Interações multitróficas no gravatá-do-banhado (Apiaceae): um teste do papel protetivo das formigas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Germann, Thales Henrique
Orientador(a): Echeverry, Sebastian Felipe Sendoya
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/14557
Resumo: As interações mutualísticas das formigas são facilmente observáveis, manuseáveis e se sustentam ao longo do tempo, podendo ser consideradas um sistema modelo para compreender a associação e a defesa das plantas. Uma das formas de defesa antiherbivoria utilizada pelas plantas é a defesa biótica, que consiste na remoção de herbívoros por predadores, protegendo indiretamente a planta. O principal grupo envolvido nesta defesa são as formigas, que além de proteger as plantas contra seus inimigos naturais e diminuir a herbivoria, recebem recompensas alimentares. Esse papel de proteção desempenhado pelas formigas está presente em diversas espécies vegetais, com plantas que possuem estruturas especializadas, algum mecanismo atrativo ou até mesmo que abriguem hemípteros. A interação que ocorre entre hemípteros sugadores e formigas é chamada trofobiose. Os trofobiontes excretam para as formigas atendentes um alimento líquido rico em açúcares. Outra característica importante da biologia das formigas é a construção de formigueiros, sendo uma atividade fundamental para diversos serviços ecossistêmicos. O objetivo desse estudo foi avaliar a atuação de Camponotus termitarius na remoção de herbívoros em plantas de Eryngium pandanifolium (gravatá-do-banhado) nas proximidades dos ninhos. Avaliamos também o papel relativo que a presença de trofobiontes tem nesta remoção. O estudo foi realizado em uma região campestre localizada no Campus Capão do Leão da Universidade Federal de Pelotas, no município Capão do Leão. Para avaliarmos a defesa biótica perante a presença de potenciais herbívoros nas plantas próximas a ninhos e a influência dos trofobiontes, foram utilizados cupins para simular a herbivoria. A defesa biótica fornecida pelas formigas foi avaliada através dos comportamentos observados nas interações com os cupins em vários tipos de variáveis respostas, como: (i) quantidade de formigas na planta; (ii) quantidade de toques das formigas aos cupins; (iii) tempo transcorrido até o primeiro toque; (iv) quantidade de ataque aos cupins; (v) tempo transcorrido até o primeiro ataque; (vi) quantidade de remoções dos cupins e (vii) tempo transcorrido até a remoção. De um total de 360 cupins utilizados, registramos 259 interações, divididas entre 53 toques, 128 ataques e 78 remoções, envolvendo 214 formigas da espécie C. termitarius. Dentre as 60 plantas do experimento, 14 tiveram presença/interação de C. rufipes, portanto foram excluídos do N de alguns experimentos, restando então 46 com interação de C. termitarius, destas, 23 estavam próximas de ninhos e 23 distantes de ninhos. Os resultados são consistentes com a hipótese de que plantas próximas aos ninhos recebem uma maior proteção da formiga C. termitarius contra herbivoria. Dentre as plantas próximas, a distância em que o ninho se encontra é irrelevante para a defesa biótica. O efeito da presença de trofobiontes neste cenário aumenta o patrulhamento e reconhecimento de possíveis ameaças à planta, porém não aumenta os ataques.
id UFPL_9b71daff347890ac0042315526e5933f
oai_identifier_str oai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/14557
network_acronym_str UFPL
network_name_str Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
repository_id_str
spelling 2024-11-13T23:09:44Z2024-11-13T23:09:44Z2022-09-16GERMANN, Thales Henrique. Interações multitróficas no gravatá-do-banhado (Apiaceae): um teste do papel protetivo das formigas. 2022. 48 f. Dissertação (Mestrado em Biologia Animal) - Instituto de Biologia, Universidade Federal de Pelotas. Pelotas, 2022.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/14557As interações mutualísticas das formigas são facilmente observáveis, manuseáveis e se sustentam ao longo do tempo, podendo ser consideradas um sistema modelo para compreender a associação e a defesa das plantas. Uma das formas de defesa antiherbivoria utilizada pelas plantas é a defesa biótica, que consiste na remoção de herbívoros por predadores, protegendo indiretamente a planta. O principal grupo envolvido nesta defesa são as formigas, que além de proteger as plantas contra seus inimigos naturais e diminuir a herbivoria, recebem recompensas alimentares. Esse papel de proteção desempenhado pelas formigas está presente em diversas espécies vegetais, com plantas que possuem estruturas especializadas, algum mecanismo atrativo ou até mesmo que abriguem hemípteros. A interação que ocorre entre hemípteros sugadores e formigas é chamada trofobiose. Os trofobiontes excretam para as formigas atendentes um alimento líquido rico em açúcares. Outra característica importante da biologia das formigas é a construção de formigueiros, sendo uma atividade fundamental para diversos serviços ecossistêmicos. O objetivo desse estudo foi avaliar a atuação de Camponotus termitarius na remoção de herbívoros em plantas de Eryngium pandanifolium (gravatá-do-banhado) nas proximidades dos ninhos. Avaliamos também o papel