“Não é pornografia, é produção de conteúdo!”: entre paradoxos e reconfigurações do mercado sexual em ambientes digitais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Cunha, Jessica Rodrigues Araujo
Orientador(a): Noleto, Rafael da Silva
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Antropologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/16469
Resumo: Esta tese tem como objetivo analisar, de forma antropológica, uma nova forma de produzir pornografia nas interfaces digitais conhecida como produção de conteúdo +18, aspecto desenvolvido, atualmente, na figura de suas agentes e de seus consumidores múltiplos em uma rede global online. Frente a isso, são discutidas e analisadas a relação da mulher na sociedade moderna e a produção fílmica de material sexual, além disso, através de acompanhamentos e imersões online são apresentadas a produção pessoal de material considerado pornográfico e sexual de jovens mulheres em plataformas digitais como um tipo de trabalho emergente em uma sociedade em crise. Nesse sentido, a possibilidade de tornar o corpo feminino em um produto exposto no universo digital, tendo como base plataformas como Onlyfans, Privacy e Instagram surge como uma questão antropológica a ser trabalhada. E partindo de modelos neoliberais e mercantis os dispositivos digitais estudados (plataformas, mídias, redes sociais) nos mostram formas de uma produção pornográfica como um objetivo de um capitalismo de plataforma, ou seja, lucrar ao captar mais mulheres e consumidores em uma lógica de exposição, vigilância e controle. Desse modo, a produção de uma pornografia de plataforma, vista como produção de conteúdo +18, acaba atraindo muitas mulheres jovens a trabalhar com suas imagens de si representadas por corpos sexualizados e fetichizados, o que aponta para uma demanda de consumo que precisa ser entendida sob o prisma de uma pesquisa antropológica e crítica.
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Frente a isso, são discutidas e analisadas a relação da mulher na sociedade moderna e a produção fílmica de material sexual, além disso, através de acompanhamentos e imersões online são apresentadas a produção pessoal de material considerado pornográfico e sexual de jovens mulheres em plataformas digitais como um tipo de trabalho emergente em uma sociedade em crise. Nesse sentido, a possibilidade de tornar o corpo feminino em um produto exposto no universo digital, tendo como base plataformas como Onlyfans, Privacy e Instagram surge como uma questão antropológica a ser trabalhada. E partindo de modelos neoliberais e mercantis os dispositivos digitais estudados (plataformas, mídias, redes sociais) nos mostram formas de uma produção pornográfica como um objetivo de um capitalismo de plataforma, ou seja, lucrar ao captar mais mulheres e consumidores em uma lógica de exposição, vigilância e controle. Desse modo, a produção de uma pornografia de plataforma, vista como produção de conteúdo +18, acaba atraindo muitas mulheres jovens a trabalhar com suas imagens de si representadas por corpos sexualizados e fetichizados, o que aponta para uma demanda de consumo que precisa ser entendida sob o prisma de uma pesquisa antropológica e crítica.This thesis aims to analyze, in an anthropological view, a new form of producing pornography on digital interfaces known as +18 content production, an aspect currently developed in the figure of its agents and its multiple consumers in a global online network. In view of this, the relationship between women in modern society and the film production of sexual material are discussed and analyzed. Furthermore, through online monitoring and immersion, the personal production of material considered pornographic and sexual by young women on digital platforms is presented as a type of emerging work in a society in crisis. In this sense, the possibility of turning the female body into a product exposed in the digital universe, based on platforms such as Onlyfans, Privacy and Instagram, appears as an anthropological issue to be worked on. And starting from neoliberal and commercial models, the digital devices studied (platforms, media, social networks) show us types of pornographic production as an objective of platform capitalism, that is, to profit by capturing more women and consumers in a logic of exposure, surveillance and control. In this way, the production of platform pornography, seen as the production of +18 content, ends up attracting many young women to work with their images of themselves represented by sexualized and fetishized bodies, which points to a consumer demand that needs to be understood from the perspective of anthropological and critical research.porUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em AntropologiaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS HUMANASANTROPOLOGIAPornografiaGêneroMulheresDigitalTrabalhoPornographyGenderWomenDigitalLabour“Não é pornografia, é produção de conteúdo!”: entre paradoxos e reconfigurações do mercado sexual em ambientes digitaisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://lattes.cnpq.br/9765796409314536http://lattes.cnpq.br/2145625844719060Noleto, Rafael da SilvaCunha, Jessica Rodrigues Araujoreponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALJessica_Cunha_Tese.pdfJessica_Cunha_Tese.pdfapplication/pdf6445476http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16469/1/Jessica_Cunha_Tese.pdfe2e3302a8592224dcb428b854538d1a8MD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-867http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16469/2/license.txtfbd6c74465857056e3ca572d7586661bMD52open accessTEXTJessica_Cunha_Tese.pdf.txtJessica_Cunha_Tese.pdf.txtExtracted texttext/plain464453http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16469/3/Jessica_Cunha_Tese.pdf.txte0f2a75216fac3cc63cf17b0b387ac67MD53open accessTHUMBNAILJessica_Cunha_Tese.pdf.jpgJessica_Cunha_Tese.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1217http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16469/4/Jessica_Cunha_Tese.pdf.jpg46bd3e0af394fdf58c350973e4bf4d2dMD54open accessprefix/164692025-07-08 03:01:55.505open accessoai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/16469VG9kb3Mgb3MgaXRlbnMgZGVzc2EgY29tdW5pZGFkZSBzZWd1ZW0gYSBsaWNlbsOnYSBDcmVhdGl2ZSBDb21tb25zLg==Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufpel.edu.br/oai/requestrippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.bropendoar:2025-07-08T06:01:55Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)false
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