Ajuste mecânico entre flores e polinizadores em plantas quiropterófilas : análise de uma comunidade de Caatinga
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Biologia Vegetal
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/57824 |
Resumo: | O sucesso na transferência de pólen é essencial para a reprodução das plantas. No entanto, quando diferentes espécies partilham polinizadores em comum, essa interação pode resultar em processos de competição, interferindo no transporte de pólen para os estigmas, e resultando no recebimento de pólen interespecífico. Este trabalho teve como objetivo investigar como ocorre o ajuste morfológico entre flores e morcegos polinizadores em uma área de Caatinga no Parque Nacional do Catimbau, Buíque, PE. No Capítulo 1, analisamos a morfologia floral de 11 espécies distribuídas em 10 gêneros e seis famílias de angiospermas; verificamos os locais de deposição de pólen no corpo dos morcegos; e medimos o ajuste morfológico das flores aos polinizadores através do Índice de Inacurácia. Encontramos uma predominância para os tipos “pincel" e "pseudo-pincel, caracterizados por múltiplos estames longos e deposição de pólen difusa no corpo dos polinizadores. Os locais mais utilizados na transferência dos grãos de pólen foram a face, pescoço e tórax. A inacurácia fundamental revelou diferenças na precisão da deposição de pólen nos estigmas entre as espécies, destacando a complexidade das interações planta-polinizador. No Capítulo 2, investigamos a tolerância ao bloqueio mecânico do estigma em duas espécies simpátricas de Bauhinia, cujas flores compartilham características morfológicas e morcegos polinizadores; Para isso, conduzimos experimentos de bloqueio mecânico do estigma em campo; analisamos, a deposição de pólen nos estigmas das flores; a média do comprimento das estruturas reprodutivas; e a formação de frutos e sementes através de experimentos de polinização. Os resultados mostraram que o bloqueio mecânico dos estigmas afetou negativamente a reprodução das espécies, com B. acuruana demonstrando maior tolerância do que B. Pentandra. O fluxo de pólen entre as espécies é assimétrico, no qual, B. acuruana recebe mais pólen de B. pentandra do que o inverso. As espécies evitam a sobreposição morfológica através da divergência de caracteres e utilizam uma estratégia de deposição de pólen “do traço” para minimizar a deposição de pólen interespecífico. Dessa forma, conseguem reduzir a concorrência e consequentemente, evitar a interferência polínica. Nossos resultados destacam a importância das estratégias de isolamento reprodutivo para as plantas, especialmente quando compartilham polinizadores com espécies vizinhas. |
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Este trabalho teve como objetivo investigar como ocorre o ajuste morfológico entre flores e morcegos polinizadores em uma área de Caatinga no Parque Nacional do Catimbau, Buíque, PE. No Capítulo 1, analisamos a morfologia floral de 11 espécies distribuídas em 10 gêneros e seis famílias de angiospermas; verificamos os locais de deposição de pólen no corpo dos morcegos; e medimos o ajuste morfológico das flores aos polinizadores através do Índice de Inacurácia. Encontramos uma predominância para os tipos “pincel" e "pseudo-pincel, caracterizados por múltiplos estames longos e deposição de pólen difusa no corpo dos polinizadores. Os locais mais utilizados na transferência dos grãos de pólen foram a face, pescoço e tórax. A inacurácia fundamental revelou diferenças na precisão da deposição de pólen nos estigmas entre as espécies, destacando a complexidade das interações planta-polinizador. No Capítulo 2, investigamos a tolerância ao bloqueio mecânico do estigma em duas espécies simpátricas de Bauhinia, cujas flores compartilham características morfológicas e morcegos polinizadores; Para isso, conduzimos experimentos de bloqueio mecânico do estigma em campo; analisamos, a deposição de pólen nos estigmas das flores; a média do comprimento das estruturas reprodutivas; e a formação de frutos e sementes através de experimentos de polinização. Os resultados mostraram que o bloqueio mecânico dos estigmas afetou negativamente a reprodução das espécies, com B. acuruana demonstrando maior tolerância do que B. Pentandra. O fluxo