Ácido abscísico (ABA) e radiação UV-C na maturação pós-colheita de frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Coelho, Miguel Telesca
Orientador(a): Galli, Vanessa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Agronomia
Departamento: Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/8330
Resumo: O morango (Fragaria x ananassa Duch.), pseudofruto da família das Rosaceae, é muito apreciado pelas suas características sensoriais, como a coloração vermelho brilhante e sabor, além da presença de compostos antioxidantes. Por ser um fruto não-climatérico, é colhido na plena maturação, porém neste estádio apresenta textura frágil, o que o torna susceptível a danos mecânicos, desenvolvimento de fungos, acarretando diminuição da qualidade e perdas pós-colheita. Uma das alternativas para tentar evitar esses problemas é colher os frutos antes da plena maturação; porém, neste caso, é necessário promover a indução da maturação na pós-colheita. Estudos tem relatado que o fitormônio ácido abscísico (ABA), pode estar envolvido no processo de maturação de frutos de morango e que a utilização de radiação ultravioleta (UV-C) pode retardar a perda da firmeza e aumentar o teor de compostos antioxidantes. Nesse sentido, objetivou-se avaliar o efeito do tratamento pós-colheita com aplicação de radiação UV-C e ABA no acúmulo de compostos relacionados ao processo de amadurecimento em frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.) colhidos antes da plena maturação. Os frutos foram colhidos com 75% da superfície vermelha. Foram realizados quatro tratamentos (Controle C – sem tratamento; UV-C; ABA; ABA+UVC). Os frutos foram tratados com solução de 1 mmol de ABA e com duas doses de 2 kJ m-2 de radiação UV-C (aplicadas no primeiro e segundo dia) e armazenados por quatro dias, a 20°C e 80% de umidade relativa, e comparados com frutos maturados in vivo (ligados à planta). Todos os tratamentos pós-colheita apresentaram evolução da cor, porém nenhum deles atingiu a coloração ou o teor de sólidos solúveis totais ou de compostos fenólicos dos frutos maturados in vivo. O armazenamento (controle C) não induziu a síntese de ABA, ABA glicosil ester (ABA-GE), ácido faseico (PA) ou ácido dehidrofaseico (DPA) em comparação com o controle C 75%, e resultou na diminuição da firmeza dos frutos em todos os tratamentos. Os frutos tratados com UVC e ABA+UV-C apresentaram menor ângulo a*, caracterizando um atraso no acúmulo de antocianinas, porém não houve diferença no teor e no perfil de antocianinas entre os tratamentos. Diferente do esperado, a firmeza não foi afetada nestes tratamentos com UV-C. Apesar disso, os frutos destes tratamentos mantiveram valores similares aos teores de ácido L-ascórbico dos frutos C e maturados in vivo, sugerindo que a radiação UV-C atuou na preservação deste composto. O tratamento com ABA resultou em acúmulo maior de ABA, ABA-GE e PA, comparado aos demais tratamentos, sugerindo que esse fitormônio afetou o metabolismo dos frutos, a exemplo dos compostos fenólicos; ABA, ABA-GE e PA foram os responsáveis pela separação dos tratamentos ABA e ABA+UV-C dos demais tratamentos na análise de componentes principais (PCA). O tratamento ABA+UV-C apresentou um comportamento intermediário entre os tratamentos ABA e UVC, sendo agrupado mais próximo ao tratamento com ABA na análise de PCA por ter apresentado maiores teores de ABA, ABA-GE, PA e DPA do que os tratamentos sem aplicação de ABA. Concluiu-se que a maturação pós-colheita de frutos de morango é diferente da maturação in vivo; que o acúmulo de ABA e seus derivados nos tratamentos que receberam ABA exógeno 8 alterou o metabolismo dos frutos, mas não resultou na indução esperada de antocianinas; que a aplicação de UV-C pode ser interessante para manter os níveis de ácido L-ascórbico nos frutos e que a ação combinada de ABA+UV-C resultou em efeitos combinados destes dois tratamentos.
