Sou mais que o meu B.O., sou um pai : os (des)caminhos da paternidade numa penitenciária pernambucana
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Psicologia
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66291 |
Resumo: | O exercício da paternidade na contemporaneidade passou por transformações significativas, com destaque para a desconstrução de papéis tradicionais e a valorização de vínculos afetivos e funções simbólicas, independentes de gênero. A psicanálise contribui para essa visão ao definir a função paterna como uma operação psíquica de inserção do sujeito na vida social, exercida por qualquer cuidador disponível e sensível. Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar, sob a perspectiva psicanalítica, a posição subjetiva e a noção de paternidade de pessoas privadas de liberdade. A pesquisa, de natureza qualitativa, fundamentou-se na hermenêutica psicanalítica, com posterior análise teórica, a partir de levantamento bibliográfico em bases científicas nacionais e nas narrativas dos entrevistados, focando na vivência da paternidade em contexto de privação de liberdade, buscando compreender como pais encarcerados exercem a paternidade e enfrentam os desafios de manter vínculos com suas/seus filhas/os/es. A pesquisa foi motivada por observações práticas no sistema prisional de Pernambuco, onde grande parte dos reclusos são pais, muitos deles com dificuldades de exercer essa paternidade devido à realidade social, familiar e institucional. A dissertação estruturou-se em três eixos: primeiro, uma reflexão teórica sobre o exercício da paternidade na contemporaneidade; em seguida, uma análise da realidade prisional e dos obstáculos para o exercício da paternidade “intramuros”; por fim, uma proposta de intervenção intitulada “Livre para ser pai”, com estratégias para fortalecer os laços entre pais privados de liberdade e sua prole. A análise dos dados e seus resultados ressaltaram que compreender e apoiar a paternidade no cárcere é essencial para promover o desenvolvimento emocional das crianças e a ressignificação subjetiva dos pais, além de que a presença ativa da figura paterna, mesmo que privada de liberdade, pode vir a ser transformadora. |
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GALINDO, Maria Rosimerehttp://lattes.cnpq.br/4480197492171858http://lattes.cnpq.br/3839756606178708MONTEIRO, Klaylian Marcela Santos Lima2025-09-29T16:42:08Z2025-09-29T16:42:08Z2025-08-11GALINDO, Maria Rosimere. Sou mais que o meu B.O., sou um pai: os (des)caminhos da paternidade numa penitenciária pernambucana. 2025. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66291O exercício da paternidade na contemporaneidade passou por transformações significativas, com destaque para a desconstrução de papéis tradicionais e a valorização de vínculos afetivos e funções simbólicas, independentes de gênero. A psicanálise contribui para essa visão ao definir a função paterna como uma operação psíquica de inserção do sujeito na vida social, exercida por qualquer cuidador disponível e sensível. Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar, sob a perspectiva psicanalítica, a posição subjetiva e a noção de paternidade de pessoas privadas de liberdade. A pesquisa, de natureza qualitativa, fundamentou-se na hermenêutica psicanalítica, com posterior análise teórica, a partir de levantamento bibliográfico em bases científicas nacionais e nas narrativas dos entrevistados, focando na vivência da paternidade em contexto de privação de liberdade, buscando compreender como pais encarcerados exercem a paternidade e enfrentam os desafios de manter vínculos com suas/seus filhas/os/es. A pesquisa foi motivada por observações práticas no sistema prisional de Pernambuco, onde grande parte dos reclusos são pais, muitos deles com dificuldades de exercer essa paternidade devido à realidade social, familiar e institucional. A dissertação estruturou-se em três eixos: primeiro, uma reflexão teórica sobre o exercício da paternidade na contemporaneidade; em seguida, uma análise da realidade prisional e dos obstáculos para o exercício da paternidade “intramuros”; por fim, uma proposta de intervenção intitulada “Livre para ser pai”, com estratégias para fortalecer os laços entre pais privados de liberdade e sua prole. A análise dos dados e seus resultados ressaltaram que compreender e apoiar a paternidade no cárcere é essencial para promover o desenvolvimento emocional das crianças e a ressignificação subjetiva dos pais, além de que a presença ativa da figura paterna, mesmo que privada de liberdade, pode vir a ser transformadora.The exercise of fatherhood in contemporary times has undergone significant transformations, particularly through the deconstruction of traditional roles and the increased appreciation of emotional bonds and symbolic functions, regardless of gender. Psychoanalysis contributes to this perspective by defining the paternal function as a psychic operation that can be performed by any available and emotionally attuned caregiver. This research aimed to analyze, from a psychoanalytic perspective, the subjective position and the notion of fatherhood among individuals deprived of liberty. This qualitative study was grounded in psychoanalytic hermeneutics, followed by a theoretical analysis based on a literature review of national scientific databases and on narratives collected from interviewees. It focused on the experience of fatherhood in the context of incarcerated fathers exercise fatherhood and face the challenges of maintaining bonds with their children. The study was motivated by practical observations within the prison system of Pernambuco, where a significant number of inmates are fathers, many of whom face challenges in fulfilling their paternal role due to social, familial and institutional conditions. The dissertation was structured around three core themes: first, a theoretical reflection on the exercise of fatherhood in contemporary society; second, an analysis of the prison context and the obstacles to practicing fatherhood within prison walls; and finally, a proposed intervention entitled “Free to Be a Father”, which presents strategies to strengthen the bonds between incarcerated fathers and their children. Data analysis and final findings highlighted that understanding and supporting fatherhood in prison is essential for promoting the emotional development of children and the subjective transformation of fathers. The active presence of the paternal figure, even while incarcerated, can be a transformative experience.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em PsicologiaUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessEncarceramentoPaternidadePsicanáliseSou mais que o meu B.O., sou um pai : os (des)caminhos da paternidade numa penitenciária pernambucanainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Maria Rosimere Galindo.pdfDISSERTAÇÃO Maria Rosimere Galindo.pdfapplication/pdf847181https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66291/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Maria%20Rosimere%20Galindo.pdf212e0c7d749a8bdabff29f2da8120890MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66291/2/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD52TEXTDISSERTAÇÃO Maria Rosimere Galindo.pdf.txtDISSERTAÇÃO Maria Rosimere Galindo.pdf.txtExtracted texttext/plain250403https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66291/3/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Maria%20Rosimere%20Galindo.pdf.txt8afca1594fea651eb74da6c3824d2809MD53THUMBNAILDISSERTAÇÃO Maria Rosimere Galindo.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Maria Rosimere Galindo.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1264https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66291/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Maria%20Rosimere%20Galindo.pdf.jpg91e67638cd903375f4846d95f5d4f181MD54123456789/662912025-10-05 15:03:41.44oai:repositorio.ufpe.br:123456789/66291VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-10-05T18:03:41Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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