Escritas narram histórias de liberdade: as cartas de alforrias de mulheres escravizadas (Pelotas, Rio Grande do Sul, 1850-1888)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Cardoso, Marina Ribeiro
Orientador(a): Vargas, Jonas Moreira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em História
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/16690
Resumo: Na cidade de Pelotas, província do Rio Grande do Sul, 1.936 mulheres conquistaram a carta de alforria entre 1850 e 1888. Algumas delas levaram seus filhos consigo, outras viveram a realidade da separação pela condição jurídica e muitas não tiveram a experiência da maternidade em meio a transição da escravidão para a liberdade. Esta é apenas uma marca da intersecção entre gênero, raça e classe que atravessava a vida das mulheres pretas, pardas, escravizadas e libertas, das quais trato nesta pesquisa. Considerando suas particularidades, esta dissertação trata sobre os caminhos que percorreram para conquistar a liberdade para si e para os seus em uma cidade em que o índice de pessoas em condições de escravidão era bastante alto mesmo nas últimas décadas em que este sistema esteve em vigência no Império. Através da análise do perfil da mulher alforriada em Pelotas dentro deste período foi possível observar como suas características pessoais talvez tenham impactado no processo de suas libertações e, também, como o contexto influenciou nesta questão. Investigando as suas origens, por exemplo, observei que mulheres que nasceram no Brasil (crioulas) conquistaram mais manumissões, mas, em contrapartida, as africanas, sobretudo as minas, lideraram as obtidas por meio do pagamento de algum valor. Já as que eram classificadas com algum ofício e, portanto, ocupavam-se dele em seus cotidianos tinham a possibilidade de apropriar-se destes conhecimentos específicos a seu favor e dos seus. Além de ser um meio de busca por melhores condições de vida após a emancipação. Com isso quero dizer que, em todos os capítulos deste trabalho é considerado que as agências que desempenhavam no interior de uma realidade interseccional, para que pudessem obter a carta de alforria, estava dentro de suas possibilidades e realidades. Objetivando refletir sobre estas questões de forma mais aprofundada, adentro, ainda, nos vestígios deixados pelas escravizadas que “pertenceram” a três dos irmãos Azevedo e Souza – homens da elite pelotense da primeira metade do século XIX. Através deste olhar mais micro foi possível identificar os laços que constituíam e os meios que encontravam para sobreviver, e, no dia a dia do trabalho árduo, construir a possibilidade de obtenção do documento de liberdade.
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spelling 2025-07-23T22:47:38Z2025-07-23T22:47:38Z2025-02-28CARDOSO, Marina Ribeiro. Escritas narram histórias de liberdade: as cartas de alforrias de mulheres escravizadas (Pelotas, Rio Grande do Sul, 1850-1888). 2025. 178 f. Dissertação (Mestrado em História) - Instituto de Ciências Humanas, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/16690Na cidade de Pelotas, província do Rio Grande do Sul, 1.936 mulheres conquistaram a carta de alforria entre 1850 e 1888. Algumas delas levaram seus filhos consigo, outras viveram a realidade da separação pela condição jurídica e muitas não tiveram a experiência da maternidade em meio a transição da escravidão para a liberdade. Esta é apenas uma marca da intersecção entre gênero, raça e classe que atravessava a vida das mulheres pretas, pardas, escravizadas e libertas, das quais trato nesta pesquisa. Considerando suas particularidades, esta dissertação trata sobre os caminhos que percorreram para conquistar a liberdade para si e para os seus em uma cidade em que o índice de pessoas em condições de escravidão era bastante alto mesmo nas últimas décadas em que este sistema esteve em vigência no Império. Através da análise do perfil da mulher alforriada em Pelotas dentro deste período foi possível observar como suas características pessoais talvez tenham impactado no processo de suas libertações e, também, como o contexto influenciou nesta questão. Investigando as suas origens, por exemplo, observei que mulheres que nasceram no Brasil (crioulas) conquistaram mais manumissões, mas, em contrapartida, as africanas, sobretudo as minas, lideraram as obtidas por meio do pagamento de algum valor. Já as que eram classificadas com algum ofício e, portanto, ocupavam-se dele em seus cotidianos tinham a possibilidade de apropriar-se destes conhecimentos específicos a seu favor e dos seus. Além de ser um meio de busca por melhores condições de vida após a emancipação. Com isso quero dizer que, em todos os capítulos deste trabalho é considerado que as agências que desempenhavam no interior de uma realidade interseccional, para que pudessem obter a carta de alforria, estava dentro de suas possibilidades e realidades. Objetivando refletir sobre estas questões de forma mais aprofundada, adentro, ainda, nos vestígios deixados pelas escravizadas que “pertenceram” a três dos irmãos Azevedo e Souza – homens da elite pelotense da primeira metade do século XIX. Através deste olhar mais micro foi possível identificar os laços que constituíam e os meios que encontravam para sobreviver, e, no dia a dia do trabalho árduo, construir a possibilidade de obtenção do documento de liberdade.In the city of Pelotas, province of Rio Grande do Sul, 1,936 women conquered the letter of manumission between 1850 and 1888. Some of them took their children with them, others lived the reality of separation by legal condition and many did not have the experience of maternity in the middle The transition from slavery to freedom. This is just a mark of the