Quando ignorância é força: ética e o vazio da experiência humana em distopias dos séculos XX e XXI
| Ano de defesa: | 2023 |
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Universidade Federal de Pelotas
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Letras
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Resumo: | O presente trabalho tem como objetivo analisar os desdobramentos da ética nos romances distópicos Nós (1924), de Evgeni Zamiátin, Admirável Mundo Novo (1932), de Aldous Huxley, 1984 (1949), de George Orwell, Fahrenheit 451 (1953), de Ray Bradbury, A Parábola do Semeador (1993), de Octavia Butler, Oryx e Crake (2003), O Ano do Dilúvio (2009) e MaddAddão (2013), trilogia de Margaret Atwood, Não me abandone jamais (2005), de Kazuo Ishiguro, e Jogos Vorazes (2008), de Suzanne Collins, fundamentando-se na tese de que, em contextos de distopia, se estabelecem diferentes configurações de crise ética por conta de tensões entre a ideologia de instituições dominantes e a liberdade do sujeito, de modo a se promover a pobreza da experiência como estratégia de manutenção do poder. Para este estudo, partiu-se de uma divisão cronológica do corpus literário entre obras da primeira metade do século vinte e deste ponto adiante, baseando-se nos diferentes contextos políticos, históricos e sociais de publicação que possivelmente influenciaram o gênero literário. O primeiro grupo de obras tem como elemento principal a utopia do totalitarismo resultante de um cenário de pós-guerra, fome, progresso científico, surgimento e ascensão do nazismo; o segundo grupo traz a utopia do transumanismo e do progresso científico capitalista oriundo de um momento em que o capitalismo avança rumo ao neoliberalismo, estando em destaque a marginalização social e a exploração ambiental. A partir de então, realizou-se uma análise dos conceitos de ética trabalhados por diferentes teóricos, de modo a chegar-se ao entendimento de que a ética é o exercício do pensamento sobre as atitudes da conduta humana em prol do respeito e da alteridade. Com base nesse argumento, ao fim deste estudo percebeu-se que em ambos os grupos de distopias há um denominador comum: em qualquer cenário distópico, seja em espaço de Estado totalitário ou Estado descentralizado, os indivíduos são esvaziados de sua subjetividade e preenchidos com uma ideologia moral que controla o experienciar dos sujeitos e que toma o espaço da ética na vida do indivíduo. |
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2024-10-23T15:29:46Z2024-10-23T15:29:46Z2023-07-25BASSO, Eugênia Adamy. Quando ignorância é força: ética e o vazio da experiência humana em distopias dos séculos XX e XXI. 2023. 194f. Tese (Doutorado em Letras) - Programa de Pós-Graduação em Letras, Centro de Letras e Comunicação, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2023.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/14366O presente trabalho tem como objetivo analisar os desdobramentos da ética nos romances distópicos Nós (1924), de Evgeni Zamiátin, Admirável Mundo Novo (1932), de Aldous Huxley, 1984 (1949), de George Orwell, Fahrenheit 451 (1953), de Ray Bradbury, A Parábola do Semeador (1993), de Octavia Butler, Oryx e Crake (2003), O Ano do Dilúvio (2009) e MaddAddão (2013), trilogia de Margaret Atwood, Não me abandone jamais (2005), de Kazuo Ishiguro, e Jogos Vorazes (2008), de Suzanne Collins, fundamentando-se na tese de que, em contextos de distopia, se estabelecem diferentes configurações de crise ética por conta de tensões entre a ideologia de instituições dominantes e a liberdade do sujeito, de modo a se promover a pobreza da experiência como estratégia de manutenção do poder. Para este estudo, partiu-se de uma divisão cronológica do corpus literário entre obras da primeira metade do século vinte e deste ponto adiante, baseando-se nos diferentes contextos políticos, históricos e sociais de publicação que possivelmente influenciaram o gênero literário. O primeiro grupo de obras tem como elemento principal a utopia do totalitarismo resultante de um cenário de pós-guerra, fome, progresso científico, surgimento e ascensão do nazismo; o segundo grupo traz a utopia do transumanismo e do progresso científico capitalista oriundo de um momento em que o capitalismo avança rumo ao neoliberalismo, estando em destaque a marginalização social e a exploração ambiental. A partir de então, realizou-se uma análise dos conceitos de ética trabalhados por diferentes teóricos, de modo a chegar-se ao entendimento de que a ética é o exercício do pensamento sobre as atitudes da conduta humana em prol do respeito e da alteridade. Com base nesse argumento, ao fim deste estudo percebeu-se que em ambos os grupos de distopias há um denominador comum: em qualquer cenário distópico, seja em espaço de Estado totalitário ou Estado descentralizado, os indivíduos são esvaziados de sua subjetividade e preenchidos com uma ideologia moral que controla o experienciar dos sujeitos e que toma o espaço da ética na vida do indivíduo.The present dissertation aims to analyze the paths of ethics in the dystopian novels We (Evgeni Zamyatin), Brave New World (Aldous Huxley), 1984 (George Orwell), Fahrenheit 451 (Ray Bradbury), Parable of the Sower (Octavia Butler), Oryx and Crake, The Year of the Flood and MaddAddam (Margaret Atwood), Never Let Me Go (Kazuo Ishiguro) and The Hunger Games (Suzanne Collins), based on the thesis that, in dystopian contexts, different configurations of ethical crisis are established due to tensions between the ideology of dominant institutions and the subject’s freedom, in order to promote the lack of experience as a strategy for maintaining power. For this study, we started with a chronological division of the literary corpus between dystopian novels from the first half of the twentieth century and from this point forward, based on the different political, historical and social contexts of publication that possibly influenced the literary genre. The first group of novels has as important characteristic the utopia of totalitarianism resulting from a post-war scenario, famine, scientific progress, emergence and rise of Nazism; the second group presents the utopia of transhumanism and capitalist scientific progress arising from a moment when capitalism is advancing towards neoliberalism, with emphasis on social marginalization and environmental exploitation. Thus, some concepts of ethics worked on by different theorists were analyzed in order to arrive at the understanding that ethics is the exercise of thinking about the attitudes of human conduct in favor of respect and alterity. Based on this argument, at the end of this study it was noticed that in both groups of dystopias there is a common aspect: in any dystopian scenario, whether in a space of totalitarian state or in a decentralized state, individuals are emptied of their subjectivity and filled with a moral ideology that controls the experience of subjects and that takes the space of ethics in the individual's life.porUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em LetrasUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessLINGUISTICA, LETRAS E ARTESLETRASÉticaDistopiaExperiênciaIdeologiaSubjetividadeEthicsDystopiaMoralIdeologySubjectivityQuando ignorância é força: ética e o vazio da experiência humana em distopias dos séculos XX e XXIWhen ignorance is strength: ethics and the emptiness of human experience in 20th and 21st century dystopiasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://lattes.cnpq.br/0280439758938183https://orcid.org/0000-0002-3067-7237http://lattes.cnpq.br/9216599540037680Marques, Eduardo Marks deBasso, Eugênia Adamyreponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALTese_Eugênia Adamy Basso.pdfTese_Eugênia Adamy Basso.pdfapplication/pdf8126000http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/14366/1/Tese_Eug%c3%aania%20Adamy%20Basso.pdf46068323c24b0f740c7ba91f81f0fc5fMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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