Análises geométrica e cinemática meso-microscópica das zonas de cisalhamento Palmeira dos Índios e Jacaré dos Homens: significância geodinâmica destas estruturas para a zona de limite entre o domínio Pernambuco-Alagoas e a Faixa Sergipana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: MARTINS, Eduardo Pascoal
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Geociencias
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/31068
Resumo: A Zona de Cisalhamento Palmeira dos Índios (ZCPI) e a Zona de Cisalhamento Jacaré dos Homens (ZCJH) localizam-se próximo das cidades homônimas no estado de Alagoas, nordeste do Brasil. Estão associadas ao contexto de transição entre o Domínio Pernambuco Alagoas (PEAL) e a Faixa Sergipana (FS). O sentido de mergulho para quadrantes opostos, estruturas de C-S conjugados e mesmas idades relativas para ambos os cisalhamentos suportam a interpretação de que a ZCPI e a ZCJH fazem parte de um sistema de par conjugado (D₃), no qual a primeira seria o par subordinado em relação à segunda. Os dados de campo, petrográficos, de química mineral e aerogeofísicos analisados demonstram que a ZCPI não justapõe os litotipos do PEAL e da FS, assim como uma suposta zona de cisalhamento vertical sinistral indiscriminada não marca a transição entre os Complexos Arapiraca e Araticum. Não foram encontrados indícios que nenhuma destas duas transições ocorra na área sob análise. Estudos de química mineral permitiram o uso de geotermobarômetros de multi-reação através do software Thermocalc, além da aplicação em termômetros baseados na troca de Fe-Mg entre biotita e granada. O primeiro método caracterizou a S₂ como tendo sido formada em condições P – T da ordem de ~8 kbar e ~700º C. O outro sugeriu que as deformações pós-S₂ ocorreram entre 647 e 709º C. Ambos os dados, mais a petrografia, apontam um metamorfismo na fácies anfibolito alto a granulito.
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