Índice de massa corporal em indivíduos com infecção pelo HIV

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: de Araújo Mariz, Carolline
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Imc
Hiv
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/1674
Resumo: O uso dos antirretrovirais combinados para o tratamento de pacientes com HIV/aids inaugurou a chamada era HAART (Highly Active Antiretroviral Therapy), que proporcionou a diminuição na ocorrência de doenças oportunistas, a redução da taxa de mortalidade e o aumento significativo da expectativa de vida, além de importantes alterações no perfil nutricional desses pacientes. Em um primeiro artigo, realizou-se uma revisão da literatura publicada sobre o perfil do Índice de Massa Corporal (IMC) em pacientes com HIV/aids com o objetivo de identificar o registro de sua mudança ao longo do tempo. Evidenciou-se que a perda de peso e a desnutrição, frequentes antes do uso disseminado da HAART, apresentaram diminuição de sua prevalência após o seu uso, muito embora, em condições de baixa situação econômica, a desnutrição ainda aparece em proporções consideráveis. O uso da HAART, no entanto, provocou efeitos adversos indesejáveis, que ocasionaram o surgimento de novas características, como a lipodistrofia, dislipidemia, resistência à insulina, osteopenia, alterações glicêmicas e cardíacas e obesidade, as quais têm desafiado os profissionais de saúde envolvidos no atendimento a essa população. O segundo artigo, original, objetivou estimar a prevalência de magreza e sobrepeso/obesidade, através da aferição do IMC e fatores associados ao seu desenvolvimento em indivíduos com HIV/aids. Realizou-se, para isso, um estudo de corte seccional com caso-controle aninhado a partir de dados de 2.018 pacientes atendidos em dois hospitais de referência para doenças infecciosas em Recife-PE, no período de junho de 2007 a outubro de 2009. Todos os pacientes do estudo foram classificados como magros (IMC < 18,5 Kg/m²), sobrepesados/obesos (IMC &#8805;25 Kg/m²) e eutróficos (IMC &#8805; 18,5 24,9 Kg/m²). Realizou-se análise multinomial univariada e multivariada, considerando-se os desfechos magreza e sobrepeso/obesidade, tendo como referência os eutróficos. A prevalência de magreza foi 8,8%, e a de sobrepeso/obesidade, 32,1%. A análise multinomial multivariada revelou associação estatisticamente significante entre magreza e anemia (OR=1,78; IC (95%): 1,17 2,74; p= 0,008) e contagem de células T CD4 < 200mm³ ( OR=2,13; IC(95%): 1,41-3,24; p= 0,000). Os fatores associados ao aumento do risco de sobrepeso/obesidade foram idade &#8805; 40 anos (OR=1,30; IC (95%): 1,03-1,63; p= 0,025) e a presença de diabetes (OR=2,41; IC(95%): 1,41-4,14; p=0,001). As variáveis associadas à diminuição do risco de sobrepeso/obesidade foram: ter companheiro fixo (OR= 0,82; IC (95%): 0,73-0,92; p= 0,001), tabagismo (OR=0,58; IC(95%): 0,44-0,75; p=0,000), apresentar doença oportunista (OR= 0,67; IC(95%):0,53-0,84; p=0,001), anemia (OR=0,59; IC(95%): 0,46-0,76; p=0,000) e níveis de albumina < 3,5mg/dL (OR=0,27; IC(95%): 0,12-0,61; p=0,002). Constatou-se que, na população estudada, o principal desvio nutricional observado, avaliado pelo IMC foi, o sobrepeso/obesidade, superando a magreza. Os indivíduos mais velhos e que apresentam diabetes devem ser alvos prioritários de uma intervenção para mudanças nutricionais e de estilo de vida
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