Fatores de risco para doenças crônica degenerativas não transmissíveis em pacientes com esquistossomose crônica
| Ano de defesa: | 2013 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/13259 |
Resumo: | A esquistossomose é uma doença parasitária presente em regiões de climas tropicais e subtropicais. Aproximadamente 200 milhões de pessoas ao redor do mundo estão infectadas pela doença. A fase crônica é caracterizada por comprometimento de órgãos e tecidos principalmente fígado e baço. A forma hepatoesplênica (HS) é o estágio mais avançado, no qual se observam maiores danos no parênquima hepático, hipertensão portal e congestão hepática. Em muitos pacientes na forma HS se faz necessária cirurgia de esplenectomia (pacientes HSS). Na forma HS, ocorrem grandes alterações no metabolismo de lipídios. Alterações lipídicas são consideradas importantes fatores de risco para Doenças Crônica Degenerativas Não Transmissíveis (DCDNT) tais como diabetes mellitus, resistência insulínica (RI) e doenças cardiovasculares (DCV). Além disso, fatores genéticos também podem influenciar no padrão e grau de alteração lipídicas. O polimorfismo do gene da Apolipoproteína E (Apo E) tem sido reportado como um importante fator contributivo para alterações lipídicas. O objetivo deste estudo foi investigar em pacientes esquistossomóticos a ocorrência de fatores de risco para DCDNT tais como RI e dislipidemias bem como a influência do polimorfismo do gene da Apo E nas alterações lipídicas. Para tanto foram obtidas amostras de plasma sangüíneo de indivíduos HS e HSS bem como de indivíduos saudáveis. Foram determinadas as concentrações plasmáticas de insulina e glicose de jejum, triglicerídios, HDL-c, VLDL-c, LDL-c, colesterol total, LDL-oxidada, Albumina, transaminase glutâmico oxalacética (TGO), transaminase glutâmico pirúvica (TGP), fosfatase alcalina e gama glutaril transferase (GGT). Além de terem sido determinados os valores de HOMA-IR e da razão triglicerídios por HDL-c para acessar a resistência e os índices de Castelli para acessar o risco de desenvolver DCV, além de extrair DNA leucocitário para determinar o polimorfismo do gene da Apo E. Os indivíduos HS e HSS apresentaram níveis mais elevados de LDL-oxidada, das enzimas hepáticas, bem como da glicemia e insulina de jejum e HOMA-IR, além de níveis mais baixos de Colesterol, triglicerídios e albumina, quando comparado ao grupo controle. Não houve diferença significativa da razão triglicerídios/HDL-c, bem como dos índices de Castelli entre os grupos. O polimorfismo do gene da Apo E também influenciou na maneira pela qual a esquistossomose modula o metabolismo de lipídios. Desta maneira, os resultados demonstraram que os indivíduos portadores da esquistossomose crônica apresentaram alterações no metabolismo lipídico, elevadas concentrações de LDL-oxidada e um quadro de resistência insulínica. Estes, por sua vez, representam importantes fatores de risco para o desenvolvimento de DCDNTs. |
| id |
UFPE_dcb178ef4af71c84a37ff10de5e4c973 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.ufpe.br:123456789/13259 |
| network_acronym_str |
UFPE |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UFPE |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Pimenta Filho, Adenor AlmeidaPimenta Filho, Adenor AlmeidaLima, Vera Lúcia de Menezes 2015-04-17T11:57:39Z2015-04-17T11:57:39Z2013-01-31https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/13259A esquistossomose é uma doença parasitária presente em regiões de climas tropicais e subtropicais. Aproximadamente 200 milhões de pessoas ao redor do mundo estão infectadas pela doença. A fase crônica é caracterizada por comprometimento de órgãos e tecidos principalmente fígado e baço. A forma hepatoesplênica (HS) é o estágio mais avançado, no qual se observam maiores danos no parênquima hepático, hipertensão portal e congestão hepática. Em muitos pacientes na forma HS se faz necessária cirurgia de esplenectomia (pacientes HSS). Na forma HS, ocorrem grandes alterações no metabolismo de lipídios. Alterações lipídicas são consideradas importantes fatores de risco para Doenças Crônica Degenerativas Não Transmissíveis (DCDNT) tais como diabetes mellitus, resistência insulínica (RI) e doenças cardiovasculares (DCV). Além disso, fatores genéticos também podem influenciar no padrão e grau de alteração