Estudo sobre a influência da topografia na estática e dinâmica da molhabilidade de superfícies hidrofóbicas e superhidrofóbicas
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Universidade Federal de Pelotas
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Física
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
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Resumo: | Este estudo busca expandir o entendimento sobre a influência da topografia na molhabilidade de superfícies, visando principalmente, compreender os critérios de obtenção do caráter superhidrofóbico. Superfícies são consideradas superhidrofóbicas quando o ângulo de contato com a água é maior ou igual que 150° e a histerese é menor ou igual que 10°. Quando essas duas condições são satisfeitas, as superfícies apresentam grande repelência à água. Superfícies desse tipo apresentam propriedades interessantes, como autolimpeza, anticorrosão, anticontaminação, entre outras. Conhecer os critérios topográficos necessários para alcançar a superhidrofobicidade é essencial para modelar e diminuir o custo de produção dessas superfícies. Com esse objetivo, propomos aqui um modelo teórico original, que relaciona o ângulo de contato com o valor quadrático médio (do inglês “root mean square” - r.m.s.) da declividade das estruturas superficiais. Além disso, também temos como objetivo correlacionar o ângulo de contato estático e a histerese do ângulo de contato com a declividade r.m.s.. Assim, propomos a declividade r.m.s. como o critério topográfico para obtenção do alto ângulo de contato e da baixa histerese, que são os fatores que proporcionam a superhidrofobicidade. A fim de corroborar experimentalmente o modelo teórico proposto, foram utilizadas superfícies hidrofóbicas e superhidrofóbicas, com rugosidade graduada de alumina. O método sol gel foi escolhido para síntese da solução de alumina que, posteriormente, foi utilizada para formação de filmes finos transparentes, depositados sobre substratos de vidro via deposição por imersão. As rugosidades graduadas das superfícies foram obtidas através de desbastamento químico com água fervente, realizados com diferentes tempos de exposição (t= 0 s, 6 s, 10 s, 16 s, 32 s, 64 s, 128 s e 512 s). A baixa energia de superfície foi obtida através da funcionalização com o surfactante Dynasylan F-8815, fornecido pela empresa Evonik. A composição química superficial foi mantida a mesma para todas as amostras, com o objetivo de analisar a real contribuição da topografia na obtenção da superhidrofobicidade. A caracterização da composição química foi realizada através da medida de espalhamento de fotoelétrons excitados por raios X . As informações sobre a topografia da superfície foram obtidas através de medidas de microscopia eletrônica de varredura e microscopia de força atômica . A molhabilidade estática foi aferida através da medida do ângulo de contato, utilizando o método da gota séssil com volume contante, enquanto a molhabilidade dinâmica foi aferida através da histerese, usando o método da gota séssil com volume variável. Foi possível observar, que de modo geral, o ângulo de contato tende a aumentar com o aumento do tempo de exposição ao desbastamento químico, bem como a rugosidade r.m.s. e, consequentemente, a declividade r.m.s. das estruturas superficiais. O critério estático para obtenção da superhidrofobicidade foi alcançado para as amostras expostas ao desbastamento por 16 s, 32 s, 64s, 128 s e 512 s (dentro da margem de erro). Porém, o critério dinâmico foi obtido apenas para alguns volumes da gota depositada na amostra desbastada por 128 s e na totalidade do volume medido para a amostra desbastada por 512 s. Também, foi possível observar uma tendência de redução linear da histerese da superfície com relação ao volume da gota de água depositada sobre ela. A correlação entre topografia e molhabilidade foi realizada, onde o ângulo de contato foi descrito em termos da declividade r.m.s. e o modelo proposto apresentou comportamento similar dos pontos experimentais. Dessa forma, definimos um valor crítico de declividade, σSH = 2, 71, para o qual a superfície será superhidrofóbica, para qualquer volume de gota depositada sobre ela. Além disso, foi possível definir a transição dos estados de molhabilidade de Wenzel para Cassie, corroborando o resultado da literatura. |
