Memória do estresse em plantas de arroz (BRS-AG) submetidas a estresse recorrente (sal) e cruzado (sal e seca)
| Ano de defesa: | 2021 |
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Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal
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Não Informado pela instituição
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Resumo: | Estresses abióticos estão entre os fatores mais limitantes do crescimento e da produtividade de plantas, sendo a salinidade e o déficit hídrico um dos principais responsáveis por essa limitação. A maioria desses estímulos é transitório e, uma vez passados, as plantas podem se recuperar. No entanto, a recuperação pode não ser completa e ocorrer uma reorganização do metabolismo. Estudos sugerem que o armazenamento de informações sobre um evento de estresse passado pode beneficiar as plantas preparando-as para estímulos recorrentes, ou de naturezas diferentes (cruzados), fenômeno associado à produção de memória em plantas. Alguns mecanismos moleculares que sustentam a memória das plantas já foram elucidados. O primeiro ocorre pelo acúmulo de metabólitos de sinalização ou fatores de transcrição, conhecido como memória fisiológica/molecular, e o segundo mecanismo se refere à memória epigenética. Com isso, objetivou-se com esse trabalho avaliar a estabilidade de dez genes de referência, de modo a identificar os mais adequados para a normalização da transcrição em plantas de arroz, cv. BRS AG, além de, desvendar mecanismos moleculares, bioquímicos, ômicos e fisiológicos associados à memória somática de longo prazo em plantas de arroz submetidas a diferentes condições de estresse recorrente (sal) e estresse cruzado (sal x déficit hídrico). No primeiro estudo, foi demonstrado que em plantas de arroz submetidas a diferentes condições de estresse salino, os genes UBC-E2 e GAPDH podem ser usados como genes normalizadores em folhas, UBQ5 e UBQ10 em bainha, TIP41 e UBQ10 em ráquis e TIP41 e cyclophilin para os grãos em todas as condições testadas. Por outro lado, os genes cyclophilin, β-tubulin, EeF1α e ACT11, não apresentam estabilidade de expressão, não sendo indicados. No segundo estudo foi observado que plantas de arroz, cv. BRS AG, expostas a estresse salino recorrente, apresentam respostas fisiológicas, bioquímicas, moleculares e anatômicas distintas de plantas submetidas à salinidade pela primeira vez, no estádio de enchimento de grãos, ou seja, reagem de forma distinta quanto a capacidade de transportar e utilizar a sacarose nos grãos, e quanto a capacidade de mitigar os efeitos ocasionados pelo estresse salino. No terceiro estudo, observamos que o estresse prévio (sal) altera as respostas transcricionais, fisiológicas e hormonais a um segundo evento com seca em plantas de arroz, relacionado com possíveis respostas de tolerância cruzada de longo prazo. O quarto e último estudo demonstrou que a memória do estresse e tolerância cruzada também podem ser observadas em nível metabólico em folhas de arroz. Os resultados dos quatro estudos permitiram novos insights sobre os mecanismos de memória e/ou tolerância cruzada em plantas de arroz, além de uma melhor compreensão dos processos envolvidos na tolerância à seca e à salinidade. |
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2026-02-10T10:51:47Z2026-02-10T10:51:47Z2021-05-14ROSSATTO, Tatiana. Memória do estresse em plantas de arroz (BRS-AG) submetidas a estresse recorrente (sal) e cruzado (sal e seca) 2021. 186f. Tese (Doutorado em Fisiologia Vegetal) – Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal, Instituto de Biologia, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2021.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/19641Estresses abióticos estão entre os fatores mais limitantes do crescimento e da produtividade de plantas, sendo a salinidade e o déficit hídrico um dos principais responsáveis por essa limitação. A maioria desses estímulos é transitório e, uma vez passados, as plantas podem se recuperar. No entanto, a recuperação pode não ser completa e ocorrer uma reorganização do metabolismo. Estudos sugerem que o armazenamento de informações sobre um evento de estresse passado pode beneficiar as plantas preparando-as para estímulos recorrentes, ou de naturezas diferentes (cruzados), fenômeno associado à produção de memória em plantas. Alguns mecanismos moleculares que sustentam a memória das plantas já foram elucidados. O primeiro ocorre pelo acúmulo de metabólitos de sinalização ou fatores de transcrição, conhecido como memória fisiológica/molecular, e o segundo mecanismo se refere à memória epigenética. Com isso, objetivou-se com esse trabalho avaliar a estabilidade de dez genes de referência, de modo a identificar os mais adequados para a normalização da transcrição em plantas de arroz, cv. BRS AG, além de, desvendar mecanismos moleculares, bioquímicos, ômicos e fisiológicos associados à memória somática de longo prazo em plantas de arroz submetidas a diferentes condições de estresse recorrente (sal) e estresse cruzado (sal x déficit hídrico). No primeiro estudo, foi demonstrado que em plantas de arroz submetidas a diferentes condições de estresse salino, os genes UBC-E2 e GAPDH podem ser usados como genes normalizadores em folhas, UBQ5 e UBQ10 em bainha, TIP41 e UBQ10 em ráquis