Mudanças climáticas e o futuro das gorgônias recifais (Ordem Malacalcyonacea) em comunidades recifais do Atlântico Sul
| Ano de defesa: | 2025 |
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Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pos Graduacao em Biologia Animal
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Não Informado pela instituição
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Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63941 |
Resumo: | Nas últimas décadas, fatores como mudanças climáticas, poluição, pesca excessiva e desenvolvimento costeiro têm acelerado a degradação dos recifes de coral. As gorgônias, importantes componentes bentônicos no fornecimento de complexidade estrutural e habitat, são tradicionalmente consideradas mais resistentes às flutuações ambientais, porém, evidências recentes sugerem que essa resiliência pode ser limitada, especialmente sob estresse térmico prolongado. Neste contexto, investigamos a vulnerabilidade de três espécies de gorgônias recifais do Atlântico Sul (Muriceopsis sulphurea, Phyllogorgia dilatata e Plexaurella grandiflora), considerando ações de conservação ativa, respostas ao estresse térmico, projeções de distribuição geográfica e influência na ictiofauna. No primeiro capítulo, foi desenvolvido e testado um protocolo de manutenção ex situ para Muriceopsis sulphurea em um experimento controlado de 150 dias. Fragmentos ramificados apresentaram uma taxa de sobrevivência de 96,1%, significativamente superior aos não ramificados (78,6%), e um crescimento aumentado em 12% após início da suplementação alimentar com o enriquecimento de Artemia salina com farinha de arroz e spirulina. No segundo capítulo, a resposta fisiológica ao estresse térmico foi avaliada em três espécies submetidas a elevações de +2°C e +4°C. Muriceopsis sulphurea e Phyllogorgia dilatata apresentaram necrose tecidual acelerada e mortalidade, enquanto Plexaurella grandiflora demonstrou maior tolerância térmica, ainda que com elevação de 32% nos biomarcadores de estresse oxidativo. O terceiro capítulo analisou a influência das gorgônias na estrutura de assembleias de peixes recifais em recifes no Nordeste do Brasil. Embora a presença das gorgônias não tenha alterado significativamente a abundância e a riqueza de espécies, foi constatada variação na composição, com maior abundância de Stegastes fuscus e Abudefduf saxatilis em áreas sem gorgônias. No quarto capítulo, Modelos de Nicho Ecológico foram aplicados para projetar a distribuição futura das três espécies sob cenários climáticos para 2050 e 2100. Os resultados indicaram uma contração de 45% da área adequada para M. sulphurea, estabilidade relativa para P. dilatata e uma possível expansão de 27% para P. grandiflora ao sul da costa brasileira. Conclui-se que, as gorgônias recifais demonstram vulnerabilidades distintas ao aquecimento global, exigindo assim estratégias de conservação espécie-específicas, como iniciativas de restauração e fomento de dados para orientar as ações de conservação futuras. |
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FIALHO, Cláudio Henrique Gomeshttp://lattes.cnpq.br/2275122243078076http://lattes.cnpq.br/7228145091477218http://lattes.cnpq.br/9844549074604909CORDEIRO, Ralf Tarciso SilvaFEITOSA, João Lucas Leão2025-06-26T13:30:43Z2025-06-26T13:30:43Z2025-01-29FIALHO, Cláudio Henrique Gomes. Mudanças climáticas e o futuro das gorgônias recifais (Ordem Malacalcyonacea) em comunidades recifais do Atlântico Sul. 2025. Dissertação (Mestrado em Biologia Animal) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/63941ark:/64986/001300002d833Nas últimas décadas, fatores como mudanças climáticas, poluição, pesca excessiva e desenvolvimento costeiro têm acelerado a degradação dos recifes de coral. As gorgônias, importantes componentes bentônicos no fornecimento de complexidade estrutural e habitat, são tradicionalmente consideradas mais resistentes às flutuações ambientais, porém, evidências recentes sugerem que essa resiliência pode ser limitada, especialmente sob estresse térmico prolongado. Neste contexto, investigamos a vulnerabilidade de três espécies de gorgônias recifais do Atlântico Sul (Muriceopsis sulphurea, Phyllogorgia dilatata e Plexaurella grandiflora), considerando ações de conservação ativa, respostas ao estresse térmico, projeções de distribuição geográfica e influência na ictiofauna. No primeiro capítulo, foi desenvolvido e testado um protocolo de manutenção ex situ para Muriceopsis sulphurea em um experimento controlado de 150 dias. Fragmentos ramificados apresentaram uma taxa de sobrevivência de 96,1%, significativamente superior aos não ramificados (78,6%), e um crescimento aumentado em 