O caminho erótico da ética no Banquete de Platão
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Filosofia
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63859 |
Resumo: | Segundo Platão, o desejo é elemento fundamental na constituição da natureza humana. Na Grécia antiga, este termo era entendido ora como um deus, ora como pathos (afecção). Eros seria o que denominamos desejo ou amor, sendo o termo “erótico”, utilizado para expressar esse impulso único. No Banquete, Platão discorre sobre o erotismo. Nesse diálogo, há uma reflexão acerca do deslocamento do desejo, inicialmente direcionado aos belos corpos (sensível) para o desejo voltado ao belo em si (inteligível). A tradição filosófica comum passou a atribuir caráter puramente teórico aos eide (Formas/Ideias) de Platão, excluindo sua importância prática. Contrariando isso, o Banquete discorre acerca da harmonia entre esses polos tidos como inconciliáveis. Equilíbrio que se cumpre mediante compreensão do conceito de intermediário (metaxy), princípio mediador que permite pensar a passagem entre o desejo voltado ao sensível e o desejo voltado ao inteligível. O erotismo ao sensível, na scala amoris, é condição necessária para alcançar o inteligível, o belo e o bem em si. Deste modo, analisaremos, por meio do caminho do fenômeno Eros, a praxis do erotismo direcionado à beleza demonstrada por Platão. Ação que o autor desempenha ao realizar outra leitura deste fenômeno em relação à tradição poética de seu tempo, além de uma nova apologia de Sócrates. Notadamente, ao apresentar o modo de vida (bios) socrático como arquétipo de virtude e excelência (arete). Esse modo de vida é caracterizado pela zetesis (busca incessante) erótica à filosofia. Demonstrando isso, o Banquete pode ser caracterizado como texto filosófico fundamental para o ethos (costumes), e sua análise do desejo como elemento inevitável da natureza humana, logo, essencial para compreender a ética do erotismo da polis grega antiga à atualidade. |
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GAMA, Guilherme Nuneshttp://lattes.cnpq.br/4919851405224549http://lattes.cnpq.br/8267321545504204MELO NETO, João Evangelista Tude de2025-06-18T13:56:44Z2025-06-18T13:56:44Z2025-02-26GAMA, Guilherme Nunes. O caminho erótico da ética no Banquete de Platão. 2025. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63859Segundo Platão, o desejo é elemento fundamental na constituição da natureza humana. Na Grécia antiga, este termo era entendido ora como um deus, ora como pathos (afecção). Eros seria o que denominamos desejo ou amor, sendo o termo “erótico”, utilizado para expressar esse impulso único. No Banquete, Platão discorre sobre o erotismo. Nesse diálogo, há uma reflexão acerca do deslocamento do desejo, inicialmente direcionado aos belos corpos (sensível) para o desejo voltado ao belo em si (inteligível). A tradição filosófica comum passou a atribuir caráter puramente teórico aos eide (Formas/Ideias) de Platão, excluindo sua importância prática. Contrariando isso, o Banquete discorre acerca da harmonia entre esses polos tidos como inconciliáveis. Equilíbrio que se cumpre mediante compreensão do conceito de intermediário (metaxy), princípio mediador que permite pensar a passagem entre o desejo voltado ao sensível e o desejo voltado ao inteligível. O erotismo ao sensível, na scala amoris, é condição necessária para alcançar o inteligível, o belo e o bem em si. Deste modo, analisaremos, por meio do caminho do fenômeno Eros, a praxis do erotismo direcionado à beleza demonstrada por Platão. Ação que o autor desempenha ao realizar outra leitura deste fenômeno em relação à tradição poética de seu tempo, além de uma nova apologia de Sócrates. Notadamente, ao apresentar o modo de vida (bios) socrático como arquétipo de virtude e excelência (arete). Esse modo de vida é caracterizado pela zetesis (busca incessante) erótica à filosofia. Demonstrando isso, o Banquete pode ser caracterizado como texto filosófico fundamental para o ethos (costumes), e sua análise do desejo como elemento inevitável da natureza humana, logo, essencial para compreender a ética do erotismo da polis grega antiga à atualidade.According to Plato, desire is a fundamental element in the constitution of human nature. In ancient