Comparações entre crianças surdas oralizadas e usuárias da Libras quanto às atividades matemáticas realizadas no contexto familiar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: ALBUQUERQUE, Marly Cavalcante de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Psicologia Cognitiva
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/52170
Resumo: Pesquisas com crianças ouvintes apontam para a existência de diversas atividades matemáticas desenvolvidas no ambiente familiar e que essas atividades desempenham papel importante no conhecimento matemático dessas crianças. Entretanto, são raras as investigações dessa natureza com crianças surdas, o que resulta em informações limitadas acerca das atividades matemáticas que elas realizam no ambiente familiar. Compreender a natureza dessas atividades é relevante porque é possível que uma das razões da defasagem observada em relação ao conhecimento matemático de crianças surdas quando comparadas a crianças ouvintes decorra da forma como o conhecimento matemático informal é adquirido no ambiente familiar. Importante mencionar que no ambiente familiar as crianças surdas se comunicam por meio da linguagem oral e da língua sinalizada. Desse modo, há crianças surdas oralizadas e crianças surdas usuárias da Libras (Língua Brasileira de Sinais). Assim, surge como relevante investigar se a forma de comunicação (oralizada ou sinalizada) utilizada por crianças surdas influencia nas experiências matemáticas vivenciadas no ambiente familiar destas crianças. Este é o objetivo da presente pesquisa que se caracteriza como estudo de casos múltiplos que envolveu oito crianças surdas oralizadas e oito crianças surdas usuárias da Libras com idades entre 6 e 12 anos, alunas do ensino fundamental. Devido à pandemia da COVID-19, os dados acerca das atividades matemáticas realizadas por essas crianças em casa foram obtidos por meio de entrevistas remotas (vídeo chamadas) feitas com suas mães que serviram de mediadoras. As entrevistadas foram recrutadas por meio da técnica denominada Bola de Neve. Inicialmente foi realizada uma entrevista com o objetivo de obter informações sobre a criança. Em seguida, as entrevistadas foram instruídas e solicitadas a realizarem uma ou duas observações de seus filhos/as e preencherem uma ficha descrevendo as atividades matemáticas realizadas por essas crianças-alvo. Por último, foi feita uma entrevista acerca das observações realizadas com o objetivo de esclarecer e complementar as fichas de observação preenchidas pelas entrevistadas. Foram formados dois grupos de crianças-alvo: oralizadas e usuárias da Libras. As atividades matemáticas documentadas pelas entrevistadas foram analisadas quanto à sua natureza (lúdica, culinária, dinheiro, conversação e escolar) e quanto ao conhecimento matemático nelas envolvidos (medidas, aritmética, fração etc.). Comparações entre os grupos foram feitas, revelando que embora o número de atividades matemáticas realizadas em casa não diferisse entre eles, havia diferenças quanto à natureza dessas atividades. As principais diferenças foram que: (i) havia uma concentração de atividades matemáticas lúdicas entre as crianças oralizadas, enquanto entre as crianças usuárias da Libras não se observou uma concentração de um tipo de atividade de maneira específica; (ii) as crianças usuárias da Libras se engajaram mais em atividades de conversação do que as crianças oralizadas. Os conhecimentos matemáticos que mais estiveram presentes nas atividades em ambos os grupos foram medidas e grandezas, aritmética e contagem. A conclusão foi que crianças surdas oralizadas e usuárias da Libras realizam atividades matemáticas em casa e que essas atividades apresentam algumas diferenças, ainda que não sejam expressivas.
