Terra, Poder e Direito: desvelando os arranjos institucionais extrativistas frente ao direito territorial indígena do povo Xukuru do Ororubá
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Direito
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68298 |
Resumo: | Esta dissertação discutiu o conflito territorial envolvendo o povo indígena Xukuru do Ororubá, compreendendo-o a partir da relação entre a agroindústria instalada em Pesqueira/PE, a estrutura fundiária local e os arranjos institucionais que, desde a invasão colonial, sustentam a persistente violação dos direitos territoriais indígenas. Nesse contexto, a agroindústria pesqueirense e suas instituições extrativistas foram analisadas como um microcosmo da chamada “modernização conservadora” caracterizando o atual agronegócio brasileiro. A pesquisa partiu do referencial teórico do neoinstitucionalismo sobre estudos na América Latina demonstrando como o Direito e o aparato estatal são historicamente capturados por elites políticas e econômicas, perpetuando uma lógica colonial de expropriação de terras. A metodologia adotada foi a qualitativa e interdisciplinar, combinando pesquisa bibliográfica, documental, além das anotações de campo como observadora-participante do programa de extensão Clínica aSIDH-UFPE. Na realização do estudo foi identificada a Lei de Terras de 1850 como o marco jurídico institucional que formalizou a exclusão territorial dos indígenas, consolidando arranjos institucionais extrativistas que perduram até a atualidade. Foi constatado na análise que a violência estrutural institucional contra o povo indígena Xukuru do Ororubá, em Pernambuco, representa uma expressão local de um arranjo institucional desenhado para manter a concentração fundiária e a exclusão dos povos originários. A mesma lógica é percebida no agronegócio brasileiro, numa escala maior, priorizando a concentração fundiária em detrimento dos direitos originários. A pesquisa examinou a resistência indígena através da retomada territorial e da prática do Limolaygo Toype (a agricultura que cuida), contrastando-a com a lógica predatória da agroindústria de doces, conservas e laticínios em Pesqueira/PE durante o século XX. Foi identificada a instabilidade da eficácia enfrentada por instituições inclusivas que emergem no país, como a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos condenando o Brasil em favor do povo Xukuru do Ororubá. A judicialização internacional do conflito e a sentença da Corte IDH indicam o movimento de novos atores importantes que buscam romper o path dependence colonial, enfrentando a distância entre o Direito formal e a garantia efetiva da existência digna dos povos indígenas frente ao poder econômico. |
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OLIVEIRA, Rebeca Gregório Melo dehttp://lattes.cnpq.br/9482720538938912http://lattes.cnpq.br/0633839491097907https://orcid.org/0000-0002-2349-0167NOBREGA, Flavianne Fernanda Bitencourt2026-02-10T17:00:46Z2026-02-10T17:00:46Z2026-01-30OLIVEIRA, Rebeca Gregório Melo de. Terra, Poder e Direito: desvelando os arranjos institucionais extrativistas frente ao direito territorial indígena do povo Xukuru do Ororubá. 2026. Dissertação (Mestrado em Direito) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2026.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/68298Esta dissertação discutiu o conflito territorial envolvendo o povo indígena Xukuru do Ororubá, compreendendo-o a partir da relação entre a agroindústria instalada em Pesqueira/PE, a estrutura fundiária local e os arranjos institucionais que, desde a invasão colonial, sustentam a persistente violação dos direitos territoriais indígenas. Nesse contexto, a agroindústria pesqueirense e suas instituições extrativistas foram analisadas como um microcosmo da chamada “modernização conservadora” caracterizando o atual agronegócio brasileiro. A pesquisa partiu do referencial teórico do neoinstitucionalismo sobre estudos na América Latina demonstrando como o Direito e o aparato estatal são historicamente capturados por elites políticas e econômicas, perpetuando uma lógica colonial de expropriação de terras. A metodologia adotada foi a qualitativa e interdisciplinar, combinando pesquisa bibliográfica, documental, além das anotações de campo como observadora-participante do programa de extensão Clínica aSIDH-UFPE. Na realização do estudo foi identificada a Lei de Terras de 1850 como o marco jurídico institucional que formalizou a exclusão territorial dos indígenas, consolidando arranjos institucionais extrativistas que perduram até a atualidade. Foi constatado na análise que a violência estrutural institucional contra o povo indígena Xukuru do Ororubá, em Pernambuco, representa