Afundamento dos Naufrágios Mercurius, Saveiros e Taurus, caracterização e comportamento de simbiose alimentar da Ictiofauna na plataforma de Pernambuco Brasil
| Ano de defesa: | 2009 |
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| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8134 |
Resumo: | O afundamento dos rebocadores Taurus (24,3 m), Saveiros e Mercurius (29,1 m) constituíram uma ótima oportunidade para acompanhar todo o processo de colonização biológica, desde o seu início, gerando assim dados essenciais para a compreensão da dinâmica ecossistêmica em outros naufrágios já existentes na região. O presente trabalho foi desenvolvido na plataforma continental do Estado de Pernambuco, entre as latitudes 08o 03 00 e 08O04 00 S, em uma profundidade aproximada de 24 e 30m, nos locais onde os rebocadores foram afundados. Os mesmos foram dispostos em linha paralela à costa, distando cerca de 1 milha náutica entre si. O projeto cientifico, de iniciativa do Departamento de Pesca e Aqüicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco UFRPE, contou com a colaboração da Universidade Federal de Pernambuco UFPE, o apoio da Associação das Empresas de Mergulho do estado de Pernambuco, representada pela Aquáticos Centro de Mergulho e da Empresa Wilson Sons. A metodologia utilizada nos mergulhos foi a do transecto adaptado, no qual 4 mergulhadores percorrem o naufrágio em aproximadamente 15 minutos, registrando o número de indivíduos de cada espécie, e também foram obtidos fotos e filmagens para melhor identificar as espécies avistadas. Pretendeu-se, a partir do mesmo, estudar o processo de colonização nos naufrágios, desde o seu afundamento, através do relato das espécies de peixes presentes, identificando-se a sua abundância relativa, freqüência de ocorrência por família e por espécie, diversidade, ocupação espacial e nível trófico. Foi também determinado os índices biológicos de eqüitabilidade (J´) e riqueza das espécies (Shannon = H´), e aplicados os testes de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e ordenação não métrica multidimensional (MDS), além de se obter informações acerca dos aspectos etológicos, principalmente daqueles relacionados com a alimentação e limpeza. No total foram contabilizadas, 97 espécies distintas, pertencentes a 70 gêneros e 42 famílias. As curvas cumulativas revelaram que a partir do décimo mês de monitoramento os três naufrágios apresentavam, aproximadamente, o mesmo número de espécies (Taurus = 66, Saveiros = 68, Mercurius = 69). A família mais representativa no total do número de espécies foi a Labridae com nove espécies. A abundância absoluta, foi de 80.509 indivíduos para os três naufrágios estudados. Do total de espécies registradas (97 individuos), 59 foram comuns aos três naufrágios. Do primeiro para o segundo ano, os três naufrágios apresentaram um decréscimo quanto à sua diversidade biológica e equitabilidade, com maiores valores para: Mercurius (H´=2,91 e J´=0,83), Saveiros (H´=2,93 e J´=0,84) e Taurus (H´=2,67 e J´=0,77). Relativo ao teste de Mann-Whitney, o Mercurius, Saveiros e Taurus apresentaram diferença significativa (H´) e apenas o mercurius e taurus para o indice de equitabilidade entre os anos. Já a aplicação do teste de Kruskal-Wallis, verificou que apenas houve diferença significativa para a equitabilidade no primeiro ano do estudo (H=10.95, p<0.05), entre o Mercurius e Taurus e entre o Saveiros e Taurus. O padrão da freqüência relativa dos diferentes tipos de ocupação espacial observados foi semelhante para os três naufrágios, predominando o Tipo A, das espécies ligadas diretamente aos naufrágios. A análise de MDS bi-dimensional demonstrou que as comunidades dos três naufrágios se sobrepuseram na sua maioria, mas apresentaram diferença significativa quanto à sua composição (R=0.122, p<0.05). Em relação à estrutura trófica, os naufrágios apresentaram uma distribuição relativa entre as classes tróficas, estando