Avaliação da geometria nasal em adultos com apneia obstrutiva do sono
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Saude da Comunicacao Humana |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18675 |
Resumo: | A apneia obstrutiva do sono (AOS) é uma disfunção da respiração que gera interrupções no sono, consequentes quadros de hipersonolência diurna, além de disfunções cardiovasculares. Sua etiologia ainda é desconhecida, sendo descrita como multifatorial. Ainda assim, o seu diagnóstico é bastante preciso e realizado por meio de um exame padrão-ouro, a polissonografia. Muitos estudos têm investigado outros procedimentos diagnósticos que permitam complementar a bateria de exames já existentes com a finalidade de facilitar e permitir um diagnóstico e intervenção cada vez mais precoces na AOS. Com isto, a rinometria acústica (RA), que permite mensurar a geometria nasal, surge como possibilidade de cumprir tais objetivos quando aplicada em pacientes com AOS. Este é um estudo transversal analítico e seu objetivo foi comparar as medidas rinométricas entre indivíduos sem e com AOS e correlacionar o volume (V) e a área de secção transversal mínima (ASTM) das cavidades nasais com a gravidade e sintomas da AOS. Para compor a amostra, foram convidados pacientes sem AOS e diagnosticados com AOS, em diferentes graus, acompanhados no ambulatório de Pneumologia do Hospital Otávio de Freitas nos últimos dois anos. A pesquisa foi realizada em conjunto na clínica de fonoaudiologia da Universidade Federal de Pernambuco. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: grupo 1 (sem AOS e AOS leve; n=10) e grupo 2 (AOS moderada e grave; n=10). A coleta dos dados de cada paciente foi realizada por meio da busca de prontuário, identificando sexo, idade, escala de sonolência de Epworth (ESE) e os resultados da polissonografia e, em seguida, era realizada a RA. A análise do estudo foi feita por meio de estatística descritiva e inferencial com auxílio do software SPSS, versão 18.0. A aderência dos dados aos padrões de normalidade e homogeneidade foi testada pelo teste de Shapiro-Wilk e Levene, respectivamente. A comparação entre os grupos foi realizada com o teste de Mann-Whitney e a correlação entre as variáveis com o coeficiente de correlação de Spearman. As diferenças foram assumidas quando p<0,05. Não foi encontrada diferença entre os grupos estudados nos valores totais da área de secção transversa mínima (ASTM) (grupo 1: 1,71cm² [0,93; 2,84cm²] vs. grupo 2: 1,47cm² [0,87; 2,60cm²]) e do volume (V) (grupo1: 19,25cm³ [12,50-36,15cm³] e grupo 2: 24,82cm³ [7,58- 32,48cm³]). Não houve correlação entre o índice apneia e hipopneia (IAH) e ASTM (r = 0,044; p>0,05), nem entre o IAH e V (r = 0,323, p>0,05). Não foi possível observar correlação entre a ESE e ASTM (r = -0,064; p>0,05), nem entre a ESE e V (r = -0,115, p>0,05). Na amostra estudada, em indivíduos sem queixa de obstrução nasal, a geometria nasal não apresentou correlação com a gravidade ou com os sintomas da AOS. |
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Avaliação da geometria nasal em adultos com apneia obstrutiva do sonoRinometria AcústicaApneia Obstrutiva do SonoCavidade NasalAcoustic RhinometryObstructive Sleep ApneaNasal CavityA apneia obstrutiva do sono (AOS) é uma disfunção da respiração que gera interrupções no sono, consequentes quadros de hipersonolência diurna, além de disfunções cardiovasculares. Sua etiologia ainda é desconhecida, sendo descrita como multifatorial. Ainda assim, o seu diagnóstico é bastante preciso e realizado por meio de um exame padrão-ouro, a polissonografia. Muitos estudos têm investigado outros procedimentos diagnósticos que permitam complementar a bateria de exames já existentes com a finalidade de facilitar e permitir um diagnóstico e intervenção cada vez mais precoces na AOS. Com isto, a rinometria acústica (RA), que permite mensurar a geometria nasal, surge como possibilidade de cumprir tais objetivos quando aplicada em pacientes com AOS. Este é um estudo transversal analítico e seu objetivo foi comparar as medidas rinométricas entre indivíduos sem e com AOS e correlacionar o volume (V) e a área de secção transversal mínima (ASTM) das cavidades nasais com a gravidade e sintomas da AOS. Para compor a amostra, foram convidados pacientes sem AOS e diagnosticados com AOS, em diferentes graus, acompanhados no ambulatório de Pneumologia do Hospital Otávio de Freitas nos últimos dois anos. A pesquisa foi realizada em conjunto na clínica de fonoaudiologia da Universidade Federal de Pernambuco. