O alargamento das fronteiras: imbricamentos da ficção e da historicidade em Lessico famigliare e La famiglia Manzoni, de Natalia Ginzburg, e II Gattopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: SANTOS, Deividy Ferreira dos
Orientador(a): CORDIVIOLA, Alfredo Adolfo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Letras
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66820
Resumo: O objetivo desta tese é investigar os limites entre a narrativa ficcional, a narrativa histórica, as memórias e a literatura, a partir da análise de três obras da literatura italiana: Lessico famigliare (1963) e La famiglia Manzoni (1983), ambas de Natalia Ginzburg, e Il Gattopardo (1958), de Giuseppe Tomasi di Lampedusa. A leitura e a investigação propostas revisitam um passado histórico — de uma Itália marcada pelo Risorgimento, pelo Fascismo e pelo Antifascismo — não distante, que se confirma atual ao expandir e tensionar as fronteiras entre esses campos. Nesse sentido, buscamos evidenciar, por meio de um estudo comparativo, as aproximações, os distanciamentos e os intercâmbios entre as obras selecionadas, de modo que, ao final, seja possível verificar se existe um terreno híbrido e nebuloso entre ficção, história e realidade. Nesse espaço de intersecção, as memórias individuais, coletivas e familiares imprimem testemunhos de resistências, rupturas e escritas de si (próximas ao exercício autobiográfico) e do outro. Ao mesmo tempo em que se observa o resgate de memórias e de fragmentos do passado, percebe-se igualmente a ficcionalização dessas experiências e registros, o que amplia a complexidade das representações. O aporte teórico que fundamenta a pesquisa abrange, entre outros, os estudos de Armando Cassigoli (1976), Daniela Graf-Bartalesi (2005), Graciela Beatriz Caram de Bataller (2011), Victoriano Peña Sánchez (2011), Gaspare Trapani (2015) e João Fábio Bertonha (2017), no campo do Fascismo e do Antifascismo italianos; bem como as contribuições de Octavio Paz (1982), Jacques Le Goff (1990), Leonor Arfuch (2002), Márcio Seligmann-Silva (2003), Luiz Costa Lima (2006), Jeanne Marie Gagnebin (2009), Michel de Certeau (2011), María Victoria González (2019) e Jacques Rancière (2021), em torno das relações entre história, memória, literatura e ficção. No que se refere às reflexões sobre memórias e temporalidade, destacam-se ainda os trabalhos de Pierre Nora (1984), Beatriz Sarlo (2005), Paul Ricoeur (2007), Paolo Rossi (2010), Henri Bergson (2010), Joël Candau (2016) e Maurice Halbwachs (2017). Nesse horizonte, dialogamos também com as formulações de Marianne Hirsch (2012) sobre a pós-memória, entendida como a forma pela qual as gerações posteriores se relacionam com experiências traumáticas que não viveram diretamente, mas que lhes chegam por meio de narrativas, imagens e silêncios transmitidos. De maneira complementar, mobilizamos a noção de memória heteropática, desenvolvida por Kaja Silverman (2009), que ressalta a possibilidade de uma memória que se constrói na alteridade e na empatia, na capacidade de sentir e incorporar as experiências de outros como parte constitutiva de si. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, apoiando-se em procedimentos bibliográficos e comparativos, a partir de uma perspectiva teórica. O objetivo consiste em compreender os fenômenos de forma ampla, sem restringi-los a situações específicas ou isoladas. Concluímos, portanto, que o alargamento das fronteiras entre as obras literárias estudadas se manifesta de modo heterogêneo, configurando um trabalho memorialístico e híbrido em relação às categorias teóricas mobilizadas.
