Interseccionalidade de fatores sociodemográficos na ocorrência de fragilidade em uma cidade do sul do brasil, 2021

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, Luan Nascimento da
Orientador(a): Nunes, Bruno Pereira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Enfermagem
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/17334
Resumo: A fragilidade tem causa multifatorial, sendo plausível que sofra influência das iniquidades sociais. A partir disso é importante compreender como as condições sociodemográficas atuam no processo saúde-doença. Essa abordagem é viável através da interseccionalidade, e dessa forma estabelecer políticas equitativas de acordo com as iniquidades sociais. A análise interseccional preencheria lacunas ainda presentes na literatura, especialmente sobre os fatores não biológicos envolvidos no desenvolvimento dos desfechos de saúde investigados. Logo, o objetivo desta tese foi analisar a ocorrência de fragilidade de acordo com a interseccionalidade de variáveis sociodemográficas entre pessoas em envelhecimento de uma cidade do sul do Brasil. Trata-se de estudo transversal de base populacional. Para o presente trabalho, foram incluídas pessoas com idade igual ou superior a 50 anos, residentes em localidades vinculadas a unidades básicas de saúde. A variável dependente foi fragilidade avaliada a partir de um instrumento de autorrelato composto por cinco componentes: perda de peso não-intencional, diminuição da força e da velocidade da marcha, baixa atividade física e fadiga. A principal variável independente foi a interseccionalidade de fatores sociodemográficos. Foi realizado uma análise interseccional através de modelos de regressão de Poisson utilizando os desfechos dicotômicos. A prevalência de fragilidade foi de 33,6% (IC95%: 31,0– 36,4) e a pré-fragilidade foi de 26,1% (IC95%: 23,7–28,7). Independente da característica sociodemográfica e da categoria dela, a maioria da população (>50%) apresentou algum componente de fragilidade (pré-fragilidade e fragilidade). Observou-se uma relação dose-resposta entre interseccionalidade e fragilidade. Mulheres, pretas/pardas, baixa escolaridade e menor classe econômica, tiveram 2,34 vezes (IC95%: 1,50-3,76) mais fragilidade do que homens, brancos, alta escolaridade e maior classe econômica. Quanto maior a iniquidade, maior a prevalência de piora na autopercepção de fragilidade. A análise ajustada por idade evidenciou-se o mesmo padrão de aumento da piora na autopercepção de fragilidade conforme o aumento da iniquidade. Mulheres, pretas/pardas, baixa escolaridade e menor classe econômica, tiveram 1,75 vezes (IC95%: 1,50-3,76) mais percepção de piora do que homens, brancos, alta escolaridade e maior classe econômica. A determinação social da fragilidade envolve a intersecção de variáveis sociodemográficas. Os resultados apresentados pelo estudo contribuem para o conhecimento de como a pandemia pode ter afetado a saúde das pessoas sob análise da interseccionalidade de fatores sociodemográficos na autopercepção de saúde.
id UFPL_c8f48679668e09aefb60d73c29f300a5
oai_identifier_str oai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/17334
network_acronym_str UFPL
network_name_str Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
repository_id_str
spelling 2025-09-09T09:49:37Z2025-09-082025-09-09T09:49:37Z2024-12-19SILVA, Luan Nascimento da. Interseccionalidade de fatores sociodemográficos na ocorrência de fragilidade em uma cidade do sul do brasil, 2021. Orientador: Bruno Pereira Nunes. 2024. 204f. Tese (Doutorado em Enfermagem) – Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Faculdade de Enfermagem, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2024.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/17334A fragilidade tem causa multifatorial, sendo plausível que sofra influência das iniquidades sociais. A partir disso é importante compreender como as condições sociodemográficas atuam no processo saúde-doença. Essa abordagem é viável através da interseccionalidade, e dessa forma estabelecer políticas equitativas de acordo com as iniquidades sociais. A análise interseccional preencheria lacunas ainda presentes na literatura, especialmente sobre os fatores não biológicos envolvidos no desenvolvimento dos desfechos de saúde investigados. Logo, o objetivo desta tese foi analisar a ocorrência de fragilidade de acordo com a interseccionalidade de variáveis sociodemográficas entre pessoas em envelhecimento de uma cidade do sul do Brasil. Trata-se de estudo transversal de base populacional. Para o presente trabalho, foram incluídas pessoas com idade igual ou superior a 50 anos, residentes em localidades vinculadas a unidades básicas de saúde. A variável dependente foi fragilidade avaliada a partir de um instrumento de autorrelato composto por cinco componentes: perda de peso não-intencional, diminuição da força e da velocidade da marcha, baixa atividade física e fadiga. A principal variável independente foi a interseccionalidade de fatores sociodemográficos. Foi realizado uma análise interseccional através de modelos de regressão de Poisson utilizando os desfechos dicotômicos. A prevalência de fragilidade foi de 33,6% (IC95%: 31,0– 