lipídicas. O polimorfismo do gene da Apolipoproteína E (Apo E) tem sido reportado como um importante fator contributivo para alterações lipídicas. O objetivo deste estudo foi investigar em pacientes esquistossomóticos a ocorrência de fatores de risco para DCDNT tais como RI e dislipidemias bem como a influência do polimorfismo do gene da Apo E nas alterações lipídicas. Para tanto foram obtidas amostras de plasma sangüíneo de indivíduos HS e HSS bem como de indivíduos saudáveis. Foram determinadas as concentrações plasmáticas de insulina e glicose de jejum, triglicerídios, HDL-c, VLDL-c, LDL-c, colesterol total, LDL-oxidada, Albumina, transaminase glutâmico oxalacética (TGO), transaminase glutâmico pirúvica (TGP), fosfatase alcalina e gama glutaril transferase (GGT). Além de terem sido determinados os valores de HOMA-IR e da razão triglicerídios por HDL-c para acessar a resistência e os índices de Castelli para acessar o risco de desenvolver DCV, além de extrair DNA leucocitário para determinar o polimorfismo do gene da Apo E. Os indivíduos HS e HSS apresentaram níveis mais elevados de LDL-oxidada, das enzimas hepáticas, bem como da glicemia e insulina de jejum e HOMA-IR, além de níveis mais baixos de Colesterol, triglicerídios e albumina, quando comparado ao grupo controle. Não houve diferença significativa da razão triglicerídios/HDL-c, bem como dos índices de Castelli entre os grupos. O polimorfismo do gene da Apo E também influenciou na maneira pela qual a esquistossomose modula o metabolismo de lipídios. Desta maneira, os resultados demonstraram que os indivíduos portadores da esquistossomose crônica apresentaram alterações no metabolismo lipídico, elevadas concentrações de LDL-oxidada e um quadro de resistência insulínica. Estes, por sua vez, representam importantes fatores de risco para o desenvolvimento de DCDNTs.porUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessEsquistossomoseDislipidemiasResistência insulínicaApolipoproteína EFatores de risco para doenças crônica degenerativas não transmissíveis em pacientes com esquistossomose crônicainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILtese adenor Pimenta filho.pdf.jpgtese adenor Pimenta filho.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1396https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/13259/5/tese%20adenor%20Pimenta%20filho.pdf.jpg3779592bb945751e09094840bd231a45MD55ORIGINALtese adenor Pimenta filho.pdftese adenor Pimenta filho.pdfapplication/pdf2908288https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/13259/1/tese%20adenor%20Pimenta%20filho.pdf02a550442578fd01280845f44a78e944MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-81232https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/13259/2/license_rdf66e71c371cc565284e70f40736c94386MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82311https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/13259/3/license.txt4b8a02c7f2818eaf00dcf2260dd5eb08MD53TEXTtese adenor Pimenta filho.pdf.txttese adenor Pimenta filho.pdf.txtExtracted texttext/plain284645https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/13259/4/tese%20adenor%20Pimenta%20filho.pdf.txt1363c725318cbe7e7211efba2731fea2MD54123456789/132592019-10-25 05:11:41.329oai:repositorio.ufpe.br:123456789/13259TGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKClRvZG8gZGVwb3NpdGFudGUgZGUgbWF0ZXJpYWwgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgKFJJKSBkZXZlIGNvbmNlZGVyLCDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIChVRlBFKSwgdW1hIExpY2Vuw6dhIGRlIERpc3RyaWJ1acOnw6NvIE7Do28gRXhjbHVzaXZhIHBhcmEgbWFudGVyIGUgdG9ybmFyIGFjZXNzw612ZWlzIG9zIHNldXMgZG9jdW1lbnRvcywgZW0gZm9ybWF0byBkaWdpdGFsLCBuZXN0ZSByZXBvc2l0w7NyaW8uCgpDb20gYSBjb25jZXNzw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhIG7Do28gZXhjbHVzaXZhLCBvIGRlcG9zaXRhbnRlIG1hbnTDqW0gdG9kb3Mgb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IuCl9fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fXwoKTGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKCkFvIGNvbmNvcmRhciBjb20gZXN0YSBsaWNlbsOnYSBlIGFjZWl0w6EtbGEsIHZvY8OqIChhdXRvciBvdSBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMpOgoKYSkgRGVjbGFyYSBxdWUgY29uaGVjZSBhIHBvbMOtdGljYSBkZSBjb3B5cmlnaHQgZGEgZWRpdG9yYSBkbyBzZXUgZG9jdW1lbnRvOwpiKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBjb25oZWNlIGUgYWNlaXRhIGFzIERpcmV0cml6ZXMgcGFyYSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGUEU7CmMpIENvbmNlZGUgw6AgVUZQRSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgYXJxdWl2YXIsIHJlcHJvZHV6aXIsIGNvbnZlcnRlciAoY29tbyBkZWZpbmlkbyBhIHNlZ3VpciksIGNvbXVuaWNhciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIsIG5vIFJJLCBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vL2Fic3RyYWN0KSBlbSBmb3JtYXRvIGRpZ2l0YWwgb3UgcG9yIG91dHJvIG1laW87CmQpIERlY2xhcmEgcXVlIGF1dG9yaXphIGEgVUZQRSBhIGFycXVpdmFyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZXN0ZSBkb2N1bWVudG8gZSBjb252ZXJ0w6otbG8sIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gc2V1IGNvbnRlw7pkbywgcGFyYSBxdWFscXVlciBmb3JtYXRvIGRlIGZpY2hlaXJvLCBtZWlvIG91IHN1cG9ydGUsIHBhcmEgZWZlaXRvcyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBwcmVzZXJ2YcOnw6NvIChiYWNrdXApIGUgYWNlc3NvOwplKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBzdWJtZXRpZG8gw6kgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBhIHRlcmNlaXJvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2Ugb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgb3V0cmEgcGVzc29hIG91IGVudGlkYWRlOwpmKSBEZWNsYXJhIHF1ZSwgbm8gY2FzbyBkbyBkb2N1bWVudG8gc3VibWV0aWRvIGNvbnRlciBtYXRlcmlhbCBkbyBxdWFsIG7Do28gZGV0w6ltIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlCmF1dG9yLCBvYnRldmUgYSBhdXRvcml6YcOnw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gcmVzcGVjdGl2byBkZXRlbnRvciBkZXNzZXMgZGlyZWl0b3MgcGFyYSBjZWRlciDDoApVRlBFIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgTGljZW7Dp2EgZSBhdXRvcml6YXIgYSB1bml2ZXJzaWRhZGUgYSB1dGlsaXrDoS1sb3MgbGVnYWxtZW50ZS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGN1am9zIGRpcmVpdG9zIHPDo28gZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3UgY29udGXDumRvIGRvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZTsKZykgU2UgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgw6kgYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpw6fDo28gcXVlIG7Do28gYSBVRlBFLMKgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIgb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgpBIFVGUEUgaWRlbnRpZmljYXLDoSBjbGFyYW1lbnRlIG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBhdXRvciAoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBwYXJhIGFsw6ltIGRvIHByZXZpc3RvIG5hIGFsw61uZWEgYykuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T08:11:41Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
Fatores de risco para doenças crônica degenerativas não transmissíveis em pacientes com esquistossomose crônica |
| title |
Fatores de risco para doenças crônica degenerativas não transmissíveis em pacientes com esquistossomose crônica |
| spellingShingle |
Fatores de risco para doenças crônica degenerativas não transmissíveis em pacientes com esquistossomose crônica Pimenta Filho, Adenor Almeida Esquistossomose Dislipidemias Resistência insulínica Apolipoproteína E |
| title_short |
Fatores de risco para doenças crônica degenerativas não transmissíveis em pacientes com esquistossomose crônica |
| title_full |
Fatores de risco para doenças crônica degenerativas não transmissíveis em pacientes com esquistossomose crônica |
| title_fullStr |
Fatores de risco para doenças crônica degenerativas não transmissíveis em pacientes com esquistossomose crônica |
| title_full_unstemmed |
Fatores de risco para doenças crônica degenerativas não transmissíveis em pacientes com esquistossomose crônica |
| title_sort |
Fatores de risco para doenças crônica degenerativas não transmissíveis em pacientes com esquistossomose crônica |
| author |
Pimenta Filho, Adenor Almeida |
| author_facet |
Pimenta Filho, Adenor Almeida |
| author_role |
author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Pimenta Filho, Adenor Almeida Pimenta Filho, Adenor Almeida |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Lima, Vera Lúcia de Menezes |
| contributor_str_mv |
Lima, Vera Lúcia de Menezes |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Esquistossomose Dislipidemias Resistência insulínica Apolipoproteína E |
| topic |
Esquistossomose Dislipidemias Resistência insulínica Apolipoproteína E |
| description |
