O "Príncipe" Custódio e a "Religião" Afro-Gaúcha
| Ano de defesa: | 1999 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Antropologia
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17840 |
Resumo: | O negro, mantido em posição inferior pela sociedade branca rio-grandense, conseguiu assegurar espaços de resistência e de manutenção de sua história e de sua cultura, que se manifestam especialmente nas suas representações religiosas. O objeto deste estudo é abordar a história de vida desse importante representante da cultura e religião afro-gaúcha conhecido como "Príncipe Custódio" - que mesmo pertencendo a grupos considerado excluídos da sociedade gaúcha, desempenhou, junto a ela um importante papel. Neste trabalho, enfocamos a História do Benin, na Nigéria, para apreendermos que dela - frente à novas condições sócio-políticas e econômicas - será trazido para o Brasil. Isso nos permitiu uma visão parcial, porém importante, sobre o imperialismo britânico na África Ocidental, Nigéria, e suas consequências mais diretas na vida e expulsão de um personagem que provavelmente foi para o reino de Benin, mas que o colonialismo fez desembarcar no Estado do Rio Grande do Sul, e lá construir uma outra história. Este trabalho apresenta uma descrição e análise de aspectos da cultura e da política no Rio Grande do Sul. Tal abordagem se constitui, especificamente, no que se refere à íntima vinculação existente entre a vida política rio-grandense e as expressões religiosas da etnia negra durante a época em que viveu Custódio. Nesta investigação procuramos tratar Custódio como uma figura emblemática, associada à emergência e à formação do campo religioso afro-gaúcho, e que hoje ocupa um importante espaço na memória e no imaginário de determinados grupos da sociedade rio-grandense. Investigando a trajetória de vida do "Príncipe" Custódio Joaquim Almeida, conhecedor dos mistérios e segredos do saber mágico-religioso, verificamos a sua influência para a conquista de um melhor espaço para o negro e a religião afro-gaúcha. Além disso, ver-se-á que, num momento preciso da história do Rio Grande do Sul, o "Príncipe" manteve importantes relações com a elite política rio-grandense do início do século. O papel desempenhado por Custódio junto à elite política rio-grandense foi importante para as religiões afro-gaúchas, na medida em que permitiu que estes grupos se afirmassem na sociedade gaúcha, passando a ocupar, pouco a pouco, um espaço junto às estruturas sociais representativas da sociedade. Assim, tratamos Custódio Joaquim Almeida, conhecido como o "Príncipe Africano", neste trabalho, enquanto personagem e enquanto mito, reatualizado nos dias atuais através da cultura e da memória; cristalizado num discurso africanista que se fundamenta num mito passado. O "Príncipe Custódio" é, até o momento, uma incógnita e uma figura polêmica na história das religiões afro-gaúchas. Por esta razão, estamos trazendo à tona fatos de sua história de vida e sua influência nos bastidores das política positivista do princípio do século XX, no Rio Grande do Sul. |
| id |
UFPE_d1f0f26fccd78d40b760a0b612b462a5 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.ufpe.br:123456789/17840 |
| network_acronym_str |
UFPE |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UFPE |
| repository_id_str |
|
| spelling |
SILVA, Maria Helena Nunes dahttp://lattes.cnpq.br/1479477843647076http://lattes.cnpq.br/4742874466103455BRANDÃO, Maria do CarmoMOTTA, Roberto Mauro Cortez2016-09-15T13:20:10Z2016-09-15T13:20:10Z1999-07-19https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17840O negro, mantido em posição inferior pela sociedade branca rio-grandense, conseguiu assegurar espaços de resistência e de manutenção de sua história e de sua cultura, que se manifestam especialmente nas suas representações religiosas. O objeto deste estudo é abordar a história de vida desse importante representante da cultura e religião afro-gaúcha conhecido como "Príncipe Custódio" - que mesmo pertencendo a grupos considerado excluídos da sociedade gaúcha, desempenhou, junto a ela um importante papel. Neste trabalho, enfocamos a História do Benin, na Nigéria, para apreendermos que dela - frente à novas condições sócio-políticas e econômicas - será trazido para o Brasil. Isso nos permitiu uma visão parcial, porém importante, sobre o imperialismo britânico na África Ocidental, Nigéria, e suas consequências mais diretas na vida e