36,4) e a pré-fragilidade foi de 26,1% (IC95%: 23,7–28,7). Independente da característica sociodemográfica e da categoria dela, a maioria da população (>50%) apresentou algum componente de fragilidade (pré-fragilidade e fragilidade). Observou-se uma relação dose-resposta entre interseccionalidade e fragilidade. Mulheres, pretas/pardas, baixa escolaridade e menor classe econômica, tiveram 2,34 vezes (IC95%: 1,50-3,76) mais fragilidade do que homens, brancos, alta escolaridade e maior classe econômica. Quanto maior a iniquidade, maior a prevalência de piora na autopercepção de fragilidade. A análise ajustada por idade evidenciou-se o mesmo padrão de aumento da piora na autopercepção de fragilidade conforme o aumento da iniquidade. Mulheres, pretas/pardas, baixa escolaridade e menor classe econômica, tiveram 1,75 vezes (IC95%: 1,50-3,76) mais percepção de piora do que homens, brancos, alta escolaridade e maior classe econômica. A determinação social da fragilidade envolve a intersecção de variáveis sociodemográficas. Os resultados apresentados pelo estudo contribuem para o conhecimento de como a pandemia pode ter afetado a saúde das pessoas sob análise da interseccionalidade de fatores sociodemográficos na autopercepção de saúde.Frailty has a multifactorial cause, and it is plausible that it is influenced by social inequities. Therefore, it is important to understand how sociodemographic conditions affect the health-disease process. This approach is feasible through intersectionality, and thus establish equitable policies according to social inequities. Intersectional analysis would fill gaps still present in the literature, especially regarding the non-biological factors involved in the development of the health stages investigated. Therefore, the objective of this thesis was to analyze the occurrence of frailty according to the intersectionality of sociodemographic variables among aging people in a city in southern Brazil. This is a population-based cross-sectional study. For this work, people aged 50 years or older, living in locations linked to basic health units, were included. The variable depends on frailty assessed using a self-report instrument composed of five components: unintentional weight loss, increased strength and gait speed, low physical activity, and fatigue. The main independent variable was the intersectionality of sociodemographic factors. An intersectional analysis was performed using Poisson regression models using dichotomous stages. The prevalence of frailty was 33.6% (CI: 95% 31.0–36.4) and pre-frailty was 26.1% (CI: 95% 23.7–28.7). Regardless of the sociodemographic characteristic and its category, the majority of the population (>50%) presented some component of frailty (pre-frailty and frailty). A dose-response relationship was observed between intersectionality and frailty. Women, black/brown, low education level and lower economic class had 2.34 times (CI: 95% 1.50–3.76) more frailty than men, white, high education level and higher economic class. The greater the inequality, the greater the prevalence of worsening in self-perception of frailty. An age-adjusted analysis showed the same pattern of increasing worsening in self-perceived frailty as inequality increased. Women, black/brown, low-education and lower economic class, had 1.75 times (CI: 95% 1.50-3.76) more perception of worsening than men, whites, high-education and higher economic class. The social determination of frailty involves an intersection of sociodemographic variables. The results presented by the detailed study for understanding how the pandemic may have affected people's health under analysis of the intersectionality of sociodemographic factors in self-perceived health.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul - FAPERGSporUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS DA SAUDEENFERMAGEMIncapacidade funcionalFragilidadeInterseccionalidadeFatores sociodemográficosEpidemiologiaFunctional disabilityFrailtyIntersectionalitySociodemographic factorsEpidemiologyInterseccionalidade de fatores sociodemográficos na ocorrência de fragilidade em uma cidade do sul do brasil, 2021Intersectionality of sociodemographic factors in the occurrence of fragility in a city in southern Brazil, 2021info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttps://orcid.org/0000-0003-4435-214Xhttp://lattes.cnpq.br/2218632188500044https://orcid.org/0000-0002-4496-4122http://lattes.cnpq.br/9657804781475201Saes, Mirelle de Oliveirahttp://lattes.cnpq.br/3034427807286952Nunes, Bruno PereiraSilva, Luan Nascimento dareponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALTese_LUAN NASCIMENTO DA SILVA.pdfTese_LUAN NASCIMENTO DA SILVA.pdfapplication/pdf16365939http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/17334/1/Tese_LUAN%20NASCIMENTO%20DA%20SILVA.pdf91820c5f1cc15b24df43c91db4d94a5aMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81960http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/17334/2/license.txta963c7f783e32dba7010280c7b5ea154MD52open accessTEXTTese_LUAN NASCIMENTO DA SILVA.pdf.txtTese_LUAN NASCIMENTO DA SILVA.pdf.txtExtracted texttext/plain266536http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/17334/3/Tese_LUAN%20NASCIMENTO%20DA%20SILVA.pdf.txt7dc0e249a63d371c83708b05139ce6b0MD53open accessTHUMBNAILTese_LUAN NASCIMENTO DA SILVA.pdf.jpgTese_LUAN NASCIMENTO DA SILVA.