Análise comparativa de metodologia de mapeamento geomorfológico na bacia do Rio Salamanca, Cariri Cearense

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Lima, Geislam Gomes de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11009
Resumo: Representar de forma coerente as formas de relevo, levando em conta os processos morfogenéticos e a dinâmica sistêmica atual não tem sido uma tarefa simples. Há na literatura científica múltiplas propostas de cartografar as formas de relevo, havendo a necessidade de investigar e discutir suas possibilidades de aplicação para um ambiente específico. Dessa maneira, a bacia hidrográfica do rio Salamanca, na região do Cariri Cearense, é um ambiente de amostra para o estudo, que contempla uma configuração espacial dos enclaves úmidos dentro do semiárido brasileiro. Sua principal estrutura geológica é a bacia sedimentar do Araripe, e tem como principal relevo a Chapada do Araripe, um planalto sedimentar de 900 metros de altitude que guarda na sua porção barlavento, o foco do estudo, um ambiente mais úmido. Neste sentido, a questão que norteia esta pesquisa é: “em que diferem os resultados da aplicação das duas propostas de mapeamento geomorfológico em destaque aplicado ao Cariri Cearense?” Assim, esse trabalho tem como objetivo principal comparar as metodologias de mapeamento geomorfológico de IBGE (2009) e Demek (1972) utilizando a bacia do rio Salamanca como estudo de caso e identificar as potencialidades e limitações de aplicações segundo parâmetros selecionados para o ambiente semiárido do Cariri Cearense, analisando, conjuntamente, a configuração espacial (distribuição, formas e dinâmica) do relevo. Algumas diferenças são destacadas, principalmente em relação à taxonomia hierárquica, que envolve uma regionalização geomorfológica. Assim, uma diferença marcante entre as duas propostas está relacionada ao conteúdo de cada nível de escala. A proposta do IBGE traz uma taxonomia temática, onde em cada nível tem um significado relacionado a algum atributo do relevo, como a estrutura para o primeiro nível e a influência climática para o segundo. Além disso, apesar de não apresentar rigidez do intervalo de área em cada unidade, os níveis tem ordem descrescente de tamanho, ou seja, por uma ordem de conjuntos contidos. A proposta de Gellert (1972) apresenta em sua estrutura hierárquica uma ordem de tamanho e arranjo, onde, por exemplo, os morfotopos (a unidade básica de regionalização) pode ser agrupados em grupos de morfotopos, que, por sua vez, podem estar inseridos em um arranjo maior, de ordem continental, no nível da morforegião. No entanto, a proposta contida no manual da UGI não apresenta temas pra cada nível hierárquico, expondo muito mais e expressão de tamanho de área do que uma função para cada unidade. O estudo destaca a importância de não naturalizar as metodologias, mesmo que estas busquem uma totalidade na abrangência, e expor os fenômenos da superfície em diversas representações.
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