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A leitura e a investigação propostas revisitam um passado histórico — de uma Itália marcada pelo Risorgimento, pelo Fascismo e pelo Antifascismo — não distante, que se confirma atual ao expandir e tensionar as fronteiras entre esses campos. Nesse sentido, buscamos evidenciar, por meio de um estudo comparativo, as aproximações, os distanciamentos e os intercâmbios entre as obras selecionadas, de modo que, ao final, seja possível verificar se existe um terreno híbrido e nebuloso entre ficção, história e realidade. Nesse espaço de intersecção, as memórias individuais, coletivas e familiares imprimem testemunhos de resistências, rupturas e escritas de si (próximas ao exercício autobiográfico) e do outro. Ao mesmo tempo em que se observa o resgate de memórias e de fragmentos do passado, percebe-se igualmente a ficcionalização dessas experiências e registros, o que amplia a complexidade das representações. 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Concluímos, portanto, que o alargamento das fronteiras entre as obras literárias estudadas se manifesta de modo heterogêneo, configurando um trabalho memorialístico e híbrido em relação às categorias teóricas mobilizadas.L’obiettivo di questa tesi è indagare i limiti tra la narrazione finzionale, la narrazione storica, le memorie e la letteratura, a partire dall’analisi di tre opere della letteratura italiana: Lessico famigliare (1963) e La famiglia Manzoni (1983), entrambe di Natalia Ginzburg, e Il Gattopardo (1958), di Giuseppe Tomasi di Lampedusa. La lettura e l’indagine proposte rivisitano un passato storico – un’Italia segnata dal Risorgimento, dal Fascismo e dall’Antifascismo – non lontano, ma che si conferma attuale nell’ampliare e nel mettere in tensione i confini tra questi ambiti. In questo senso, intendiamo evidenziare, attraverso uno studio comparativo, le approssimazioni, gli allontanamenti e gli scambi tra le opere selezionate, in modo tale da verificare se esista un terreno ibrido e sfumato tra finzione, storia e realtà. In questo spazio di intersezione, le memorie individuali, collettive e familiari imprimono testimonianze di resistenze, rotture e scritture di sé (vicine all’esercizio autobiografico) e dell’altro. Allo stesso tempo in cui si osserva il recupero delle memorie e dei frammenti del passato, si nota anche la finzionalizzazione di tali esperienze e registri, il che accresce la complessità delle rappresentazioni. L’impianto teorico che sostiene la ricerca comprende, tra gli altri, gli studi di Armando Cassigoli (1976), Daniela Graf-Bartalesi (2005), Graciela Beatriz Caram de Bataller (2011), Victoriano Peña Sánchez (2011), Gaspare Trapani (2015) e João Fábio Bertonha (2017), nell’ambito del Fascismo e dell’Antifascismo italiani; così come i contributi di Octavio Paz (1982), Jacques Le Goff (1990), Leonor Arfuch (2002), Márcio Seligmann-Silva (2003), Luiz Costa Lima (2006), Jeanne Marie Gagnebin (2009), Michel de Certeau (2011), María Victoria González (2019) e Jacques Rancière (2021), riguardo alle relazioni tra storia, memoria, letteratura e finzione. Per quanto riguarda le riflessioni sulle memorie e sulla temporalità, si segnalano inoltre i lavori di Pierre Nora (1984), Beatriz Sarlo (2005), Paul Ricoeur (2007), Paolo Rossi (2010), Henri Bergson (2010), Joël Candau (2016) e Maurice Halbwachs (2017). In tale orizzonte, dialoghiamo anche con le formulazioni di Marianne Hirsch (2012) sulla postmemoria, intesa come la modalità attraverso la quale le generazioni successive si rapportano a esperienze traumatiche non vissute direttamente, ma trasmesse tramite narrazioni, immagini e silenzi. In maniera complementare, mobilitiamo la nozione di memoria eteropatica, sviluppata da Kaja Silverman (2009), che sottolinea la possibilità di una memoria che si costruisce nell’alterità e nell’empatia, nella capacità di sentire e incorporare le esperienze altrui come parte costitutiva di sé. La ricerca adotta un approccio qualitativo, fondandosi su procedure bibliografiche e comparative, da una prospettiva teorica. L’obiettivo consiste nel comprendere i fenomeni in modo ampio, senza limitarli a situazioni specifiche o circoscritte. Concludiamo, dunque, che l’allargamento dei confini tra le opere letterarie analizzate si manifesta in maniera eterogenea, configurando un lavoro memorialistico e ibrido rispetto alle categorie teoriche mobilitate.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em LetrasUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessFronteirasNarrativa FiccionalHistoricidadeNatalia GinzburgGiuseppe Tomasi di LampedusaO alargamento das fronteiras: imbricamentos da ficção e da historicidade em Lessico famigliare e La famiglia Manzoni, de Natalia Ginzburg, e II Gattopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETEXTTESE Deividy Ferreira dos Santos.pdf.txtTESE Deividy Ferreira dos Santos.pdf.txtExtracted texttext/plain491204https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66820/3/TESE%20Deividy%20Ferreira%20dos%20Santos.pdf.txtfd1ccef2ee6f8ff9df14c5c843645c65MD53THUMBNAILTESE Deividy Ferreira dos Santos.pdf.jpgTESE Deividy Ferreira dos Santos.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1274https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66820/4/TESE%20Deividy%20Ferreira%20dos%20Santos.pdf.jpgddc85a2b8aac7b729af501696658958eMD54ORIGINALTESE Deividy Ferreira dos Santos.pdfTESE Deividy Ferreira dos Santos.pdfapplication/pdf1698041https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66820/1/TESE%20Deividy%20Ferreira%20dos%20Santos.pdfcd03b37e5f9a80008206e0dd3abede76MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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