relativo que a presença de trofobiontes tem nesta remoção. O estudo foi realizado em uma região campestre localizada no Campus Capão do Leão da Universidade Federal de Pelotas, no município Capão do Leão. Para avaliarmos a defesa biótica perante a presença de potenciais herbívoros nas plantas próximas a ninhos e a influência dos trofobiontes, foram utilizados cupins para simular a herbivoria. A defesa biótica fornecida pelas formigas foi avaliada através dos comportamentos observados nas interações com os cupins em vários tipos de variáveis respostas, como: (i) quantidade de formigas na planta; (ii) quantidade de toques das formigas aos cupins; (iii) tempo transcorrido até o primeiro toque; (iv) quantidade de ataque aos cupins; (v) tempo transcorrido até o primeiro ataque; (vi) quantidade de remoções dos cupins e (vii) tempo transcorrido até a remoção. De um total de 360 cupins utilizados, registramos 259 interações, divididas entre 53 toques, 128 ataques e 78 remoções, envolvendo 214 formigas da espécie C. termitarius. Dentre as 60 plantas do experimento, 14 tiveram presença/interação de C. rufipes, portanto foram excluídos do N de alguns experimentos, restando então 46 com interação de C. termitarius, destas, 23 estavam próximas de ninhos e 23 distantes de ninhos. Os resultados são consistentes com a hipótese de que plantas próximas aos ninhos recebem uma maior proteção da formiga C. termitarius contra herbivoria. Dentre as plantas próximas, a distância em que o ninho se encontra é irrelevante para a defesa biótica. O efeito da presença de trofobiontes neste cenário aumenta o patrulhamento e reconhecimento de possíveis ameaças à planta, porém não aumenta os ataques.The mutualistic interactions of ants are easily observable, manageable, sustained over time, and can be considered a model system to understand plant association and defense. One of the forms of anti-herbivory defense used by plants is the biotic defense, which consists of the removal of herbivores by predators, indirectly protecting the plant. The main group involved in this defense are the ants, which in addition to protecting plants against their natural enemies and decreasing herbivory, receive food rewards. This protective role played by ants is present in several plant species, with plants that have specialized structures, some attractive mechanisms, or even that harbor hemipterans. The interaction that occurs between sucking hemipterans and ants is called trophobiosis. Trophobionts excrete a liquid food rich in sugars for the attendant ants. Another important feature of ant biology is the construction of anthills, which is a fundamental activity for several ecosystem services. This study aimed to evaluate the role of Camponotus termitarius in removing herbivores from Eryngium pandanifolium (swamp bowtie) plants near the nests. We also evaluated the relative role that the presence of trophobionts plays in this removal. The study was carried out in a rural region located in the Campus Capão do Leão of the Federal University of Pelotas, in themunicipality of Capão do Leão (southern Brazil). To evaluate the biotic defense in plants, according to proximity to nest and the influence of trophobionts, termites were used as a surrogate of potential herbivores. The biotic defense provided by the ants was evaluated through the behaviors observed in the interactions with termites in several types of response variables that were considered as (i) quantity of ants in the plant; (ii) number of touches by ants to termites; (iii) time elapsed until the first ring; (iv) amount of termite attack; (v) time elapsed until the first attack; (vi) number of termite removals and (vii) time elapsed until removal. From a total of 360 termites used, we recorded 259 interactions, divided into 53 touches, 128 attacks, and 78 removals, involving 214 ants of the species C. termitarius. Among the 60 plants in the experiment, 14 had the presence/interaction of C. rufipes, therefore they were excluded from some experiments, leaving 46 with the interaction of C. termitarius, of which 23 were closer to nests and 23 were far from nests. The results are consistent with the hypothesis that plants close to the nests receive greater protection from the ant C. termitarius against herbivory. Among nearby plants, the distance at which the nest is located is irrelevant for biotic defense. The effect of the presence of trophobionts in this scenario increases patrolling and recognition of possible threats to the plant but does not increase attacks.Sem bolsaporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em Biologia AnimalUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS BIOLOGICASBIOLOGIA GERALDefesa BióticaGravatá-do-banhadoMutualismoTrofobiontesInterações multitróficas no gravatá-do-banhado (Apiaceae): um teste do papel protetivo das formigasMultitrophic interactions in the bow tie (Apiaceae): a test of the protective role of antsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesishttp://lattes.cnpq.br/3957422223102956http://lattes.cnpq.br/8773478118683609Iserhard, Cristiano Agrahttp://lattes.cnpq.br/6722497708487528Echeverry, Sebastian Felipe SendoyaGermann, Thales Henriquereponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALdissertacao_thales_henrique_germann.pdfdissertacao_thales_henrique_germann.pdfapplication/pdf3535417http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/14557/1/dissertacao_thales_henrique_germann.pdfadb2d38538bfd2ecd5340903d56722f6MD51open accessTEXTdissertacao_thales_henrique_germann.pdf.txtdissertacao_thales_henrique_germann.pdf.txtExtracted texttext/plain87747http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/14557/3/dissertacao_thales_henrique_germann.pdf.txtbc75f848372956b4f8206a7309f72279MD53open accessTHUMBNAILdissertacao_thales_henrique_germann.pdf.jpgdissertacao_thales_henrique_germann.