de pólen entre as espécies é assimétrico, no qual, B. acuruana recebe mais pólen de B. pentandra do que o inverso. As espécies evitam a sobreposição morfológica através da divergência de caracteres e utilizam uma estratégia de deposição de pólen “do traço” para minimizar a deposição de pólen interespecífico. Dessa forma, conseguem reduzir a concorrência e consequentemente, evitar a interferência polínica. Nossos resultados destacam a importância das estratégias de isolamento reprodutivo para as plantas, especialmente quando compartilham polinizadores com espécies vizinhas.Successful pollen transfer is essential for plant reproduction. However, when different species share common pollinators, this interaction can result in competitive processes, interfering with the transport of pollen to the stigmas, and resulting in the receipt of interspecific pollen. This work aimed to investigate how morphological adjustment occurs between flowers and pollinating bats in an area of Caatinga in the Catimbau National Park, Buíque, PE. In Chapter 1, we analyzed the floral morphology of 11 species distributed in 10 genera and six families of angiosperms; we checked the pollen deposition sites on the bats’ bodies; and we measure the morphological adjustment of flowers to pollinators through the Inaccuracy Index. We found a predominance of the “brush” and “pseudo-brush” types, characterized by multiple long stamens and diffuse pollen deposition on the bodies of pollinators. The most used sites for transferring pollen grains were the face, neck and chest. The fundamental inaccuracy revealed differences in the accuracy of pollen deposition on stigmas between species, highlighting the complexity of plant-pollinator interactions. In Chapter 2, we investigated tolerance to mechanical blockage of the stigma in two sympatric species of Bauhinia, whose flowers share morphological characteristics and pollinating bats; To this end, we conducted mechanical stigma blocking experiments in the field; we analyzed the deposition of pollen on the stigmas of flowers; the average length of reproductive structures; and the formation of fruits and seeds through pollination experiments. The results showed that mechanical blocking of the stigmas negatively affected the reproduction of the species, with B. acuruana demonstrating greater tolerance than B. Pentandra. The pollen flow between species is asymmetric, in which B. acuruana receives more pollen from B. pentandra than the other way around. Species avoid morphological overlap through trait divergence and utilize a “dash” pollen deposition strategy to minimize interspecific pollen deposition. In this way, they manage to reduce competition and consequently, avoid pollen interference. Our results highlight the importance of reproductive isolation strategies for plants, especially when they share pollinators with neighboring species.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Biologia VegetalUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessBauhiniaBloqueio mecânico do estigmaFloresta Tropical Sazonalmente SecaPartilha de polinizadoresPólen interespecíficoPolinização por morcegosAjuste mecânico entre flores e polinizadores em plantas quiropterófilas : análise de uma comunidade de Caatingainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETEXTTESE Cristina Adriane de Souza Pontes.pdf.txtTESE Cristina Adriane de Souza Pontes.pdf.txtExtracted texttext/plain246163https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57824/4/TESE%20Cristina%20Adriane%20de%20Souza%20Pontes.pdf.txt5ce1d7eae934c107f0ac7fb23479892eMD54THUMBNAILTESE Cristina Adriane de Souza Pontes.pdf.jpgTESE Cristina Adriane de Souza Pontes.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1221https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57824/5/TESE%20Cristina%20Adriane%20de%20Souza%20Pontes.pdf.jpgb3386bbd1db93c38687f54510e17154dMD55ORIGINALTESE Cristina Adriane de Souza Pontes.pdfTESE Cristina Adriane de Souza Pontes.pdfapplication/pdf1887727https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57824/1/TESE%20Cristina%20Adriane%20de%20Souza%20Pontes.pdff2a3a8d6df465a401c400400bac15150MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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