Avaliação CAPES e os programas da área de ciências humanas da UFPE: estratégias e táticas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: MEDEIROS, Hugo Augusto Vasconcelos
Orientador(a): GOMES, Alfredo Macedo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Educacao
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34121
Resumo: O objetivo geral desta tese é analisar a trajetória da estratégia e os usos táticos da avaliação Capes de 2007 a 2013 pelos programas de ciências humanas da UFPE. Para dar conta destes objetivos, foi construído um modelo de análise de política pública com base em métodos mistos, contribuições historiográficas de Certeau, teoria dos campos de Bourdieu, configuração e jogo de Elias, análise do discurso foucaultiana, além dos conceitos de Estado Avaliador, a partir de Neave e Afonso, e de Democracia Delegativa, com O’Donnell. Foram utilizados como dados documentos oficiais e dados oficiais da Capes, da UFPE, das comissões de avaliação e dos programas da área de ciências humanas. Inicialmente, observou-se que a Avaliação da Capes está inserida num contexto mais amplo da reforma gerencial do campo administrativo no sentido da formação de um modelo nacional de Estado Avaliador, caracterizado pelo foco nas avaliações dos resultados. Contudo, a Avaliação da Capes assumiu características próprias como a relação estrita entre resultado e financiamento, a busca por legitimação através da avaliação por pares, e a tendência à formação de configurações em que o vencedor leva tudo. Assim, a análise dos dados mostrou que a avaliação se configura como jogo complexo, em que os programas têm de considerar as regras da avaliação, o habitus de seus campos e as regras das universidades nas quais estão inseridos, as quais tendem a funcionar como agentes intermediários, responsáveis pela atualização da estratégia da avaliação. Foi percebida uma tensão entre a estratégia de avaliação e os habitus dos campos autônomos avaliados, com os agentes regulados oscilando entre o cumprimento das regras para receber os prêmios e evitar as sanções, e o esforço para conservar o habitus dos campos autônomos sob a avaliação. Para o caso em tela, a principal alteração é o desequilíbrio na configuração dos capitais, uma vez que, sob a avaliação, ganham mais força os processos de acumulação e de transferência institucionalizada do capital científico, em comparação com os processos de acumulação e transmissão incorporada. Nestas disputas, ganham relevo a existência de usos táticos da avaliação tanto pelos reguladores quanto pelos regulados, como as táticas para intensificar a produção docente, o uso de uma retórica de tradição e de regionalização para atenuar resultados ruins, a alteração das regras durante sua formulação ao perceber o impacto negativo delas sobre as relações do campo ou do subcampo, a naturalização de certos aspectos da avaliação em paralelo ao silêncio de outros, e a tendência a formação de configurações de retorno excessivos dos capitais para os programas mais bem avaliados. Por isso, houve evidências suficientes para confirmar a hipótese de que os agentes criavam usos bastante distintos para a avaliação, resistindo a seu caráter homogeneizante, embora, em geral, mantenham uma estratégia de aquiescência.
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spelling MEDEIROS, Hugo Augusto Vasconceloshttp://lattes.cnpq.br/5935582636982445http://lattes.cnpq.br/9556013338525128GOMES, Alfredo Macedo2019-10-03T16:46:55Z2019-10-03T16:46:55Z2018-06-29https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34121O objetivo geral desta tese é analisar a trajetória da estratégia e os usos táticos da avaliação Capes de 2007 a 2013 pelos programas de ciências humanas da UFPE. Para dar conta destes objetivos, foi construído um modelo de análise de política pública com base em métodos mistos, contribuições historiográficas de Certeau, teoria dos campos de Bourdieu, configuração e jogo de Elias, análise do discurso foucaultiana, além dos conceitos de Estado Avaliador, a partir de Neave e Afonso, e de Democracia Delegativa, com O’Donnell. Foram utilizados como dados documentos oficiais e dados oficiais da Capes, da UFPE, das comissões de avaliação e dos programas da área de ciências humanas. Inicialmente, observou-se que a Avaliação da Capes está inserida num contexto mais amplo da reforma gerencial do campo administrativo no sentido da formação de um modelo nacional de Estado Avaliador, caracterizado pelo foco nas avaliações dos resultados. Contudo, a Avaliação da Capes assumiu características próprias como a relação estrita entre resultado e financiamento, a busca por legitimação através da avaliação por pares, e a tendência à formação de configurações em que o vencedor leva tudo. Assim, a análise dos dados mostrou que a avaliação se