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1237http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/14557/4/dissertacao_thales_henrique_germann.pdf.jpg18666c6b083724c234c5339959dec9bfMD54open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81960http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/14557/2/license.txta963c7f783e32dba7010280c7b5ea154MD52open accessprefix/145572024-11-14 03:03:28.899open accessoai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/14557TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkkgLSBDb20gYSBhcHJlc2VudGHDp8OjbyBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8ocykgYXV0b3IoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIChSSSkgZGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVsb3RhcyAoVUZQZWwpIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCB0cmFkdXppciAKKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIAplIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW87CgpJSSAtIFZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJJIGRhIFVGUGVsIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gCnBhcmEgZmlucyBkZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvOwoKSUlJIC0gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBjb25jb3JkYSBxdWUgbyBSSSBkYSBVRlBlbCBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZGUgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIGZpbnMgZGUgc2VndXJhbsOnYSwgYmFja3VwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo287CgpJViAtIFZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gClZvY8OqIHRhbWLDqW0gZGVjbGFyYSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgbsOjbyBpbmZyaW5nZSBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyAKZGUgbmluZ3XDqW07CgpWIC0gQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBSSSBkYSBVRlBlbCBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhOwoKVkkgLSBDQVNPIEEgUFVCTElDQcOHw4NPIE9SQSBERVBPU0lUQURBIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VCk9VVFJBIE9SR0FOSVpBw4fDg08sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyAKRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETzsKClZJSSAtIE8gUkkgZGEgVUZQZWwgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyAKYXV0b3JhaXMgZGEgcHVibGljYcOnw6NvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufpel.edu.br/oai/requestrippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.bropendoar:2024-11-14T06:03:28Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Interações multitróficas no gravatá-do-banhado (Apiaceae): um teste do papel protetivo das formigas
dc.title.alternative.pt_BR.fl_str_mv Multitrophic interactions in the bow tie (Apiaceae): a test of the protective role of ants
title Interações multitróficas no gravatá-do-banhado (Apiaceae): um teste do papel protetivo das formigas
spellingShingle Interações multitróficas no gravatá-do-banhado (Apiaceae): um teste do papel protetivo das formigas
Germann, Thales Henrique
CIENCIAS BIOLOGICAS
Defesa Biótica
Gravatá-do-banhado
Mutualismo
Trofobiontes
BIOLOGIA GERAL
title_short Interações multitróficas no gravatá-do-banhado (Apiaceae): um teste do papel protetivo das formigas
title_full Interações multitróficas no gravatá-do-banhado (Apiaceae): um teste do papel protetivo das formigas
title_fullStr Interações multitróficas no gravatá-do-banhado (Apiaceae): um teste do papel protetivo das formigas
title_full_unstemmed Interações multitróficas no gravatá-do-banhado (Apiaceae): um teste do papel protetivo das formigas
title_sort Interações multitróficas no gravatá-do-banhado (Apiaceae): um teste do papel protetivo das formigas
author Germann, Thales Henrique
author_facet Germann, Thales Henrique
author_role author
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/3957422223102956
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/8773478118683609
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv Iserhard, Cristiano Agra
dc.contributor.advisor-co1Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/6722497708487528
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Echeverry, Sebastian Felipe Sendoya
dc.contributor.author.fl_str_mv Germann, Thales Henrique
contributor_str_mv Iserhard, Cristiano Agra
Echeverry, Sebastian Felipe Sendoya
dc.subject.cnpq.fl_str_mv CIENCIAS BIOLOGICAS
topic CIENCIAS BIOLOGICAS
Defesa Biótica
Gravatá-do-banhado
Mutualismo
Trofobiontes
BIOLOGIA GERAL
dc.subject.por.fl_str_mv Defesa Biótica
Gravatá-do-banhado
Mutualismo
Trofobiontes
dc.subject.cnpq1.pt_BR.fl_str_mv BIOLOGIA GERAL