12% após início da suplementação alimentar com o enriquecimento de Artemia salina com farinha de arroz e spirulina. No segundo capítulo, a resposta fisiológica ao estresse térmico foi avaliada em três espécies submetidas a elevações de +2°C e +4°C. Muriceopsis sulphurea e Phyllogorgia dilatata apresentaram necrose tecidual acelerada e mortalidade, enquanto Plexaurella grandiflora demonstrou maior tolerância térmica, ainda que com elevação de 32% nos biomarcadores de estresse oxidativo. O terceiro capítulo analisou a influência das gorgônias na estrutura de assembleias de peixes recifais em recifes no Nordeste do Brasil. Embora a presença das gorgônias não tenha alterado significativamente a abundância e a riqueza de espécies, foi constatada variação na composição, com maior abundância de Stegastes fuscus e Abudefduf saxatilis em áreas sem gorgônias. No quarto capítulo, Modelos de Nicho Ecológico foram aplicados para projetar a distribuição futura das três espécies sob cenários climáticos para 2050 e 2100. Os resultados indicaram uma contração de 45% da área adequada para M. sulphurea, estabilidade relativa para P. dilatata e uma possível expansão de 27% para P. grandiflora ao sul da costa brasileira. Conclui-se que, as gorgônias recifais demonstram vulnerabilidades distintas ao aquecimento global, exigindo assim estratégias de conservação espécie-específicas, como iniciativas de restauração e fomento de dados para orientar as ações de conservação futuras.In recent decades, factors such as climate change, pollution, overfishing, and coastal development have accelerated the degradation of coral reefs. Gorgonians, key benthic components that provide structural complexity and habitat, are traditionally considered more resistant to environmental fluctuations. However, recent evidence suggests that this resilience may be limited, especially under prolonged thermal stress. In this context, we investigated the vulnerability of three reef gorgonian species from the South Atlantic (Muriceopsis sulphurea, Phyllogorgia dilatata, and Plexaurella grandiflora), considering active conservation actions, responses to thermal stress, geographic distribution projections, and their influence on reef fish assemblages. In the first chapter, an ex situ maintenance protocol was developed and tested for Muriceopsis sulphurea in a controlled 150-day experiment. Branched fragments showed a 96.1% survival rate, significantly higher than unbranched ones (78.6%), along with a 12% growth increase after the beginning of food supplementation with Artemia salina enriched with rice flour and spirulina. In the second chapter, the physiological response to thermal stress was evaluated in the three species under temperature increases of +2°C and +4°C. Muriceopsis sulphurea and Phyllogorgia dilatata exhibited accelerated tissue necrosis and mortality, while Plexaurella grandiflora showed greater thermal tolerance, although with a 32% increase in oxidative stress biomarkers. The third chapter analyzed the influence of gorgonians on the structure of reef fish assemblages in northeastern Brazilian reefs. Although gorgonian presence did not significantly alter species abundance or richness, composition varied, with higher abundances of Stegastes fuscus and Abudefduf saxatilis in areas without gorgonians. In the fourth chapter, Ecological Niche Models were applied to project the future distribution of the three species under climate scenarios for 2050 and 2100. Results indicated a 45% contraction in suitable habitat for M. sulphurea, relative stability for P. dilatata, and a potential 27% expansion of P. grandiflora toward the southern Brazilian coast. In conclusion, reef gorgonians exhibit distinct vulnerabilities to global warming, requiring species-specific conservation strategies, such as restoration initiatives and data collection efforts to guide future conservation actions.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Biologia AnimalUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessTolerância térmicaModelagem de nicho ecológicoEstresse oxidativoCultivo ex situAssembleias de peixes recifaisOctocoralliaMudanças climáticas e o futuro das gorgônias recifais (Ordem Malacalcyonacea) em comunidades recifais do Atlântico Sulinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Cláudio Henrique Gomes Fialho.pdfDISSERTAÇÃO Cláudio Henrique Gomes Fialho.pdfapplication/pdf4413930https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/63941/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Cl%c3%a1udio%20Henrique%20Gomes%20Fialho.pdfe551ef47ef5e8b85340f900ea678977aMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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