expulsão de um personagem que provavelmente foi para o reino de Benin, mas que o colonialismo fez desembarcar no Estado do Rio Grande do Sul, e lá construir uma outra história. Este trabalho apresenta uma descrição e análise de aspectos da cultura e da política no Rio Grande do Sul. Tal abordagem se constitui, especificamente, no que se refere à íntima vinculação existente entre a vida política rio-grandense e as expressões religiosas da etnia negra durante a época em que viveu Custódio. Nesta investigação procuramos tratar Custódio como uma figura emblemática, associada à emergência e à formação do campo religioso afro-gaúcho, e que hoje ocupa um importante espaço na memória e no imaginário de determinados grupos da sociedade rio-grandense. Investigando a trajetória de vida do "Príncipe" Custódio Joaquim Almeida, conhecedor dos mistérios e segredos do saber mágico-religioso, verificamos a sua influência para a conquista de um melhor espaço para o negro e a religião afro-gaúcha. Além disso, ver-se-á que, num momento preciso da história do Rio Grande do Sul, o "Príncipe" manteve importantes relações com a elite política rio-grandense do início do século. O papel desempenhado por Custódio junto à elite política rio-grandense foi importante para as religiões afro-gaúchas, na medida em que permitiu que estes grupos se afirmassem na sociedade gaúcha, passando a ocupar, pouco a pouco, um espaço junto às estruturas sociais representativas da sociedade. Assim, tratamos Custódio Joaquim Almeida, conhecido como o "Príncipe Africano", neste trabalho, enquanto personagem e enquanto mito, reatualizado nos dias atuais através da cultura e da memória; cristalizado num discurso africanista que se fundamenta num mito passado. O "Príncipe Custódio" é, até o momento, uma incógnita e uma figura polêmica na história das religiões afro-gaúchas. Por esta razão, estamos trazendo à tona fatos de sua história de vida e sua influência nos bastidores das política positivista do princípio do século XX, no Rio Grande do Sul.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em AntropologiaUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessReligião Afro-GaúchaCampo ReligiosoCustódio Joaquim AlmeidaO "Príncipe" Custódio e a "Religião" Afro-Gaúchainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINAL100_39 S586p Dissertação.pdf100_39 S586p Dissertação.pdfapplication/pdf10132744https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17840/1/100_39%20S586p%20Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf8eaf28ac59dcacc23c1db27b333deb79MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-81232https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17840/2/license_rdf66e71c371cc565284e70f40736c94386MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82311https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17840/3/license.txt4b8a02c7f2818eaf00dcf2260dd5eb08MD53TEXT100_39 S586p Dissertação.pdf.txt100_39 S586p Dissertação.pdf.txtExtracted texttext/plain302389https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17840/4/100_39%20S586p%20Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf.txt7b8fbf67c2316aaefe5a201d659975adMD54THUMBNAIL100_39 S586p Dissertação.pdf.jpg100_39 S586p Dissertação.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg971https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17840/5/100_39%20S586p%20Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf.jpgc4c5ad597aba394584d53f92e4f9d1e0MD55123456789/178402019-10-25 02:18:45.672oai:repositorio.ufpe.br:123456789/17840TGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKClRvZG8gZGVwb3NpdGFudGUgZGUgbWF0ZXJpYWwgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgKFJJKSBkZXZlIGNvbmNlZGVyLCDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIChVRlBFKSwgdW1hIExpY2Vuw6dhIGRlIERpc3RyaWJ1acOnw6NvIE7Do28gRXhjbHVzaXZhIHBhcmEgbWFudGVyIGUgdG9ybmFyIGFjZXNzw612ZWlzIG9zIHNldXMgZG9jdW1lbnRvcywgZW0gZm9ybWF0byBkaWdpdGFsLCBuZXN0ZSByZXBvc2l0w7NyaW8uCgpDb20gYSBjb25jZXNzw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhIG7Do28gZXhjbHVzaXZhLCBvIGRlcG9zaXRhbnRlIG1hbnTDqW0gdG9kb3Mgb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IuCl9fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fXwoKTGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKCkFvIGNvbmNvcmRhciBjb20gZXN0YSBsaWNlbsOnYSBlIGFjZWl0w6EtbGEsIHZvY8OqIChhdXRvciBvdSBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMpOgoKYSkgRGVjbGFyYSBxdWUgY29uaGVjZSBhIHBvbMOtdGljYSBkZSBjb3B5cmlnaHQgZGEgZWRpdG9yYSBkbyBzZXUgZG9jdW1lbnRvOwpiKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBjb25oZWNlIGUgYWNlaXRhIGFzIERpcmV0cml6ZXMgcGFyYSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGUEU7CmMpIENvbmNlZGUgw6AgVUZQRSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgYXJxdWl2YXIsIHJlcHJvZHV6aXIsIGNvbnZlcnRlciAoY29tbyBkZWZpbmlkbyBhIHNlZ3VpciksIGNvbXVuaWNhciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIsIG5vIFJJLCBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vL2Fic3RyYWN0KSBlbSBmb3JtYXRvIGRpZ2l0YWwgb3UgcG9yIG91dHJvIG1laW87CmQpIERlY2xhcmEgcXVlIGF1dG9yaXphIGEgVUZQRSBhIGFycXVpdmFyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZXN0ZSBkb2N1bWVudG8gZSBjb252ZXJ0w6otbG8sIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gc2V1IGNvbnRlw7pkbywgcGFyYSBxdWFscXVlciBmb3JtYXRvIGRlIGZpY2hlaXJvLCBtZWlvIG91IHN1cG9ydGUsIHBhcmEgZWZlaXRvcyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBwcmVzZXJ2YcOnw6NvIChiYWNrdXApIGUgYWNlc3NvOwplKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBzdWJtZXRpZG8gw6kgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBhIHRlcmNlaXJvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2Ugb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgb3V0cmEgcGVzc29hIG91IGVudGlkYWRlOwpmKSBEZWNsYXJhIHF1ZSwgbm8gY2FzbyBkbyBkb2N1bWVudG8gc3VibWV0aWRvIGNvbnRlciBtYXRlcmlhbCBkbyBxdWFsIG7Do28gZGV0w6ltIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlCmF1dG9yLCBvYnRldmUgYSBhdXRvcml6YcOnw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gcmVzcGVjdGl2byBkZXRlbnRvciBkZXNzZXMgZGlyZWl0b3MgcGFyYSBjZWRlciDDoApVRlBFIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgTGljZW7Dp2EgZSBhdXRvcml6YXIgYSB1bml2ZXJzaWRhZGUgYSB1dGlsaXrDoS1sb3MgbGVnYWxtZW50ZS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGN1am9zIGRpcmVpdG9zIHPDo28gZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3UgY29udGXDumRvIGRvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZTsKZykgU2UgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgw6kgYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpw6fDo28gcXVlIG7Do28gYSBVRlBFLMKgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIgb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgpBIFVGUEUgaWRlbnRpZmljYXLDoSBjbGFyYW1lbnRlIG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBhdXRvciAoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBwYXJhIGFsw6ltIGRvIHByZXZpc3RvIG5hIGFsw61uZWEgYykuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T05:18:45Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
O "Príncipe" Custódio e a "Religião" Afro-Gaúcha |
| title |
O "Príncipe" Custódio e a "Religião" Afro-Gaúcha |
| spellingShingle |
O "Príncipe" Custódio e a "Religião" Afro-Gaúcha SILVA, Maria Helena Nunes da Religião Afro-Gaúcha Campo Religioso Custódio Joaquim Almeida |
| title_short |
O "Príncipe" Custódio e a "Religião" Afro-Gaúcha |
| title_full |
O "Príncipe" Custódio e a "Religião" Afro-Gaúcha |
| title_fullStr |
O "Príncipe" Custódio e a "Religião" Afro-Gaúcha |
| title_full_unstemmed |
O "Príncipe" Custódio e a "Religião" Afro-Gaúcha |
| title_sort |
O "Príncipe" Custódio e a "Religião" Afro-Gaúcha |
| author |
SILVA, Maria Helena Nunes da |
| author_facet |
SILVA, Maria Helena Nunes da |
| author_role |
author |
| dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv |
http://lattes.cnpq.br/1479477843647076 |
| dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv |
http://lattes.cnpq.br/4742874466103455 |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
SILVA, Maria Helena Nunes da |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
BRANDÃO, Maria do Carmo |
| dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv |
MOTTA, Roberto Mauro Cortez |
| contributor_str_mv |
BRANDÃO, Maria do Carmo MOTTA, Roberto Mauro Cortez |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Religião Afro-Gaúcha Campo Religioso Custódio Joaquim Almeida |
| topic |
Religião Afro-Gaúcha Campo Religioso Custódio Joaquim Almeida |
| description |