uma expressão local de um arranjo institucional desenhado para manter a concentração fundiária e a exclusão dos povos originários. A mesma lógica é percebida no agronegócio brasileiro, numa escala maior, priorizando a concentração fundiária em detrimento dos direitos originários. A pesquisa examinou a resistência indígena através da retomada territorial e da prática do Limolaygo Toype (a agricultura que cuida), contrastando-a com a lógica predatória da agroindústria de doces, conservas e laticínios em Pesqueira/PE durante o século XX. Foi identificada a instabilidade da eficácia enfrentada por instituições inclusivas que emergem no país, como a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos condenando o Brasil em favor do povo Xukuru do Ororubá. A judicialização internacional do conflito e a sentença da Corte IDH indicam o movimento de novos atores importantes que buscam romper o path dependence colonial, enfrentando a distância entre o Direito formal e a garantia efetiva da existência digna dos povos indígenas frente ao poder econômico.This dissertation discussed the territorial conflict involving the Xukuru do Ororubá Indigenous People, understanding it through the relationship between the agroindustry established in Pesqueira (Pernambuco) the local landholding structure and the institutional arrangements that, since the colonial invasion, have sustained the persistent violation of indigenous territorial rights. In this context, the agroindustry in Pesqueira and its extractive institutions were analyzed as a microcosm of the “conservative modernization” that characterizes contemporary Brazilian agribusiness. The research was grounded in the theoretical framework of neo-institutionalism in Latin American studies, demonstrating how law and the state apparatus are historically captured by political and economic elites, perpetuating a colonial logic of land expropriation. The methodology adopted was qualitative and interdisciplinary, combining bibliographic and documentary research with field notes produced as a participant-observer in the aSIDH-UFPE Extension Program Clinic. In conducting the study, the Land Law (1850) was identified as the institutional legal milestone that formalized Indigenous territorial exclusion, consolidating extractive institutional arrangements that persist to the present day. The analysis found that institutional structural violence against the Xukuru do Ororubá Indigenous People in Pernambuco represents a local expression of an institutional arrangement designed to maintain land concentration and the exclusion of Indigenous peoples. The same logic is observed in Brazilian agribusiness, on a larger scale, prioritizing land concentration to the detriment of original rights. The study examined indigenous resistance through territorial reclaiming and the practice of Limolaygo Toype (“agriculture that cares”), contrasting it with the predatory logic of the sweets, preserves, and dairy agroindustry in Pesqueira, Pernambuco, throughout the twentieth century. The instability of the effectiveness faced by inclusive institutions that have emerged in the country was identified, such as the judgment of the Inter-American Court of Human Rights condemning Brazil in favor of the Xukuru do Ororubá People. The international judicialization of the conflict and the Court’s ruling indicate the movement of new and significant actors seeking to break with colonial path dependence, confronting the gap between formal law and the effective guarantee of the dignified existence of indigenous peoples in the face of economic power.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em DireitoUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessPovo Xukuru do OrorubáNeoinstitucionalismoInstituições extrativistasAgroindústriaAgronegócioTerra, Poder e Direito: desvelando os arranjos institucionais extrativistas frente ao direito territorial indígena do povo Xukuru do Ororubáinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPELICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/68298/2/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD52ORIGINALDISSERTAÇÃO Rebeca Gregorio Melo de Oliveira.pdfDISSERTAÇÃO Rebeca Gregorio Melo de Oliveira.pdfapplication/pdf3366086https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/68298/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Rebeca%20Gregorio%20Melo%20de%20Oliveira.pdf5c0f34c074c13ccb9b192567232905dcMD51123456789/682982026-02-10 14:00:49.452oai:repositorio.ufpe.br:123456789/68298VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212026-02-10T17:00:49Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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