Seriam ninhos inativos de formigas cortadeiras sítios favoráveis para o estabelecimento de plantas?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: BIEBER, Ana Gabriela Delgado
Orientador(a): LEAL, Inara Roberta
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/917
Resumo: De modo geral, formigas (Hymenoptera, Formicidae) que nidificam no solo concentram nutrientes e aumentam a penetrabilidade do local onde constroem seu ninho, aumentando a riqueza e abundância de plantas diretamente em cima do ninho. Por outro lado, como as formigas cortadeiras, Atta e Acromyrmex, são os herbívoros mais conspícuos em florestas neotropicais, durante o tempo de vida de uma colônia (10 a 20 anos para Atta spp.), as plantas não se beneficiam das qualidades do solo sobre o ninho. Entretanto, muitos trabalhos têm sugerido que os grandes ninhos das formigas cortadeiras, após se tornarem inativos, poderiam vir a ser locais propícios para o estabelecimento de espécies de árvores, ou pelo menos de um grupo delas. Neste trabalho, desenvolvido em um fragmento de floresta Atlântica no norte de Alagoas, verificamos se ninhos de formigas cortadeiras seriam sítios mais favoráveis para a colonização de plantas que áreas do sub-bosque sem ninhos. Dezoito ninhos inativos de Atta cephalotes foram escolhidos e classificados em duas categorias de idade (inativos recentes, NIRs, e inativos antigos, NIAs) e em seu entorno foram demarcadas parcelas controles de mesma área. Todos os indivíduos não-adultos (plântulas, jovens e imaturos) de espécies lenhosas encontrados crescendo sobre os ninhos inativos e áreas controle foram contados e separados em três categorias de tamanho. Durante um ano, as mudanças na densidade destes indivíduos foram acompanhadas trimestralmente nas áreas dos ninhos inativos (NIRs e NIAs) e dos controles. A riqueza destes três locais foi estimada para cada categoria de tamanho. Também investigamos como seria o recrutamento de plântulas nestas áreas, testando se parâmetros como irradiação solar, resistência à penetração e nutrição do solo ajudariam a explicar os resultados encontrados. Sementes de seis espécies (Bowdichia virgilioides, Brosimum guianense, Chrysophyllum viride, Eschweilera ovata, Simarouba amara e Virola gardneri) foram plantadas e seu desenvolvimento acompanhado a cada mês. NIRs apresentaram uma baixa densidade de plântulas, e NIAs, mesmo estando inativos há 15 anos, não haviam recuperado a densidade de imaturos; sugerindo que a sucessão em ninhos inativos não é tão eficiente quanto imaginado. Dos parâmetros abióticos, apenas a resistência à penetração foi diferente entre as áreas, sendo maior nos ninhos inativos. O crescimento de indivíduos de V. gardneri foi 30% menor em NIRs do que em áreas controle. Quanto às outras espécies, ainda não foram detectadas diferenças significativas, porém esperamos detectá-las com uma maior duração do acompanhamento. A maior resistência juntamente com a menor quantidade de folhiço em ninhos recentes, sugerem que estes locais apresentem obstáculos ao estabelecimento de espécies. Com base nestes resultados, a idéia geral de que ninhos inativos de Atta spp. seriam propícios para o estabelecimento de plantas em florestas tropicais úmidas não foi corroborada
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Entretanto, muitos trabalhos têm sugerido que os grandes ninhos das formigas cortadeiras, após se tornarem inativos, poderiam vir a ser locais propícios para o estabelecimento de espécies de árvores, ou pelo menos de um grupo delas. Neste trabalho, desenvolvido em um fragmento de floresta Atlântica no norte de Alagoas, verificamos se ninhos de formigas cortadeiras seriam sítios mais favoráveis para a colonização de plantas que áreas do sub-bosque sem ninhos. Dezoito ninhos inativos de Atta cephalotes foram escolhidos e classificados em duas categorias de idade (inativos recentes, NIRs, e inativos antigos, NIAs) e em seu entorno foram demarcadas parcelas controles de mesma área. Todos os indivíduos não-adultos (plântulas, jovens e imaturos) de espécies lenhosas encontrados crescendo sobre os ninhos inativos e áreas controle foram contados e separados em três categorias de tamanho. Durante um ano, as mudanças na densidade destes indivíduos foram acompanhadas trimestralmente nas áreas dos ninhos inativos (NIRs e NIAs) e dos controles. A riqueza destes três locais foi estimada para cada categoria de tamanho. Também investigamos como seria o recrutamento de plântulas nestas áreas, testando se parâmetros como irradiação solar, resistência à penetração e nutrição do solo ajudariam a explicar os resultados encontrados. Sementes de seis espécies (Bowdichia virgilioides, Brosimum guianense, Chrysophyllum viride, Eschweilera ovata, Simarouba amara e Virola gardneri) foram plantadas e seu desenvolvimento acompanhado a cada mês. NIRs apresentaram uma baixa densidade de plântulas, e NIAs, mesmo estando inativos há 15 anos, não haviam recuperado a densidade de imaturos; sugerindo que a sucessão em ninhos inativos não é tão eficiente quanto imaginado. Dos parâmetros abióticos, apenas a resistência à penetração foi diferente entre as áreas, sendo maior nos ninhos inativos. O crescimento de indivíduos de V. gardneri foi 30% menor em NIRs do que em áreas controle. Quanto às outras espécies, ainda não foram detectadas diferenças significativas, porém esperamos detectá-las com uma maior duração do acompanhamento. A maior resistência juntamente com a menor quantidade de folhiço em ninhos recentes, sugerem que estes locais apresentem obstáculos ao estabelecimento de espécies. Com base nestes resultados, a idéia geral de que ninhos inativos de Atta spp. seriam propícios para o estabelecimento de plantas em florestas tropicais úmidas não foi corroboradaCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorporUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessAtta cephalotesFloresta AtlânticaNinhos inativosGerminaçãoRecrutamentoSeriam ninhos inativos de formigas cortadeiras sítios favoráveis para o estabelecimento de plantas?info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALarquivo4813_1.pdfapplication/pdf959356https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/917/1/arquivo4813_1.pdf1a6c8bdc4b1e0dcd047e793980920b03MD51LICENSElicense.txttext/plain1748https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/917/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52TEXTarquivo4813_1.pdf.txtarquivo4813_1.pdf.txtExtracted texttext/plain197042https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/917/3/arquivo4813_1.pdf.txt9099c64e02a6d973e5d37ccc31f1c47aMD53THUMBNAILarquivo4813_1.pdf.jpgarquivo4813_1.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1256https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/917/4/arquivo4813_1.pdf.jpg8286f1424e998047cafc28223b95d883MD54123456789/9172019-10-25 02:37:46.605oai:repositorio.ufpe.br:123456789/917Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T05:37:46Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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