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1299http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/17334/4/Tese_LUAN%20NASCIMENTO%20DA%20SILVA.pdf.jpg594cf261c152f6c9d36159883608f7f4MD54open accessprefix/173342025-09-10 03:01:24.19open accessoai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/17334TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkkgLSBDb20gYSBhcHJlc2VudGHDp8OjbyBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8ocykgYXV0b3IoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIChSSSkgZGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVsb3RhcyAoVUZQZWwpIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCB0cmFkdXppciAKKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIAplIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW87CgpJSSAtIFZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJJIGRhIFVGUGVsIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gCnBhcmEgZmlucyBkZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvOwoKSUlJIC0gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBjb25jb3JkYSBxdWUgbyBSSSBkYSBVRlBlbCBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZGUgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIGZpbnMgZGUgc2VndXJhbsOnYSwgYmFja3VwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo287CgpJViAtIFZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gClZvY8OqIHRhbWLDqW0gZGVjbGFyYSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgbsOjbyBpbmZyaW5nZSBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyAKZGUgbmluZ3XDqW07CgpWIC0gQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBSSSBkYSBVRlBlbCBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhOwoKVkkgLSBDQVNPIEEgUFVCTElDQcOHw4NPIE9SQSBERVBPU0lUQURBIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VCk9VVFJBIE9SR0FOSVpBw4fDg08sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyAKRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETzsKClZJSSAtIE8gUkkgZGEgVUZQZWwgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyAKYXV0b3JhaXMgZGEgcHVibGljYcOnw6NvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufpel.edu.br/oai/requestrippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.bropendoar:2025-09-10T06:01:24Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Interseccionalidade de fatores sociodemográficos na ocorrência de fragilidade em uma cidade do sul do brasil, 2021
dc.title.alternative.pt_BR.fl_str_mv Intersectionality of sociodemographic factors in the occurrence of fragility in a city in southern Brazil, 2021
title Interseccionalidade de fatores sociodemográficos na ocorrência de fragilidade em uma cidade do sul do brasil, 2021
spellingShingle Interseccionalidade de fatores sociodemográficos na ocorrência de fragilidade em uma cidade do sul do brasil, 2021
Silva, Luan Nascimento da
CIENCIAS DA SAUDE
Incapacidade funcional
Fragilidade
Interseccionalidade
Fatores sociodemográficos
Epidemiologia
Functional disability
Frailty
Intersectionality
Sociodemographic factors
Epidemiology
ENFERMAGEM
title_short Interseccionalidade de fatores sociodemográficos na ocorrência de fragilidade em uma cidade do sul do brasil, 2021
title_full Interseccionalidade de fatores sociodemográficos na ocorrência de fragilidade em uma cidade do sul do brasil, 2021
title_fullStr Interseccionalidade de fatores sociodemográficos na ocorrência de fragilidade em uma cidade do sul do brasil, 2021
title_full_unstemmed Interseccionalidade de fatores sociodemográficos na ocorrência de fragilidade em uma cidade do sul do brasil, 2021
title_sort Interseccionalidade de fatores sociodemográficos na ocorrência de fragilidade em uma cidade do sul do brasil, 2021
author Silva, Luan Nascimento da
author_facet Silva, Luan Nascimento da
author_role author
dc.contributor.authorID.pt_BR.fl_str_mv https://orcid.org/0000-0003-4435-214X
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/2218632188500044
dc.contributor.advisorID.pt_BR.fl_str_mv https://orcid.org/0000-0002-4496-4122
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/9657804781475201
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv Saes, Mirelle de Oliveira
dc.contributor.advisor-co1Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/3034427807286952
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Nunes, Bruno Pereira
dc.contributor.author.fl_str_mv Silva, Luan Nascimento da
contributor_str_mv Saes, Mirelle de Oliveira
Nunes, Bruno Pereira
dc.subject.cnpq.fl_str_mv CIENCIAS DA SAUDE
topic CIENCIAS DA SAUDE
Incapacidade funcional
Fragilidade
Interseccionalidade
Fatores sociodemográficos
Epidemiologia
Functional disability
Frailty
Intersectionality
Sociodemographic factors
Epidemiology
ENFERMAGEM
dc.subject.por.fl_str_mv Incapacidade funcional
Fragilidade
Interseccionalidade
Fatores sociodemográficos
Epidemiologia
Functional disability
Frailty
Intersectionality
Sociodemographic factors
Epidemiology
dc.subject.cnpq1.pt_BR.fl_str_mv ENFERMAGEM