id UFPL_75ad9e1738eff202fcfa8d2d975cbaf6
oai_identifier_str oai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/8330
network_acronym_str UFPL
network_name_str Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
repository_id_str
spelling 2022-04-29T19:59:42Z2022-042022-04-29T19:59:42Z2022-04-01COELHO, Miguel Telesca. Ácido abscísico (ABA) e radiação UV-C na maturação pós-colheita de frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.). 2022. 85f. Dissertação (Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos) – Programa de PósGraduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Faculdade de Agronomia “Eliseu Maciel”, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2022.http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/8330O morango (Fragaria x ananassa Duch.), pseudofruto da família das Rosaceae, é muito apreciado pelas suas características sensoriais, como a coloração vermelho brilhante e sabor, além da presença de compostos antioxidantes. Por ser um fruto não-climatérico, é colhido na plena maturação, porém neste estádio apresenta textura frágil, o que o torna susceptível a danos mecânicos, desenvolvimento de fungos, acarretando diminuição da qualidade e perdas pós-colheita. Uma das alternativas para tentar evitar esses problemas é colher os frutos antes da plena maturação; porém, neste caso, é necessário promover a indução da maturação na pós-colheita. Estudos tem relatado que o fitormônio ácido abscísico (ABA), pode estar envolvido no processo de maturação de frutos de morango e que a utilização de radiação ultravioleta (UV-C) pode retardar a perda da firmeza e aumentar o teor de compostos antioxidantes. Nesse sentido, objetivou-se avaliar o efeito do tratamento pós-colheita com aplicação de radiação UV-C e ABA no acúmulo de compostos relacionados ao processo de amadurecimento em frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.) colhidos antes da plena maturação. Os frutos foram colhidos com 75% da superfície vermelha. Foram realizados quatro tratamentos (Controle C – sem tratamento; UV-C; ABA; ABA+UVC). Os frutos foram tratados com solução de 1 mmol de ABA e com duas doses de 2 kJ m-2 de radiação UV-C (aplicadas no primeiro e segundo dia) e armazenados por quatro dias, a 20°C e 80% de umidade relativa, e comparados com frutos maturados in vivo (ligados à planta). Todos os tratamentos pós-colheita apresentaram evolução da cor, porém nenhum deles atingiu a coloração ou o teor de sólidos solúveis totais ou de compostos fenólicos dos frutos maturados in vivo. O armazenamento (controle C) não induziu a síntese de ABA, ABA glicosil ester (ABA-GE), ácido faseico (PA) ou ácido dehidrofaseico (DPA) em comparação com o controle C 75%, e resultou na diminuição da firmeza dos frutos em todos os tratamentos. Os frutos tratados com UVC e ABA+UV-C apresentaram menor ângulo a*, caracterizando um atraso no acúmulo de antocianinas, porém não houve diferença no teor e no perfil de antocianinas entre os tratamentos. Diferente do esperado, a firmeza não foi afetada nestes tratamentos com UV-C. Apesar disso, os frutos destes tratamentos mantiveram valores similares aos teores de ácido L-ascórbico dos frutos C e maturados in vivo, sugerindo que a radiação UV-C atuou na preservação deste composto. O tratamento com ABA resultou em acúmulo maior de ABA, ABA-GE e PA, comparado aos demais tratamentos, sugerindo que esse fitormônio afetou o metabolismo dos frutos, a exemplo dos compostos fenólicos; ABA, ABA-GE e PA foram os responsáveis pela separação dos tratamentos ABA e ABA+UV-C dos demais tratamentos na análise de componentes principais (PCA). O tratamento ABA+UV-C apresentou um comportamento intermediário entre os tratamentos ABA e UVC, sendo agrupado mais próximo ao tratamento com ABA na análise de PCA por ter apresentado maiores teores de ABA, ABA-GE, PA e DPA do que os tratamentos sem aplicação de ABA. Concluiu-se que a maturação pós-colheita de frutos de morango é diferente da maturação in vivo; que o acúmulo de ABA e seus derivados nos tratamentos que receberam ABA exógeno 8 alterou o metabolismo dos frutos, mas não resultou na indução esperada de antocianinas; que a aplicação de UV-C pode ser interessante para manter os níveis de ácido L-ascórbico nos frutos e que a ação combinada de ABA+UV-C resultou em efeitos combinados destes dois tratamentos.Strawberry (Fragaria x ananassa Duch.), a pseudofruit of the Rosaceae family, is highly appreciated for its sensory characteristics, such as its bright red color and flavor, in addition to the presence of antioxidant compounds. As it is a non-climacteric fruit, it is harvested at full maturity, but at this stage it has a fragile texture, which makes it susceptible to mechanical damage, fungal development, resulting in decreased quality and post-harvest losses. One of the alternatives to avoid these problems is to harvest the fruits before being fully ripe; however, in this case, it is necessary to promote the induction of post-harvest ripening. Studies have reported that the phytohormone abscisic acid (ABA) may be involved in the ripening process of strawberry fruits and that the use of ultraviolet radiation (UV-C) can delay the loss of firmness and increase the content of antioxidant compounds. Therefore, the objective of this study was to evaluate the effect of post-harvest treatment of UV-C and ABA on the accumulation of compounds related to the ripening process in strawberry fruits (Fragaria x ananassa Duch.) harvested before full maturation. The fruits were harvested with 75% red surface. Four treatments were performed (Control C – no treatment; UV-C; ABA; ABA+UV-C). The