A Megera Esquelética : uma história da luta contra a tuberculose em João Pessoa (1909-1946)
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Historia
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Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/61949 |
Resumo: | Esta tese tem por objetivo analisar o processo de constituição de discursos médicos e as respostas estatais no enfrentamento à tuberculose na cidade de João Pessoa, outrora, Parahyba do Norte, entre o ano de 1909, quando da criação do Serviço de Estatística Demógrafo- Sanitária, e o ano de 1946, que assinala a fundação do Hospital Clementino Fraga, o primeiro destinado ao isolamento de pacientes tuberculosos na cidade. Nesse ínterim, a tuberculose se configurou como a doença infectocontagiosa que causou mais óbitos na cidade. Valendo-me do método histórico, e partindo do pressuposto de que a tuberculose se configurou como um grande problema de saúde pública nesse período, o argumento que sustento ao longo da tese é o de que o combate à tuberculose em João Pessoa visou intervir no corpo social para transformá-lo, almejando, por um lado, imiscuir-se no espaço urbano, especialmente, nas habitações tidas como insalubres para dotar a cidade e os casebres de palha da população de aspectos higiênicos e, por outro, agir profilaticamente no intuito de educar os sentidos e os hábitos dos seus habitantes para tentar conter a disseminação do bacilo. Os discursos e práticas médicas incidiam, ao mesmo tempo, sobre duas dimensões: de um lado o corpo individual, são ou doente, por meio de dispositivos disciplinares e, do outro, a população, agindo com efeitos regulamentadores sobre o coletivo de seres humanos e seus processos biológicos de saúde e doença. Para a consecução da minha argumentação, recorri a um significativo escopo documental composto por uma variada tipologia de fontes como jornais, revistas, regulamentos sanitários, leis e decretos governamentais, mensagens de governo, boletins de estatística demógrafo-sanitária, anuários estatísticos, almanaques, relatórios de provedoria da Santa Casa de Misericórdia, relatórios de higiene, cartas, fotografias, livros memorialísticos, dentre outras. Constatei que a luta contra a tuberculose em João Pessoa foi caracterizada por quatro fases que constituíram esse processo histórico. Se nas décadas de 1910 e 1920, nas fases de Regulamentação (1909–1923) e de Institucionalização (1923–1934), com a crescente organização da luta contra a tuberculose, a estratégia de controle da medicina social se fazia mediante conselhos higiênicos e a difusão da propaganda sanitária, isto é, por meios persuasivos em relação aos doentes, investindo sobre os seus corpos por meio do discurso, a partir da década de 1930, com a na fase de Consolidação (1934–1943), quando prevaleceu o modelo do dispensário, se fez sentir um controle mais incisivo sobre o corpo dos tuberculosos. Mas foi com o Hospital Clementino Fraga de Tuberculosos que os corpos infectados poderiam ser finalmente isolados, fazendo com que os chamados “focos infectantes”, “tossedores crônicos” ou “eliminadores de bacilos” não mais representassem uma ameaça biológica para a segurança da população, dando início a fase de Hospitalização (1943–1946) dos tuberculosos. |
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ARAÚJO, Rafael Nóbregahttp://lattes.cnpq.br/0733769410678148http://lattes.cnpq.br/6680019466959953MIRANDA, Carlos Alberto Cunha2025-03-21T14:42:21Z2025-03-21T14:42:21Z2024-12-09ARAÚJO, Rafael Nóbrega. A Megera Esquelética: uma história da luta contra a tuberculose em João Pessoa (1909-1946). 2024. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/61949Esta tese tem por objetivo analisar o processo de constituição de discursos médicos e as respostas estatais no enfrentamento à tuberculose na cidade de João Pessoa, outrora, Parahyba do Norte, entre o ano de 1909, quando da criação do Serviço de Estatística Demógrafo- Sanitária, e o ano de 1946, que assinala a fundação do Hospital Clementino Fraga, o primeiro destinado ao isolamento de pacientes tuberculosos na cidade. Nesse ínterim, a tuberculose se configurou como a doença infectocontagiosa que causou mais óbitos na cidade. Valendo-me do método histórico, e partindo do pressuposto de que a tuberculose se configurou como um grande problema de saúde pública nesse período, o argumento que sustento ao longo da tese é o de que o combate à tuberculose em João Pessoa visou intervir no corpo social para transformá-lo, almejando, por um lado, imiscuir-se no espaço urbano, especialmente, nas habitações tidas como insalubres para dotar a cidade e os casebres de palha da população de aspectos higiênicos e, por outro, agir profilaticamente no intuito de educar os sentidos e os hábitos dos seus habitantes para tentar conter a disseminação do bacilo. Os discursos e práticas médicas incidiam, ao mesmo tempo, sobre duas dimensões: de um lado o corpo individual, são ou doente, por meio de dispositivos disciplinares e, do outro, a população, agindo