Atividade anti-inflamatória, antimicrobiana e toxicidade genética da resina de breu-branco (Protium spp., Burseraceae) extraída por método verde
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Ciencias Farmaceuticas
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/57413 |
Resumo: | O breu-branco (Protium spp., Burseraceae) é um tradicional produto do extrativismo amazônico, amplamente comercializado para consumo local e para indústria cosmética. A oleorresina do breu-branco é extremamente aromática e muito utilizada pelos povos da região amazônica para dores em geral, inflamações e como cicatrizante. O óleo essencial e a mistura dos principais constituintes fixos da resina do breu-branco, alfa e beta-amirina, apresentaram efeito anti-inflamatório em diversos estudos. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a atividade anti-inflamatória, antimicrobiana e a genotoxicidade do óleo essencial e de extratos apolares extraídos da resina de breu-branco. O óleo essencial foi obtido por meio de hidrodestilação, enquanto os extratos apolares foram obtidos utilizando fluido supercrítico, um método verde, sob diferentes condições de granulometeria, temperatura e pressão. O extrato escolhido como melhor opção para as análises foi o BBFSE2 (extrato de breu-branco obtido por fluído supercrítico estático – 2o método), com etanol como cossolvente em sua extração, apresentando rendimento de 77,81% e altas concentrações de alfa e beta-amirina (42,58% e 21,95%, respectivamente). Não foi observada atividade antimicrobiana em nenhuma das amostras frente aos microrganismos testados (Staphylococcus aureus, Klebsisella pneumonae e Pseudomonas aeruginosa). O efeito do óleo essencial e do extrato BBFSE2 na viabilidade celular em macrófagos murinos foi avaliado em concentrações de 100 a 1,56 μg/mL. Ambos reduziram a viabilidade celular somente nas maiores concentrações, sendo o extrato consideravelmente mais citotóxico que o óleo essencial. Em concentrações não citotóxicas, somente o extrato foi capaz de inibir a produção de óxido nítrico em macrófagos peritoneais estimulados com LPS (5 μg/mL). O extrato foi avaliado na produção de citocinas e efeito semelhante foi observado para interleucina-6, mas não para o fator de necrose tumoral alfa. Em seguida, a atividade anti-inflamatória foi avaliada pelo modelo de edema de orelha induzido por óleo de cróton em camundongos Swiss, machos, com 8 semanas de idade. No teste agudo houve redução de 32,2% do edema na maior dose do extrato testada (1 mg/orelha), enquanto no crônico a maior redução foi na concentração de 0,3 mg/orelha, 61%. No teste de genotoxicidade realizado através de ensaio cometa com larvas de Drosophila melanogaster, o solvente utilizado (água destilada, 5% Tween 80 e 5% etanol) foi genotóxico em relação ao controle negativo (água), não havendo aumento de dano quando exposto ao BBFSE2 em nenhuma das concentrações testadas (0,3; 1,0; 3,0 e 10,0 mg/mL). Esta pesquisa corrobora a atividade anti-inflamatória do extrato apolar de breu-branco, relativa aos usos tradicionais, além de constatar que não apresenta genotoxicidade nas condições testadas. |
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O óleo essencial e a mistura dos principais constituintes fixos da resina do breu-branco, alfa e beta-amirina, apresentaram efeito anti-inflamatório em diversos estudos. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a atividade anti-inflamatória, antimicrobiana e a genotoxicidade do óleo essencial e de extratos apolares extraídos da resina de breu-branco. O óleo essencial foi obtido por meio de hidrodestilação, enquanto os extratos apolares foram obtidos utilizando fluido supercrítico, um método verde, sob diferentes condições de granulometeria, temperatura e pressão. O extrato escolhido como melhor opção para as análises foi o BBFSE2 (extrato de breu-branco obtido por fluído supercrítico estático – 2o método), com etanol como cossolvente em sua extração, apresentando rendimento de 77,81% e altas concentrações de alfa e beta-amirina (42,58% e 21,95%, respectivamente). 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The oleoresin of white copal is extremely aromatic and widely used by the peoples of the Amazon region for general pain, inflammation, and as a healing agent. The essential oil and the mixture of the main fixed constituents of the white copal resin, alpha and beta-amyrin, have shown anti-inflammatory effects in several studies. The objective of this research was to evaluate the anti-inflammatory, antimicrobial and genotoxic activity of the essential oil and apolar extracts extracted from white copal resin. The essential oil was obtained by hydrodistillation, while the apolar extracts were obtained using supercritical fluid, a green method, under different conditions of granulometry, temperature and pressure. The extract chosen as the best option for the analyses was BBFSE2 (white copal extract obtained by static supercritical fluid - 2nd method), with ethanol as a co-solvent in its extraction, presenting a yield of 77.81% and high concentrations of alpha and beta-amyrin (42.58% and 21.95%, respectively). No antimicrobial activity was observed in any of the samples against the tested microorganisms (Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae and Pseudomonas aeruginosa). The effect of the essential oil and BBFSE2 extract on cell viability in murine macrophages was evaluated at concentrations of 100 to 1.56 μg/mL. Both reduced cell viability only at the highest concentrations, with the extract being considerably more cytotoxic than the essential oil. In non-cytotoxic concentrations, only the extract was able to inhibit nitric oxide production in peritoneal macrophages stimulated with LPS (5 μg/mL). The extract was evaluated in the production of cytokines and a similar effect was observed for interleukin-6, but not for tumor necrosis factor alpha. In sequence, the anti-inflammatory activity was evaluated by the croton oil-induced ear edema model in 8-week-old male Swiss mice. In the acute test there was a 32.2% reduction in edema in the highest dose of the extract tested (1 mg/ear), while in the chronic test the greatest reduction was in the concentration of 0.3 mg/ear, 61%. In the genotoxicity test performed through the comet assay with larvae of Drosophila melanogaster, the solvent used (distilled water, 5% Tween 80 and 5% ethanol) was genotoxic in relation to the negative control (water), with no increase in damage when exposed to BBFSE2 in any of the concentrations tested (0.3; 1.0; 3.0 and 10.0 mg/mL). This research corroborates the anti-inflammatory activity of the apolar white copal extract, relative to traditional uses, in addition to finding that it does not present genotoxicity under the tested conditions.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Ciencias FarmaceuticasUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessBurseraceaeAnti-InflamatóriosGenotoxicidadeÓleos VoláteisAtividade anti-inflamatória, antimicrobiana e toxicidade genética da resina de breu-branco (Protium spp., Burseraceae) extraída por método verdeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Alane Alexandra da Silva Oliveira.pdfDISSERTAÇÃO Alane Alexandra da Silva Oliveira.pdfapplication/pdf2294648https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57413/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Alane%20Alexandra%20da%20Silva%20Oliveira.pdf9cdca03869a7afe7da8464c08a31391fMD54CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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