fruits were treated with 1 mmol ABA solution and two doses of 2 kJ m-2 of UV-C radiation (applied on the first and second days) and stored for four days at 20°C and 80% relative humidity; and compared with in vivo ripen (plant-attached) fruits. All post-harvest treatments showed color evolution, but none of them reached the color or the total soluble solids or phenolic compounds content of the fruits ripened in vivo. Storage (control C) did not induce the synthesis of ABA, ABA glycosyl ester (ABA-GE), phaseic acid (PA) or dehydrophaseic acid (DPA) compared to control C 75%, and resulted in reduced fruit firmness in all treatments. The fruits treated with UV-C and ABA+UV-C had a lower a* angle, characterizing a delay in the accumulation of anthocyanins, but there was no difference in the content and profile of anthocyanins between treatments. Unlike expected, firmness was not affected in these UV-C treatments. Despite this, the fruits of these treatments showed values similar to the Lascorbic acid contents of the C 75% and C 100% fruits, suggesting that UV-C radiation toward the preservation of this compound. The treatment with ABA resulted in greater accumulation of ABA, ABA-GE and PA, compared to the other treatments, suggesting that this phytohormone affected the metabolism of the fruits, such as phenolic compounds; ABA, ABA-GE and PA were responsible for separating the ABA and ABA+UV-C treatments from the other treatments in the principal component analysis (PCA). The ABA+UV-C treatment showed an intermediate behavior between the ABA and UVC treatments, being grouped closer to the ABA treatment in the PCA analysis because it presented higher levels of ABA, ABA-GE, PA and DPA than the treatments without ABA application. In conclusion, the postharvest maturation of strawberry fruits is different from the in vivo maturation; the accumulation of ABA and its derivatives in treatments that received exogenous ABA altered fruit metabolism, but did not result in the expected induction of anthocyanins; the application of UV-C may be interesting to maintain the levels of L-ascorbic acid in the fruits; and the combined action of ABA+UVC resulted in combined effects of these two treatments.porUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em AgronomiaUFPelBrasilFaculdade de Agronomia Eliseu MacielCNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::CIENCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOSPós-colheitaEstresse abióticoAmadurecimentoNão-climatéricoFitormônioFragaria x ananassa Duch.Post-harvestAbiotic stressMaturationNon-climactericÁcido abscísico (ABA) e radiação UV-C na maturação pós-colheita de frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.)Abscisic acid (ABA) and UV-C radiation on postharvest ripening of strawberry fruits (Fragaria x ananassa Duch.).info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://lattes.cnpq.br/4180746338083881http://lattes.cnpq.br/0681826427201399Galli, VanessaCoelho, Miguel Telescainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELTEXTDISSERTACAO_Miguel_Coelho.pdf.txtDISSERTACAO_Miguel_Coelho.pdf.txtExtracted texttext/plain157552http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/8330/6/DISSERTACAO_Miguel_Coelho.pdf.txtb1f5aa7a13d88bd908e13e8552644087MD56open accessTHUMBNAILDISSERTACAO_Miguel_Coelho.pdf.jpgDISSERTACAO_Miguel_Coelho.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1251http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/8330/7/DISSERTACAO_Miguel_Coelho.pdf.jpgba56fd9c1c9acdb5f44d347219322900MD57open accessORIGINALDISSERTACAO_Miguel_Coelho.pdfDISSERTACAO_Miguel_Coelho.pdfapplication/pdf2432363http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/8330/1/DISSERTACAO_Miguel_Coelho.pdf4e8a960a8f5602f583d39fe830ef90e2MD51open accessCC-LICENSElicense_urllicense_urltext/plain; charset=utf-849http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/8330/2/license_url924993ce0b3ba389f79f32a1b2735415MD52open accesslicense_textlicense_texttext/html; charset=utf-80http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/8330/3/license_textd41d8cd98f00b204e9800998ecf8427eMD53open accesslicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-80http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/8330/4/license_rdfd41d8cd98f00b204e9800998ecf8427eMD54open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81866http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/8330/5/license.txt43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9bMD55open accessprefix/83302023-07-13 04:55:46.912open accessoai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/8330TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIApzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIApmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gRGVwb3NpdGEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byAKcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIERlcG9zaXRhIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIApWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBEZXBvc2l0YSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyAKT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgCkVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCgpPIERlcG9zaXRhIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIAphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufpel.edu.br/oai/requestrippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.bropendoar:2023-07-13T07:55:46Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Ácido abscísico (ABA) e radiação UV-C na maturação pós-colheita de frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.)
