Desigualdades em diferentes tipos de atividade física de lazer na adolescência e no início da vida adulta: análises prospectivas na Coorte de Nascimentos de 1993 de Pelotas
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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Resumo: | As desigualdades sociais no Brasil têm raízes históricas profundas e impactam diversos aspectos da vida, incluindo a saúde da população. O acesso à prática de atividade física (AF) de lazer também reflete essas disparidades, sendo influenciado por marcadores sociais como sexo, raça/cor e nível socioeconômico. A interação entre esses marcadores pode intensificar as desigualdades na prática de AF de lazer, tornando fundamental a adoção da abordagem interseccional. Este estudo teve como objetivo descrever as desigualdades demográficas, socioeconômicas e interseccionais relacionadas aos diferentes tipos AF de lazer na adolescência e início da vida adulta, utilizando dados da Coorte de Nascimentos de 1993 de Pelotas, dos acompanhamentos dos 15 e 22 anos. Os tipos de AF de lazer foram avaliados por meio de um questionário contendo uma lista de atividades e classificados como: práticas coletivas, práticas individuais e atividades de academia. Futebol e caminhada também foram analisados separadamente. Os marcadores sociais da diferença foram analisados individualmente e de forma interseccional, considerando sexo, raça/cor e índice de riqueza. Para isso, foram utilizadas medidas de desigualdade relativas e absolutas, incluindo diferenças, razões, Slope Index of Inequality (SII) e Concentration Index (CIX), para comparar os grupos. Resultados: O estudo incluiu 4.325 indivíduos aos 15 anos e 3.800 aos 22 anos. Entre os tipos de AF de lazer, apenas a caminhada aos 15 anos apresentou maior prevalência entre as mulheres (36,1% vs. 25,5%). Em ambas as idades, indivíduos negros tiveram maior participação em práticas coletivas (15 anos: 58,1% vs. 49,5%; 22 anos: 24,8% vs. 20,6%) e no futebol (15 anos: 46,1% vs. 37,6%; 22 anos: 22,8% vs. 18,3%). Além disso, indivíduos do quintil mais rico apresentaram menores prevalências nas práticas coletivas (Q5: 47,5% vs. Q2: 54,7%) e no futebol (Q5: 37,0% vs. Q1: 45,5%) aos 15 anos, porém, aos 22 anos, as menores prevalências foram encontradas entre os mais pobres. Na análise interseccional, homens, brancos, ricos apresentaram as maiores prevalências na maioria dos tipos de AF de lazer, quando comparados às mulheres, negras, do tercil mais pobre. As desigualdades relativas de gênero, raça/cor, índice de riqueza e interseccionalidade aumentaram ao longo do tempo para a maioria das atividades. Observou-se a existência de iniquidades significativas na prática dos diferentes tipos de AF de lazer que se acentuaram da adolescência para a vida adulta. Nossos achados podem contribuir para uma compreensão mais aprofundada dessas disparidades. Além disso, os resultados podem subsidiar o desenvolvimento de políticas públicas de saúde e lazer mais contextualizadas, voltadas para atender às necessidades das populações mais vulnerabilizadas. |
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2025-06-12T14:06:44Z2025-06-12T14:06:44Z2025-02-20FARIAS, Mylena Rocha. Desigualdades em diferentes tipos de atividade física de lazer na adolescência e no início da vida adulta: análises prospectivas na Coorte de Nascimentos de 1993 de Pelotas. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/16087As desigualdades sociais no Brasil têm raízes históricas profundas e impactam diversos aspectos da vida, incluindo a saúde da população. O acesso à prática de atividade física (AF) de lazer também reflete essas disparidades, sendo influenciado por marcadores sociais como sexo, raça/cor e nível socioeconômico. A interação entre esses marcadores pode intensificar as desigualdades na prática de AF de lazer, tornando fundamental a adoção da abordagem interseccional. Este estudo teve como objetivo descrever as desigualdades demográficas, socioeconômicas e interseccionais relacionadas aos diferentes tipos AF de lazer na adolescência e início da vida adulta, utilizando dados da Coorte de Nascimentos de 1993 de Pelotas, dos acompanhamentos dos 15 e 22 anos. Os tipos de AF de lazer foram avaliados por meio de um questionário contendo uma lista de atividades e classificados como: práticas coletivas, práticas individuais e atividades de academia. Futebol e caminhada também foram analisados separadamente. Os marcadores sociais da diferença foram analisados individualmente e de forma interseccional, considerando sexo, raça/cor e índice de riqueza. Para isso, foram utilizadas medidas de desigualdade relativas e absolutas, incluindo diferenças, razões, Slope Index of Inequality (SII) e Concentration Index (CIX), para comparar os grupos. Resultados: O estudo incluiu 4.325 indivíduos aos 15 anos e 3.800 aos 22 anos. Entre os tipos de AF de lazer, apenas a caminhada aos 15 anos apresentou maior prevalência entre as mulheres (36,1% vs. 25,5%). Em ambas as idades, indivíduos negros tiveram maior participação em