Evolução de fatores hidrobiológicos no reservatório de Itaparica Rio São Francisco (1987, 1989 e 2002)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: BARROS, Aldemir de Castro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6695
Resumo: O reservatório de Itaparica foi construído no trecho submédio do Rio São Francisco e enchido em 1988 quando alcançou a cota operacional normal (304) e funciona a fio d água. Sua principal finalidade é a produção de energia elétrica. Tem 834,0km2 de superfície, profundidade média de 21m e banha na margem esquerda o Estado de Pernambuco e na direita a Bahia. O principal objetivo deste estudo, foi reconhecer que modificações ou adaptações poderiam ocorrer na água e nas comunidades aquáticas após a implantação de um grande reservatório como Itaparica, no semi-árido nordestino, submergindo mata de caatinga. Para isto, utilizaram-se dados e informações referentes a três períodos: 1987, 1989 e 2002, representando respectivamente a fase lótica, o primeiro ano da represa e a situação atual (treze anos depois). Os dados foram coletados em duas estações fixas, durante o período de estiagem. Estudaram-se parâmetros físico-químicos (temperatura, transparência da água, pH, turbidez, dureza, condutividade elétrica da água, sílica, fósforo e ferro) e indicadores biológicos (OD, DBO, DQO, CO2, Diversidade específica do fitoplâncton, zooplâncton e ictionecton e teores de Clorofila a. Os mecanismos no reservatório aparentemente se subordinam ao manejo da água que reside 2,4 meses com oscilações do nível entre as cotas 300 e 304. A análise multivariada do conjunto de dados, revelou a existência de duas zonas no reservatório: uma sob influência lótica, frente a Rodelas (BA) e outra de características mais lacustres, no sentido da barragem. Mostrou também que em 1989 a zona lacustre já apresentava as características atuais (2002) e que a área de Rodelas mantinha as características lóticas. Verificou-se certa capacidade de autodepuração do lago o qual num determinado momento apresentou valores elevados de nutrientes e clorofila a, que se exauriram no momento seguinte voltando depois a aumentar. Fitoplâncton, zooplâncton e ictionecton mudaram com freqüência sucedendo-se espécies e alterando a freqüência dos organismos. Duas espécies de peixes introduzidas, dominam atualmente a abundância de indivíduos e o conjunto das espécies ocupa os nichos de maneira equilibrada. O ictionecton apresentava na fase lótica, dominância de iliófagos os quais ao longo do tempo, cederam lugar aos carnívoros que compõem atualmente cerca de 80% das amostras. Ocorre portanto, um suporte de espécies forrageiras. As mudanças observadas beneficiaram o reservatório quanto à qualidade da água e potencial explotável e as espécies de peixes introduzidas na bacia do São Francisco que ali se estabeleceram, realizam seus ciclos no reservatório oferecendo facilidades para o seu controle e gestão. Essa gestão, suscita necessidade de controle de entrada de fertilizantes agrícolas no reservatório, tratamento de esgotos domésticos e deposição de resíduos sólidos nas áreas contíguas
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