticais encontrados num texto dado, ora visto como ativo, capaz de relacionar seus conhecimentos linguísticos e de mundo com o texto, para, dessa interação, construir uma possibilidade de sentido. Assim, afirmamos que a análise sócio-histórica do processo seletivo do CAp aponta para a existência de uma transformação na organização das provas no período de 1989 a 2009, já que estas, como práticas discursivas, são resultado da atualização constante de modelos de contexto subjetivos dos participantes envolvidos na produção e compreensão de discursos.
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Para isso, realizamos uma pesquisa numa perspectiva sócio-histórica, com um corpus composto por 17 (dezessete) provas de seleção para o CAp desenvolvidas entre os anos de 1989 e 2009, o que nos permitiu mapear as transformações ou a estabilização das atividades de linguagem no referido material. Segundo van Dijk (2010, 2012), cada discurso corresponde a um ato enunciativo único, por ser resultado de ações sociais historicamente marcadas, mas também subjetivas, já que os sujeitos envolvidos na interação imprimem sua marca no discurso, a partir dos modelos de contextos construídos no momento da prática discursiva. Tais modelos representam a percepção que os indivíduos constroem sobre o entorno quando agem discursivamente, ou seja, no instante em que leem, escrevem, falam e ouvem. 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Isso pode ser confirmado pelo perfil de aluno que se infere da análise das questões de cada prova: ora visto como passivo, devendo apenas identificar e copiar informações explícitas do texto lido ou ainda corrigir os “erros” gramaticais encontrados num texto dado, ora visto como ativo, capaz de relacionar seus conhecimentos linguísticos e de mundo com o texto, para, dessa interação, construir uma possibilidade de sentido. 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