O estado de exceção como técnica decisória : o governo da vida na obra de Giorgio Agamben
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Direito
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/56547 |
Resumo: | O trabalho apresentado tem como investigação central o desenvolvimento da conceituação acerca do estado de exceção, utilizando, para isso, as fontes em que Agamben se alicerça para investigar as origens filosóficas e empíricas dessa terminologia e os rumos que ele observa, a partir de tal ponto, em direção ao futuro, em meio às preocupações que perpassam boa parte de sua obra: a relação entre a política e a vida, na qual o direito é o elemento que ocupa o cerne de sua manifestação no mundo, e as práticas que permeiam a estruturação do direito e a compreensão do estabelecimento do poder na cultura ocidental. O estado de exceção, cuja definição costuma ser a medida a ser tomada diante de grave ameaça contra a ordem constitucional, é entendido por Agamben não como um fim ou objetivo em si mesmo, mas como uma tecnologia de governo, significado cujo reconhecimento, para o autor, implica a tomada de uma posição política. Trata-se de desenvolver as implicações contemporâneas da ideia de estado de exceção como dispositivo através do qual o direito se refere à vida e a inclui em si por meio da suspensão da ordem jurídica, levando a uma relação que simultaneamente conecta e abandona a vida humana ao seu domínio. Estabelece-se, além disso, o questionamento acerca da possibilidade de romper o nexo entre direito e violência, imaginando novas formas de vida com base em usos não normatizados da experiência humana. |
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Dissertação (Mestrado em Direito) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2023.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/56547O trabalho apresentado tem como investigação central o desenvolvimento da conceituação acerca do estado de exceção, utilizando, para isso, as fontes em que Agamben se alicerça para investigar as origens filosóficas e empíricas dessa terminologia e os rumos que ele observa, a partir de tal ponto, em direção ao futuro, em meio às preocupações que perpassam boa parte de sua obra: a relação entre a política e a vida, na qual o direito é o elemento que ocupa o cerne de sua manifestação no mundo, e as práticas que permeiam a estruturação do direito e a compreensão do estabelecimento do poder na cultura ocidental. O estado de exceção, cuja definição costuma ser a medida a ser tomada diante de grave ameaça contra a ordem constitucional, é entendido por Agamben não como um fim ou objetivo em si mesmo, mas como uma tecnologia de governo, significado cujo reconhecimento, para o autor, implica a tomada de uma posição política. Trata-se de desenvolver as implicações contemporâneas da ideia de estado de exceção como dispositivo através do qual o direito se refere à vida e a inclui em si por meio da suspensão da ordem jurídica, levando a uma relação que simultaneamente conecta e abandona a vida humana ao seu domínio. Estabelece-se, além disso, o questionamento acerca da possibilidade de romper o nexo entre direito e violência, imaginando novas formas de vida com base em usos não normatizados da experiência humana.The presented work has as its central investigation the development of the conceptualization regarding the state of exception, using, for this, the sources on which Agamben draws in order to investigate the philosophical and empirical origins of this terminology and the paths he observes, from such a point, towards the future, amid the concerns that pervade much of his work: the relationship between politics and life, in which law is the element that occupies the core of its manifestation in the world, and the practices that permeate the structuring of law and the understanding of the establishment of power in Western culture. The state of exception, whose definition is usually the measure to be taken when facing a serious threat against the constitutional order, is understood by Agamben not as an end or objective in itself, but as a technology of government, a meaning whose recognition, for the author, implies taking a political position. There is an aim to develop the contemporary implications of the state of exception as a device through which law is referred to life and includes it in itself through the suspension of juridical order, leading to a relationship that simultaneously connects and abandons human life to its dominion. Furthermore, the questioning about the possibility of breaking the nexus between law and violence is established, imagining new ways of life based on non-standardized uses of human experience.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em DireitoUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessDireito - BrasilEstado de exceçãoSoberaniaBiopolíticaAgamben, Giorgio, 1942-O estado de exceção como técnica decisória : o governo da vida na obra de Giorgio Agambeninfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPECC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/56547/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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