Avaliação da atividade anti-inflamatória e toxicológica do óleo essencial das folhas de Croton argyrophyllus kunth. em camundongos Swiss (Mus musculus)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: OLIVEIRA, Marcela Albuquerque de
Orientador(a): SOUZA, Ivone Antônia de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso embargado
dARK ID: ark:/64986/001300002f3qw
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Ciencias Farmaceuticas
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/58076
Resumo: Croton argyrophyllus Kunth., é uma planta endêmica, conhecida popularmente como “marmeleiro” “marmeleiro branco” ou “cassetinga” com predominância em áreas da Caatinga do Nordeste brasileiro e utilizada popularmente no tratamento de dores de cabeça, gripes, inflamação e como tranquilizante. Tendo em vista o potencial de óleos essenciais metabolizados pela espécie bem como registros científicos que comprovam efeito farmacológico, tais como antioxidante, anti-microbiano , anti-inflamatório e inseticida natural. O objetivo do presente estudo foi avaliar a prospecção química do óleo essencial das folhas frescas de C. argyrophyllus, a partir da Cromatografia Gasosa Acoplada à Espectrometria de Massas (GC-MS), assim como, a atividade anti-inflamatória em modelos agudos (edema de pata, peritonite e bolsão de ar) e o efeito analgésico (contorção abdominal induzida por acético e nocicepção induzida por formalina) utilizando camundongos Mus musculus. Além disso, foi avaliado a toxicidade aguda em M. musculus (2000g/kg), de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD 423), citotoxicidade (Hela, HT-29, MCF-7 e Vero), genotoxicidade (micronúcleo) e mutagenicidade (ensaio cometa) . A análise química revelou como componentes majoritários: p-Mentha-2-en-1-ol 13,87 %, α- Terpineol 18,87 %, β-Caryophyllene 17,35 % e β-Elemene 8,85 %. A análise genotóxica e mutagênica, não demonstrou aumento de micronúcleos nos eritrócitos policromáticos , a frequência e o índice de danos do ensaio cometa também não apresentaram alterações. O óleo apresentou citotoxicidade acima de 90 % em todas as linhagens tumorais testadas, sendo 96,19% Hela, 96,32% HT-29 e 92,81% em MCF-7, semelhantes aos resultados do controle positivo (Paclitaxel). Na toxicidade aguda, , o óleo essencial na maior dose testada (2000mg/kg), não causou óbitos dos animais, e não houve alterações significativas nos parâmetros comportamentais, consumo de água, ração e avaliação ponderal), assim como, não causou alterações hematológicas, bioquímicas e histológicas intensas durante o período de observação até os 14 dias de acompanhamento. Na avaliação antinociceptiva do óleo essencial, houve redução no número de contorções abdominais em 67,09%, 68,36%, 77,22% nas doses de 10, 50 e 100 mg/kg, respectivamente. Enquanto na nocicepção por formalina, na dose de 10 mg/kg não foi observado efeito analgésico na primeira fase testada, obtendo-se portanto percentuais de redução da dor de 61,94% e 74,4%, nas doses de 50 e 100 mg/kg comparados ao controle positivo, que apresentou redução de 87,6% (morfina 10 mg/kg), diferindo da segunda fase que apresentou redução nas três doses testadas (10, 50 e 100 mg/kg), 54,73%, 72,84% e 72,76% respectivamente. Nos ensaios inflamatórios o óleo apresentou redução em todos os modelos agudos testados, sendo o agudo mais eficaz o edema de pata com 77,14%, 88,81% e 97,82% nas doses acima citadas. Os resultados obtidos sugerem que o óleo essencial de c. argyrophyllus seja um agente natural promissor antinociceptivo e anti-inflamatório de interesse farmacêutico com potencial antitumoral nas linhagens avaliadas e baixo risco toxicológico.