description As interações mutualísticas das formigas são facilmente observáveis, manuseáveis e se sustentam ao longo do tempo, podendo ser consideradas um sistema modelo para compreender a associação e a defesa das plantas. Uma das formas de defesa antiherbivoria utilizada pelas plantas é a defesa biótica, que consiste na remoção de herbívoros por predadores, protegendo indiretamente a planta. O principal grupo envolvido nesta defesa são as formigas, que além de proteger as plantas contra seus inimigos naturais e diminuir a herbivoria, recebem recompensas alimentares. Esse papel de proteção desempenhado pelas formigas está presente em diversas espécies vegetais, com plantas que possuem estruturas especializadas, algum mecanismo atrativo ou até mesmo que abriguem hemípteros. A interação que ocorre entre hemípteros sugadores e formigas é chamada trofobiose. Os trofobiontes excretam para as formigas atendentes um alimento líquido rico em açúcares. Outra característica importante da biologia das formigas é a construção de formigueiros, sendo uma atividade fundamental para diversos serviços ecossistêmicos. O objetivo desse estudo foi avaliar a atuação de Camponotus termitarius na remoção de herbívoros em plantas de Eryngium pandanifolium (gravatá-do-banhado) nas proximidades dos ninhos. Avaliamos também o papel relativo que a presença de trofobiontes tem nesta remoção. O estudo foi realizado em uma região campestre localizada no Campus Capão do Leão da Universidade Federal de Pelotas, no município Capão do Leão. Para avaliarmos a defesa biótica perante a presença de potenciais herbívoros nas plantas próximas a ninhos e a influência dos trofobiontes, foram utilizados cupins para simular a herbivoria. A defesa biótica fornecida pelas formigas foi avaliada através dos comportamentos observados nas interações com os cupins em vários tipos de variáveis respostas, como: (i) quantidade de formigas na planta; (ii) quantidade de toques das formigas aos cupins; (iii) tempo transcorrido até o primeiro toque; (iv) quantidade de ataque aos cupins; (v) tempo transcorrido até o primeiro ataque; (vi) quantidade de remoções dos cupins e (vii) tempo transcorrido até a remoção. De um total de 360 cupins utilizados, registramos 259 interações, divididas entre 53 toques, 128 ataques e 78 remoções, envolvendo 214 formigas da espécie C. termitarius. Dentre as 60 plantas do experimento, 14 tiveram presença/interação de C. rufipes, portanto foram excluídos do N de alguns experimentos, restando então 46 com interação de C. termitarius, destas, 23 estavam próximas de ninhos e 23 distantes de ninhos. Os resultados são consistentes com a hipótese de que plantas próximas aos ninhos recebem uma maior proteção da formiga C. termitarius contra herbivoria. Dentre as plantas próximas, a distância em que o ninho se encontra é irrelevante para a defesa biótica. O efeito da presença de trofobiontes neste cenário aumenta o patrulhamento e reconhecimento de possíveis ameaças à planta, porém não aumenta os ataques.
publishDate 2022
dc.date.issued.fl_str_mv 2022-09-16
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2024-11-13T23:09:44Z
dc.date.available.fl_str_mv 2024-11-13T23:09:44Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv GERMANN, Thales Henrique. Interações multitróficas no gravatá-do-banhado (Apiaceae): um teste do papel protetivo das formigas. 2022. 48 f. Dissertação (Mestrado em Biologia Animal) - Instituto de Biologia, Universidade Federal de Pelotas. Pelotas, 2022.
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/14557
identifier_str_mv GERMANN, Thales Henrique. Interações multitróficas no gravatá-do-banhado (Apiaceae): um teste do papel protetivo das formigas. 2022. 48 f. Dissertação (Mestrado em Biologia Animal) - Instituto de Biologia, Universidade Federal de Pelotas. Pelotas, 2022.
url http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/14557
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv CC BY-NC-SA
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv CC BY-NC-SA
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pelotas
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPel
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pelotas
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
instname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
instacron:UFPEL
instname_str Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
instacron_str UFPEL
institution UFPEL
reponame_str Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
collection Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
bitstream.url.fl_str_mv http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/14557/1/dissertacao_thales_henrique_germann.pdf
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/14557/3/dissertacao_thales_henrique_germann.pdf.txt
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/14557/4/dissertacao_thales_henrique_germann.pdf.jpg
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/14557/2/license.txt
bitstream.checksum.fl_str_mv adb2d38538bfd2ecd5340903d56722f6
bc75f848372956b4f8206a7309f72279
18666c6b083724c234c5339959dec9bf
a963c7f783e32dba7010280c7b5ea154
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
repository.mail.fl_str_mv rippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.br
_version_ 1862741524232536064