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Efeitos de prebióticos (Frutooligossacarídeo e Galactooligossacarídeo) sobre o comportamento depressivo, a microbiota intestinal e alterações cerebrais em modelo animal de doença de Parkinson

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: MENDONÇA, Ingrid Prata
Orientador(a): PEIXOTO, Christina Alves
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/64986/001300002gqdd
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Ciencias Biologicas
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/65911
Resumo: A doença de Parkinson (DP) continua sendo desafiadora quanto ao seu tratamento. Além dos sintomas motores, sintomas não motores, como depressão, estão presentes em aproximadamente 40% dos pacientes, contribuindo para a perda da qualidade de vida. Um crescente corpo de evidências tem surgido sobre o envolvimento do eixo microbiota-intestino-cérebro na DP. Frutooligossacarídeos (FOS) e Galactooligossacarídeos (GOS) são fibras prebióticas fermentadas por bactérias da microbiota intestinal, as quais produzem metabólitos chamados ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs). Estudos indicam que tais metabólitos contribuem para uma melhora nas condições neurodegenerativas e psiquiátricas. Este estudo analisou os efeitos da administração oral de FOS e GOS em camundongos com DP experimental induzida por rotenona. 40 camundongos C57BL/6 machos de 8 semanas de idade foram divididos em 4 grupos: (1) CONTROLE: tratados com solução veículo; (2) PD: submetidos à 2,5mg/Kg/dia de rotenona (via SC) por 20 dias consecutivos; (3) PD+PREB: administrados simultaneamente com 2,5mg/Kg/dia de rotenona (via SC) e 3g/Kg/dia de FOS + 4g/Kg/dia de GOS (VO), por 20 dias consecutivos; (4) PD+FLU: administrados simultaneamente com 2,5mg/Kg/dia de rotenona (via sc) e 10mg/Kg/dia de fluoxetina (VO), por 20 dias consecutivos. Os procedimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Uso Animal do Instituto Aggeu Magalhães (CEUA-IAM-169/2021). Ao 21o dia, foram realizados o teste do campo aberto e o teste do rotarod, além dos testes para avaliação do comportamento tipo-depressivo, teste de preferência de sacarose e teste de suspensão da cauda. Após eutanásia, foram coletadas as fezes para sequenciamento da microbiota intestinal, sangue para análise de citocinas e LPS, cólon, susbtância negra e córtex pre-frontal para análises histológicas e análise de expressão proteica. Os resultados demonstraram que os prebióticos melhoraram o déficit motor e o comportamento tipo-depressivo em camundongos. Além disso, o tratamento com FOS e GOS levou a um aumento nas bactérias produtoras de AGCCs no intestino, e reduziu o acúmulo de alfa-sinucleína no intestino e na Substância negra. Além disso, os prebióticos aumentaram ocludina e GPR43 intestinal, indicando redução da permeabilidade intestinal e aumento de receptores para AGCCs, além de reduzir p-NFkB e IL1-β no intestino. FOS e GOS atenuaram a perda de neurônios dopaminérgicos e reduziram a neuroinflamação na Substância negra e no córtex RESUMO pré-frontal, diminuindo assim os níveis de expressão de IBA-1, GFAP, iNOS, p-NFkB e IL1-β. Por fim, os prebióticos melhoraram a neuroplasticidade ao aumentar níveis de serotonina cerebral e transportador de serotonina (SERT), BDNF, p-CREB e proteína sináptica PSD-95 no córtex pre-frontal. Em conclusão, FOS e GOS mostraram resultados promissores para a inserção de nova estratégia terapêutica para tratamento da DP em humanos.
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Um crescente corpo de evidências tem surgido sobre o envolvimento do eixo microbiota-intestino-cérebro na DP. Frutooligossacarídeos (FOS) e Galactooligossacarídeos (GOS) são fibras prebióticas fermentadas por bactérias da microbiota intestinal, as quais produzem metabólitos chamados ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs). Estudos indicam que tais metabólitos contribuem para uma melhora nas condições neurodegenerativas e psiquiátricas. Este estudo analisou os efeitos da administração oral de FOS e GOS em camundongos com DP experimental induzida por rotenona. 40 camundongos C57BL/6 machos de 8 semanas de idade foram divididos em 4 grupos: (1) CONTROLE: tratados com solução veículo; (2) PD: submetidos à 2,5mg/Kg/dia de rotenona (via SC) por 20 dias consecutivos; (3) PD+PREB: administrados simultaneamente com 2,5mg/Kg/dia de rotenona (via SC) e 3g/Kg/dia de FOS + 4g/Kg/dia de GOS (VO), por 20 dias consecutivos; (4) PD+FLU: administrados simultaneamente com 2,5mg/Kg/dia de rotenona (via sc) e 10mg/Kg/dia de fluoxetina (VO), por 20 dias consecutivos. Os procedimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Uso Animal do Instituto Aggeu Magalhães (CEUA-IAM-169/2021). Ao 21o dia, foram realizados o teste do campo aberto e o teste do rotarod, além dos testes para avaliação do comportamento tipo-depressivo, teste de preferência de sacarose e teste de suspensão da cauda. Após eutanásia, foram coletadas as fezes para sequenciamento da microbiota intestinal, sangue para análise de citocinas e LPS, cólon, susbtância negra e córtex pre-frontal para análises histológicas e análise de expressão proteica. Os resultados demonstraram que os prebióticos melhoraram o déficit motor e o