Desenvolvimento cognitivo na infância e cárie dentária aos 5 e 12 anos: um estudo na coorte de nascimentos de 2004

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Costa, Francine dos Santos
Orientador(a): Demarco, Flávio Fernando
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia
Departamento: Faculdade de Medicina
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
QI
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/9715
Resumo: Apesar de ter sido observado declínio na ocorrência da cárie dentária, as altas prevalências da doença configuram um importante problema de saúde pública. A cárie dentária distribui se de forma desigual na população, gera custos substanciais aos sistemas de saúde e impacta a qualidade de vida relacionada à saúde bucal. Por ser uma doença comportamental e passível de prevenção, é importante que se investigue fatores que no início da vida possam predizer ou explicar a sua ocorrência. Neste sentido, o objetivo desta tese foi investigar se a estimulação cognitiva da criança no início da vida pode ser um preditor de cárie aos 5 anos, além de identificar se há associação causal entre a habilidade cognitiva da criança aos 6 anos com a ocorrência de cárie dentária na adolescência precoce. A tese foi desenvolvida através de revisão crítica da literatura e formulação de hipótese, que deu origem ao primeiro artigo. Os artigos originais foram desenvolvidos com dados coletados na coorte de nascimentos de 2004 de Pelotas. Foram utilizados dados dos acompanhamentos perinatal, 24 meses, 48 meses e seis anos da coorte completa e dados aos 5 e 12-13 anos dos acompanhamentos de saúde bucal. O primeiro artigo desta tese discutiu os possíveis caminhos para explicar como a estimulação da criança no início da vida poderia estar associada à saúde bucal no futuro, sob a perspectiva de duas teorias do ciclo vital: cadeira de risco e acúmulo de risco. Neste artigo foi possível observar que as evidências parecem convergir para a ideia de que a estimulação infantil no início da vida pode estar associada a futuros problemas de saúde relacionados a comportamentos e cuidados dos pais, incluindo cárie. Nos artigos originais observou-se que crianças com menor estimulação tiveram odds 1,39 vezes maior de avançar uma categoria de comportamentos de risco à saúde bucal, comparados aqueles sem comportamentos não saudáveis (OR 1,39 IC95% 1,05-1,84). A prevalência de cárie dentária foi de 48,3% aos 5 anos e 41,2% das crianças neste acompanhamento apresentavam dois ou mais dentes cariados. Em relação à estimulação da criança e cárie dentária aos 5 anos, não houve associação após ajuste para fatores de confusão, refutando a hipótese do artigo de revisão. Por fim, observou-se que a prevalência de cárie dentária aos 12-13 anos foi de 39,6% e 26% apresentaram dentes cariados. A média de QI nessa população aos seis anos foi de 80,6. Após o ajuste para possíveis variáveis de confusão, o QI permaneceu associado à experiência de cárie dentária e presença de superfícies cariadas. As análises de mediação mostraram que o QI mediou a associação entre a educação materna e a ocorrência de dentes cariados.
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Neste sentido, o objetivo desta tese foi investigar se a estimulação cognitiva da criança no início da vida pode ser um preditor de cárie aos 5 anos, além de identificar se há associação causal entre a habilidade cognitiva da criança aos 6 anos com a ocorrência de cárie dentária na adolescência precoce. A tese foi desenvolvida através de revisão crítica da literatura e formulação de hipótese, que deu origem ao primeiro artigo. Os artigos originais foram desenvolvidos com dados coletados na coorte de nascimentos de 2004 de Pelotas. Foram utilizados dados dos acompanhamentos perinatal, 24 meses, 48 meses e seis anos da coorte completa e dados aos 5 e 12-13 anos dos acompanhamentos de saúde bucal. O primeiro artigo desta tese discutiu os possíveis caminhos para explicar como a estimulação da criança no início da vida poderia estar associada à saúde bucal no futuro, sob a perspectiva de duas teorias do ciclo vital: cadeira de risco e acúmulo de risco. Neste artigo foi possível observar que as evidências parecem convergir para a ideia de que a estimulação infantil no início da vida pode estar associada a futuros problemas de saúde relacionados a comportamentos e cuidados dos pais, incluindo cárie. Nos artigos originais observou-se que crianças com menor estimulação tiveram odds 1,39 vezes maior de avançar uma categoria de comportamentos de risco à saúde bucal, comparados aqueles sem comportamentos não saudáveis (OR 1,39 IC95% 1,05-1,84). A prevalência de cárie dentária foi de 48,3% aos 5 anos e 41,2% das crianças neste acompanhamento apresentavam dois ou mais dentes cariados. Em relação à estimulação da