e TIP41 e cyclophilin para os grãos em todas as condições testadas. Por outro lado, os genes cyclophilin, β-tubulin, EeF1α e ACT11, não apresentam estabilidade de expressão, não sendo indicados. No segundo estudo foi observado que plantas de arroz, cv. BRS AG, expostas a estresse salino recorrente, apresentam respostas fisiológicas, bioquímicas, moleculares e anatômicas distintas de plantas submetidas à salinidade pela primeira vez, no estádio de enchimento de grãos, ou seja, reagem de forma distinta quanto a capacidade de transportar e utilizar a sacarose nos grãos, e quanto a capacidade de mitigar os efeitos ocasionados pelo estresse salino. No terceiro estudo, observamos que o estresse prévio (sal) altera as respostas transcricionais, fisiológicas e hormonais a um segundo evento com seca em plantas de arroz, relacionado com possíveis respostas de tolerância cruzada de longo prazo. O quarto e último estudo demonstrou que a memória do estresse e tolerância cruzada também podem ser observadas em nível metabólico em folhas de arroz. Os resultados dos quatro estudos permitiram novos insights sobre os mecanismos de memória e/ou tolerância cruzada em plantas de arroz, além de uma melhor compreensão dos processos envolvidos na tolerância à seca e à salinidade.Abiotic stresses are among the most limiting factors of plant growth and productivity, being salinity and water deficit the main factors responsible for this limitation. Most of these stimuli are transient and, once passed, the plants can recover. However, recovery may not be complete and metabolism may be reorganized. Studies suggest that storing information about a past stress event can benefit plants by preparing them for recurrent or different (crossover) stimuli, a phenomenon associated with the production of memory in plants. Some molecular mechanisms that support the plants memory have already been elucidated. The first is the accumulation of signaling metabolites or transcription factors, known as physiological/molecular memory, and the second mechanism refers to epigenetic memory. The aims of this work was to evaluate the stability of ten reference genes, in order to identify the most suitable for the normalization of transcription in rice plants, cv. BRS AG, submitted to different salt stress conditions, besides the present study focused on the discovery of, molecular, biochemical, omic and physiological mechanisms associated with long-term somatic memory in rice plants submitted to different conditions of recurrent salt stress and cross stress (salt x drought). In the first study, it was demonstrated that in rice plants subjected to different salt stress conditions, the UBC-E2 and GAPDH genes can be used as normalizing genes in leaves, UBQ5 and UBQ10 in sheaths, TIP41 and UBQ10 in rachis and TIP41 and cyclophilin for grains in all conditions tested. On the other hand, the cyclophilin, β-tubulin, EeF1α and ACT11 genes, showed no stability expression, and they are not indicated. In the second study it was observed that rice plants, cv. BRS AG, exposed to recurrent salt stress present different physiological, biochemical, molecular and anatomical responses of plants submitted to salinity for the first time in the grain filling stage, that is, they react differently in terms of the ability to transport and use sucrose in the grains, and the ability to mitigate the effects caused by salt stress. In the third study, we observed that previous stress (salt) alters transcriptional, physiological and hormonal responses to a second drought event in rice plants, related to possible long-term cross-tolerance responses. The fourth and final study demonstrated that the memory of stress and cross-tolerance can also be observed at a metabolic level in rice leaves. The results of the four studies allowed new insights into memory mechanisms and/or cross-tolerance in rice plants, as well as a better understanding of the processes involved in the tolerance to salinity and drought stress.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em Fisiologia VegetalUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS BIOLOGICASBOTANICAFISIOLOGIA VEGETALEstresse abióticoFonte-drenoHormôniosMetabolômicaOryza sativa (L)Tolerância cruzadaAbiotic stressCross-stress toleranceHormonesMetabolomicsSource-sinkMemória do estresse em plantas de arroz (BRS-AG) submetidas a estresse recorrente (sal) e cruzado (sal e seca)Stress memory in rice plants (BRS-AG) subjected to recurrent (salt) and cross stress (salt and drought)Memória do estresse em plantas de arroz (BRS-AG) submetidas a estresse recorrente (sal) e cruzado (sal e déficit hídrico)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://lattes.cnpq.br/1646646531625782http://lattes.cnpq.br/7705049074927773Souza, Gustavo Maiahttp://lattes.cnpq.br/3664441705741783Pinto, Luciano da Silvahttp://lattes.cnpq.br/3819262588755487Braga, Eugenia Jacira BolacelPollmann, StephanNão localizado.Rossatto, Tatianareponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALTese_Tatiana Rossatto.pdfTese_Tatiana Rossatto.pdfapplication/pdf5734451http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/19641/1/Tese_Tatiana%20Rossatto.pdf291689269a082ab390531bb9e6da9134MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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