Revisão sistemática de criptococose em animais domésticos e silvestres, isolamento e caracterização de espécies de Cryptococcus não-neoformans e não-gattii de órgãos de Columba livia
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Parasitologia
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
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Resumo: | Cryptococcus spp. é descrito como um fungo basidiomiceto, leveduriforme e sapróbio, causador da criptococose em humanos e animais. Embora, os complexos Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii sejam as espécies mais patogênicas e mais comumente envolvidas na criptococose, nota-se que há um aumento do número de infecções por outras espécies consideradas não comuns ou raras de Cryptococcus. Columba livia desempenha um importante papel na disseminação de C. neoformans através das suas fezes, bem como de espécies atípicas ou não comuns deste fungo. Neste trabalho realizou-se uma revisão sistemática sobre criptococose em animais domésticos e silvestres que se encontra no manuscrito 1. Esta revisão sistemática constatou que o maior número de relatos de criptococose é em espécies de animais domésticos, principalmente felinos. entre as espécies silvestres os ferrets e coalas podem ser considerados importantes sentinelas da presença do fungo no ambiente. Em todas as espécies observa-se a predominância do comprometimento pulmonar ou neurológico e os países com maior número de relatos são Austrália, Brasil, Canadá e Estados Unidos, com prevalência do complexo C. gattii dos tipos VGI e VGII. Adicionalmente, no presente estudo objetivou-se relatar o isolamento de espécies não comuns de Cryptococcus a partir de cérebro, pulmão e intestino de Columba livia capturados em área urbana de um município do sul do Brasil, contemplado no manuscrito 2. Columba livia (n=112) foram capturados e eutanasiados. Cérebro, pulmão e intestino foram analisados e submetidos ao cultivo micológico em agar niger, incubados a 30ºC/10 dias. Dessas amostras, 13 apresentaram crescimento de colônias compatíveis com Cryptococcus spp., porém sem produção de melanina. Ao exame direto com tinta nanquim observou-se leveduras arredondadas a alongadas, com presença de cápsulas evidentes. No teste de CGB, a maioria (92,3%) dos isolados apresentaram reação positiva. A caracterização molecular foi realizada pelo sequenciamento das regiões ITS1 e ITS2 e revelou a identificação de espécies não comuns de Cryptococcus, incluindo Papiliotrema flavescens (n=5), Naganishia diffluens (n=5), Filobasidiella magnum (n=2) e Naganishia randhawai (n=1). Após, amostras de cérebro e pulmão (n=10) foram submetidas a testes de termotolerância em meio Sabouraud nas temperaturas de -20°C, -5°C, 25°C, 37°C, 42°C e 50°C, no qual todos os isolados apresentaram termotolerância. No presente estudo relata-se pela primeira vez o isolamento de espécies não comuns de Cryptococcus de órgãos de Columba livia, ressaltando a importância do Columba livia como possíveis disseminadores de patógenos fúngicos ocasionais ou emergentes, uma vez que as espécies isoladas expressam relevantes fatores de virulência. |
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2024-09-26T15:08:07Z2024-09-262024-09-26T15:08:07Z2021-07-30BERMANN, Carolina dos Santos. Revisão sistemática de criptococose em animais domésticos e silvestres, isolamento e caracterização de espécies de Cryptococcus não-neoformans e não-gattii de órgãos de Columba livia. 2022. 103 f. Dissertação (Mestrado em Microbiologia e Parasitologia) - Instituto de Biologia, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2022.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/14125Cryptococcus spp. é descrito como um fungo basidiomiceto, leveduriforme e sapróbio, causador da criptococose em humanos e animais. Embora, os complexos Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii sejam as espécies mais patogênicas e mais comumente envolvidas na criptococose, nota-se que há um aumento do número de infecções por outras espécies consideradas não comuns ou raras de Cryptococcus. Columba livia desempenha um importante papel na disseminação de C. neoformans através das suas fezes, bem como de espécies atípicas ou não comuns deste fungo. Neste trabalho realizou-se uma revisão sistemática sobre criptococose em animais domésticos e silvestres que se encontra no manuscrito 1. Esta revisão sistemática constatou que o maior número de relatos de criptococose é em espécies de animais domésticos, principalmente felinos. entre as espécies silvestres os ferrets e coalas podem ser considerados importantes sentinelas da presença do fungo no ambiente. Em todas as espécies observa-se a predominância do comprometimento pulmonar ou neurológico e os países com maior número de relatos são Austrália, Brasil, Canadá e Estados Unidos, com prevalência do complexo C. gattii dos tipos VGI e VGII. Adicionalmente, no presente estudo objetivou-se relatar o isolamento de espécies não comuns de Cryptococcus a partir de cérebro, pulmão e intestino de Columba livia capturados em área urbana de um município do sul do Brasil, contemplado no manuscrito 2. Columba livia (n=112) foram