comportamento tipo-depressivo em camundongos. Além disso, o tratamento com FOS e GOS levou a um aumento nas bactérias produtoras de AGCCs no intestino, e reduziu o acúmulo de alfa-sinucleína no intestino e na Substância negra. Além disso, os prebióticos aumentaram ocludina e GPR43 intestinal, indicando redução da permeabilidade intestinal e aumento de receptores para AGCCs, além de reduzir p-NFkB e IL1-β no intestino. FOS e GOS atenuaram a perda de neurônios dopaminérgicos e reduziram a neuroinflamação na Substância negra e no córtex RESUMO pré-frontal, diminuindo assim os níveis de expressão de IBA-1, GFAP, iNOS, p-NFkB e IL1-β. Por fim, os prebióticos melhoraram a neuroplasticidade ao aumentar níveis de serotonina cerebral e transportador de serotonina (SERT), BDNF, p-CREB e proteína sináptica PSD-95 no córtex pre-frontal. Em conclusão, FOS e GOS mostraram resultados promissores para a inserção de nova estratégia terapêutica para tratamento da DP em humanos.Parkinson's disease (PD) remains a challenging treatment. In addition to motor symptoms, non-motor symptoms such as depression are present in approximately 40% of patients, contributing to a loss of quality of life. A growing body of evidence has emerged on the involvement of the microbiota-gut-brain axis in PD. Fructooligosaccharides (FOS) and Galactooligosaccharides (GOS) are prebiotic fibers fermented by bacteria from the intestinal microbiota, which produce metabolites called short-chain fatty acids (SCFAs). Studies indicate that these metabolites contribute to an improvement in neurodegenerative and psychiatric conditions. This study analyzed the effects of oral administration of FOS and GOS in mice with experimental PD induced by rotenone. Forty 8-week-old male C57BL/6 mice were divided into 4 groups: (1) CONTROL: treated with vehicle solution; (2) PD: subjected to 2.5mg/kg/day of rotenone (SC) for 20 consecutive days; (3) PD+PREB: administered simultaneously with 2.5mg/kg/day of rotenone (SC) and 3g/kg/day of FOS + 4g/kg/day of GOS (PO), for 20 consecutive days; (4) PD+FLU: administered simultaneously with 2.5mg/kg/day of rotenone (SC) and 10mg/kg/day of fluoxetine (PO), for 20 consecutive days. The procedures were approved by the Animal Use Ethics Committee of the Aggeu Magalhães Institute (CEUA-IAM-169/2021). On the 21st day, the open field test and the rotarod test were performed, in addition to tests to assess depressive-like behavior, sucrose preference test and tail suspension test. After euthanasia, feces were collected for sequencing of the intestinal microbiota, blood for analysis of cytokines and LPS, colon, substância negra and prefrontal cortex for histological analysis and analysis of protein expression. The results demonstrated that prebiotics improved motor deficit and depressive-like behavior in mice. Furthermore, FOS and GOS treatment led to an increase in SCFA-producing bacteria in the intestine, and reduced the accumulation of alpha-synuclein in the intestine and substância negra. Furthermore, prebiotics increased intestinal occludin and GPR43, indicating reduced intestinal permeability and increased receptors for SCFAs, in addition to reducing p- NFkB and IL1-β in the intestine. FOS and GOS attenuated the loss of dopaminergic neurons and reduced neuroinflammation in the substância negra and prefrontal cortex, thereby decreasing the expression levels of IBA-1, GFAP, iNOS, p-NFkB, and IL1-β. Finally, prebiotics improved neuroplasticity by increasing levels of brain serotonin and serotonin transporter (SERT), BDNF, p-CREB, and synaptic protein PSD-95 in the prefrontal cortex. In conclusion, FOS and ABSTRACT GOS showed promising results for the insertion of a new therapeutic strategy for the treatment of PD in humans.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Ciencias BiologicasUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessDoença de ParkinsonMicrobiotaDepressãoEfeitos de prebióticos (Frutooligossacarídeo e Galactooligossacarídeo) sobre o comportamento depressivo, a microbiota intestinal e alterações cerebrais em modelo animal de doença de Parkinsoninfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPELICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65911/2/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD52ORIGINALTESE Ingrid Prata Mendonça.pdfTESE Ingrid Prata Mendonça.pdfapplication/pdf21088647https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65911/1/TESE%20Ingrid%20Prata%20Mendon%c3%a7a.pdfb946aa712f6e6b9cde7dd06a94059e59MD51TEXTTESE Ingrid Prata Mendonça.pdf.txtTESE Ingrid Prata Mendonça.pdf.txtExtracted texttext/plain376410https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65911/3/TESE%20Ingrid%20Prata%20Mendon%c3%a7a.pdf.txt0442661963a685f83603ca188102c35aMD53THUMBNAILTESE Ingrid Prata Mendonça.pdf.jpgTESE Ingrid Prata Mendonça.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1275https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65911/4/TESE%20Ingrid%20Prata%20Mendon%c3%a7a.pdf.jpgab621b7a35d4660e5376f67cb69de01dMD54123456789/659112025-09-21 15:15:44.919oai:repositorio.ufpe.br:123456789/65911VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-09-21T18:15:44Repositório Institucional da UFPE - 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