intersection between gender, race and class that crossed the lives of black, brown, enslaved and released women, which I treat in this research. Considering its particularities, this dissertation deals with the paths that traveled to gain freedom for themselves and their in a city where the index of people in conditions of slavery was quite high even in the last decades when this system has been effective in the term in Empire. Through the analysis of the profile of the man in the pellets within this period it was possible to observe how their personal characteristics may have impacted in the process of their liberation and, also, how the context influenced this issue. Investigating their origins, for example, I noticed that women who were born in Brazil (Creole) have gained more manressions, but, on the other hand, Africans, especially the mines, led those obtained by paying some amount. Already those that were classified with some craft and therefore dealt with him in their daily lives had the possibility to appropriate these specific knowledge in their favor and their own. In addition to being a means of searching for better living conditions after emancipation. With this I mean that in all chapters of this work it is considered that the agencies they performed within an intersectional reality, so that they could obtain the letter of manumission, was within their possibilities and realities. Aiming to reflect on these issues in a deeper way, even in the traces left by the enslaved who “belonged” to three of the brothers Azevedo and Souza - Pelotense Elite Men of the first half of the nineteenth century. Through this more micro look it was possible to identify the bonds they constituted and the means they found to survive, and, in the daily life of hard work, to build the possibility of obtaining the document of freedom.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em HistóriaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS HUMANASHISTORIAEscravidãoLiberdadeMulheresInterseccionalidadeTrajetóriasSlaveryFreedomWomenIntersectionalityTrajectoriesEscritas narram histórias de liberdade: as cartas de alforrias de mulheres escravizadas (Pelotas, Rio Grande do Sul, 1850-1888)Writings narrate stories of freedom: the manumission letters of enslaved women (Pelotas, Rio Grande do Sul, 1850-1888)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesishttp://lattes.cnpq.br/8899395215972009http://lattes.cnpq.br/6511913807881617Vargas, Jonas MoreiraCardoso, Marina Ribeiroreponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALMarina_Cardoso_Dissertação.pdfMarina_Cardoso_Dissertação.pdfDissertaçãoapplication/pdf3660757http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16690/1/Marina_Cardoso_Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdfd4024fd52685a685befef8c9becfdfddMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81960http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16690/2/license.txta963c7f783e32dba7010280c7b5ea154MD52open accessTEXTMarina_Cardoso_Dissertação.pdf.txtMarina_Cardoso_Dissertação.pdf.txtExtracted texttext/plain463267http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16690/3/Marina_Cardoso_Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf.txt4edee5e272eee426536f6acd7b244df6MD53open accessTHUMBNAILMarina_Cardoso_Dissertação.pdf.jpgMarina_Cardoso_Dissertação.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1297http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16690/4/Marina_Cardoso_Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf.jpg05d4a20433645c035ffb171ca7dd24cbMD54open accessprefix/166902025-07-24 03:00:50.301open accessoai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/16690TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkkgLSBDb20gYSBhcHJlc2VudGHDp8OjbyBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8ocykgYXV0b3IoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIChSSSkgZGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVsb3RhcyAoVUZQZWwpIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCB0cmFkdXppciAKKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIAplIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW87CgpJSSAtIFZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJJIGRhIFVGUGVsIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gCnBhcmEgZmlucyBkZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvOwoKSUlJIC0gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBjb25jb3JkYSBxdWUgbyBSSSBkYSBVRlBlbCBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZGUgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIGZpbnMgZGUgc2VndXJhbsOnYSwgYmFja3VwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo287CgpJViAtIFZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gClZvY8OqIHRhbWLDqW0gZGVjbGFyYSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgbsOjbyBpbmZyaW5nZSBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyAKZGUgbmluZ3XDqW07CgpWIC0gQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBSSSBkYSBVRlBlbCBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhOwoKVkkgLSBDQVNPIEEgUFVCTElDQcOHw4NPIE9SQSBERVBPU0lUQURBIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VCk9VVFJBIE9SR0FOSVpBw4fDg08sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyAKRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETzsKClZJSSAtIE8gUkkgZGEgVUZQZWwgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyAKYXV0b3JhaXMgZGEgcHVibGljYcOnw6NvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufpel.edu.br/oai/requestrippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.bropendoar:2025-07-24T06:00:50Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)false
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