criança e cárie dentária aos 5 anos, não houve associação após ajuste para fatores de confusão, refutando a hipótese do artigo de revisão. Por fim, observou-se que a prevalência de cárie dentária aos 12-13 anos foi de 39,6% e 26% apresentaram dentes cariados. A média de QI nessa população aos seis anos foi de 80,6. Após o ajuste para possíveis variáveis de confusão, o QI permaneceu associado à experiência de cárie dentária e presença de superfícies cariadas. As análises de mediação mostraram que o QI mediou a associação entre a educação materna e a ocorrência de dentes cariados.Despite a decline in the occurrence of dental caries, the high prevalence of the disease is an important public health problem. Dental caries is unevenly distributed in the population, generates substantial costs to health systems and impacts the quality of life related to oral health. As it is a behavioral and preventable disease, it is important to investigate factors that early in life can predict or explain its occurrence. In this sense, the objective of this thesis was to investigate whether the child's cognitive stimulation early in life can be a predictor of caries at 5 years of age, in addition to identifying whether there is a causal association between the child's cognitive ability at 6 years of age with the occurrence of caries dentistry in early adolescence. The thesis was developed through a critical review of the literature and hypothesis formulation, which gave rise to the first article. The original articles were developed with data collected in the 2004 birth cohort in Pelotas. Data from perinatal follow ups, 24 months, 48 months and six years of the complete cohort were used and data at 5 and 12-13 years of oral health follow-up. The first article of this thesis discussed the possible ways to explain how stimulation of children in early life could be associated with oral health in the future, under the perspective of two theories of the life cycle: risk chair and risk accumulation. In this article, it was observed that the evidence seems to converge to the idea that early childhood stimulation may be associated with future health problems related to parental behavior and care, including caries. In the original articles it was observed that children with less stimulation had 1.39 times greater odds of advancing a category of risk behaviors to oral health, compared to those without unhealthy behaviors (OR 1.39 95% CI 1.05-1.84). The prevalence of dental caries was 48.3% at 5 years of age and 41.2% of children in this follow-up had two or more decayed teeth. Regarding stimulation of the child and dental caries at 5 years of age, there was no association after adjustment for confounding factors, refuting the hypothesis of the review article. Finally, it was observed that the prevalence of dental caries at 12-13 years old was 39.6% and 26% had decayed teeth. The average IQ in this population at age six was 80.6. After adjusting for possible confounding variables, IQ remained associated with the experience of dental caries and the presence of decayed surfaces. Mediation analyzes showed that IQ mediated the association between maternal education and the occurrence of decayed teeth.Sem bolsaporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em EpidemiologiaUFPelBrasilFaculdade de MedicinaCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::EPIDEMIOLOGIAEpidemiologiaCárie dentáriaCrianças - Desenvolvimento cognitivoQIDental cariesEstudos de coorteDesenvolvimento cognitivo na infância e cárie dentária aos 5 e 12 anos: um estudo na coorte de nascimentos de 2004Cognitive development in childhood and dental caries at 5 and 12 years: a study in the 2004 Birth Cohortinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisCorrea, Marcos BrittoGoettems, Marília LeãoDemarco, Flávio FernandoCosta, Francine dos Santosinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELTEXTTese Francine dos Santos Costa.pdf.txtTese Francine dos Santos Costa.pdf.txtExtracted texttext/plain261090http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/9715/6/Tese%20Francine%20dos%20Santos%20Costa.pdf.txta918c65728b501ed482a3a971ef8515cMD56open accessTHUMBNAILTese Francine dos Santos Costa.pdf.jpgTese Francine dos Santos Costa.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1200http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/9715/7/Tese%20Francine%20dos%20Santos%20Costa.pdf.jpg89ce033a489c39f16bb64983ba8e6d00MD57open accessORIGINALTese Francine dos Santos Costa.pdfTese Francine dos Santos Costa.pdfapplication/pdf4422816http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/9715/1/Tese%20Francine%20dos%20Santos%20Costa.pdf8d4e6d47c5d18f78c0248dffbb3319c3MD51open accessCC-LICENSElicense_urllicense_urltext/plain; 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