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: grupo 1 (sem AOS e AOS leve; n=10) e grupo 2 (AOS moderada e grave; n=10). A coleta dos dados de cada paciente foi realizada por meio da busca de prontuário, identificando sexo, idade, escala de sonolência de Epworth (ESE) e os resultados da polissonografia e, em seguida, era realizada a RA. A análise do estudo foi feita por meio de estatística descritiva e inferencial com auxílio do software SPSS, versão 18.0. A aderência dos dados aos padrões de normalidade e homogeneidade foi testada pelo teste de Shapiro-Wilk e Levene, respectivamente. A comparação entre os grupos foi realizada com o teste de Mann-Whitney e a correlação entre as variáveis com o coeficiente de correlação de Spearman. As diferenças foram assumidas quando p<0,05. Não foi encontrada diferença entre os grupos estudados nos valores totais da área de secção transversa mínima (ASTM) (grupo 1: 1,71cm² [0,93; 2,84cm²] vs. grupo 2: 1,47cm² [0,87; 2,60cm²]) e do volume (V) (grupo1: 19,25cm³ [12,50-36,15cm³] e grupo 2: 24,82cm³ [7,58- 32,48cm³]). Não houve correlação entre o índice apneia e hipopneia (IAH) e ASTM (r = 0,044; p>0,05), nem entre o IAH e V (r = 0,323, p>0,05). Não foi possível observar correlação entre a ESE e ASTM (r = -0,064; p>0,05), nem entre a ESE e V (r = -0,115, p>0,05). Na amostra estudada, em indivíduos sem queixa de obstrução nasal, a geometria nasal não apresentou correlação com a gravidade ou com os sintomas da AOS.Obstructive sleep apnea (OSA) is a disorder of breathing during sleep characterized by several interruptions in sleep, daytime sleepiness, and cardiovascular disorders. The etiology is described as multifactorial and the diagnosis is assessed by gold standard polysomnography measures. However, many studies have been developed to find other coadjuvants diagnostics procedures for the early detection of OSA. Acoustic rhinometry (AR) allows the assessment of nasal geometry and emerge as a new possibility to help in the diagnosis of OSA patients. Therefore, the aim of this study was to compare rhinometric measures between subjects with and without OSA and to correlate nasal geometry with the symptoms and the severity of OSA. This is an analytical cross-sectional study and the objective is to analyze the rhinometric characteristics in subjects with OSA. Consecutive patients diagnosed with, different levels of OSA severity, and patients diagnosed without OSA followed at the Hospital Otavio de Freitas (HOF) in the last 2 years. The subjects were divided into two groups: group 1 (patients without OSA/mild OSA; n=10) and group 2 (moderate/severe OSA; n=10). The baseline data were collected for each patient first identifying data such as gender, age, Epworth sleepiness scale (ESS) and the results of polysomnography. Then, the patients were also submitted to AR. Statistical analysis was performed using SPSS (Version 18, IBM, NY USA). Shapiro Wilk test was used to determine the distributions of continuous variables were normally. Levene test was used for the evaluation of homogeneity of variances. Between-group differences in continuous data were assessed using Mann-Whitney test and the associations were examined with Spearman correlation coefficient. Statistical tests were considered significant when p < 0.05. No difference was found between the groups studied in the total value of the minimum cross-sectional area (MCSA) (group 1: 1,71cm² [0.93; 2,84cm²] vs. group 2: 1,47cm² [0.87; 2 , 