Efeitos da fertirrigação com efluente de lagoa de polimento nos atributos do solo e na produção de feijão caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: de Paula Silva, Vicente
Orientador(a): de Lourdes Florencio Santos, Maria
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/5324
Resumo: Este trabalho objetivou investigar, por meio de experimento em condições de campo, as alterações química e físico-hídrica de um Argissolo Amarelo Eutrófico típico e os componentes de produção da cultura do feijão caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp), em resposta ao manejo de fertirrigação com efluente (ME) secundário de origem doméstica, comparando os resultados com aqueles obtidos com água de abastecimento (MA), em lisímetros de drenagem. As características químicas e físico-hídricas do solo monitoradas foram: pH, MO, P, K, Na, Ca+2, Mg+2, Fe, Cu, Zn, Mn, PST, RAS, densidade do solo, densidade das partículas, umidade volumétrica e resistência do solo a penetração. Na cultura do feijão ao final do ciclo foram avaliadas as seguintes componentes de produção: vagens por planta, grãos por vagem, peso de 1000 sementes, matéria seca total e produtividade. Ao final do experimento, verificou-se que a qualidade do tipo da água (efluente e água de abastecimento) usada na irrigação, considerando o possível problema de salinização do solo, os resultados mostraram que a água não apresentou nenhuma restrição de uso durante os meses referentes ao primeiro e segundo plantio. No entanto, o efluente apresentou restrições de ligeira a moderado durante os mesmos períodos. No que se refere aos riscos de redução de infiltração de água no solo, tanto a água como o efluente apresentou grau de restrição severo no inicio do primeiro plantio (Outubro); no restante do plantio, as restrições foram de ligeiro a moderado e severo , respectivamente. No segundo plantio a água teve restrição de ligeira a moderado , enquanto o efluente teve nenhuma restrição . Os valores baixos de RAS, devido às concentrações de Ca+2 e Mg+2, indicam que, tanto a água como o efluente pode ser manejado sem comprometer o solo. Quanto à toxicidade especifica, grau de restrição de ligeira a moderado e nenhuma foram atribuídos, na maior parte dos plantios, para água e efluente. Com referência ao Na+2, verificou-se que a concentração deste elemento foi em média, superior na primeira fase do plantio. O valor médio de pH na água e no efluente foi considerado normal para uso na irrigação. As concentrações médias de oligoelementos estão em conformidade com as diretrizes para uso na irrigação, por longos períodos. A aplicação de efluente secundário foi eficaz no suprimento das necessidades hídricas do feijão e, devido à sua composição química, possibilitou melhoria na fertilidade do solo e na oferta de macronutrientes. A lâmina acumulada nos dois períodos supriu a demanda de N. Em relação aos micronutrientes (Fe, Cu, Zn, e Mn), as lâminas não supririam as necessidades no solo, devido às baixas disponibilidades do Fe, Cu e Mn disponíveis. O manejo com efluente ME foi mais efetivo no aumento do pH do solo que o MC na maioria das profundidades monitoradas. Observou-se que ME foi mais efetivo no aumento do teor de Matéria Orgânica (MO) que os tratamentos que receberam MA. No que se refere ao teor de Fósforo (P) trocável, de maneira geral pôde-se verificar que o ME foi mais efetivo no aumento do teor de P disponível no solo do que os tratamentos com MA. Houve aumento do teor de Potássio (K+) trocável no solo em resposta a adoção dos dois manejos, sendo o efeito mais xi i pronunciado no MA. A adoção do ME diminuiu o teor de Sódio (Na+) trocável do solo nas faixas de profundidade de 0,0 0,40 m, fato decorrente da adição de Ca2+ e Mg2+, por meio da aplicação de calcário e de superfosfato simples (que contém de 18 a 20% de Ca2+). As chuvas ocorridas durante o ciclo vegetativo e ao final do plantio, também contribuíram para a diminuição do Na+ nas faixas de profundidade. O aumento do teor de Cálcio (Ca2+) trocável no solo foi mais efetivo com a adoção de ME que o MC; na maioria dos tratamentos com ME. O incremento de magnésio (Mg2+) trocável no solo ocorreu de forma mais expressiva no ME, evidenciando que a aplicação de efluente, pode ser uma alternativa de aporte de Mg2+ ao solo. Os resultados referentes à Percentagem de Sódio Trocável (PST) mostram que, de maneira geral, os tratamentos que tiveram manejo com água (MA) apresentaram valores de PST superiores aos tratamentos manejados