O negro, mantido em posição inferior pela sociedade branca rio-grandense, conseguiu assegurar espaços de resistência e de manutenção de sua história e de sua cultura, que se manifestam especialmente nas suas representações religiosas. O objeto deste estudo é abordar a história de vida desse importante representante da cultura e religião afro-gaúcha conhecido como "Príncipe Custódio" - que mesmo pertencendo a grupos considerado excluídos da sociedade gaúcha, desempenhou, junto a ela um importante papel. Neste trabalho, enfocamos a História do Benin, na Nigéria, para apreendermos que dela - frente à novas condições sócio-políticas e econômicas - será trazido para o Brasil. Isso nos permitiu uma visão parcial, porém importante, sobre o imperialismo britânico na África Ocidental, Nigéria, e suas consequências mais diretas na vida e expulsão de um personagem que provavelmente foi para o reino de Benin, mas que o colonialismo fez desembarcar no Estado do Rio Grande do Sul, e lá construir uma outra história. Este trabalho apresenta uma descrição e análise de aspectos da cultura e da política no Rio Grande do Sul. Tal abordagem se constitui, especificamente, no que se refere à íntima vinculação existente entre a vida política rio-grandense e as expressões religiosas da etnia negra durante a época em que viveu Custódio. Nesta investigação procuramos tratar Custódio como uma figura emblemática, associada à emergência e à formação do campo religioso afro-gaúcho, e que hoje ocupa um importante espaço na memória e no imaginário de determinados grupos da sociedade rio-grandense. Investigando a trajetória de vida do "Príncipe" Custódio Joaquim Almeida, conhecedor dos mistérios e segredos do saber mágico-religioso, verificamos a sua influência para a conquista de um melhor espaço para o negro e a religião afro-gaúcha. Além disso, ver-se-á que, num momento preciso da história do Rio Grande do Sul, o "Príncipe" manteve importantes relações com a elite política rio-grandense do início do século. O papel desempenhado por Custódio junto à elite política rio-grandense foi importante para as religiões afro-gaúchas, na medida em que permitiu que estes grupos se afirmassem na sociedade gaúcha, passando a ocupar, pouco a pouco, um espaço junto às estruturas sociais representativas da sociedade. Assim, tratamos Custódio Joaquim Almeida, conhecido como o "Príncipe Africano", neste trabalho, enquanto personagem e enquanto mito, reatualizado nos dias atuais através da cultura e da memória; cristalizado num discurso africanista que se fundamenta num mito passado. O "Príncipe Custódio" é, até o momento, uma incógnita e uma figura polêmica na história das religiões afro-gaúchas. Por esta razão, estamos trazendo à tona fatos de sua história de vida e sua influência nos bastidores das política positivista do princípio do século XX, no Rio Grande do Sul. |
| publishDate |
1999 |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
1999-07-19 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2016-09-15T13:20:10Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2016-09-15T13:20:10Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17840 |
| url |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17840 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Federal de Pernambuco |
| dc.publisher.program.fl_str_mv |
Programa de Pos Graduacao em Antropologia |
| dc.publisher.initials.fl_str_mv |
UFPE |
| dc.publisher.country.fl_str_mv |
Brasil |
| publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Federal de Pernambuco |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UFPE instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) instacron:UFPE |
| instname_str |
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| instacron_str |
UFPE |
| institution |
UFPE |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UFPE |
| collection |
Repositório Institucional da UFPE |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17840/1/100_39%20S586p%20Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17840/2/license_rdf https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17840/3/license.txt https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17840/4/100_39%20S586p%20Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf.txt https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/17840/5/100_39%20S586p%20Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf.jpg |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
8eaf28ac59dcacc23c1db27b333deb79 66e71c371cc565284e70f40736c94386 4b8a02c7f2818eaf00dcf2260dd5eb08 7b8fbf67c2316aaefe5a201d659975ad c4c5ad597aba394584d53f92e4f9d1e0 |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 MD5 MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| repository.mail.fl_str_mv |
attena@ufpe.br |
| _version_ |
1862741955161620480 |