60cm²]) and volume (V) (group1: 19,25cm³ [12,5036,15cm³] and group 2: 24,82cm³ [7,58- 32,48cm³]). There was no correlation between the apnea hypopnea index (AHI) and MCSA (r = 0.044; p> 0.05) nor between AHI and V (r = 0.323, p> 0.05). Could not observe correlation between ESS and MSCA (r = -0.064; p> 0.05) or between the ESS and V (r = -0.115, p> 0.05). In the sample studied in individuals without complaints of nasal obstruction, nasal geometry was not correlated with the severity or symptoms of OSA. Keywords: AcousUniversidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em Saude da Comunicacao HumanaCUNHA, Daniele Andrade daLIMA, Anna Myrna Jaguaribe dehttp://lattes.cnpq.br/3519224418742459http://lattes.cnpq.br/4083148176047878ROCHA, Jackson Ítalo Tavares da2017-04-27T15:57:25Z2017-04-27T15:57:25Z2016-06-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18675porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2019-10-25T08:57:16Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/18675Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T08:57:16Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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A apneia obstrutiva do sono (AOS) é uma disfunção da respiração que gera interrupções no sono, consequentes quadros de hipersonolência diurna, além de disfunções cardiovasculares. Sua etiologia ainda é desconhecida, sendo descrita como multifatorial. Ainda assim, o seu diagnóstico é bastante preciso e realizado por meio de um exame padrão-ouro, a polissonografia. Muitos estudos têm investigado outros procedimentos diagnósticos que permitam complementar a bateria de exames já existentes com a finalidade de facilitar e permitir um diagnóstico e intervenção cada vez mais precoces na AOS. Com isto, a rinometria acústica (RA), que permite mensurar a geometria nasal, surge como possibilidade de cumprir tais objetivos quando aplicada em pacientes com AOS. Este é um estudo transversal analítico e seu objetivo foi comparar as medidas rinométricas entre indivíduos sem e com AOS e correlacionar o volume (V) e a área de secção transversal mínima (ASTM) das cavidades nasais com a gravidade e sintomas da AOS. Para compor a amostra, foram convidados pacientes sem AOS e diagnosticados com AOS, em diferentes graus, acompanhados no ambulatório de Pneumologia do Hospital Otávio de Freitas nos últimos dois anos. A pesquisa foi realizada em conjunto na clínica de fonoaudiologia da Universidade Federal de Pernambuco. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: grupo 1 (sem AOS e AOS leve; n=10) e grupo 2 (AOS moderada e grave; n=10). A coleta dos dados de cada paciente foi realizada por meio da busca de prontuário, identificando sexo, idade, escala de sonolência de Epworth (ESE) e os resultados da polissonografia e, em seguida, era realizada a RA. A análise do estudo foi feita por meio de estatística descritiva e inferencial com auxílio do software SPSS, versão 18.0. A aderência dos dados aos padrões de normalidade e homogeneidade foi testada pelo teste de Shapiro-Wilk e Levene, respectivamente. A comparação entre os grupos foi realizada com o teste de Mann-Whitney e a correlação entre as variáveis com o coeficiente de correlação de Spearman. As diferenças foram assumidas quando p<0,05. Não foi encontrada diferença entre os grupos estudados nos valores totais da área de secção transversa mínima (ASTM) (grupo 1: 1,71cm² [0,93; 2,84cm²] vs. grupo 2: 1,47cm² [0,87; 2,60cm²]) e do volume (V) (grupo1: 19,25cm³ [12,50-36,15cm³] e grupo 2: 24,82cm³ [7,58- 32,48cm³]). Não houve correlação entre o índice apneia e hipopneia (IAH) e ASTM (r = 0,044; p>0,05), nem entre o IAH e V (r = 0,323, p>0,05). Não foi possível observar correlação entre a ESE e ASTM (r = -0,064; p>0,05), nem entre a ESE e V (r = -0,115, p>0,05). Na amostra estudada, em indivíduos sem queixa de obstrução nasal, a geometria nasal não apresentou correlação com a gravidade ou com os sintomas da AOS. |
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