Fauna parasitária de animais silvestres no Sul do Brasil: epidemiologia e identificação molecular

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Lignon, Julia Somavilla
Orientador(a): Bruhn, Fábio Raphael Pascoti
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Veterinária
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/17074
Resumo: Os animais silvestres podem ser hospedeiros e/ou reservatórios de diversas doenças parasitárias, incluindo as zoonóticas, com potencial impacto significativo na saúde pública e na conservação das espécies. Nesse sentido, objetivou-se pesquisar e identificar a fauna parasitária de animais silvestres na microrregião de Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul, Brasil. Para tanto, carcaças de animais silvestres atropelados foram coletadas em rodovias da região e submetidas a necropsias. Fragmentos de tecidos foram amostrados e seu DNA foi extraído. Endo e ectoparasitos foram coletados e identificados morfologicamente e molecularmente. Amostras de fezes também foram analisadas através das técnicas de Centrífugo Flutuação com Sulfato de Zinco, Sedimentação Espontânea e Esporulação de Oocistos. Percebeu-se que 87,80% dos animais coletados estavam infectados por helmintos, 51,21% infestados por ectoparasitos e 48,78% foram afetados por ambos os tipos de parasitos. Ainda, em 69,5% das amostras de fezes, encontramos ovos de helmintos e/ou cistos/oocistos de protozoários e 64,9% das amostras positivas estavam parasitadas por pelo menos um morfogrupo com agentes zoonótico. Também não foram detectadas evidências da presença do DNA de Leishmania spp. nos animais alvo na região estudada. Em contrapartida, novos registros da fauna parasitária foram identificados como os primeiros registros de Hydatigera taeniaeformis e Ancylostoma caninum infectando Leopardus geoffroyi em todo o mundo; E primeiros registros da ocorrência de Contracaecum australe infectando Phalacrocorax brasilianus e Rhipicephalus microplus infestando Ozotoceros bezoarticus, ambos no sul do Brasil. As novas informações contribuem para o conhecimento sobre a fauna parasitária de animais silvestres no Sul do Brasil e ao redor do mundo, e indicam a necessidade de estudos epidemiológicos contínuos acerca do tema nesse grupo de hospedeiros. Essa investigação é crucial para o bem-estar e conservação de animais selvagens, populações domésticas e humanos.
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Amostras de fezes também foram analisadas através das técnicas de Centrífugo Flutuação com Sulfato de Zinco, Sedimentação Espontânea e Esporulação de Oocistos. Percebeu-se que 87,80% dos animais coletados estavam infectados por helmintos, 51,21% infestados por ectoparasitos e 48,78% foram afetados por ambos os tipos de parasitos. Ainda, em 69,5% das amostras de fezes, encontramos ovos de helmintos e/ou cistos/oocistos de protozoários e 64,9% das amostras positivas estavam parasitadas por pelo menos um morfogrupo com agentes zoonótico. Também não foram detectadas evidências da presença do DNA de Leishmania spp. nos animais alvo na região estudada. 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In this sense, the objective was to research and identify the parasitic fauna of wild animals in the microregion of Pelotas, in the south of Rio Grande do Sul, Brazil. For this purpose, carcasses of wild animals run over were collected on highways in the region and submitted to necropsies. Tissue fragments were sampled, and their DNA was extracted. Endo- and ectoparasites were collected and identified morphologically and molecularly. Fecal samples were also analyzedusing the techniques of Centrifugal Flotation with Zinc Sulfate, Spontaneous Sedimentation and Oocyst Sporulation. It was observed that 87.80% of the animals collected were infected by helminths, 51.21% were infested by ectoparasites and 48.78% were affected by both types of parasites. Furthermore, in 69.5% of the fecal samples, we found helminth eggs and/or protozoan cysts/oocysts and 64.9% of the positive samples were parasitized by at least one morphogroup with zoonotic agents. Also, no evidence of the presence of Leishmania spp. DNA was detected in the target animals in the studied region. On the other hand, new records of parasitic fauna were identified such as the first records of Hydatigera taeniaeformis and Ancylostoma caninum infecting Leopardus geoffroyi worldwide; These are the first records of the occurrence of Contracaecum australe infecting Phalacrocorax brasilianus and Rhipicephalus microplus infesting Ozotoceros bezoarticus, both in southern Brazil. The new information contributes to the knowledge about the parasitic fauna of wild animals in southern Brazil and around the world and indicates the need for continued epidemiological studies on the subject in this group of hosts. Such research is crucial for the well-being and conservation of wild animals, domestic populations, and humans.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em VeterináriaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS AGRARIASMEDICINA VETERINARIAEpidemiologiaEctoparasitosEndoparasitosSaúde únicaFauna silvestreEpidemiologyEctoparasitesEndoparasitesOne HealthWildlifeFauna parasitária de animais silvestres no Sul do Brasil: epidemiologia e identificação molecularParasitic fauna of wild animals in Southern Brazil: epidemiology and molecular identificationinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttps://orcid.org/0000-0003-1207-8190http://lattes.cnpq.br/8122530809699503https://orcid.org/0000-0002-4191-965Xhttp://lattes.cnpq.br/6027763770110766Pinto, Diego Moscarellihttp://lattes.cnpq.br/4523118042430328Monteiro, Silvia Gonzalezhttp://lattes.cnpq.br/3762606653182779Bruhn, Fábio Raphael PascotiLignon, Julia Somavillareponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALTese_Julia_Somavilla_Lignon.pdfTese_Julia_Somavilla_Lignon.pdfapplication/pdf3254113http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/17074/1/Tese_Julia_Somavilla_Lignon.pdf61b723acaab4dabd6baa3ed8001f5b7eMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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