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Tendo em vista o potencial de óleos essenciais metabolizados pela espécie bem como registros científicos que comprovam efeito farmacológico, tais como antioxidante, anti-microbiano , anti-inflamatório e inseticida natural. O objetivo do presente estudo foi avaliar a prospecção química do óleo essencial das folhas frescas de C. argyrophyllus, a partir da Cromatografia Gasosa Acoplada à Espectrometria de Massas (GC-MS), assim como, a atividade anti-inflamatória em modelos agudos (edema de pata, peritonite e bolsão de ar) e o efeito analgésico (contorção abdominal induzida por acético e nocicepção induzida por formalina) utilizando camundongos Mus musculus. Além disso, foi avaliado a toxicidade aguda em M. musculus (2000g/kg), de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD 423), citotoxicidade (Hela, HT-29, MCF-7 e Vero), genotoxicidade (micronúcleo) e mutagenicidade (ensaio cometa) . A análise química revelou como componentes majoritários: p-Mentha-2-en-1-ol 13,87 %, α- Terpineol 18,87 %, β-Caryophyllene 17,35 % e β-Elemene 8,85 %. A análise genotóxica e mutagênica, não demonstrou aumento de micronúcleos nos eritrócitos policromáticos , a frequência e o índice de danos do ensaio cometa também não apresentaram alterações. O óleo apresentou citotoxicidade acima de 90 % em todas as linhagens tumorais testadas, sendo 96,19% Hela, 96,32% HT-29 e 92,81% em MCF-7, semelhantes aos resultados do controle positivo (Paclitaxel). Na toxicidade aguda, , o óleo essencial na maior dose testada (2000mg/kg), não causou óbitos dos animais, e não houve alterações significativas nos parâmetros comportamentais, consumo de água, ração e avaliação ponderal), assim como, não causou alterações hematológicas, bioquímicas e histológicas intensas durante o período de observação até os 14 dias de acompanhamento. 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Os resultados obtidos sugerem que o óleo essencial de c. argyrophyllus seja um agente natural promissor antinociceptivo e anti-inflamatório de interesse farmacêutico com potencial antitumoral nas linhagens avaliadas e baixo risco toxicológico.Croton argyrophyllus Kunth., is an endemic plant, popularly known as “marmeleiro”, “marmeleiro branco” or “cassetinga” with predominance in areas of the Caatinga of Northeastern Brazil and popularly used in the treatment of headaches, flu, inflammation and as a tranquilizer. Considering the potential of essential oils metabolized by the species as well as scientific records that prove pharmacological effect, such as antioxidant, antimicrobial, anti-inflammatory and natural insecticide. The objective of the present study was to evaluate the chemical prospecting of the essential oil of the fresh leaves of C. argyrophyllus, from Gas Chromatography Coupled to Mass Spectrometry (GC-MS), as well as the anti-inflammatory activity in acute models (paw edema, peritonitis and air pocket) and the analgesic effect (abdominal contortion induced by acetic acid and nociception induced by formalin) using Mus musculus mice. Furthermore, acute toxicity in M. musculus (2000 g/kg) was evaluated according to the Organization for Economic Cooperation and Development (OECD 423), cytotoxicity (Hela, HT-29, MCF-7 and Vero), genotoxicity (micronucleus) and mutagenicity (comet assay). Chemical analysis revealed the following major components: p-Mentha-2-en- 1-ol 13.87%, α-Terpineol 18.87%, β-Caryophyllene 17.35% and β-Elemene 8.85%. Genotoxic and mutagenic analysis did not demonstrate an increase in micronuclei in polychromatic erythrocytes, and the frequency and damage index of the comet assay also did not show changes. The oil showed cytotoxicity above 90% in all tumor cell lines tested, being 96.19% Hela, 96.32% HT-29 and 92.81% in MCF-7, similar to the results of the positive control (Paclitaxel). In acute toxicity, the essential oil at the highest dose tested (2000mg/kg) did not cause animal deaths, and there were no significant changes in behavioral parameters, water consumption, feed and weight evaluation, as well as it did not cause intense hematological, biochemical and histological changes during the observation period up to 14 days of follow-up. In the antinociceptive evaluation of the essential oil, there was a reduction in the number of abdominal contortions by 67.09%, 68.36%, 77.22% at doses of 10, 50 and 100 mg/kg, respectively. While in formalin nociception, at the dose of 10 mg/kg, no analgesic effect was observed in the first phase tested, thus obtaining pain reduction percentages of 61.94% and 74.4%, at the doses of 50 and 100 mg/kg compared to the positive control, which presented a reduction of 87.6% (morphine 10 mg/kg), differing from the second phase that presented a reduction in the three doses tested (10, 50 and 100 mg/kg), 54.73%, 72.84% and 72.76% respectively. In the inflammatory tests, the oil presented a reduction in all acute models tested, the most effective acute being paw edema with 77.14%, 88.81% and 97.82% at the doses mentioned above. The results obtained suggest that the essential oil of c. argyrophyllus is a promising natural antinociceptive and anti-inflammatory agent of pharmaceutical interest with antitumor potential in the evaluated strains and low toxicological risk.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Ciencias FarmaceuticasUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessAnti-inflamatórioCaatingaPlantas medicinaisAvaliação da atividade anti-inflamatória e toxicológica do óleo essencial das folhas de Croton argyrophyllus kunth. em camundongos Swiss (Mus musculus)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Marcela Albuquerque de Oliveira.pdfTESE Marcela Albuquerque de Oliveira.pdfapplication/pdf3880606https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/58076/1/TESE%20Marcela%20Albuquerque%20de%20Oliveira.pdf2db2d83303b70ff1ef6c3389dcce3277MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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