description A fragilidade tem causa multifatorial, sendo plausível que sofra influência das iniquidades sociais. A partir disso é importante compreender como as condições sociodemográficas atuam no processo saúde-doença. Essa abordagem é viável através da interseccionalidade, e dessa forma estabelecer políticas equitativas de acordo com as iniquidades sociais. A análise interseccional preencheria lacunas ainda presentes na literatura, especialmente sobre os fatores não biológicos envolvidos no desenvolvimento dos desfechos de saúde investigados. Logo, o objetivo desta tese foi analisar a ocorrência de fragilidade de acordo com a interseccionalidade de variáveis sociodemográficas entre pessoas em envelhecimento de uma cidade do sul do Brasil. Trata-se de estudo transversal de base populacional. Para o presente trabalho, foram incluídas pessoas com idade igual ou superior a 50 anos, residentes em localidades vinculadas a unidades básicas de saúde. A variável dependente foi fragilidade avaliada a partir de um instrumento de autorrelato composto por cinco componentes: perda de peso não-intencional, diminuição da força e da velocidade da marcha, baixa atividade física e fadiga. A principal variável independente foi a interseccionalidade de fatores sociodemográficos. Foi realizado uma análise interseccional através de modelos de regressão de Poisson utilizando os desfechos dicotômicos. A prevalência de fragilidade foi de 33,6% (IC95%: 31,0– 36,4) e a pré-fragilidade foi de 26,1% (IC95%: 23,7–28,7). Independente da característica sociodemográfica e da categoria dela, a maioria da população (>50%) apresentou algum componente de fragilidade (pré-fragilidade e fragilidade). Observou-se uma relação dose-resposta entre interseccionalidade e fragilidade. Mulheres, pretas/pardas, baixa escolaridade e menor classe econômica, tiveram 2,34 vezes (IC95%: 1,50-3,76) mais fragilidade do que homens, brancos, alta escolaridade e maior classe econômica. Quanto maior a iniquidade, maior a prevalência de piora na autopercepção de fragilidade. A análise ajustada por idade evidenciou-se o mesmo padrão de aumento da piora na autopercepção de fragilidade conforme o aumento da iniquidade. Mulheres, pretas/pardas, baixa escolaridade e menor classe econômica, tiveram 1,75 vezes (IC95%: 1,50-3,76) mais percepção de piora do que homens, brancos, alta escolaridade e maior classe econômica. A determinação social da fragilidade envolve a intersecção de variáveis sociodemográficas. Os resultados apresentados pelo estudo contribuem para o conhecimento de como a pandemia pode ter afetado a saúde das pessoas sob análise da interseccionalidade de fatores sociodemográficos na autopercepção de saúde.
publishDate 2024
dc.date.issued.fl_str_mv 2024-12-19
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2025-09-09T09:49:37Z
dc.date.available.fl_str_mv 2025-09-08
2025-09-09T09:49:37Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv SILVA, Luan Nascimento da. Interseccionalidade de fatores sociodemográficos na ocorrência de fragilidade em uma cidade do sul do brasil, 2021. Orientador: Bruno Pereira Nunes. 2024. 204f. Tese (Doutorado em Enfermagem) – Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Faculdade de Enfermagem, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2024.
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/17334
identifier_str_mv SILVA, Luan Nascimento da. Interseccionalidade de fatores sociodemográficos na ocorrência de fragilidade em uma cidade do sul do brasil, 2021. Orientador: Bruno Pereira Nunes. 2024. 204f. Tese (Doutorado em Enfermagem) – Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Faculdade de Enfermagem, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2024.
url http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/17334
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv CC BY-NC-SA
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv CC BY-NC-SA
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pelotas
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pós-Graduação em Enfermagem
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPel
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pelotas
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
instname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
instacron:UFPEL
instname_str Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
instacron_str UFPEL
institution UFPEL
reponame_str Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
collection Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
bitstream.url.fl_str_mv http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/17334/1/Tese_LUAN%20NASCIMENTO%20DA%20SILVA.pdf
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/17334/2/license.txt
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/17334/3/Tese_LUAN%20NASCIMENTO%20DA%20SILVA.pdf.txt
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/17334/4/Tese_LUAN%20NASCIMENTO%20DA%20SILVA.pdf.jpg
bitstream.checksum.fl_str_mv 91820c5f1cc15b24df43c91db4d94a5a
a963c7f783e32dba7010280c7b5ea154
7dc0e249a63d371c83708b05139ce6b0
594cf261c152f6c9d36159883608f7f4
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
repository.mail.fl_str_mv rippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.br
_version_ 1862741423865987072