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Importante mencionar que no ambiente familiar as crianças surdas se comunicam por meio da linguagem oral e da língua sinalizada. Desse modo, há crianças surdas oralizadas e crianças surdas usuárias da Libras (Língua Brasileira de Sinais). Assim, surge como relevante investigar se a forma de comunicação (oralizada ou sinalizada) utilizada por crianças surdas influencia nas experiências matemáticas vivenciadas no ambiente familiar destas crianças. Este é o objetivo da presente pesquisa que se caracteriza como estudo de casos múltiplos que envolveu oito crianças surdas oralizadas e oito crianças surdas usuárias da Libras com idades entre 6 e 12 anos, alunas do ensino fundamental. Devido à pandemia da COVID-19, os dados acerca das atividades matemáticas realizadas por essas crianças em casa foram obtidos por meio de entrevistas remotas (vídeo chamadas) feitas com suas mães que serviram de mediadoras. As entrevistadas foram recrutadas por meio da técnica denominada Bola de Neve. Inicialmente foi realizada uma entrevista com o objetivo de obter informações sobre a criança. Em seguida, as entrevistadas foram instruídas e solicitadas a realizarem uma ou duas observações de seus filhos/as e preencherem uma ficha descrevendo as atividades matemáticas realizadas por essas crianças-alvo. Por último, foi feita uma entrevista acerca das observações realizadas com o objetivo de esclarecer e complementar as fichas de observação preenchidas pelas entrevistadas. Foram formados dois grupos de crianças-alvo: oralizadas e usuárias da Libras. As atividades matemáticas documentadas pelas entrevistadas foram analisadas quanto à sua natureza (lúdica, culinária, dinheiro, conversação e escolar) e quanto ao conhecimento matemático nelas envolvidos (medidas, aritmética, fração etc.). Comparações entre os grupos foram feitas, revelando que embora o número de atividades matemáticas realizadas em casa não diferisse entre eles, havia diferenças quanto à natureza dessas atividades. As principais diferenças foram que: (i) havia uma concentração de atividades matemáticas lúdicas entre as crianças oralizadas, enquanto entre as crianças usuárias da Libras não se observou uma concentração de um tipo de atividade de maneira específica; (ii) as crianças usuárias da Libras se engajaram mais em atividades de conversação do que as crianças oralizadas. Os conhecimentos matemáticos que mais estiveram presentes nas atividades em ambos os grupos foram medidas e grandezas, aritmética e contagem. A conclusão foi que crianças surdas oralizadas e usuárias da Libras realizam atividades matemáticas em casa e que essas atividades apresentam algumas diferenças, ainda que não sejam expressivas.FACEPEResearch with hearing children points to the existence of several mathematical activities developed in the family environment and that these activities play an important role in the mathematical knowledge of these children. However, investigations of this nature with deaf children are rare, which results in limited information about the mathematical activities they perform in the family environment. Understanding the nature of these activities is relevant because it is possible that one of the reasons for the gap observed in relation to the mathematical knowledge of deaf children when compared to hearing children stems from the way informal mathematical knowledge is acquired in the family environment. It is important to mention that in the family environment, deaf children communicate through oral language and signed language. Thus, there are oralized deaf children and deaf children who use Libras (Brazilian Sign Language). Thus, it is relevant to examine whether the mathematical activities performed at home would vary depending on the communication system adopted by these children in interactions with their families. This is the objective of this research, which is characterized as a study of multiple cases involving eight oralized deaf children and eight deaf children using Libras aged between 6 and 12 years old, elementary school students. Due to the COVID-19 pandemic, data about the mathematical activities performed by these children at home were obtained through remote interviews (video calls) made with their mothers who served as mediators. The interviewees were recruited through the technique called Snowball. Initially, an interview was conducted in order to obtain information about the child. Then, the interviewees were instructed and asked to make one or two observations of their children and fill out a form describing the mathematical activities carried out by these target children. Finally, an interview was conducted about the observations made with the aim of clarifying and complementing the observation forms filled in by the interviewees. Two groups of target children were formed: oralized and Libras users. The mathematical activities documented by the interviewees were analyzed in terms of their nature (playful, culinary, money, conversation and school) and the mathematical knowledge involved in them (measurements, arithmetic, fractions, etc.). Comparisons between groups were made, revealing that although the number of mathematical activities performed at home did not differ between them, there were differences in the nature of these activities. The main differences were that: (i) there was a concentration of ludic mathematical activities among oralized children, while among children using Libras there was no concentration of a specific type of activity; (ii) children using Libras engaged more in conversation activities than oral children. The mathematical knowledge that was most present in the activities in both groups were measures and magnitudes, arithmetic and counting. The conclusion was that oralized deaf children and Libras users perform mathematical activities at home and that these activities present some differences, even if they are not expressive.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em Psicologia CognitivaSPINILLO, Alina Galvãohttp://lattes.cnpq.br/6276863145389323http://lattes.cnpq.br/9699640984791832ALBUQUERQUE, Marly Cavalcante de2023-09-06T17:22:11Z2023-09-06T17:22:11Z2023-02-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfALBUQUERQUE, Marly Cavalcante de. Comparações entre crianças surdas oralizadas e usuárias da Libras quanto às atividades matemáticas realizadas no contexto familiar. 2023. Dissertação (Mestrado em Psicologia Cognitiva) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2023.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/52170porhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2023-09-07T05:17:56Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/52170Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212023-09-07T05:17:56Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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