os planctívoros e comedores de invertebrados móveis entre os mais abundantes, seguido dos omnívoros e carnívoros. Ao longo das três embarcações naufragadas, foram registradas diversas estações de limpeza (ex: casario, convés, hélice). No presente trabalho, foram registradas cinco espécies de limpadores (Elacatinus figaro, Holacanthus tricolor, Halicoeres dimidiatus, Halicoeres bivittatus e Bodianus rufus) e oito de clientes (Cephalopholis fulva, Acanthurus bahianus, Acanthurus coeruleus, Holacanthus ciliares, Gymnothorax funebris, Pseudupeneus maculatus, Haemulon aurolineatum e H. squamipinna) realizando atividade de limpeza nos naufrágios e proximidades. Em relação ao comportamento de perseguição alimentar, duas espécies demonstraram serem nucleares (Pseudupeneus maculatus e Mulloidichthys martinicus e seis seguidoras (Anisotremus virgínicus, Haemulon plumieri, Ocyurus chrysurus, Halichoeres brasiliensis, Sparisoma axillare e Lutjanus synagris) Contudo, a julgar pela composição trófica e interações alimentares observadas, os naufrágios parecem funcionar ecologicamente de forma muito parecida com os recifes naturais, sem afetarem a composição da estrutura trófica |
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Fonseca Fischer, AlessandraHissa Vieira Hazin, Fábio 2014-06-12T22:57:32Z2014-06-12T22:57:32Z2009-01-31Fonseca Fischer, Alessandra; Hissa Vieira Hazin, Fábio. Afundamento dos Naufrágios Mercurius, Saveiros e Taurus, caracterização e comportamento de simbiose alimentar da Ictiofauna na plataforma de Pernambuco Brasil. 2009. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Oceanografia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2009.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8134O afundamento dos rebocadores Taurus (24,3 m), Saveiros e Mercurius (29,1 m) constituíram uma ótima oportunidade para acompanhar todo o processo de colonização biológica, desde o seu início, gerando assim dados essenciais para a compreensão da dinâmica ecossistêmica em outros naufrágios já existentes na região. O presente trabalho foi desenvolvido na plataforma continental do Estado de Pernambuco, entre as latitudes 08o 03 00 e 08O04 00 S, em uma profundidade aproximada de 24 e 30m, nos locais onde os rebocadores foram afundados. Os mesmos foram dispostos em linha paralela à costa, distando cerca de 1 milha náutica entre si. O projeto cientifico, de iniciativa do Departamento de Pesca e Aqüicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco UFRPE, contou com a colaboração da Universidade Federal de Pernambuco UFPE, o apoio da Associação das Empresas de Mergulho do estado de Pernambuco, representada pela Aquáticos Centro de Mergulho e da Empresa Wilson Sons. A metodologia utilizada nos mergulhos foi a do transecto adaptado, no qual 4 mergulhadores percorrem o naufrágio em aproximadamente 15 minutos, registrando o número de indivíduos de cada espécie, e também foram obtidos fotos e filmagens para melhor identificar as espécies avistadas. Pretendeu-se, a partir do mesmo, estudar o processo de colonização nos naufrágios, desde o seu afundamento, através do relato das espécies de peixes presentes, identificando-se a sua abundância relativa, freqüência de ocorrência por família e por espécie, diversidade, ocupação espacial e nível trófico. Foi também determinado os índices biológicos de eqüitabilidade (J´) e riqueza das espécies (Shannon = H´), e aplicados os testes de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e ordenação não métrica multidimensional (MDS), além de se obter informações acerca dos aspectos etológicos, principalmente daqueles relacionados com a alimentação e limpeza. No total foram contabilizadas, 97 espécies distintas, pertencentes a 70 gêneros e 42 famílias. As curvas cumulativas revelaram que a partir do décimo mês de monitoramento os três naufrágios apresentavam, aproximadamente, o mesmo número de espécies (Taurus = 66, Saveiros = 68, Mercurius = 69). A família mais representativa no total do número de espécies foi a Labridae com nove espécies. A abundância absoluta, foi de 80.509 indivíduos para os três naufrágios estudados. Do total de espécies registradas (97 individuos), 59 foram comuns aos três naufrágios. Do primeiro para o segundo ano, os três naufrágios apresentaram um decréscimo quanto à sua diversidade biológica e equitabilidade, com maiores valores para: Mercurius (H´=2,91 e J´=0,83), Saveiros (H´=2,93 e J´=0,84) e Taurus (H´=2,67 e J´=0,77). Relativo ao teste de Mann-Whitney, o Mercurius, Saveiros e Taurus apresentaram diferença significativa (H´) e apenas o mercurius e taurus para o indice de equitabilidade entre os anos. Já a aplicação do teste de Kruskal-Wallis, verificou que apenas houve diferença significativa para a equitabilidade no primeiro ano do estudo (H=10.95, p<0.05), entre o Mercurius e Taurus e entre o Saveiros e Taurus. O padrão da freqüência relativa dos diferentes tipos de ocupação espacial observados foi semelhante para os três naufrágios, predominando o Tipo A, das espécies ligadas diretamente aos naufrágios. A análise de MDS bi-dimensional demonstrou que as comunidades dos três naufrágios se sobrepuseram na sua maioria, mas apresentaram diferença significativa quanto à sua composição (R=0.122, p<0.05). Em relação à estrutura trófica, os naufrágios apresentaram uma distribuição relativa entre as classes tróficas, estando os planctívoros e comedores de invertebrados móveis entre os mais abundantes, seguido dos omnívoros e carnívoros. Ao longo das três embarcações naufragadas, foram registradas diversas estações de limpeza (ex: casario, convés, hélice). No presente trabalho, foram registradas cinco espécies de limpadores (Elacatinus figaro, Holacanthus tricolor, Halicoeres dimidiatus, Halicoeres bivittatus e Bodianus rufus) e oito de clientes (Cephalopholis fulva, Acanthurus bahianus, Acanthurus coeruleus, Holacanthus ciliares, Gymnothorax funebris, Pseudupeneus maculatus, Haemulon aurolineatum e H. squamipinna) realizando atividade de limpeza nos naufrágios e proximidades. Em relação ao comportamento de perseguição alimentar, duas espécies demonstraram serem nucleares (Pseudupeneus maculatus e Mulloidichthys martinicus e seis seguidoras (Anisotremus virgínicus, Haemulon plumieri, Ocyurus chrysurus, Halichoeres brasiliensis, Sparisoma axillare e Lutjanus synagris) Contudo, a julgar pela composição trófica e interações alimentares observadas, os naufrágios parecem funcionar ecologicamente de forma muito parecida com os recifes naturais, sem afetarem a composição da estrutura tróficaCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorporUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessNaufrágiosIctiofaunaSimbiose alimentarAfundamento dos Naufrágios Mercurius, Saveiros e Taurus, caracterização e comportamento de simbiose alimentar da Ictiofauna na plataforma de Pernambuco Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILarquivo1419_1.pdf.jpgarquivo1419_1.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1255https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8134/4/arquivo1419_1.pdf.jpgfb5f28371f5c7ed4d511e5b86a890bf8MD54ORIGINALarquivo1419_1.pdfapplication/pdf3853353https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8134/1/arquivo1419_1.pdf4c2e2c19e6fb21cda334ce5c88e50173MD51LICENSElicense.txttext/plain1748https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8134/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52TEXTarquivo1419_1.pdf.txtarquivo1419_1.pdf.txtExtracted texttext/plain157225https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/8134/3/arquivo1419_1.pdf.txte3f063db281ea3d33be5b35b11ea7704MD53123456789/81342019-10-25 15:02:33.374oai:repositorio.ufpe.br:123456789/8134Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T18:02:33Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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