dc.title.alternative.pt_BR.fl_str_mv Abscisic acid (ABA) and UV-C radiation on postharvest ripening of strawberry fruits (Fragaria x ananassa Duch.).
title Ácido abscísico (ABA) e radiação UV-C na maturação pós-colheita de frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.)
spellingShingle Ácido abscísico (ABA) e radiação UV-C na maturação pós-colheita de frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.)
Coelho, Miguel Telesca
CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::CIENCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS
Pós-colheita
Estresse abiótico
Amadurecimento
Não-climatérico
Fitormônio
Fragaria x ananassa Duch.
Post-harvest
Abiotic stress
Maturation
Non-climacteric
title_short Ácido abscísico (ABA) e radiação UV-C na maturação pós-colheita de frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.)
title_full Ácido abscísico (ABA) e radiação UV-C na maturação pós-colheita de frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.)
title_fullStr Ácido abscísico (ABA) e radiação UV-C na maturação pós-colheita de frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.)
title_full_unstemmed Ácido abscísico (ABA) e radiação UV-C na maturação pós-colheita de frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.)
title_sort Ácido abscísico (ABA) e radiação UV-C na maturação pós-colheita de frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.)
author Coelho, Miguel Telesca
author_facet Coelho, Miguel Telesca
author_role author
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/4180746338083881
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/0681826427201399
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Galli, Vanessa
dc.contributor.author.fl_str_mv Coelho, Miguel Telesca
contributor_str_mv Galli, Vanessa
dc.subject.cnpq.fl_str_mv CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::CIENCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS
topic CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::CIENCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS
Pós-colheita
Estresse abiótico
Amadurecimento
Não-climatérico
Fitormônio
Fragaria x ananassa Duch.
Post-harvest
Abiotic stress
Maturation
Non-climacteric
dc.subject.por.fl_str_mv Pós-colheita
Estresse abiótico
Amadurecimento
Não-climatérico
Fitormônio
Fragaria x ananassa Duch.
Post-harvest
Abiotic stress
Maturation
Non-climacteric
description O morango (Fragaria x ananassa Duch.), pseudofruto da família das Rosaceae, é muito apreciado pelas suas características sensoriais, como a coloração vermelho brilhante e sabor, além da presença de compostos antioxidantes. Por ser um fruto não-climatérico, é colhido na plena maturação, porém neste estádio apresenta textura frágil, o que o torna susceptível a danos mecânicos, desenvolvimento de fungos, acarretando diminuição da qualidade e perdas pós-colheita. Uma das alternativas para tentar evitar esses problemas é colher os frutos antes da plena maturação; porém, neste caso, é necessário promover a indução da maturação na pós-colheita. Estudos tem relatado que o fitormônio ácido abscísico (ABA), pode estar envolvido no processo de maturação de frutos de morango e que a utilização de radiação ultravioleta (UV-C) pode retardar a perda da firmeza e aumentar o teor de compostos antioxidantes. Nesse sentido, objetivou-se avaliar o efeito do tratamento pós-colheita com aplicação de radiação UV-C e ABA no acúmulo de compostos relacionados ao processo de amadurecimento em frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.) colhidos antes da plena maturação. Os frutos foram colhidos com 75% da superfície vermelha. Foram realizados quatro tratamentos (Controle C – sem tratamento; UV-C; ABA; ABA+UVC). Os frutos foram tratados com solução de 1 mmol de ABA e com duas doses de 2 kJ m-2 de radiação UV-C (aplicadas no primeiro e segundo dia) e armazenados por quatro dias, a 20°C e 80% de umidade relativa, e comparados com frutos maturados in vivo (ligados à planta). Todos os tratamentos pós-colheita apresentaram evolução da cor, porém nenhum deles atingiu a coloração ou o teor de sólidos solúveis totais ou de compostos fenólicos dos frutos maturados in vivo. O armazenamento (controle C) não induziu a síntese de ABA, ABA glicosil ester (ABA-GE), ácido faseico (PA) ou ácido dehidrofaseico (DPA) em comparação com o controle C 75%, e resultou na diminuição da firmeza dos frutos em todos os tratamentos. Os frutos tratados com UVC e ABA+UV-C apresentaram menor ângulo a*, caracterizando