com efluente (ME). A adoção do MA foi mais efetiva no aumento da RAS do solo que no ME. O aumento da RAS do solo, verificado em ambos os manejos, foi atribuído ao aumento da concentração de Na+ em relação à de Ca2+ e Mg2+. No que se refere aos micronutrientes no solo, notou-se que as concentrações de Fe Cu, ora aumentou e ora diminuiu. A concentração de Zn aumentou e a de Mn diminuiu. A densidade do solo e das partículas não sofreu interferência dos manejos ME e MA, no entanto a profundidade influenciou de forma discreta a porosidade total do solo. A resistência do solo à penetração foi mais efetiva no ME que no MA, proporcionando menores valores de resistência. Nos componentes de produção o tratamento T2 (E+NPK) apresentou maior produtividade. O tratamento T1 (E) apresentou uma produtividade 15% inferior a do tratamento T6 (A+NPK), indicando que o uso do efluente pode ser uma opção econômica onde a indisponibilidade de alguns nutrientes do solo pode ser corrigida com a oferta de nutrientes disponíveis no efluente
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As características químicas e físico-hídricas do solo monitoradas foram: pH, MO, P, K, Na, Ca+2, Mg+2, Fe, Cu, Zn, Mn, PST, RAS, densidade do solo, densidade das partículas, umidade volumétrica e resistência do solo a penetração. Na cultura do feijão ao final do ciclo foram avaliadas as seguintes componentes de produção: vagens por planta, grãos por vagem, peso de 1000 sementes, matéria seca total e produtividade. Ao final do experimento, verificou-se que a qualidade do tipo da água (efluente e água de abastecimento) usada na irrigação, considerando o possível problema de salinização do solo, os resultados mostraram que a água não apresentou nenhuma restrição de uso durante os meses referentes ao primeiro e segundo plantio. No entanto, o efluente apresentou restrições de ligeira a moderado durante os mesmos períodos. 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Os resultados referentes à Percentagem de Sódio Trocável (PST) mostram que, de maneira geral, os tratamentos que tiveram manejo com água (MA) apresentaram valores de PST superiores aos tratamentos manejados com efluente (ME). A adoção do MA foi mais efetiva no aumento da RAS do solo que no ME. O aumento da RAS do solo, verificado em ambos os manejos, foi atribuído ao aumento da concentração de Na+ em relação à de Ca2+ e Mg2+. No que se refere aos micronutrientes no solo, notou-se que as concentrações de Fe Cu, ora aumentou e ora diminuiu. A concentração de Zn aumentou e a de Mn diminuiu. A densidade do solo e das partículas não sofreu interferência dos manejos ME e MA, no entanto a profundidade influenciou de forma discreta a porosidade total do solo. A resistência do solo à penetração foi mais efetiva no ME que no MA, proporcionando menores valores de resistência. Nos componentes de produção o tratamento T2 (E+NPK) apresentou maior produtividade. O tratamento T1 (E) apresentou uma produtividade 15% inferior a do tratamento T6 (A+NPK), indicando que o uso do efluente pode ser uma opção econômica onde a indisponibilidade de alguns nutrientes do solo pode ser corrigida com a oferta de nutrientes disponíveis no efluenteporUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessFeijão caupiLisímetro de drenagemEfluente domésticoIrrigaçãoReúsoEfeitos da fertirrigação com efluente de lagoa de polimento nos atributos do solo e na produção de feijão caupi (Vigna unguiculata (L.) 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Ao final do experimento, verificou-se que a qualidade do tipo da água (efluente e água de abastecimento) usada na irrigação, considerando o possível problema de salinização do solo, os resultados mostraram que a água não apresentou nenhuma restrição de uso durante os meses referentes ao primeiro e segundo plantio. No entanto, o efluente apresentou restrições de ligeira a moderado durante os mesmos períodos. No que se refere aos riscos de redução de infiltração de água no solo, tanto a água como o efluente apresentou grau de restrição severo no inicio do primeiro plantio (Outubro); no restante do plantio, as restrições foram de ligeiro a moderado e severo , respectivamente. No segundo plantio a água teve restrição de ligeira a moderado , enquanto o efluente teve nenhuma restrição . Os valores baixos de RAS, devido às concentrações de Ca+2 e Mg+2, indicam que, tanto a água como o efluente pode ser manejado sem comprometer o solo. 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