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2025-11-25T09:04:54Z2025-11-25T09:04:54Z2023-03-23Schiavon, Caroline Schmechel. Estudo sobre a influência da topografia na estática e dinâmica da molhabilidade de superfícies hidrofóbicas e superhidrofóbicas. 2023. 134 f. Tese (Doutorado em Física) - Programa de Pós-Graduação em Física, Instituto de Física e Matemática, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2023.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/18654Este estudo busca expandir o entendimento sobre a influência da topografia na molhabilidade de superfícies, visando principalmente, compreender os critérios de obtenção do caráter superhidrofóbico. Superfícies são consideradas superhidrofóbicas quando o ângulo de contato com a água é maior ou igual que 150° e a histerese é menor ou igual que 10°. Quando essas duas condições são satisfeitas, as superfícies apresentam grande repelência à água. Superfícies desse tipo apresentam propriedades interessantes, como autolimpeza, anticorrosão, anticontaminação, entre outras. Conhecer os critérios topográficos necessários para alcançar a superhidrofobicidade é essencial para modelar e diminuir o custo de produção dessas superfícies. Com esse objetivo, propomos aqui um modelo teórico original, que relaciona o ângulo de contato com o valor quadrático médio (do inglês “root mean square” - r.m.s.) da declividade das estruturas superficiais. Além disso, também temos como objetivo correlacionar o ângulo de contato estático e a histerese do ângulo de contato com a declividade r.m.s.. Assim, propomos a declividade r.m.s. como o critério topográfico para obtenção do alto ângulo de contato e da baixa histerese, que são os fatores que proporcionam a superhidrofobicidade. A fim de corroborar experimentalmente o modelo teórico proposto, foram utilizadas superfícies hidrofóbicas e superhidrofóbicas, com rugosidade graduada de alumina. 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As informações sobre a topografia da superfície foram obtidas através de medidas de microscopia eletrônica de varredura e microscopia de força atômica . A molhabilidade estática foi aferida através da medida do ângulo de contato, utilizando o método da gota séssil com volume contante, enquanto a molhabilidade dinâmica foi aferida através da histerese, usando o método da gota séssil com volume variável. Foi possível observar, que de modo geral, o ângulo de contato tende a aumentar com o aumento do tempo de exposição ao desbastamento químico, bem como a rugosidade r.m.s. e, consequentemente, a declividade r.m.s. das estruturas superficiais. O critério estático para obtenção da superhidrofobicidade foi alcançado para as amostras expostas ao desbastamento por 16 s, 32 s, 64s, 128 s e 512 s (dentro da margem de erro). Porém, o critério dinâmico foi obtido apenas para alguns volumes da gota depositada na amostra desbastada por 128 s e na totalidade do volume medido para a amostra desbastada por 512 s. Também, foi possível observar uma tendência de redução linear da histerese da superfície com relação ao volume da gota de água depositada sobre ela. A correlação entre topografia e molhabilidade foi realizada, onde o ângulo de contato foi descrito em termos da declividade r.m.s. e o modelo proposto apresentou comportamento similar dos pontos experimentais. Dessa forma, definimos um valor crítico de declividade, σSH = 2, 71, para o qual a superfície será superhidrofóbica, para qualquer volume de gota depositada sobre ela. Além disso, foi possível definir a transição dos estados de molhabilidade de Wenzel para Cassie, corroborando o resultado da literatura.This study seeks to expand the understanding about influence of topography on wettability surfaces, mainly in order to comprehend criteria for obtaining the superhydrophobic character. Surfaces are superhydrophobic when the contact angle with water is equal to or larger than 150° and the hysteresis is equal to or less than 10°. When these conditions are satisfied, the surfaces are highly water repellent. There are interesting properties on this kind of surface, as self- cleaning, anti-corrosion, anti-contamination, among others. It is essential to know the necessary topographic criteria to model and to reduce the producing cost of these surfaces. With this objective, we propose here an original theoretical model that relates the contact angle with the r.m.s slope of surface structures. Moreover, this work also aims to correlate the hysteresis with the r.m.s. slope. Therefore, the r.m.s. slope is proposed as a topographic criterion to obtain a high contact angle value and a low hysteresis value, these are the factors that provide superhydrophobicity. In order to experimentally corroborate