práticas coletivas (15 anos: 58,1% vs. 49,5%; 22 anos: 24,8% vs. 20,6%) e no futebol (15 anos: 46,1% vs. 37,6%; 22 anos: 22,8% vs. 18,3%). Além disso, indivíduos do quintil mais rico apresentaram menores prevalências nas práticas coletivas (Q5: 47,5% vs. Q2: 54,7%) e no futebol (Q5: 37,0% vs. Q1: 45,5%) aos 15 anos, porém, aos 22 anos, as menores prevalências foram encontradas entre os mais pobres. Na análise interseccional, homens, brancos, ricos apresentaram as maiores prevalências na maioria dos tipos de AF de lazer, quando comparados às mulheres, negras, do tercil mais pobre. As desigualdades relativas de gênero, raça/cor, índice de riqueza e interseccionalidade aumentaram ao longo do tempo para a maioria das atividades. Observou-se a existência de iniquidades significativas na prática dos diferentes tipos de AF de lazer que se acentuaram da adolescência para a vida adulta. Nossos achados podem contribuir para uma compreensão mais aprofundada dessas disparidades. Além disso, os resultados podem subsidiar o desenvolvimento de políticas públicas de saúde e lazer mais contextualizadas, voltadas para atender às necessidades das populações mais vulnerabilizadas.Social inequalities in Brazil have deep historical roots and impact various aspects of life, including population health. Access to leisure-time physical activity (PA) also reflects these disparities, influenced by social markers such as sex, race/skin color, and socioeconomic status. The interaction between these markers can intensify inequalities in leisure-time PA, making adopting an intersectional approach essential. This study aimed to describe demographic, socioeconomic, and intersectional inequalities related to different types of leisure-time PA during adolescence and early adulthood, using data from the 1993 Pelotas Birth Cohort at the 15- and 22-year followups. Leisure-time PA types were assessed through a questionnaire listing activities and classified as collective sports, individual sports, and gym-based activities. Soccer and walking were also analyzed separately. Social markers of difference were examined both individually and intersectionally, considering sex, race/skin color, and wealth index. Relative and absolute inequality measures were used to compare groups, including differences, ratios, the Slope Index of Inequality (SII), and the Concentration Index (CIX). The study included 4,325 individuals at age 15 and 3,800 at age 22. Among leisure-time PA types, walking at age 15 was the only one with a higher prevalence among women (36.1% vs. 25.5%). At both ages, Black individuals had higher participation in collective sports (15 years: 58.1% vs. 49.5%; 22 years: 24.8% vs. 20.6%) and soccer (15 years: 46.1% vs. 37.6%; 22 years: 22.8% vs. 18.3%). Additionally, individuals in the richest quintile showed lower prevalence rates in collective sports (Q5: 47.5% vs. Q2: 54.7%) and soccer (Q5: 37.0% vs. Q1: 45.5%) at age 15. However, by age 22, the lowest prevalence rates were observed among the poorest individuals. In the intersectional analysis, wealthy White men had the highest prevalence in most types of leisure-time physical activity compared to poor Black women. Relative inequalities based on gender, race/skin color, wealth index, and intersectionality increased over time for most activities. Significant inequities in the practice of different types of leisure-time physical activity were observed, becoming more pronounced from adolescence to adulthood. Our findings can contribute to a deeper understanding of these disparities. Furthermore, the results may support the development of more contextualized public health and leisure policies aimed at addressing the needs of the most vulnerable populations.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em EpidemiologiaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS DA SAUDEMEDICINAEPIDEMIOLOGIAEpidemiologiaAtividade física de lazerDesigualdades sociaisMarcadores sociais da diferençaInterseccionalidadeEstudos longitudinaisPhysical activitySocial inequalitiesSocial markers of differenceIntersectionalityLongitudinal studiesDesigualdades em diferentes tipos de atividade física de lazer na adolescência e no início da vida adulta: análises prospectivas na Coorte de Nascimentos de 1993 de PelotasInequalities in Different Types of Leisure-Time Physical Activity in Adolescence and Early Adulthood: prospective analyses in the 1993 Pelotas (Brazil) Birth Cohortinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesishttp://lattes.cnpq.br/3910265303383178http://lattes.cnpq.br/6334217884382382Silva, Bruna Gonçalves Cordeiro daFarias, Mylena Rochareponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALDissertação Mylena Rocha de Farias.pdfDissertação Mylena Rocha de Farias.pdfapplication/pdf2494871http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16087/1/Disserta%c3%a7%c3%a3o%20Mylena%20Rocha%20de%20Farias.pdfe9627caf591324e5e28dd5dc9e1680d2MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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