Limites e paradoxos da moralidade vegan: um estudo sobre as bases simbólicas e morais do vegetarianismo
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Antropologia
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Brasil
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/27495 |
Resumo: | Este trabalho procura analisar concepções e práticas alimentares de sujeitos adeptos do vegetarianismo, veganismo e da alimentação viva. A etnografia procurou investigar as bases morais e simbólicas da alimentação nesses grupos, incluindo seus limites, ambiguidades e paradoxos. O trabalho de campo foi realizado de setembro de 2010 a agosto de 2012 com os grupos: Grupo Recife - SVB (Sociedade vegetariana Brasileira), Grupo Recife – ATIVEG (Ativismo Vegano) e o movimento da alimentação viva, também situado em Recife. O universo empírico foi abordado através de 18 entrevistas semiestruturadas, conversas, participação em reuniões e ações desses grupos, bem como a partir do discurso teórico e panfletário que sustenta os movimentos citados. Tal abordagem possibilitou o acesso a uma linguagem comum que associa a alimentação a critérios morais e éticos, a ideais de saúde e bem-estar, de justiça social e preservação ambiental, além de, em alguns casos, ser instrumento para expressão de um modelo de espiritualidade específico. A intensificação dos processos industriais e do estilo de vida urbano conduziu a um afastamento paulatino dos sujeitos com relação à origem dos alimentos que consomem, especialmente, quanto aos animais usados em sua produção, aos aditivos químicos e aos processos artificiais. Por outro lado, é possível observar o aumento da sensibilidade relativo às condições de existência dos animais, e o questionamento do estatuto que lhes tem sido reservado na sociedade ocidental, assim como uma preocupação crescente com a qualidade do que é consumido a partir de critérios de proximidade com a natureza em uma perspectiva holística que relaciona corpo, mente, emoções e espírito. Nesse sentido, noções de “igualdade”, “plenitude”, “equilíbrio” e “pureza” norteiam a busca por um “cardápio irrepreensível”, que expresse os valores dos grupos e atuem como instrumento de transformação social, no que se refere à instituição de uma moralidade antiespecista e de uma relação de integralidade entre natureza e cultura. |
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LIRA, Luciana Campelo dehttp://lattes.cnpq.br/7008514581320651http://lattes.cnpq.br/8343402717114526CAMPOS, Roberta Bivar CarneiroSCOTT, Russel Parry2018-11-14T18:42:55Z2018-11-14T18:42:55Z2013-03-15https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/27495Este trabalho procura analisar concepções e práticas alimentares de sujeitos adeptos do vegetarianismo, veganismo e da alimentação viva. A etnografia procurou investigar as bases morais e simbólicas da alimentação nesses grupos, incluindo seus limites, ambiguidades e paradoxos. O trabalho de campo foi realizado de setembro de 2010 a agosto de 2012 com os grupos: Grupo Recife - SVB (Sociedade vegetariana Brasileira), Grupo Recife – ATIVEG (Ativismo Vegano) e o movimento da alimentação viva, também situado em Recife. O universo empírico foi abordado através de 18 entrevistas semiestruturadas, conversas, participação em reuniões e ações desses grupos, bem como a partir do discurso teórico e panfletário que sustenta os movimentos citados. Tal abordagem possibilitou o acesso a uma linguagem comum que associa a alimentação a critérios morais e éticos, a ideais de saúde e bem-estar, de justiça social e preservação ambiental, além de, em alguns casos, ser instrumento para expressão de um modelo de espiritualidade específico. A intensificação dos processos industriais e do estilo de vida urbano conduziu a um afastamento paulatino dos sujeitos com relação à origem dos alimentos que consomem, especialmente, quanto aos animais usados em sua produção, aos aditivos químicos e aos processos artificiais. Por outro lado, é possível observar o aumento da sensibilidade relativo às condições de existência dos animais, e o questionamento do estatuto que lhes tem sido reservado na sociedade ocidental, assim como uma preocupação crescente com a qualidade do que é consumido a partir de critérios de proximidade com a natureza em uma perspectiva holística que relaciona corpo, mente, emoções e espírito. Nesse sentido, noções de “igualdade”, “plenitude”, “equilíbrio” e “pureza” norteiam a busca por um “cardápio irrepreensível”, que expresse os valores dos grupos e atuem como instrumento de transformação social, no que se refere à instituição de uma moralidade antiespecista e de uma relação de integralidade entre natureza e cultura.CAPESThis work makes an analysis of the conceptions and food practices of follower people of vegetarianism, veganism and living food. The ethnography tried to investigate the moral and symbolic foundation of these groups, including its boundaries, ambiguities and paradoxes. The field work was accomplished from September 2010 to August 2012 with the groups: Recife Group – SVB (Brazilian Vegetarian Society), Recife Group – ATIVEG (Vegan Activism) and the Living Food movement, also in Recife. The empiric universe was approached through 18 semi structured interviews, talks, participation in meetings and actions of these groups, as well as from the theoretical discourse and pamphleteer that supports these referred movements. This approach enabled the access to a common language that associates the feed with moral and ethical criteria, to health and well-being ideals, social justice and environment preservation, besides, in some cases, be an instrument of a specific spirituality model expression. The intense industrial process and the urban life style conducted people to a sudden distance to the origin of the food they consume, specially, to the animals used in their production, the chemical additives and artificial process. On the other hand, it is possible to observe the increase of sensibility related to the existence conditions of animals and the questioning of the statute that has been reserved to the occidental society, as an increasing worry to the quality of what is consumed from the proximity criteria with the nature in a holistic perspective that relates body, mind, emotions and spirit. This way, notions of “equality”, “fullness”, “balance” and “purity” guide the search for an “irreproachable menu” that expresses the values to the groups and acts as an instrument of social change, related to an antispeciesist morality and of an integrality relationship between the nature and culture.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em AntropologiaUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessAntropologiaHábitos alimentaresAlimentos - ConsumoVegetarianismoVeganismoLimites e paradoxos da moralidade vegan: um estudo sobre as bases simbólicas e morais do vegetarianismoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILTESE Luciana Campelo de Lira.pdf.jpgTESE Luciana Campelo de Lira.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1230https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/27495/5/TESE%20Luciana%20Campelo%20de%20Lira.pdf.jpgdd7d54f8d58e209040d7ab11cd23255bMD55ORIGINALTESE Luciana Campelo de Lira.pdfTESE Luciana Campelo de Lira.pdfapplication/pdf6785708https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/27495/1/TESE%20Luciana%20Campelo%20de%20Lira.pdf172d32fd27ec5db9f3b748b3cc429b81MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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