capturados e eutanasiados. Cérebro, pulmão e intestino foram analisados e submetidos ao cultivo micológico em agar niger, incubados a 30ºC/10 dias. Dessas amostras, 13 apresentaram crescimento de colônias compatíveis com Cryptococcus spp., porém sem produção de melanina. Ao exame direto com tinta nanquim observou-se leveduras arredondadas a alongadas, com presença de cápsulas evidentes. No teste de CGB, a maioria (92,3%) dos isolados apresentaram reação positiva. A caracterização molecular foi realizada pelo sequenciamento das regiões ITS1 e ITS2 e revelou a identificação de espécies não comuns de Cryptococcus, incluindo Papiliotrema flavescens (n=5), Naganishia diffluens (n=5), Filobasidiella magnum (n=2) e Naganishia randhawai (n=1). Após, amostras de cérebro e pulmão (n=10) foram submetidas a testes de termotolerância em meio Sabouraud nas temperaturas de -20°C, -5°C, 25°C, 37°C, 42°C e 50°C, no qual todos os isolados apresentaram termotolerância. No presente estudo relata-se pela primeira vez o isolamento de espécies não comuns de Cryptococcus de órgãos de Columba livia, ressaltando a importância do Columba livia como possíveis disseminadores de patógenos fúngicos ocasionais ou emergentes, uma vez que as espécies isoladas expressam relevantes fatores de virulência.Cryptococcus spp. is a basidiomycete, yeast-like and saprobic fungus that causes cryptococcosis in humans and animals. Although the Cryptococcus neoformans and Cryptococcus gattii complexes are the most pathogenic species and are most involved in cryptococcosis, it is noted that there is an increase in the number of infections by other species considered uncommon or rare of Cryptococcus. Pigeons play an important role in the dissemination of C. neoformans through their feces, as well as non-common species of this fungus. In this work, a systematic review was carried out on cryptococcosis in domestic and wild animals, found as manuscript 1. This systematic review found that the largest number of reports of cryptococcosis is in domestic animal species, mainly felines. Among the wild species, ferrets and koalas can be considered important sentinels of the presence of the fungus in the environment. In all species, there is a predominance of pulmonary or neurological involvement and the countries with the highest number of reports are Australia, Brazil, Canada and the United States, with a prevalence of the C. gattii complex VGI and VGII types. Additionally, the present study aimed to report the isolation of non-common species of Cryptococcus from the brain, lung and intestine of Columba livia captured in an urban area of a municipality in southern Brazil, included in the manuscript 2. Columbidaes (n=112) were captured and euthanized. Brain, lung and intestine were analyzed and submitted to mycological culture on niger agar, incubated at 30ºC/10 days. Of these samples, 13 showed growth of colonies compatible with Cryptococcus spp., but without melanin production. Upon direct examination with India ink, rounded to elongated yeasts were observed, with the presence of evident capsules. In the CGB test, the majority (12/13) isolates showed a positive reaction. Molecular characterization was performed by sequencing the ITS1 and ITS2 regions and revealed the identification of non-common species of Cryptococcus, including. Papiliotrema flavescens (n=5), Naganishia diffluens (n=5), Filobasidiella magnum (n=2) and Naganishia randhawai (n=1). Afterwards, brain and lung samples (n=10) were subjected to thermotolerance tests in Sabouraud medium at temperatures -20°C, -5°C, 25°C, 37°C, 42°C and 50°C, where all isolates showed thermotolerance. The present study reports for the first time the isolation of non-common species of Cryptococcus from Columba livia organs, highlighting the importance of pigeons as possible disseminators of occasional or emerging fungal pathogens, since the isolated species express relevant virulence factors.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em ParasitologiaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS BIOLOGICASPARASITOLOGIAMICOLOGIAMicoses oportunistasCriptococoseMeningite criptocócicaImunossuprimidosColumbidaesOpportunistic mycosesCryptococcosisCryptococcal meningitisImmunosuppressedColumbidaesRevisão sistemática de criptococose em animais domésticos e silvestres, isolamento e caracterização de espécies de Cryptococcus não-neoformans e não-gattii de órgãos de Columba liviaSystematic review of cryptococcosis in domestic and wild animals, isolation and characterization of non-neoformans and non-gattii Cryptococcus species from Columba livia organsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://lattes.cnpq.br/3276346550872967http://lattes.cnpq.br/3382450720179401Pereira, Daniela Isabel BrayerBermann, Carolina dos Santosreponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALDissertacao_Carolina_Bermann.pdfDissertacao_Carolina_Bermann.pdfapplication/pdf1670628http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/14125/1/Dissertacao_Carolina_Bermann.pdfeadd545a4169a48145600f19a60f4f6dMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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