configura como jogo complexo, em que os programas têm de considerar as regras da avaliação, o habitus de seus campos e as regras das universidades nas quais estão inseridos, as quais tendem a funcionar como agentes intermediários, responsáveis pela atualização da estratégia da avaliação. Foi percebida uma tensão entre a estratégia de avaliação e os habitus dos campos autônomos avaliados, com os agentes regulados oscilando entre o cumprimento das regras para receber os prêmios e evitar as sanções, e o esforço para conservar o habitus dos campos autônomos sob a avaliação. Para o caso em tela, a principal alteração é o desequilíbrio na configuração dos capitais, uma vez que, sob a avaliação, ganham mais força os processos de acumulação e de transferência institucionalizada do capital científico, em comparação com os processos de acumulação e transmissão incorporada. Nestas disputas, ganham relevo a existência de usos táticos da avaliação tanto pelos reguladores quanto pelos regulados, como as táticas para intensificar a produção docente, o uso de uma retórica de tradição e de regionalização para atenuar resultados ruins, a alteração das regras durante sua formulação ao perceber o impacto negativo delas sobre as relações do campo ou do subcampo, a naturalização de certos aspectos da avaliação em paralelo ao silêncio de outros, e a tendência a formação de configurações de retorno excessivos dos capitais para os programas mais bem avaliados. Por isso, houve evidências suficientes para confirmar a hipótese de que os agentes criavam usos bastante distintos para a avaliação, resistindo a seu caráter homogeneizante, embora, em geral, mantenham uma estratégia de aquiescência.The goal of this thesis is to analyze the trajectory of the strategy and the tactical uses of the Capes evaluation from 2007 to 2013 by the human science graduate programs of the Federal University of Pernambuco. To that end, was elaborated a mixed methods model of public policy evaluation, with contributions from Certeau’s historiography, Bourdieu’s theory of social fields, Elias’ figuration and games rules, Foucauldian discourse analysis, plus the concepts of Evaluative State, from Neave and Afonso, and Delegative Democracy, from O’Donnell. Were analyzed official documents and official statistical data from Capes, UFPE, the evaluate commissions and the graduate programs from the human science field. Firstly, was observed that the Capes Evaluation is inserted in a larger context of management reforms on the administrative field towards the formulation of a national model of an Evaluative State, with characteristics such as the focus on efficacy evaluation. Although, the Capes Evaluation System had peculiar elements such as the closer relation between results and financing, and the search for legitimation through the peer review, and the trend for the formulation of winner-take-all configurations. Hence, the data analysis showed that the Capes Evaluation system was a complex game, in which the graduate programs have to consider the evaluation rules, the habitus from their fields and the rules of their universities, which trend to function as intermediate agents, responsible for update the strategy of evaluation. Was also perceived a tension between the strategy of evaluation and the habitus of the evaluated fields, with the agents oscillating from fulfilling the rules to receive rewards and avoid punishment, and the effort to sustain the original habitus. To this matter, the most important modification was the unbalance in the capital figuration, because, under the evaluation, were reinforced the institutionalized process of accumulation and transmission of the scientific capital, in comparison with the imbodied process of accumulation and transmission. Inside this disputes, were also important the tactical uses of the evaluation by the regulative agents and the regulated agents, such as tactics to intensify professor publications, the rhetorical use of the tradition and regionalization to attenuate bad results, the modification of the rules still during formulation when they would produce a negative impact on the field or on a fraction of the field, the naturalization of certain aspects of the evaluation in parallel to the silence regarding other aspects, and the trend to formulate figurations of excessive rent return for the graduate programs with the higher scores. Due to that fact, there were sufficient evidences to confirm the hypothesis that the agents create very distinctive uses for the evaluation, resisting to its homogenizer effort, even when, in general, they keep a strategy of acquiescence.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em EducacaoUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessPós-graduaçãoBrasil. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorAvaliaçãoUFPE - Pós-graduaçãoAvaliação CAPES e os programas da área de ciências humanas da UFPE: estratégias e táticasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILTESE Hugo Augusto Vasconcelos Medeiros.pdf.jpgTESE Hugo Augusto Vasconcelos Medeiros.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1199https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/34121/5/TESE%20Hugo%20Augusto%20Vasconcelos%20Medeiros.pdf.jpg778b78f0f18ed771178ccbd800ac23b6MD55ORIGINALTESE Hugo Augusto Vasconcelos Medeiros.pdfTESE Hugo Augusto Vasconcelos Medeiros.pdfapplication/pdf2461992https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/34121/1/TESE%20Hugo%20Augusto%20Vasconcelos%20Medeiros.pdfde4749fd8288607c741e30d84fe2264eMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/34121/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82310https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/34121/3/license.txtbd573a5ca8288eb7272482765f819534MD53TEXTTESE Hugo Augusto Vasconcelos Medeiros.pdf.txtTESE Hugo Augusto Vasconcelos Medeiros.pdf.txtExtracted texttext/plain585907https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/34121/4/TESE%20Hugo%20Augusto%20Vasconcelos%20Medeiros.pdf.txta2b9ea2f555cad5e8016d30f6c8130fbMD54123456789/341212019-10-25 23:21:44.987oai:repositorio.ufpe.br:123456789/34121TGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKClRvZG8gZGVwb3NpdGFudGUgZGUgbWF0ZXJpYWwgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgKFJJKSBkZXZlIGNvbmNlZGVyLCDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIChVRlBFKSwgdW1hIExpY2Vuw6dhIGRlIERpc3RyaWJ1acOnw6NvIE7Do28gRXhjbHVzaXZhIHBhcmEgbWFudGVyIGUgdG9ybmFyIGFjZXNzw612ZWlzIG9zIHNldXMgZG9jdW1lbnRvcywgZW0gZm9ybWF0byBkaWdpdGFsLCBuZXN0ZSByZXBvc2l0w7NyaW8uCgpDb20gYSBjb25jZXNzw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhIG7Do28gZXhjbHVzaXZhLCBvIGRlcG9zaXRhbnRlIG1hbnTDqW0gdG9kb3Mgb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IuCl9fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fXwoKTGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKCkFvIGNvbmNvcmRhciBjb20gZXN0YSBsaWNlbsOnYSBlIGFjZWl0w6EtbGEsIHZvY8OqIChhdXRvciBvdSBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMpOgoKYSkgRGVjbGFyYSBxdWUgY29uaGVjZSBhIHBvbMOtdGljYSBkZSBjb3B5cmlnaHQgZGEgZWRpdG9yYSBkbyBzZXUgZG9jdW1lbnRvOwpiKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBjb25oZWNlIGUgYWNlaXRhIGFzIERpcmV0cml6ZXMgcGFyYSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGUEU7CmMpIENvbmNlZGUgw6AgVUZQRSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgYXJxdWl2YXIsIHJlcHJvZHV6aXIsIGNvbnZlcnRlciAoY29tbyBkZWZpbmlkbyBhIHNlZ3VpciksIGNvbXVuaWNhciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIsIG5vIFJJLCBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vL2Fic3RyYWN0KSBlbSBmb3JtYXRvIGRpZ2l0YWwgb3UgcG9yIG91dHJvIG1laW87CmQpIERlY2xhcmEgcXVlIGF1dG9yaXphIGEgVUZQRSBhIGFycXVpdmFyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZXN0ZSBkb2N1bWVudG8gZSBjb252ZXJ0w6otbG8sIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gc2V1IGNvbnRlw7pkbywgcGFyYSBxdWFscXVlciBmb3JtYXRvIGRlIGZpY2hlaXJvLCBtZWlvIG91IHN1cG9ydGUsIHBhcmEgZWZlaXRvcyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBwcmVzZXJ2YcOnw6NvIChiYWNrdXApIGUgYWNlc3NvOwplKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBzdWJtZXRpZG8gw6kgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBhIHRlcmNlaXJvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2Ugb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgb3V0cmEgcGVzc29hIG91IGVudGlkYWRlOwpmKSBEZWNsYXJhIHF1ZSwgbm8gY2FzbyBkbyBkb2N1bWVudG8gc3VibWV0aWRvIGNvbnRlciBtYXRlcmlhbCBkbyBxdWFsIG7Do28gZGV0w6ltIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlCmF1dG9yLCBvYnRldmUgYSBhdXRvcml6YcOnw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gcmVzcGVjdGl2byBkZXRlbnRvciBkZXNzZXMgZGlyZWl0b3MgcGFyYSBjZWRlciDDoApVRlBFIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgTGljZW7Dp2EgZSBhdXRvcml6YXIgYSB1bml2ZXJzaWRhZGUgYSB1dGlsaXrDoS1sb3MgbGVnYWxtZW50ZS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGN1am9zIGRpcmVpdG9zIHPDo28gZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3UgY29udGXDumRvIGRvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZTsKZykgU2UgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgw6kgYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpw6fDo28gcXVlIG7Do28gYSBVRlBFLCBkZWNsYXJhIHF1ZSBjdW1wcml1IHF1YWlzcXVlciBvYnJpZ2HDp8O1ZXMgZXhpZ2lkYXMgcGVsbyByZXNwZWN0aXZvIGNvbnRyYXRvIG91IGFjb3Jkby4KCkEgVUZQRSBpZGVudGlmaWNhcsOhIGNsYXJhbWVudGUgbyhzKSBub21lKHMpIGRvKHMpIGF1dG9yIChlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIHBhcmEgYWzDqW0gZG8gcHJldmlzdG8gbmEgYWzDrW5lYSBjKS4KRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-26T02:21:44Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
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