Greece, this term was understood sometimes as a god, sometimes as pathos (affection). Eros would be what we call desire or love, with the term “erotic” being used to express this unique impulse. In the Symposium, Plato discusses eroticism. In this dialogue, there is a reflection on the displacement of desire, initially directed at beautiful bodies (sensitive) to the desire focused towards beauty in itself (intelligible). The common philosophical tradition began to attribute a purely theoretical character to Plato's eide (Forms/Ideas), excluding their practical importance. Contrary to this, the Symposium discusses the harmony between these poles considered irreconcilable. Balance that is achieved through understanding the concept of intermediary (metaxy), a mediating principle that allows us to think about the tansition between desire focused on the sensible and desire focused on the intelligible. Eroticism to the sensitive, in the scala amoris, is a necessary condition for achieving the intelligible, the beautiful and the good in itself. This way, we will analyze, through the path of the Eros phenomenon, the praxis of eroticism directed towards beauty demonstrated by Plato. Action that the author performs by carrying out another reading of this phenomenon in relation to the poetic tradition of his time, in addition to a new apology for Socrates. Notably, by presenting the Socratic way of life (bios) as an archetype of virtue and excellence (arete). This way of life is characterized by the erotic zetesis (incessant search) of philosophy. Demonstrating this, the Symposium can be characterized as a fundamental philosophical text for ethos (customs), and its analysis of desire as na inevitable element of human nature, therefore, essential to understand the ethics of eroticism from the ancient Greek polis to the present day.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em FilosofiaUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessErosZetesisMetaxyBanquetePlatãoO caminho erótico da ética no Banquete de Platãoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Guilherme Nunes Gama.pdfDISSERTAÇÃO Guilherme Nunes Gama.pdfapplication/pdf2448044https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63859/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Guilherme%20Nunes%20Gama.pdfd7b3fce7c3a2198556127d65812ac0b2MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Segundo Platão, o desejo é elemento fundamental na constituição da natureza humana. Na Grécia antiga, este termo era entendido ora como um deus, ora como pathos (afecção). Eros seria o que denominamos desejo ou amor, sendo o termo “erótico”, utilizado para expressar esse impulso único. No Banquete, Platão discorre sobre o erotismo. Nesse diálogo, há uma reflexão acerca do deslocamento do desejo, inicialmente direcionado aos belos corpos (sensível) para o desejo voltado ao belo em si (inteligível). A tradição filosófica comum passou a atribuir caráter puramente teórico aos eide (Formas/Ideias) de Platão, excluindo sua importância prática. Contrariando isso, o Banquete discorre acerca da harmonia entre esses polos tidos como inconciliáveis. Equilíbrio que se cumpre mediante compreensão do conceito de intermediário (metaxy), princípio mediador que permite pensar a passagem entre o desejo voltado ao sensível e o desejo voltado ao inteligível. O erotismo ao sensível, na scala amoris, é condição necessária para alcançar o inteligível, o belo e o bem em si. Deste modo, analisaremos, por meio do caminho do fenômeno Eros, a praxis do erotismo direcionado à beleza demonstrada por Platão. Ação que o autor desempenha ao realizar outra leitura deste fenômeno em relação à tradição poética de seu tempo, além de uma nova apologia de Sócrates. Notadamente, ao apresentar o modo de vida (bios) socrático como arquétipo de virtude e excelência (arete). Esse modo de vida é caracterizado pela zetesis (busca incessante) erótica à filosofia. Demonstrando isso, o Banquete pode ser caracterizado como texto filosófico fundamental para o ethos (costumes), e sua análise do desejo como elemento inevitável da natureza humana, logo, essencial para compreender a ética do erotismo da polis grega antiga à atualidade. |
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