Abordagem sensível ao gênero para o ensino do pensamento computacional no Fundamental I

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: CUNHA, Mychelline Souto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Ciencia da Computacao
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66885
Resumo: Estudos mostram que, desde os seis anos, crianças já formam percepções estereotipadas sobre áreas do conhecimento associadas a cada gênero, o que pode impactar negativamente a autoeficácia das meninas em relação a diversas áreas. A exposição precoce a conteúdos STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) pode ajudar a desconstruir esses estereótipos. Esta pesquisa teve caráter exploratório e investigou a autoeficácia de meninas em atividades de computação e suas percepções sobre áreas STEM. Para isso, foi desenvolvida a abordagem de ensino EquiCode_PC, sensível ao gênero e voltada ao ensino fundamental I, incluindo a produção de materiais didáticos. A base teórica apoia-se na teoria da autoeficácia de Bandura e nos quatro pilares do Pensamento Computacional: algoritmo, abstração, decomposição e reconhecimento de padrões. O material didático criado apresenta situações do cotidiano infantil por meio de Storytelling, com protagonismo feminino e foco na desconstrução de estereótipos de gênero relacionados a profissões, cores, atividades e brinquedos, oferecendo modelos positivos que favorecem a identificação e ampliação de repertório das crianças. Foram elaboradas seis atividades, tanto plugadas quanto desplugadas, previamente avaliadas por especialistas para garantir alinhamento pedagógico, clareza e potencial de engajamento. Em seguida, realizou-se um estudo empírico em uma turma do 4º ano do ensino fundamental, composta por 14 crianças (sete meninas e sete meninos) em uma escola particular de Lauro de Freitas/BA. Essa configuração permitiu observar o impacto do material sobre a aprendizagem de conceitos de Pensamento Computacional e também a interação entre meninos e meninas, evidenciando aspectos sociais e de gênero que podem influenciar na autoeficácia das meninas. A análise concentrou-se nas sete meninas participantes, mas também incorporou as percepções dos meninos, já que o curso de Pensamento Computacional ocorreu em uma turma mista, realidade comum nas escolas brasileiras. Além disso, os meninos ofereceram indícios valiosos sobre a dinâmica de gênero na sala de aula e sobre como avaliavam a participação feminina nos trabalhos em equipe, permitindo ampliar a compreensão dos fatores sociais que moldam a confiança e o engajamento das meninas. A coleta de dados foi realizada por entrevistas, diários reflexivos e resultados das atividades. A análise dos dados foi conduzida por meio da Template Analysis com viés dedutivo, tendo como categorias temáticas as quatro fontes de autoeficácia de Bandura, mas também aberta a interpretações indutivas que revelaram especificidades do contexto. Os resultados mostraram que, embora as meninas demonstrassem interesse e potencial em computação, sua autoeficácia dependia de fatores como apoio do grupo, clareza das tarefas e liberdade para trabalhar no próprio ritmo. Experiências vicárias, como a identificação com personagens femininas, reforçaram a confiança, enquanto a persuasão verbal de professores e familiares teve efeito motivador em diferentes contextos. Em contrapartida, o medo de errar e a ansiedade diante de desafios podem comprometer a segurança para se expor e experimentar. Conclui-se que práticas pedagógicas inclusivas, que promovam pertencimento, ofereçam apoio emocional e proponham desafios significativos — priorizando o processo de aprendizagem sobre o produto final — favorecem o desenvolvimento de confiança e persistência nas meninas, contribuindo para reduzir desigualdades de gênero desde os primeiros anos escolares.
