Onde o Sertão se faz morada: imaginários poéticos da casa sertaneja

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: SILVA, Jadson Eugenio da
Orientador(a): SANTOS, Lucia Leitão
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Desenvolvimento Urbano
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/70863
Resumo: “O Sertão é do tamanho do mundo”, afirma Guimarães Rosa (1986) em grande Sertão: Veredas. Esta frase é mote inicial de uma inquietação que leva a uma conexão imediata com o sentido de ser-no-mundo, de Heidegger. Esta dimensão que Rosa dá ao Sertão é constituída por todos os imperativos que o circunda, e apesar da importância de todos eles para a construção do imaginário sertanejo, a casa e a forma de morar do sertanejo precisam ser analisados com mais atenção, para compreender como se dá essa relação entre habitat, habitação e habitante, pelo campo da subjetividade. Sendo assim, o presente trabalho tem o objetivo principal de compreender através de uma investigação poética e afetiva a relação entre o sertanejo e a casa do sertão com o seu imaginário, além disso, busca-se discutir como o imaginário se manifesta no sertão e como isso influencia no morar no sertão e na apropriação do lugar; e, ainda, busca-se identificar como o sertanejo reconhece os elementos presentes no seu imaginário através das marcas identitárias que compõem sua subjetividade. Para isso serão discutidas as noções do imaginário, considerando as teorias de Gilbert Durand, a poética do espaço de Bachelard, genius loci de Norberg-Shulz, estudo do conceito de Lugar por Heidegger e as contribuições para a composição do imaginário sertanejo por Guimarães Rosa, Euclides da Cunha e Ariano Suassuna, além da identificação desse imaginário sertanejo a partir da música, a arte e literatura que serão elementos imprescindíveis para esta análise. Por fim, após essa travessia pelas teorias e pelo reconhecimento dos elementos constituintes do imaginário sertanejo, será identificado como o sertão e o sertanejo se espelham no espaço da casa e, finalmente, como a casa do sertão enquanto espaço habitado abriga, quase que de forma simbiótica, o ser, o lugar e o tempo.
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Esta dimensão que Rosa dá ao Sertão é constituída por todos os imperativos que o circunda, e apesar da importância de todos eles para a construção do imaginário sertanejo, a casa e a forma de morar do sertanejo precisam ser analisados com mais atenção, para compreender como se dá essa relação entre habitat, habitação e habitante, pelo campo da subjetividade. Sendo assim, o presente trabalho tem o objetivo principal de compreender através de uma investigação poética e afetiva a relação entre o sertanejo e a casa do sertão com o seu imaginário, além disso, busca-se discutir como o imaginário se manifesta no sertão e como isso influencia no morar no sertão e na apropriação do lugar; e, ainda, busca-se identificar como o sertanejo reconhece os elementos presentes no seu imaginário através das marcas identitárias que compõem sua subjetividade. Para isso serão discutidas as noções do imaginário, considerando as teorias de Gilbert Durand, a poética do espaço de Bachelard, genius loci de Norberg-Shulz, estudo do conceito de Lugar por Heidegger e as contribuições para a composição do imaginário sertanejo por Guimarães Rosa, Euclides da Cunha e Ariano Suassuna, além da identificação desse imaginário sertanejo a partir da música, a arte e literatura que serão elementos imprescindíveis para esta análise. Por fim, após essa travessia pelas teorias e pelo reconhecimento dos elementos constituintes do imaginário sertanejo, será identificado como o sertão e o sertanejo se espelham no espaço da casa e, finalmente, como a casa do sertão enquanto espaço habitado abriga, quase que de forma simbiótica, o ser, o lugar e o tempo.“The Sertão is as big as the world,” asserts Guimarães Rosa (1986) in Grande Sertão: Veredas. This phrase serves as the initial impetus for a reflection that immediately connects with Heidegger's concept of being-in-the-world. The dimension Rosa attributes to the Sertão is shaped by all the imperatives that surround it. Although each of these elements is crucial for constructing the sertanejo imaginary, the house and the way of living in the Sertão deserve closer analysis to understand the relationship between habitat, dwelling, and inhabitant through the lens of subjectivity. Thus, the main objective of this work is to understand, through a poetic and affective investigation, the relationship between the sertanejo and the Sertão house with its imaginary. Additionally, it seeks to discuss how the imaginary manifests in the Sertão and how it influences the way of living and appropriation of the place. It also aims to identify how the sertanejo recognizes the elements present in their imaginary through the identity marks that compose their subjectivity. To achieve this, the work will discuss the notions of the imaginary, considering the theories of Gilbert Durand, the poetics of space by Bachelard, the genius loci of Norberg-Schulz, Heidegger's concept of Place, and the contributions of Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, and Ariano Suassuna to the composition of the sertanejo imaginary. Furthermore, the analysis will include the identification of this imaginary through music, art, and literature, which will be essential elements for this investigation. Finally, after exploring the theories and identifying the constituent elements of the sertanejo imaginary, the study will examine how the Sertão and the sertanejo are reflected in the space of the house and, ultimately, how the Sertão house, as an inhabited space, almost symbiotically accommodates being, place, and time.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Desenvolvimento UrbanoUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessSertãoCasa do sertãoLugarImaginárioSertanejoOnde o Sertão se faz morada: imaginários poéticos da casa sertanejainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Jadson Eugenio da Silva.pdfDISSERTAÇÃO Jadson Eugenio da Silva.pdfapplication/pdf6535872https://attena.ufpe.br/bitstream/123456789/70863/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Jadson%20Eugenio%20da%20Silva.pdf85f5343cb8495d78408513034ed9496cMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82379https://attena.ufpe.br/bitstream/123456789/70863/2/license.txtb7489d4e327029c4d04d213294bf53f2MD52123456789/708632026-09-10 15:54:34.767oai:attena.ufpe.br:123456789/70863VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIGRlIEVzcGVjaWFsaXphw6fDo28vUmVzaWTDqm5jaWEsIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwczovL2F0dGVuYS51ZnBlLmJyLCBhIHBhcnRpciBkYSBkYXRhIGRlIGRlcMOzc2l0by4KCiAKUGFyYSB0cmFiYWxob3MgZW0gQWNlc3NvIFJlc3RyaXRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwIGRlIDE5IGRlIGZldmVyZWlybyBkZSAxOTk4LCBhcnQuIDI5LCBpbmNpc28gSUlJLCBhdXRvcml6byBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIFBlcm5hbWJ1Y28gYSBkaXNwb25pYmlsaXphciBncmF0dWl0YW1lbnRlLCBzZW0gcmVzc2FyY2ltZW50byBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHBhcmEgZmlucyBkZSBsZWl0dXJhLCBpbXByZXNzw6NvIGUvb3UgZG93bmxvYWQgKGFxdWlzacOnw6NvKSBhdHJhdsOpcyBkbyBzaXRlIGRvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgbm8gZW5kZXJlw6dvIGh0dHBzOi8vYXR0ZW5hLnVmcGUuYnIsIHF1YW5kbyBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvIGNvbmRpemVudGUgYW8gdGlwbyBkZSBkb2N1bWVudG8sIGNvbmZvcm1lIGluZGljYWRvIG5vIGNhbXBvIERhdGEgZGUgRW1iYXJnby4KRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212026-09-10T18:54:34Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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