um atraso no acúmulo de antocianinas, porém não houve diferença no teor e no perfil de antocianinas entre os tratamentos. Diferente do esperado, a firmeza não foi afetada nestes tratamentos com UV-C. Apesar disso, os frutos destes tratamentos mantiveram valores similares aos teores de ácido L-ascórbico dos frutos C e maturados in vivo, sugerindo que a radiação UV-C atuou na preservação deste composto. O tratamento com ABA resultou em acúmulo maior de ABA, ABA-GE e PA, comparado aos demais tratamentos, sugerindo que esse fitormônio afetou o metabolismo dos frutos, a exemplo dos compostos fenólicos; ABA, ABA-GE e PA foram os responsáveis pela separação dos tratamentos ABA e ABA+UV-C dos demais tratamentos na análise de componentes principais (PCA). O tratamento ABA+UV-C apresentou um comportamento intermediário entre os tratamentos ABA e UVC, sendo agrupado mais próximo ao tratamento com ABA na análise de PCA por ter apresentado maiores teores de ABA, ABA-GE, PA e DPA do que os tratamentos sem aplicação de ABA. Concluiu-se que a maturação pós-colheita de frutos de morango é diferente da maturação in vivo; que o acúmulo de ABA e seus derivados nos tratamentos que receberam ABA exógeno 8 alterou o metabolismo dos frutos, mas não resultou na indução esperada de antocianinas; que a aplicação de UV-C pode ser interessante para manter os níveis de ácido L-ascórbico nos frutos e que a ação combinada de ABA+UV-C resultou em efeitos combinados destes dois tratamentos.
publishDate 2022
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2022-04-29T19:59:42Z
dc.date.available.fl_str_mv 2022-04
2022-04-29T19:59:42Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2022-04-01
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv COELHO, Miguel Telesca. Ácido abscísico (ABA) e radiação UV-C na maturação pós-colheita de frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.). 2022. 85f. Dissertação (Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos) – Programa de PósGraduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Faculdade de Agronomia “Eliseu Maciel”, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2022.
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/8330
identifier_str_mv COELHO, Miguel Telesca. Ácido abscísico (ABA) e radiação UV-C na maturação pós-colheita de frutos de morango (Fragaria x ananassa Duch.). 2022. 85f. Dissertação (Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos) – Programa de PósGraduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Faculdade de Agronomia “Eliseu Maciel”, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2022.
url http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/8330
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pelotas
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pós-Graduação em Agronomia
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPel
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
dc.publisher.department.fl_str_mv Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pelotas
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
instname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
instacron:UFPEL
instname_str Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
instacron_str UFPEL
institution UFPEL
reponame_str Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
collection Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
bitstream.url.fl_str_mv http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/8330/6/DISSERTACAO_Miguel_Coelho.pdf.txt
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/8330/7/DISSERTACAO_Miguel_Coelho.pdf.jpg
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/8330/1/DISSERTACAO_Miguel_Coelho.pdf
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/8330/2/license_url
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/8330/3/license_text
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/8330/4/license_rdf
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/8330/5/license.txt
bitstream.checksum.fl_str_mv b1f5aa7a13d88bd908e13e8552644087
ba56fd9c1c9acdb5f44d347219322900
4e8a960a8f5602f583d39fe830ef90e2
924993ce0b3ba389f79f32a1b2735415
d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e
d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e
43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9b
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
repository.mail.fl_str_mv rippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.br
_version_ 1862741485891354624