O si-mesmo na filosofia de Friedrich Nietzsche: uma investigação sobre seus múltiplos sentidos e seu significado
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
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Não Informado pela instituição
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Brasil
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Resumo: | O trabalho de tese de doutorado tem como objetivo investigar os sentidos e o significado do si-mesmo na filosofia de Friedrich Nietzsche. A hipótese principal é de que o si-mesmo comporta uma variedade de sentidos e um significado. Por sentido, entendemos as diversas maneiras pelas quais o si-mesmo é apresentado e por significado o que de fato é representado por meio dessa noção. Pensamos, assim, que o si-mesmo apresenta muitas formas, que podem ser um conceito (“instinto”, “ego”, “grande razão”, “alma”), um termo (“Algo”, “Isso”), uma noção (“providência pessoal”) ou ainda uma expressão (“tornar-te o que é”, “granito de fatum espiritual”). O significado, por sua vez, sempre indica aquilo que é próprio, insuprimível a um determinado indivíduo, a uma tipologia ou uma cultura (como a grega ou a alemã). Ao longo da investigação é possível identificar que o si-mesmo se conecta a um Todo, variável conforme plano ontológico adotado pelo filósofo em diferentes momentos de sua produção filosófica. Inicialmente (1872 até 1876), o Todo corresponde ao Uno-primordial, que funciona como sustentáculo aos impulsos dionisíaco e apolíneo, bem como à Vontade. Em um segundo momento (1878 até 1882) Nietzsche reivindica a “observação psicológica” sobre as paixões e os impulsos, bem como, o questionamento sobre a dicotomia entre altruísmo e egoísmo. Esta em jogo, portanto, a concepção do homem como um ser natural. Nas obras posteriores ao quarto livro de A gaia ciência (1883 até 1888) o Todo corresponde à vontade de poder e à organização hierárquica das forças presentes, tanto naquilo que é próprio, quanto na constituição do mundo. Em outras palavras, as características e os aspectos do si-mesmo vão depender do percurso filosófico de Nietzsche, bem como dos debates com os quais se defronta. É decorrente desse entendimento a organização que adotamos no que diz respeito à estruturação dos capítulos. O primeiro capítulo destina-se às obras que vão de O Nascimento da tragédia, de 1872, até a IV Consideração Extemporânea: Richard Wagner em Bayreuth, de 1876. O segundo capítulo abrange do primeiro volume de Humano, demasiado humano, de 1878, até os quatro primeiros livros de A gaia ciência, de 1882. O terceiro e o quarto capítulos são destinados à abordagem do si-mesmo nas obras que iniciam em 1883, com Assim falou Zaratustra, até as obras finais em 1888. |
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2026-01-05T14:52:21Z2026-01-052026-01-05T14:52:21Z2024-12-16CORRÊA, Paulo Rogério da Rosa. O si-mesmo na filosofia de Friedrich Nietzsche: uma investigação sobre seus múltiplos sentidos e seu significado. Orientador: Luís Rubira. 2024. 227 f. Tese (Doutorado em filosofia) – Instituto de Filosofia, Sociologia e Política, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2024.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/19182O trabalho de tese de doutorado tem como objetivo investigar os sentidos e o significado do si-mesmo na filosofia de Friedrich Nietzsche. A hipótese principal é de que o si-mesmo comporta uma variedade de sentidos e um significado. Por sentido, entendemos as diversas maneiras pelas quais o si-mesmo é apresentado e por significado o que de fato é representado por meio dessa noção. Pensamos, assim, que o si-mesmo apresenta muitas formas, que podem ser um conceito (“instinto”, “ego”, “grande razão”, “alma”), um termo (“Algo”, “Isso”), uma noção (“providência pessoal”) ou ainda uma expressão (“tornar-te o que é”, “granito de fatum espiritual”). O significado, por sua vez, sempre indica aquilo que é próprio, insuprimível a um determinado indivíduo, a uma tipologia ou uma cultura (como a grega ou a alemã). Ao longo da investigação é possível identificar que o si-mesmo se conecta a um Todo, variável conforme plano ontológico adotado pelo filósofo em diferentes momentos de sua produção filosófica. Inicialmente (1872 até 1876), o Todo corresponde ao Uno-primordial, que funciona como sustentáculo aos impulsos dionisíaco e apolíneo, bem como à Vontade. Em um segundo momento (1878 até 1882) Nietzsche reivindica a “observação psicológica” sobre as paixões e os impulsos, bem como, o questionamento sobre a dicotomia entre altruísmo e egoísmo. Esta em jogo, portanto, a concepção do homem como um ser natural. Nas obras posteriores ao quarto livro de A gaia ciência (1883 até 1888) o Todo corresponde à vontade de poder e à organização hierárquica das forças presentes, tanto naquilo que é próprio, quanto na constituição do mundo. Em outras palavras, as características e os aspectos do si-mesmo vão depender do percurso filosófico de Nietzsche, bem como dos debates com os quais se defronta. É decorrente desse entendimento a organização que adotamos no que diz respeito à estruturação dos capítulos. O primeiro capítulo destina-se às obras que vão de O Nascimento da tragédia, de 1872, até a IV Consideração Extemporânea: Richard Wagner em Bayreuth, de 1876. O segundo capítulo abrange do primeiro volume de Humano, demasiado humano, de 1878, até os quatro primeiros livros de A gaia ciência, de 1882. O terceiro e o quarto capítulos são destinados à abordagem do si-mesmo nas obras que iniciam em 1883, com Assim falou Zaratustra, até as obras finais em 1888.The aim of this doctoral thesis is to investigate the meaning and significance of the self in Friedrich Nietzsche's philosophy. The main hypothesis is that the self includes a variety of senses and one meaning. By sense, we mean the various ways in which the self is presented, and by meaning what is actually represented by this notion. We therefore think that the self has many forms, which can be a concept (“instinct”, “ego”, “great reason”, “soul”), a term (“Something”, “It”), a notion (“personal providence”) or even an expression (“to become what it is”, “granite of spiritual fatum”). The meaning, in its turn, always indicates what is proper, insuppressible to a particular individual, typology or culture (such as Greek or German culture). Throughout the investigation, it is possible to identify that the self is connected to a Whole, which varies according to the ontological plan adopted by the philosopher at different moments in his philosophical production. Initially (1872 to 1876), the Whole corresponds to the One-primordial, which acts as a support for the Dionysian and Apollonian impulses, as well as the Will. In a second moment (1878 to 1882), Nietzsche claims ‘psychological observation’ on passions and impulses, as well as questioning the dichotomy between altruism and egoism. The conception of man as a natural being is therefore at stake. In the works after the fourth book of The Gay Science (1883 to 1888), the Whole corresponds to the will to power and the hierarchical organisation of the present forces, both in what it is proper and in the constitution of the world. In other words, the characteristics and aspects of the self will depend on Nietzsche's philosophical journey, as well as the debates he faces. The organisation we adopted with regard to the structure of the chapters stems from this understanding. The first chapter deals with the works from The Birth of Tragedy, 1872, to the Fourth Extemporaneous Consideration: Richard Wagner at Bayreuth, 1876. The second chapter covers the first volume of Human, all too human, from 1878, to the first four books of The Gay Science, from 1882. The third and fourth chapters focus on the approach to the self in the works that begin in 1883, with Thus Spoke Zarathustra, until the final works in 1888.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS HUMANASFILOSOFIAFriedrich NietzscheSi-mesmoSentidosSignificadoSelfSensesMeaningO si-mesmo na filosofia de Friedrich Nietzsche: uma investigação sobre seus múltiplos sentidos e seu significadoThe self in Friedrich Nietzsche's philosophy: an investigation into its multiple senses and meaninginfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttps://orcid.org/0000-0003-0607-8450http://lattes.cnpq.br/6345220848531302https://orcid.org/0000-0002-8454-8211http://lattes.cnpq.br/9798875695341483Rubira, Luis Eduardo XavierCorrêa, Paulo Rogério da Rosareponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALTese_Paulo Rogério da Rosa Corrêa.pdfTese_Paulo Rogério da Rosa Corrêa.pdfapplication/pdf1753031http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/19182/1/Tese_Paulo%20Rog%c3%a9rio%20da%20Rosa%20Corr%c3%aaa.pdfd59bd17c4efe1cbd6ecdd1311734ed8dMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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