Chove não molha: associativismo negro e protagonismos femininos em Pelotas - RS
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Antropologia
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/16463 |
Resumo: | Esta tese de doutorado tem como objetivos reconstruir a história do Clube Social Chove Não Molha, sob uma perspectiva antropológica. Refletir sobre os efeitos do cenário histórico e político brasileiro sobre os projetos de associativismo negro adotados pelo clube ao longo do tempo. Discutir as condições diante das quais o associativismo negro surgiu no Brasil, a influência das diversas matrizes discursivas a respeito de raça e gênero se materializaram na forma como essas entidades foram sendo geridas, partindo da época de sua fundação até o momento presente. As diversas formas utilizadas pelas mulheres negras do clube para exercerem o seu protagonismo, em um ambiente bastante conservador e resistente às mudanças. A relação entre os diferentes clubes, negros e brancos da cidade e a negociação continua de fronteiras entre eles.O possível impacto, sobre os clubes sociais negros que os novos discursos sobre relações raciais e gênero, que emergiram a partir da década de 1970, e as reconfigurações de identidade por eles criadas. O espaço clubista como um local de construção de autoestima e valorização da beleza feminina negra, ao longo das diferentes gerações. Por fim, discutir as possíveis razões para a crise enfrentada pelo Chove Não Molha, as razões para o seu esvazamento e as soluções encontradas pelo clube para gerenciar e encontrar novas formas de se fazer presente e atuante na sociedade pelotense. |
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2025-07-07T18:09:52Z2025-07-072025-07-07T18:09:52Z2024-10-01SIQUEIRA, Laís Amélia Ribeiro de. Chove Não Molha: associativismo negro e protagonismos femininos em Pelotas – RS. Orientadora: Rosane Aparecida Rubert. 2024. 199 f. Tese (Doutorado em Antropologia). Instituto de Ciências Humanas, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2024.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/16463Esta tese de doutorado tem como objetivos reconstruir a história do Clube Social Chove Não Molha, sob uma perspectiva antropológica. Refletir sobre os efeitos do cenário histórico e político brasileiro sobre os projetos de associativismo negro adotados pelo clube ao longo do tempo. Discutir as condições diante das quais o associativismo negro surgiu no Brasil, a influência das diversas matrizes discursivas a respeito de raça e gênero se materializaram na forma como essas entidades foram sendo geridas, partindo da época de sua fundação até o momento presente. As diversas formas utilizadas pelas mulheres negras do clube para exercerem o seu protagonismo, em um ambiente bastante conservador e resistente às mudanças. A relação entre os diferentes clubes, negros e brancos da cidade e a negociação continua de fronteiras entre eles.O possível impacto, sobre os clubes sociais negros que os novos discursos sobre relações raciais e gênero, que emergiram a partir da década de 1970, e as reconfigurações de identidade por eles criadas. O espaço clubista como um local de construção de autoestima e valorização da beleza feminina negra, ao longo das diferentes gerações. Por fim, discutir as possíveis razões para a crise enfrentada pelo Chove Não Molha, as razões para o seu esvazamento e as soluções encontradas pelo clube para gerenciar e encontrar novas formas de se fazer presente e atuante na sociedade pelotense.This doctoral thesis aims to reconstruct the Chove Não Molha Club from an anthropological perspective. To reflect on the effects of the Brazilian historical and social scenario about the club Black associativismo over time. To discuss the conditions under which the Black Associativism emerged in Brazil, the influence of the various race and gender discursive matrices materialized in the way these clubs have been managed since their foundation until today. The different ways used by the black women of the club in order to practice their protagonism in a very conservative environment and resistant to change. The relationship between Black and White clubs and their continuous border negotiation. The way the new race and gender discourses of the 1970 decade and the identity reconfiguration they produced affected Black clubs. The Clubs as a place of self-esteem building space and black female beauty appreciation through generations. Finally to discuss the possible reasons of the Chove Não Molha crisis, the reasons for its emptying and the solutions used by the Club to manage and to find new ways to be present and active in Pelotense societyporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em AntropologiaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS AGRARIASADMINISTRACAOAssociativismo negroClubes sociais negrosRaçasMulheres negrasInterseccionalidadeBlack associativismBlack social clubsRaceBlack womenIntersectionalityChove não molha: associativismo negro e protagonismos femininos em Pelotas - RSinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://lattes.cnpq.br/0558812026471595http://lattes.cnpq.br/4603470422404677Aderaldo, Guilhermo Andréhttp://lattes.cnpq.br/1930095497711385Rubert, RosaneSiqueira, Laís Amélia Ribeiro dereponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALLais_Siqueira_Tese.pdfLais_Siqueira_Tese.pdfapplication/pdf3007974http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16463/1/Lais_Siqueira_Tese.pdfebaea8a96a5e999939e125d3b4ca43c0MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-867http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16463/2/license.txtfbd6c74465857056e3ca572d7586661bMD52open accessTEXTLais_Siqueira_Tese.pdf.txtLais_Siqueira_Tese.pdf.txtExtracted texttext/plain497808http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16463/3/Lais_Siqueira_Tese.pdf.txtb60af153f7438483efdf9c8766732002MD53open accessTHUMBNAILLais_Siqueira_Tese.pdf.jpgLais_Siqueira_Tese.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1224http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16463/4/Lais_Siqueira_Tese.pdf.jpg330d54ac615a0c0e3a3b483361c7340bMD54open accessprefix/164632025-07-08 03:01:19.171open accessoai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/16463VG9kb3Mgb3MgaXRlbnMgZGVzc2EgY29tdW5pZGFkZSBzZWd1ZW0gYSBsaWNlbsOnYSBDcmVhdGl2ZSBDb21tb25zLg==Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufpel.edu.br/oai/requestrippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.bropendoar:2025-07-08T06:01:19Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)false |
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