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Biodiversidade de esponjas da pluma do rio Amazonas: uma nova fronteira para a taxonomia e biogeografia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: CAVALCANTI, Alan Dias
Orientador(a): PINHEIRO, Ulisses dos Santos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Biologia Animal
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64421
Resumo: Apesar da espongiofauna brasileira ser composta por 655 espécies válidas, ela ainda é considerada subestimada quando se leva em consideração o baixo esforço amostral e o estágio de desenvolvimento taxonômico de cada região. Mesmo para a Região Nordeste, a mais diversa, o conhecimento é fragmentário com maior número de espécies de esponjas conhecidas para Bahia (193) e Pernambuco (109) enquanto pouco se sabe para o Maranhão (36) e o Piauí (1). Pouco conhecida também é a diversidade da Região Norte com 70 espécies válidas nos estados costeiros, sendo 29 para o Amapá e 41 para o Pará. A região Norte possui grande importância em relação aos processos biogeográficos que explicam a diversidade de poríferos da costa brasileira. Collette & Rutzler (1977) iniciaram o questionamento sobre a relação entre a espongiofauna brasileira e caribenha, os autores discutiram sobre uma descontinuidade da fauna marinha, inclusive a espongiofauna, entre Caribe e Brasil causado pelo alto fluxo de água doce proveniente do Amazonas, associado a forte Corrente das Guianas, e consideraram a área como uma barreira para dispersão de espécies. Neste sentido, se torna urgente não só um inventário mais atualizado da espongiofauna, para um melhor entendimento sobre a biodiversidade local, como também uma análise biogeográfica da espongiofauna caribenha e brasileira com o intuito de identificar uma possível atuação da Pluma do Rio Amazonas como barreira de dispersão. O presente estudo conta com 160 espécimes identificados, resultando em 40 descrições de espécies, uma possível espécie nova e um espécime em gênero. Dentre os resultados, destacamos a descrição de Awhiowhio saci Dias, Kelly & Pinheiro, 2023, primeiro registro do gênero para o Oceano Atlântico. Além disso foram feitos 12 novos registros para o Estado do Maranhão, três para o Estado do Pará e quatro para o Estado do Amapá. Nossas análises biogeográficas mostram grupamentos com altos índices de suporte, destacando inicialmente os grupamentos que correspondem a fauna caribenha e brasileira com 98% e 81% de suporte, respectivamente. Adicionalmente, foram observados outros grupamentos dignos de nota, como por exemplo, o grupamento formado pelos estados que sofrem influência mais direta do Rio Amazonas, Amapá e Pará, com 76% de suporte e, no grupamento caribenho, o grupo formado pelas localidades que estão sob influência direta do Mar do Caribe. Com estes resultados fica evidente que existe sim uma separação entre as faunas caribenhas e brasileiras, com o grupamento formado por Amapá e Pará sendo um forte indício que o Rio Amazonas seja sim uma variável importante que causa esta separação entre as faunas. Porém, ainda é necessário um aumento no esforço amostral em certos tipos de localidades, nestes e em outros estados, não só para ajudar em futuras análises biogeográficas, mas também para aumentar o conhecimento sobre uma biodiversidade que exibe um potencial enorme e é bastante subestimada.
