“A Mary Kay é pra todo mundo, mas nem todo mundo é pra Mary Kay”: as consultoras e as subjetividades reconfiguradas pela lógica do pós-celetismo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Miranda, João Matheus Soares
Orientador(a): Gill, Lorena Almeida
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
CLT
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/16503
Resumo: Esta tese pretende compreender as experiências e trajetórias de consultoras e diretoras vinculadas à Mary Kay, empresa de venda direta de cosméticos, a partir da lógica pós-celetista. Visando identificar se ocorrem processos de reconfigurações das subjetividades das trabalhadoras em favor do imaginário do empreendedorismo, bem como a justificação da independência e autonomia no processo de vinculação entre as trabalhadoras e a referida empresa, foram realizadas 13 (treze) entrevistas a partir da metodologia de História Oral. Se a ordem pós-celetista se apresenta como alternativa ao emprego socialmente protegido, especialmente a partir da nova razão de ordem econômica dimensionada pelo neoliberalismo, as experiências das consultoras e diretoras Mary Kay entrevistadas arrazoam a complexidade das relações laborais que escapam às tradicionais vinculações de emprego e apresentam novos contornos às formas de compreensão sobre o trabalho. Engajamento, meritocracia, autonomia e liberdade são princípios e valores comungados pela Mary Kay que, além de caracterizarem o pós-celetismo, se destacam por serem constantemente associados à ideia da feminilidade e a um pretendido mundo cor de rosa Mary Kay. Parte das narrativas apresentadas reproduzem justamente a articulação entre a representação do pós-celetismo e a noção de que a Mary Kay se apresenta como uma alternativa que não apenas transforma vidas sob a perspectiva economicista, mas pela própria assimilação de valores relacionados ao empreendedorismo, costumeiramente representado pela ideia de liberdade e autonomia.
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Se a ordem pós-celetista se apresenta como alternativa ao emprego socialmente protegido, especialmente a partir da nova razão de ordem econômica dimensionada pelo neoliberalismo, as experiências das consultoras e diretoras Mary Kay entrevistadas arrazoam a complexidade das relações laborais que escapam às tradicionais vinculações de emprego e apresentam novos contornos às formas de compreensão sobre o trabalho. Engajamento, meritocracia, autonomia e liberdade são princípios e valores comungados pela Mary Kay que, além de caracterizarem o pós-celetismo, se destacam por serem constantemente associados à ideia da feminilidade e a um pretendido mundo cor de rosa Mary Kay. Parte das narrativas apresentadas reproduzem justamente a articulação entre a representação do pós-celetismo e a noção de que a Mary Kay se apresenta como uma alternativa que não apenas transforma vidas sob a perspectiva economicista, mas pela própria assimilação de valores relacionados ao empreendedorismo, costumeiramente representado pela ideia de liberdade e autonomia.This thesis aims to understand the experiences and trajectories of consultants and directors associated with Mary Kay, a direct sales cosmetics company, from the postCLT (Consolidation of Labor Laws) perspective. It seeks to identify whether there are processes of reconfigurations of the workers' subjectivities in favor of the entrepreneurship imaginary, as well as the justification of independence and autonomy in the process of linking the workers and the aforementioned company. To this end, 13 (thirteen) interviews were conducted using the Oral History methodology. If the postCLT order presents itself as an alternative to socially protected employment, especially from the new economic order rationale dimensioned by neoliberalism, the experiences of the interviewed Mary Kay consultants and directors reason the complexity of labor relations that escape traditional employment links and present new contours to the ways of understanding work. Engagement, meritocracy, autonomy, and freedom are principles and values shared by Mary Kay that, in addition to characterizing post-CLT practices, stand out for being constantly associated with the idea of femininity and a purported pink world. Part of the narratives presented precisely reproduce the articulation between the representation of post-CLT and the notion that Mary Kay presents itself as an alternative that not only transforms lives from an economistic perspective but also by the very assimilation of values related to entrepreneurship, commonly represented by the idea of freedom and autonomy.Sem bolsaporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em SociologiaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS SOCIAIS APLICADASSOCIOLOGIASubjetividadesMary KayTrabalhoCLTConsultorasDiretoras“A Mary Kay é pra todo mundo, mas nem todo mundo é pra Mary Kay”: as consultoras e as subjetividades reconfiguradas pela lógica do pós-celetismo"Mary Kay is for everyone, but not everyone is for Mary Kay”: consultants and subjectivities reconfigured by the logic of post-celetisminfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://lattes.cnpq.br/7394218579189704http://lattes.cnpq.br/6761690884628276Gill, Lorena AlmeidaMiranda, João Matheus Soaresreponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALJoão Matheus Soares Miranda.pdfJoão Matheus Soares Miranda.pdfA Mary Kay é pra todo mundo, mas nem todo mundo é pra Mary Kayapplication/pdf2812444http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16503/1/Jo%c3%a3o%20Matheus%20Soares%20Miranda.pdf182dda5461851c81471129e6bd9fefbeMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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