the proposed theoretical model, hydrophobic and superhydrophobic surfaces with graded alumina roughness were made. The alumina solution was obtained using the sol-gel method, later it was used to form transparent thin films, deposited on glass substrates using dip-coating technique. Chemical etching with boiling water was used to obtain graded roughness surfaces, using different exposure times (t= 0 s, 6 s, 10 s, 16 s, 32 s, 64 s, 128 s and 512 s). The surfactant Dynasylan F-8815, supplied by the Evonik company, was used to functionalize the surface and obtain low surface energy. The surface chemical composition was the same for all samples, in order to analyze the real topographic contribution in achieving superhydrophobicity. The characterization of the chemical composition was carried out using X-ray photoelectron spectroscopy. Information about surface topography was obtained by scanning electron microscopy and atomic force microscopy. The analysis of wettability surface was performed by static criterion, measure of contact angle from sessile drop method and dynamic criterion, measurement of hysteresis from volume variation. So far, it has been possible to observe that, in general, the contact angle tends to increase with time of exposure to chemical etching, even as the r.m.s. roughness and, consequently, in the r.m.s. slope of the surface structures. The static criterion to obtain the superhydrophobicity was successful for samples with etching time of 16 s, 32 s, 64 s, 128 s and 512 s (within the margin of error). However, the dynamic criterion was reached for just some volumes of the droplet deposited in the sample with etching time of 128 s and the entire volume measured for the sample with etching time of 512s. Furthermore, it was possible to observe that the hysteresis tends to vary linearly with the volume of the water droplet deposited on the surface. The correlation between topography and wettability was performed, where the contact angle was described in terms of the slope r.m.s. and the proposed model presented the same behavior as the experimental points. In this way, we define a critical slope value, σ = 2.71, for which the surface will be superhydrophobic, for any volume of droplet deposited on it. In addition, it was possible to define the transition from Wenzel to Cassie wettability states, corroborating the literature result.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em FísicaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS EXATAS E DA TERRAFISICASuperhidrofobicidadeTopografiaMolhabilidadeÂngulo de contatoHistereseSuperhidrophobicityTopographyWettabilityContact angleEstudo sobre a influência da topografia na estática e dinâmica da molhabilidade de superfícies hidrofóbicas e superhidrofóbicasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttps://orcid.org/0000-0001-5964-1468http://lattes.cnpq.br/8199701906870054https://orcid.org/0000-0002-8356-6100http://lattes.cnpq.br/5842066005098780Jardim, Pedro Lovato GomesSchiavon, Caroline Schmechelreponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALTese_CAROLINE SCHMECHEL SCHIAVON.pdfTese_CAROLINE SCHMECHEL SCHIAVON.pdfapplication/pdf21546620http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18654/1/Tese_CAROLINE%20SCHMECHEL%20SCHIAVON.pdfcffa74b44fca7401222a8d08db3b0722MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-867http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18654/2/license.txtfbd6c74465857056e3ca572d7586661bMD52open accessTEXTTese_CAROLINE SCHMECHEL SCHIAVON.pdf.txtTese_CAROLINE SCHMECHEL SCHIAVON.pdf.txtExtracted texttext/plain300663http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18654/3/Tese_CAROLINE%20SCHMECHEL%20SCHIAVON.pdf.txt57995db5d7c7279b66768fa9a8287229MD53open accessTHUMBNAILTese_CAROLINE SCHMECHEL SCHIAVON.pdf.jpgTese_CAROLINE SCHMECHEL SCHIAVON.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1421http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18654/4/Tese_CAROLINE%20SCHMECHEL%20SCHIAVON.pdf.jpg4474356464a9b35a30af0bb0c539e79eMD54open accessprefix/186542025-11-26 03:00:48.638open accessoai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/18654VG9kb3Mgb3MgaXRlbnMgZGVzc2EgY29tdW5pZGFkZSBzZWd1ZW0gYSBsaWNlbsOnYSBDcmVhdGl2ZSBDb21tb25zLg==Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufpel.edu.br/oai/requestrippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.bropendoar:2025-11-26T06:00:48Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)false |
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