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spelling CAVALCANTI, Alan Diashttp://lattes.cnpq.br/8575739172321228http://lattes.cnpq.br/9558308121632441PINHEIRO, Ulisses dos Santos2025-07-15T17:18:05Z2025-07-15T17:18:05Z2025-02-26CAVALCANTI, Alan Dias. Biodiversidade de esponjas da pluma do rio Amazonas: uma nova fronteira para a taxonomia e biogeografia. 2025. Tese (Doutorado em Biologia Animal) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64421Apesar da espongiofauna brasileira ser composta por 655 espécies válidas, ela ainda é considerada subestimada quando se leva em consideração o baixo esforço amostral e o estágio de desenvolvimento taxonômico de cada região. Mesmo para a Região Nordeste, a mais diversa, o conhecimento é fragmentário com maior número de espécies de esponjas conhecidas para Bahia (193) e Pernambuco (109) enquanto pouco se sabe para o Maranhão (36) e o Piauí (1). 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Neste sentido, se torna urgente não só um inventário mais atualizado da espongiofauna, para um melhor entendimento sobre a biodiversidade local, como também uma análise biogeográfica da espongiofauna caribenha e brasileira com o intuito de identificar uma possível atuação da Pluma do Rio Amazonas como barreira de dispersão. O presente estudo conta com 160 espécimes identificados, resultando em 40 descrições de espécies, uma possível espécie nova e um espécime em gênero. Dentre os resultados, destacamos a descrição de Awhiowhio saci Dias, Kelly & Pinheiro, 2023, primeiro registro do gênero para o Oceano Atlântico. Além disso foram feitos 12 novos registros para o Estado do Maranhão, três para o Estado do Pará e quatro para o Estado do Amapá. Nossas análises biogeográficas mostram grupamentos com altos índices de suporte, destacando inicialmente os grupamentos que correspondem a fauna caribenha e brasileira com 98% e 81% de suporte, respectivamente. 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Porém, ainda é necessário um aumento no esforço amostral em certos tipos de localidades, nestes e em outros estados, não só para ajudar em futuras análises biogeográficas, mas também para aumentar o conhecimento sobre uma biodiversidade que exibe um potencial enorme e é bastante subestimada.FACEPECAPESAlthough the Brazilian spongiofauna is made up of 655 valid species, it is still considered underestimated when taking into account the low sampling effort and the stage of taxonomic development in each region. Even for the Northeast, the most diverse region, knowledge is fragmentary with the highest number of known sponge species for Bahia (193) and Pernambuco (109) while little is known for Maranhão (36) and Piauí (1). The diversity of the Northern Region is also little known, with 70 valid species in the coastal states, 29 for Amapá and 41 for Pará. The northern region is of great importance in terms of the biogeographical processes that explain the diversity of Porifera on the Brazilian coast. Collette & Rutzler (1977) began to question the relationship between the Brazilian and Caribbean spongiofauna. The authors discussed a discontinuity in marine fauna, including spongiofauna, between the Caribbean and Brazil caused by the high flow of fresh water from the Amazon, associated with the strong Guiana Current, and considered the area to be a barrier to the dispersal of species. In this sense, there is an urgent need not only for a more up-to-date inventory of the spongiofauna to achieve a better understanding of local biodiversity, but also for a biogeographical analysis of the Caribbean and Brazilian spongiofauna in order to identify a possible role for the Amazon River Plume as a dispersal barrier. This study has identified 160 specimens, resulting in 40 species descriptions, 1 possible new species and 1 specimen in a genus. Among the results, we highlight the description of Awhiowhio saci Dias, Kelly & Pinheiro, 2023, the first record of the genus for the Atlantic Ocean. In addition, 12 new records were made for the state of Maranhão, three for the state of Pará and four for the state of Amapá. Our biogeographical analyses show groups with high support, initially highlighting the groups corresponding to the Caribbean and Brazilian fauna with 98% and 81% support, respectively. In addition, other noteworthy groups were observed, such as the group formed by the states that are most directly influenced by the Amazon River, Amapá and Pará, with 76% support and, in the Caribbean group, the group formed by the localities that are under the direct influence of the Caribbean Sea. With these results, it is clear that there is a separation between the Caribbean and Brazilian faunas, with the group formed by Amapá and Pará being a strong indication that the Amazon River is an important variable that causes this separation between the faunas. However, there is still a need to increase the sampling effort in certain types of localities, in these and other states, not only to help with future biogeographical analyses, but also to increase knowledge about a biodiversity that displays enormous potential and is greatly underestimated.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Biologia AnimalUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessPoriferaBarreira ecológicaRegião Norte brasileiraCaribeBiodiversidade de esponjas da pluma do rio Amazonas: uma nova fronteira para a taxonomia e biogeografiainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Alan Dias Cavalcanti.pdfTESE Alan Dias Cavalcanti.pdfapplication/pdf8846094https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/64421/1/TESE%20Alan%20Dias%20Cavalcanti.pdf9cdbb28dcfb743b08cc82a7107196970MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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