com efeitos regulamentadores sobre o coletivo de seres humanos e seus processos biológicos de saúde e doença. Para a consecução da minha argumentação, recorri a um significativo escopo documental composto por uma variada tipologia de fontes como jornais, revistas, regulamentos sanitários, leis e decretos governamentais, mensagens de governo, boletins de estatística demógrafo-sanitária, anuários estatísticos, almanaques, relatórios de provedoria da Santa Casa de Misericórdia, relatórios de higiene, cartas, fotografias, livros memorialísticos, dentre outras. Constatei que a luta contra a tuberculose em João Pessoa foi caracterizada por quatro fases que constituíram esse processo histórico. Se nas décadas de 1910 e 1920, nas fases de Regulamentação (1909–1923) e de Institucionalização (1923–1934), com a crescente organização da luta contra a tuberculose, a estratégia de controle da medicina social se fazia mediante conselhos higiênicos e a difusão da propaganda sanitária, isto é, por meios persuasivos em relação aos doentes, investindo sobre os seus corpos por meio do discurso, a partir da década de 1930, com a na fase de Consolidação (1934–1943), quando prevaleceu o modelo do dispensário, se fez sentir um controle mais incisivo sobre o corpo dos tuberculosos. Mas foi com o Hospital Clementino Fraga de Tuberculosos que os corpos infectados poderiam ser finalmente isolados, fazendo com que os chamados “focos infectantes”, “tossedores crônicos” ou “eliminadores de bacilos” não mais representassem uma ameaça biológica para a segurança da população, dando início a fase de Hospitalização (1943–1946) dos tuberculosos.This thesis aims to analyze the process of establishing medical discourses and state resposes to combat tuberculosis in the city of João Pessoa, formerly Parahyba do Norte, between 1909, when the Demographic-Sanitary Statistics Service was created, and 1946, when the Clementino Fraga Hospital was founded, the first hospital in the city to be used to isolate tuberculosis patients. In the meantime, tuberculosis became the infectious disease that caused the most deaths in the city. Using the historical method and assuming that tuberculosis was a major public health problem during this period, the argument I support throughout this thesis is that the fight against tuberculosis in João Pessoa aimed to intervene in the social body in order to transform it, aiming, on the one hand, to interfere in the urban space, especially in the dwellings considered unhealthy, to provide the city and the population's straw huts with hygienic aspects and, on the other, to act prophylactically in order to educate the senses and habits of its inhabitants in an attempt to contain the spread of the bacillus. Medical discourses and practices affected, at the same time, two dimensions: on the one hand, the individual body, healthy or sick, by means of disciplinary devices, and, on the other, the population, acting with regulatory effects on the collective of human beings and their biological processes of health and disease. To support my argument, I used a significant amount of documentary material consisting of a variety of sources, such as newspapers, magazines, health regulations, government laws and decrees, government messages, demographic and health statistics bulletins, statistical yearbooks, almanacs, reports from the Santa Casa de Misericórdia, hygiene reports, letters, photographs, memorial books, among others. I found that the fight against tuberculosis in João Pessoa was characterized by four phases that constituted this historical process. If in the 1910s and 1920s, in the Regulation (1909–1923) and Institutionalization (1923–1934) phases, with the growing organization of the fight against tuberculosis, the social medicine control strategy was carried out through hygiene advice and the dissemination of health propaganda, that is, through persuasive means in relation to patients, investing in their bodies through discourse, from the 1930s onwards, with the Consolidation phase (1934–1943), when the dispensary model prevailed, a more incisive control over the bodies of tuberculosis patients was felt. But it was with the Clementino Fraga Tuberculosis Hospital that infected bodies could finally be isolated, meaning that the so-called “infectious foci”, “chronic coughers” or “bacillus eliminators” no longer represented a biological threat to the safety of the population, beginning the Hospitalization phase (1943–1946) of tuberculosis patients.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em HistoriaUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessHistória das doençasHistória da tuberculoseSaúde públicaJoão PessoaParaíbaA Megera Esquelética : uma história da luta contra a tuberculose em João Pessoa (1909-1946)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPECC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/61949/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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