A esquistossomose é uma doença parasitária presente em regiões de climas tropicais e subtropicais. Aproximadamente 200 milhões de pessoas ao redor do mundo estão infectadas pela doença. A fase crônica é caracterizada por comprometimento de órgãos e tecidos principalmente fígado e baço. A forma hepatoesplênica (HS) é o estágio mais avançado, no qual se observam maiores danos no parênquima hepático, hipertensão portal e congestão hepática. Em muitos pacientes na forma HS se faz necessária cirurgia de esplenectomia (pacientes HSS). Na forma HS, ocorrem grandes alterações no metabolismo de lipídios. Alterações lipídicas são consideradas importantes fatores de risco para Doenças Crônica Degenerativas Não Transmissíveis (DCDNT) tais como diabetes mellitus, resistência insulínica (RI) e doenças cardiovasculares (DCV). Além disso, fatores genéticos também podem influenciar no padrão e grau de alteração lipídicas. O polimorfismo do gene da Apolipoproteína E (Apo E) tem sido reportado como um importante fator contributivo para alterações lipídicas. O objetivo deste estudo foi investigar em pacientes esquistossomóticos a ocorrência de fatores de risco para DCDNT tais como RI e dislipidemias bem como a influência do polimorfismo do gene da Apo E nas alterações lipídicas. Para tanto foram obtidas amostras de plasma sangüíneo de indivíduos HS e HSS bem como de indivíduos saudáveis. Foram determinadas as concentrações plasmáticas de insulina e glicose de jejum, triglicerídios, HDL-c, VLDL-c, LDL-c, colesterol total, LDL-oxidada, Albumina, transaminase glutâmico oxalacética (TGO), transaminase glutâmico pirúvica (TGP), fosfatase alcalina e gama glutaril transferase (GGT). Além de terem sido determinados os valores de HOMA-IR e da razão triglicerídios por HDL-c para acessar a resistência e os índices de Castelli para acessar o risco de desenvolver DCV, além de extrair DNA leucocitário para determinar o polimorfismo do gene da Apo E. Os indivíduos HS e HSS apresentaram níveis mais elevados de LDL-oxidada, das enzimas hepáticas, bem como da glicemia e insulina de jejum e HOMA-IR, além de níveis mais baixos de Colesterol, triglicerídios e albumina, quando comparado ao grupo controle. Não houve diferença significativa da razão triglicerídios/HDL-c, bem como dos índices de Castelli entre os grupos. O polimorfismo do gene da Apo E também influenciou na maneira pela qual a esquistossomose modula o metabolismo de lipídios. Desta maneira, os resultados demonstraram que os indivíduos portadores da esquistossomose crônica apresentaram alterações no metabolismo lipídico, elevadas concentrações de LDL-oxidada e um quadro de resistência insulínica. Estes, por sua vez, representam importantes fatores de risco para o desenvolvimento de DCDNTs. |
| publishDate |
2013 |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2013-01-31 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2015-04-17T11:57:39Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2015-04-17T11:57:39Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/13259 |
| url |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/13259 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/ |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Federal de Pernambuco |
| publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Federal de Pernambuco |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UFPE instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) instacron:UFPE |
| instname_str |
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| instacron_str |
UFPE |
| institution |
UFPE |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UFPE |
| collection |
Repositório Institucional da UFPE |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/13259/5/tese%20adenor%20Pimenta%20filho.pdf.jpg https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/13259/1/tese%20adenor%20Pimenta%20filho.pdf https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/13259/2/license_rdf https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/13259/3/license.txt https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/13259/4/tese%20adenor%20Pimenta%20filho.pdf.txt |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
3779592bb945751e09094840bd231a45 02a550442578fd01280845f44a78e944 66e71c371cc565284e70f40736c94386 4b8a02c7f2818eaf00dcf2260dd5eb08 1363c725318cbe7e7211efba2731fea2 |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 MD5 MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| repository.mail.fl_str_mv |
attena@ufpe.br |
| _version_ |
1862741928887451648 |