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A base teórica apoia-se na teoria da autoeficácia de Bandura e nos quatro pilares do Pensamento Computacional: algoritmo, abstração, decomposição e reconhecimento de padrões. O material didático criado apresenta situações do cotidiano infantil por meio de Storytelling, com protagonismo feminino e foco na desconstrução de estereótipos de gênero relacionados a profissões, cores, atividades e brinquedos, oferecendo modelos positivos que favorecem a identificação e ampliação de repertório das crianças. Foram elaboradas seis atividades, tanto plugadas quanto desplugadas, previamente avaliadas por especialistas para garantir alinhamento pedagógico, clareza e potencial de engajamento. Em seguida, realizou-se um estudo empírico em uma turma do 4º ano do ensino fundamental, composta por 14 crianças (sete meninas e sete meninos) em uma escola particular de Lauro de Freitas/BA. Essa configuração permitiu observar o impacto do material sobre a aprendizagem de conceitos de Pensamento Computacional e também a interação entre meninos e meninas, evidenciando aspectos sociais e de gênero que podem influenciar na autoeficácia das meninas. A análise concentrou-se nas sete meninas participantes, mas também incorporou as percepções dos meninos, já que o curso de Pensamento Computacional ocorreu em uma turma mista, realidade comum nas escolas brasileiras. Além disso, os meninos ofereceram indícios valiosos sobre a dinâmica de gênero na sala de aula e sobre como avaliavam a participação feminina nos trabalhos em equipe, permitindo ampliar a compreensão dos fatores sociais que moldam a confiança e o engajamento das meninas. A coleta de dados foi realizada por entrevistas, diários reflexivos e resultados das atividades. A análise dos dados foi conduzida por meio da Template Analysis com viés dedutivo, tendo como categorias temáticas as quatro fontes de autoeficácia de Bandura, mas também aberta a interpretações indutivas que revelaram especificidades do contexto. Os resultados mostraram que, embora as meninas demonstrassem interesse e potencial em computação, sua autoeficácia dependia de fatores como apoio do grupo, clareza das tarefas e liberdade para trabalhar no próprio ritmo. Experiências vicárias, como a identificação com personagens femininas, reforçaram a confiança, enquanto a persuasão verbal de professores e familiares teve efeito motivador em diferentes contextos. Em contrapartida, o medo de errar e a ansiedade diante de desafios podem comprometer a segurança para se expor e experimentar. Conclui-se que práticas pedagógicas inclusivas, que promovam pertencimento, ofereçam apoio emocional e proponham desafios significativos — priorizando o processo de aprendizagem sobre o produto final — favorecem o desenvolvimento de confiança e persistência nas meninas, contribuindo para reduzir desigualdades de gênero desde os primeiros anos escolares.Studies show that, as early as six years old, children form stereotypical perceptions about gender-related areas of knowledge, which can negatively impact girls' self efficacy in various fields. Early exposure to STEM (Science, Technology, Engineering, and Mathematics) content can help deconstruct these stereotypes. This exploratory study investigated girls' self-efficacy in computing activities and their perceptions of STEM fields. To this end, the EquiCode_PC teaching approach was developed, which is gender-sensitive and geared toward elementary school students, including the production of teaching materials. The theoretical framework is based on Bandura's self-efficacy theory and the four pillars of Computational Thinking: algorithm, abstraction, decomposition, and pattern recognition. The teaching materials presented present situations from children's daily lives through storytelling, with a female protagonist and a focus on deconstructing gender stereotypes related to professions, colors, activities, and toys, offering positive role models that foster children's identification and expansion of their repertoire. Six activities, both plugged in and unplugged, were developed and previously evaluated by experts to ensure pedagogical alignment, clarity, and engagement potential. Subsequently, an empirical study was conducted with a 4th-grade class of 14 children (seven girls and seven boys) at a private school in Lauro de Freitas, Bahia. This configuration allowed us to observe not only the impact of the material on the learning of Computational Thinking concepts, but also on the interaction between boys and girls, highlighting social and gender aspects that may influence girls' self-efficacy. The analysis focused on the seven participating girls but also incorporated the boys' perceptions, as the Computational Thinking course was held in a co-educational class, a common practice in Brazilian schools. Furthermore, the boys provided valuable insights into gender dynamics in the classroom and how they evaluated female participation in teamwork, allowing us to broaden our understanding of the social factors that shape girls' confidence and engagement. Data collection was conducted through interviews, reflective journals, and activity results. Data analysis was conducted using Template Analysis with a deductive bias, using Bandura's four sources of self-efficacy as thematic categories, but also open to inductive interpretations that revealed context specificities. The results showed that, although the girls demonstrated interest and potential in Computing, their self-efficacy depended on factors such as group support, clarity of tasks, and freedom to work at their own pace. Vicarious experiences, such as identifying with female characters, reinforced confidence, while verbal persuasion from teachers and family members had a motivating effect in different contexts. On the other hand, fear of making mistakes and anxiety in the face of challenges can compromise the confidence to expose oneself and experiment. It is concluded that inclusive pedagogical practices that promote belonging, offer emotional support, and propose meaningful challenges—prioritizing the learning process over the final product—foster the development of confidence and persistence in girls, contributing to reducing gender inequalities from the earliest school years.Universidade Federal de PernambucoUFPEBrasilPrograma de Pos Graduacao em Ciencia da ComputacaoCABRAL, Giordano Ribeiro EulalioFONSECA, Liliane Sheyla da Silvahttp://lattes.cnpq.br/8134255465795776http://lattes.cnpq.br/6045470959652684http://lattes.cnpq.br/9581301411261992CUNHA, Mychelline Souto2025-11-18T11:47:13Z2025-11-18T11:47:13Z2025-02-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfCUNHHA, Mychelline Souto. Abordagem sensível ao gênero para o ensino do pensamento computacional no Fundamental I. 2025. Tese (Doutorado em Ciência da Computação) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66885porhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2025-11-23T19:35:44Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/66885Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-11-23T19:35:44Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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